Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
No Filme ' ASPIRINAS E URUBÚ" o diretor e o roteirista focaram um episódio passado no Brasil - no nordeste e norte - da chegada da BAYER no Brasil. Mais ainda! O MERCHANDISE era feito através da arte do cinema. Depois de declarado o final da II GUERRA MUNDIAL a história adentra-se na Amazônia. E a vocação da Amazônia ficou sendo a TERRA DE NINGUÉM desde sempre. Hoje não é diferente! A ROTA HAITI_AFRICA_BRASIL nos coloca questões do nosso GENS histórico. A questão da imigração. Desde 2009, com o advento do terremoto no Haiti, assistimos levas e levas de refugiados entrando pela fronteira ilegalmente. Agora, em abril 2014 um fenômeno climático atingiu o Brasil e várias regiões do Planeta. A Amazônia inundou-se... e como era de se esperar atingiu a população de uma maneira sem precedentes. Não porque foi um fenômeno inédito! Não! Isso sempre aconteceu. As populações ribeirinhas tem arquiteturas que aguentam estes movimentos. Mas o impacto das grandes obras criou o que já se esperava. É só vermos aqui os estudos dos alunos da CCA-ECA-USP que estudam através deste BLOG os impactos comentamos . Leia aqui: http://www.cca.eca.usp.br/noticia/545
As notícias de BLOGs da Amazônia nos dão conta da gravidade da situação diante da fragilidade socioambiental deste cenário:" Mais de 300 imigrantes haitianos, dominicanos e
senegaleses que partiram de Rio Branco vão desembarcar de ônibus até o final
desta segunda-feira (28) em São Paulo em busca de trabalho na cidade e em
outras das regiões Sul e Sudeste. Trata-se de um fluxo migratório que tem se
revelado crescente desde dezembro de 2010, quando os primeiros grupos de
haitianos e dominicanos começaram a ingressar no território nacional a partir
do estados do Amazonas e do Acre, na tríplice fronteira do Brasil, Peru e
Bolívia", comentou o jornalista Altino Machado. Não é isso que temos visto aqui em São Paulo. Mais de 700 migrantes chegaram de anteontem até hoje. Sem comida e sem agasalhos. Estamos a uma temperatura de 15o C a 18o C. Estou trazendo a fala de um dos primeiros migrantes pós-terremoto.
Leonel Joseph
Peço para vocês verem a história dele e os caminhos de mudanças"geopolíticas-humanas-econômicas" através de sua história. - "Haitiano, 35 anos, licenciado em línguas modernas, o
professor Leonel Joseph fala seis idiomas. Em abril de 2011,estava abrigado num ginásio de esportes em
Epitaciolândia (AC), na fronteira com a Bolívia, junto com outros 80
compatriotas. Entrevistado pelo Blog da Amazônia, ele anunciava que mais gente,
fugindo da miséria, da violência e de um país devastado por terremoto, ia
continuar procurando o Brasil em busca de solidariedade e trabalho. Leonel
Joseph está desde 2012 em Navegantes (SC), onde vivem cerca de 700 haitianos.
Ele trabalha na Challenge School, em Piçarras (SC), como professor de inglês,
francês e espanhol. Aos domingos, ensina português aos imigrantes, além de ter
fundado a Associação dos Haitianos de Navegantes." É bom que entendermos os significativos pensamentos do Professor Leonel: "- Eu diria que procure outro país porque o salário não
está bom no Brasil. Os haitianos não podem nem alugar uma casa decente com o
mísero salário, que oscila entre R$ 100 e R$ 800. Eles fizerem horas extras,
mas o aluguel de um quartinho aqui varia de R$ 400 a R$ 500 reais, ou mais. De
acordo com Leonel Joseph, os imigrantes passaram a enfrentar “problemas sérios”
porque a empresas não querem mais contratar haitianos. - Eles querem ficar só
alguns meses no trabalho e depois saem para viver como beneficiários do seguro
desemprego. Aqui existe muito trabalho, as vagas sobram, mas os empresários não
querem mais dar emprego. Agora, muitos haitianos estão desempregados. Além dos
700 que vivem em Navegantes, existem outros haitianos em cidades vizinhas ,como
Itajaí, Balneário Camboriu, Itapema e muito mais. Eles não falam português nem
espanhol, nada. Falam apenas crioulo e boa parte é analfabeta. Temos uma
associação e ontem estávamos montando a de Itajaí. Já fizemos a de Itapema.
Queremos organizar todos eles – relatou o professor". Há um vídeo ao lado direito com o depoimento do Prof. Leonel Joseph logo que chegou ao Acre em 2010.
Odila Fonseca é cineasta
Membro da Sociedade de Coaching-Brasil