IMPOSTOS EM SÃO PAULO

terça-feira, 9 de maio de 2017

"APRENDER DA PEDRA" um olhar de Moacir dos Anjos às obras de Marcelo Moscheta




Aprender da Pedra texto de Moacir dos Anjos. Curadoria 
Ter no deslocamento frequente no espaço e na observação dos lugares por onde passa aspectos centrais de sua prática filia Marcelo Moscheta a uma tradição artística que inclui e ata Situacionistas, praticantes da land art e demais criadores peripatéticos. Faz de sua atuação, assim como as desses outros, algo próximo daquela que é própria dos cartógrafos. Faz dele, como de seus pares, um descritor de espaços pelos quais se sente de alguma forma próximo. E consequentemente faz, de seus trabalhos, espécies de mapas. Afinal, o que tanto esses artistas quanto os cartógrafos de profissão praticam é percorrer um território e anotar aquilo que mais chama sua atenção no trajeto, valendo-se, para isso, de ferramentas próprias a seus ofícios. Não é à toa que com tanta frequência apareça, nos trabalhos de Marcelo Moscheta, a ideia de traduzir, em meios que são próprios ao domínio da arte, o interesse em apreender os lugares que com seu corpo atravessa. O interesse em medir, com a dimensão humana de seu corpo e com os instrumentos criativos de que dispõe, espaços que são da escala da paisagem. 


É próprio de qualquer processo cartográfico, contudo, que eleições e exclusões de características do ambiente atravessado sejam feitas, posto que mapas não se confundem com os territórios neles descritos, sendo antes modelos para conhecer-se um pouco deles. Mapas são abstrações de espaços que geram conhecimento empírico ou simbólico sobre esses espaços, formas de apreensão de algo que sempre escapa a intenções de total tradução ou captura. Nisso, mapas e criações artísticas se assemelham: uns e outras partilham a incompletude de sua natureza. Diferenciam-se, no entanto, em um crucial aspecto. A despeito da impossibilidade de totalizar seu objeto de investigação, é próprio dos mapas ocultar tais limites, apresentando-se, no mais das vezes, como representação plena e imparcial de um território. Trabalhos de arte, por sua vez, usualmente revelam a natureza fragmentada e singular da experiência de deixar-se afetar por um lugar, recusando ser sua tradução inteira. Há um certo silêncio na arte, uma recusa à fala escorreita; condição que é traço de ambição e também de recato, sugestão de uma forma de conhecimento que somente a experiência estética oferta. Como mapeadores, artistas escolhem sinalizadores de seu deambular, marcos que assinalem os interesses que surgem de seus embates com os variados territórios que percorrem. Na trajetória de Marcelo Moscheta, são pedras que mais e mais surgem como elementos que assinalam sua passagem por esses lugares. Pedras que são, ao mesmo tempo, parte e resumo de paisagens encontradas; coisas concretas e metáforas inventadas.

São vários os trabalhos do artista em que pedras assumem esse lugar central de pesquisa e exibição, de procura e partilha, de trajeto e paragem. Um dos mais sintéticos em sua clareza muda talvez seja o chamado Deslocando territórios: Projeto para a fronteira Brasil/Uruguay. Ocupando larga extensão de piso e o rebatimento na parede contígua de área semelhante, o trabalho exibe, postas sobre o chão, cinco dezenas de pedras que Marcelo Moscheta recolheu em viagens feitas ao longo da divisa entre os dois países. Arrumadas em colunas e linhas imaginárias sobre o piso, trazem etiquetas que identificam a localização exata onde foram achadas, de acordo com o aparelho de GPS que o artista então usava. Não existe a pretensão, contudo, de reproduzirem ali seu ordenamento original no espaço, aproximando pedras que estavam distribuídas em países distintos e afastando outras que eram antes avizinhadas. Ao deslocar as pedras de seus lugares de origem e mudar com tal gesto, minimamente que seja, os territórios onde elas antes se encontravam, Marcelo Moscheta embaralha demarcações que são menos naturais do que arbitrárias. Mistura de lugares que é ainda reforçada pelos desenhos de grafite sobre PVC arranjados também em grade sobre a parede, como se fossem rebatimento bidimensional das pedras dispostas sobre o chão. Um olhar menos ligeiro revela, porém, que não existe uma correspondência unívoca entre uns e outras, parecendo sugerir que, deste arranjo novo e sem nexos claros, outros territórios – mais acidentados e fluidos – possam ser imaginados.

Outra coleta de pedras, incluindo fragmentos de derivados seus produzidos pelo homem – concreto, paralelepípedo, asfalto – foi feita pelo artista ao longo de caminhadas percorrendo toda a extensão do rio Tietê, de sua nascente à sua foz, no estado de São Paulo. Percurso que foi também aquele feito pelos Bandeirantes mais de dois séculos antes, desbravando terras e escravizando ou matando povos indígenas em nome da geração de riqueza para poucos libertos e brancos. Investigação cartográfica que é, portanto, natural e política, de agora e do passado, e que tem nos minerais achados e escolhidos marcos possíveis para narrar esses fatos. Individualmente identificados com a localização exata de onde foram encontrados, esses fragmentos foram expostos, como artefatos arqueológicos, em duas grandes estantes, postas de um lado e de outro de um grande desenho, também feito em grafite sobre PVC, de uma queda d’água que dia existiu no Tietê, evocando as margens direita e esquerda do rio paulista. Cachoeira que há tempos não existe mais, extinta que foi pela acomodação da água represada do rio necessária à geração de energia. Uma lembrança de que há muito, e por motivos vários, o Tietê gradualmente morre. O nome Arrasto, que dá título ao trabalho, ecoa não somente o movimento forte e fluido das águas, mas a destruição incessante do leito por onde o líquido corre, comprometido por sujeira e mau uso.
Nesses do
is trabalhos, escolhidos em meio a outros aparentados, parece haver a clareza da vontade de extrair um tipo que conhecimento que só existe na matéria dura das pedras. A intenção, mesmo que não claramente formulada, de aprender com elas, tomando, da matéria mineral, lições sobre as formas humanas de organizar-se. Intenção de identificar formas de conhecer o mundo político no que está disposto na paisagem cartografada, aproximando-se daquilo que João Cabral de Melo Neto propunha em seu poema “A educação pela pedra”:


para aprender da pedra, frequentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições de pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-la.

Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.


Traço central do poema, e também dos trabalhos de Marcelo Moscheta, é o fato de não existir transparência dos significados que o contato com a pedra gera, e sim, ao contrário, opacidade. A pedra como metáfora, talvez, da própria arte. Afinal, é no embate pessoal com as palavras e com a produção artística que cada um pode, no uso de suas capacidades, desejos e memórias, formular sentidos próprios do mundo que são irredutíveis a outras formas. Porque se fosse possível traduzi-los em outros modos, se fosse possível explicar com clareza sobre o que tratam essas expressões escritas ou visuais e como elas atuam sobre cada um que entra em atrito com elas, não haveria nem mesmo a necessidade de existirem assim organizadas. A educação pela pedra, diz o poeta, “é pré-didática”. Como os trabalhos de Marcelo Moscheta mais mostram que provam, a arte que realmente conta é uma que frustre e desafie um conhecimento que se pensava já ter. É aquela que instala uma pedagogia do desaprender. Uma arte que importa é aquela que, paradoxalmente, deseduca, ensinando a quem ela afeta a olhar de novo o entorno que se julgava ser já sabido. É aquela que provoca erosão, que constrói destruindo, que aposta no encontro inesperado entre coisas e corpos. Que deseja o que está por vir, o que pouco ainda se sabe.
abril 2017

 O que é Erosão diferencial. Desgaste desigual dos corpos rochosos devido a um forte contraste de resistência, seja ao intemperismo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

AMAZONIA, DESMATAMENTO AMPLIA O DESASTRE AMBIENTAL


10 JAN2017
A Amazônia perdeu 7.989 quilômetros quadrados (km²) de floresta, a maior taxa desde 2008, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) a partir de dados oficiais divulgados pelo governo federal no fim do ano passado.


Desmatamento de 2016 na Amazônia é o maior desde 2008, segundo levantamento do Ipam
Foto: Agência Brasil
O desmatamento no período equivale à derrubada de 128 campos de futebol por hora de floresta, segundo a entidade. O perfil fundiário dos responsáveis pela devastação teve pouca variação em relação aos últimos anos: a maior derrubada ocorreu nas propriedades privadas (35,4%), seguida de assentamentos (28,6%), terras públicas não destinadas e áreas sem informação cadastral (24%), e pelas unidades de conservação, que registraram 12% de todo o desmatamento verificado nos 12 meses analisados.
De acordo com o Panorama do desmatamento da Amazônia 2016,Os Estados que registraram maior aumento da taxa de desmatamento foram Amazonas, Acre e Pará, com incremento de 54%, 47% e 41%, respectivamente. Em números absolutos, o Estado que mais desmatou foi o Pará, 3.025 km² de floresta a menos; seguido de Mato Grosso, que perdeu de 1.508 km² de vegetação nativa; e Rondônia, com 1.394 km² de derrubadas. Os três estados respondem por 75% do total desmatado em 2016.
Segundo o levantamento do Ipam, o ranking de dez municípios que lideram o desmatamento na Amazônia permanece praticamente inalterado nos últimos anos. Cinco municípios da lista são do Pará: Altamira, São Feliz do Xingu, Novo Repartimento, Portel e Novo Progresso. O ranking também tem dois municípios amazonenses: Lábrea e Apuí; dois de Rondônia: Porto Velho e Nova Mamoré; e um de Mato Grosso: Colniza, que lidera o desmatamento no estado há, pelo menos, quatro anos.
O estudo aponta a necessidade de envolvimento da sociedade no controle do desmatamento "com uma nova estruturação de ações de comando e controle, criação de uma agenda positiva de incentivos à eficiência da produção em áreas já desmatadas e mais apoio para quem mantém seu ativo florestal, bem com participação do mercado e do sistema bancário no controle do desmatamento".
Histórico
Desde 2004, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em mais de 70%, após o segundo pico mais alto da história do monitoramento do bioma, com 27.772 km². De 2009 a 2015, o ritmo da derrubada manteve-se estagnado em um patamar médio de 6.080 km² por ano. Em 2012, foi registrada a taxa de desmatamento mais baixa dos últimos 20 anos na Amazônia, com 4.571 km². No entanto, após essa data, o cenário de desmatamento apresentou sucessivos aumentos e pequenos recuos.

Os dados analisados pelo Ipam são do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes).
SAIBA MAIS
·       

·       

·       

·       

·       

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

GOVERNO TEMER: REDUÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMAZONICA . MINISTÉRIO DE MEIO AMBIENTE ESTÁ FORA DOS ESTUDOS

quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2017
Esta notícia está associada ao Programa: 
MMA diz desconhecer proposta de reduzir em 65% conjunto de cinco áreas que fecham cinturão de contenção do desmatamento no sul do Amazonas
O governo Michel Temer pretende encaminhar ao Congresso uma proposta para extinguir uma Unidade de Conservação (UC) e reduzir drasticamente outras quatro, todas criadas pela ex-presidente Dilma Rousseff na região de Apuí, no sul do Amazonas (saiba mais). A iniciativa depende ainda do aval do Ministério de Minas e Energia (MME). A princípio, a ideia é apresentar um Projeto de Lei (PL), mas não está descartada a edição de uma Medida Provisória. As informações são da assessoria da Casa Civil.
A decisão de encaminhar a proposta foi tomada numa reunião entre o ministro Eliseu Padilha, parlamentares federais e representantes de produtores rurais, numa reunião no Planalto, ontem (7/2). A assessoria informou que Padilha não se manifestaria e que não seria possível ter acesso ao projeto.
O ISA obteve um esboço do PL por meio do gabinete do senador Omar Azis (PSD-AM), mas a proposta teria partido do governo, ainda segundo a assessoria da Casa Civil. Ela não soube esclarecer se o projeto foi elaborado apenas pela pasta ou com a participação de outras.
Em nota, o Ministério de Meio Ambiente (MMA) afirmou que desconhecia as negociações, mas que “tão logo seja informado oficialmente irá se pronunciar”. O texto diz ainda que “qualquer alteração de área em Unidades de Conservação depende de análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por hora, este Ministério dedica esforços ao combate ao desmatamento”. Há poucos dias, o MMA anunciou que uma de suas prioridades para 2017 seria o aumento do número de UCs no país (leia aqui).
Área perdida para conservação
A pretensão é extinguir a Área de Proteção Ambiental (APA) de Campos de Manicoré, diminuir o Parque Nacional (Parna) de Acari, a Reserva Biológica (Rebio) de Manicoré, as Florestas Nacionais (Flonas) de Urupadi e Aripuanã. A área protegida total cairia de 2,6 milhões de hectares para 1,6 milhão de hectares, um decréscimo de 65%. O território perdido para a conservação, de 1 milhão de hectares, equivale à metade do estado de Sergipe (veja tabela abaixo).
As unidades que o governo pretende retalhar têm função estratégica. Elas fecham o cinturão de áreas protegidas, ao longo do sul do Pará e do Amazonas, que impede o avanço do desmatamento em direção ao centro da floresta amazônica. Também pretendem impedir a disseminação da grilagem e do desmatamento frente à pavimentação da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), ao norte da região. O sul do Amazonas abriga uma das frentes de desmatamento mais dinâmicas da Amazônia. Por outro lado, a capacidade das UCs de conter o desflorestamento é reconhecida há anos. 
O asfaltamento da BR-319 é defendido por políticos e fazendeiros. A preocupação dos ambientalistas é que, ao estimular novas frentes de desmatamento, ele consolide a fragmentação da floresta, com consequências nefastas (veja abaixo vídeo da coordenadora adjunta de Política e Direito do ISA, Nurit Bensusan).
“A fragmentação de um ambiente natural, nesse caso de uma extensão de florestas contínuas bem preservadas, compromete seus processos ecológicos e dinâmica de espécies", alerta a assessora do ISA Sílvia Futada. "Esse processo causa mudanças drásticas que alteram o microclima local, a qualidade da água, a luminosidade e, por conseguinte, altera a dinâmica, composição, estrutura e interações das comunidades naturais", completa.
“Não temos nada contra se demarcar e manter áreas ambientalmente protegidas, mas é preciso que se tenha cuidado com milhares de pessoas que vivem naquela região, que produzem, tiram sua renda dali”, diz Omar Azis. “São produtores, pequenos empresários, milhares de pessoas que seriam, literalmente, colocadas para fora. Isso não pode acontecer, não houve a discussão necessária para resolver este problema”, defende.
O ICMBio contesta e diz que promoveu reuniões e consultas sobre a criação das UCs em vários municípios do sul do Amazonas.
Redução de UCs e aumento do desmatamento
O plano de reduzir as áreas no sul do Amazonas é divulgado após a edição de duas MPs pelo governo Temer, em dezembro, que alteram os limites de outras UCs no sul do Pará, igualmente para acomodar os interesses de produtores rurais (leia mais). As duas MPs devem ser analisadas pelo Congresso em breve. 
A alteração de UCs vem sendo criticada duramente por ambientalistas e pesquisadores. Eles avaliam que, ao sinalizar fragilidade e contradição da ação do Estado, ela estimula o desmatamento e a grilagem.
A nova proposta de redução de UCs também vem a público poucos meses depois da informação de que o desmatamento voltou a disparar na Amazônia. Entre agosto de 2015 e julho de 2016, foram derrubados quase 8 mil quilômetros quadrados de florestas na região, um aumento cerca de 30% em relação aos 6,2 mil quilômetros quadrados registrados entre 2014 e 2015 (saiba mais).
Região abriga rica biodiversidade
Segundo estudo do ICMBio que subsidiou a criação das Ucs no sul do Amazonas, elas visam “proteger a rica biodiversidade da Floresta Amazônica, na região entre os rios Madeira e Tapajós, que já sofre com a pressão humana e abriga imensa variedade de espécies de plantas e animais – alguns endêmicos e raros; outros ameaçados de extinção ou recém-descobertos pela ciência. Na região ocorrem pelo menos 13 espécies de primatas, sendo três delas endêmicas e descritas recentemente. Entre os primatas, há ainda nove espécies consideradas vulneráveis à extinção e estima-se que existam na área cerca de 800 espécies de aves”. Espécies endêmicas são aquelas que só ocorrem naquele local.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE- sítio Ramsar desde 2010


O Parque Estadual do Rio Doce está localizado no sudoeste de Minas Gerais, a 248 km de Belo Horizonte, numa área metropolitana do Vale do Aço composta pelos municípios de Timóteo, Marliéria e Dionísio. Até antes da colonização portuguesa, a região era habitada pelos indígenas Botocudos. No início da década de 1930, o então arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, durante viagem a Marliéria, conheceu a beleza das florestas e lagoas da região, pelas quais decidiu empenhar-se em preservar, começando pela criação de uma reserva florestal, o que conseguiu fazer em 14 de julho de 1944.Durante muito tempo, a administração do Parque ficou a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais. Em 1962, foi criado o Instituto Estadual de Florestas (IEF), que passou a geri-lo, logo abrindo-o ao turismo. Alguns anos depois, durante a época da seca, uma fogueira deixada por um turista provocou um incêndio que se alastrou por cerca de 9 mil hectares de florestas, causando 11 mortes. Após sete anos de reformas, o parque foi reaberto para visitação, mas até hoje a parte afetada pelo incêndio encontra-se em regeneração.
Mariana

Vegetação, fauna e flora

Com área total de 35.976 hectares, e a 300 m de altitude, é a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas Gerais, formando com o Pantanal Matogrossense e o sistema Amazônico os três maiores sistemas de lagos do País. O Parque Estadual recebe a denominação de depressão interplanáltica do Rio Doce, e é constituído por cerca de 42 lagoas, sendo a maior destas, com 6,7 Km² e 32 m de profundidade, a Lagoa Dom Helvécio, mais conhecida como Lagoa do Bispo, em homenagem ao idealizador do Parque. A vegetação é marcada por árvores raras e centenárias, tais como a garapa, o vinhático, a sapucaia, a canela sassafrás, o jacarandá-da-baía e o jequitibá, este podendo viver até mil anos. Também há, listadas, 1129 espécies vegetais, além de 10 mil espécies compondo a flora local, estabelecendo uma significativa e incomum diversidade a essa área úmida. Quanto à fauna, o parque abriga um total de 1.383 espécies de mamíferos, anfíbios e aves. Dentre tantos outros, há o macaco-prego, a anta, capivara, paca, sauá, cotia e o jacaré-de-papo-amarelo, além de espécies ameaçadas de extinção, como o macuco, a onça pintada e o mono-carvoeiro, maior macaco dos continentes americanos. Dentre os peixes, grandes populações de cumbaca, piabinha, traíra, lambari, bagre, manjuba, cará, piranha e tucunaré, e, da avifauna, destaque para o beija-flor, jacu-açu, anumará, besourinho, chauá e saíra.
Objetivos Assim como as demais unidades de conservação, o Parque Estadual do Rio Doce tem como objetivos prioritários de manejo a preservação, o desenvolvimento de pesquisas científicas, a recreação e educação ambiental. No que se refere à preservação ambiental, no caso do PERD, a prioridade é a parte local da Mata Atlântica e suas espécies – apenas por um exemplo, o parque mantém um viveiro com produção anual de até 500 mil mudas, inclusive de plantas medicinais.
Sítios Ramsar O Parque Estadual do Rio Doce tornou-se Sítio Ramsar em fevereiro de 2010, correspondendo à diretriz do governo brasileiro, cumprida desde sua adesão à Convenção de Ramsar, de indicar para a Lista deste tratado internacional somente Áreas Úmidas que sejam unidades de conservação, assim favorecendo a adoção de medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo País perante a Convenção. Além do Parque Estadual do Rio Doce, o Brasil tem outras 11 Áreas Úmidas na Lista de Ramsar.
Fonte:
Ministério do Meio ambiente


RIO DOCE "VIRA ESTRADA DE TERRA" Linhares e Colatina no ES

RIO DOCE entre Linhares e Colatina

Chuva que começou a cair no estado não é suficiente para reverter seca.
Outros rios do Espírito Santo também estão com níveis abaixo do normal.
A chuva que começou a cair nesta quinta-feira (5) e a previsão para os próximos dias não são suficientes para reduzir os efeitos da seca no Espírito Santo, segundo apontaram especialistas. Os rios que abastecem o estado estão com os níveis abaixo do normal, o que levou o governo a declarar a existência de "cenário de alerta". O maior do estado, o Rio Doce, também vêm sofrendo com a estiagem. No trecho entre Colatina e Linhares, a água deu lugar a longas faixas de areia. Especialistas apontam que o déficit de chuva de 2014, acumulado com o do início deste ano, não terá como ser compensado de forma tão rápida. A tendência é que a crise seja uma realidade para todo o ano de 2015. No ano de 2014 a média do déficit de chuvas foi de 400 milímetros. Choveu cerca de 67% do esperado. Em alguns pontos do estado, como a Região Metropolitana, esse total chegou a 600 milímetros. Este ano, em janeiro, na maior parte do Espírito Santo choveu cerca de 30 milímetros. O esperado para o período era de 200 milímetros. O meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Hugo Ramos, explicou que esse período é a reta final do período chuvoso. O mês de fevereiro é o que tradicionalmente menos chove. “Teríamos que ter um novo ciclo de chuva, completo, para resolver o problema”, disse. A situação se agrava porque a falta de chuva não permitiu uma boa reserva de água no solo. É ela que dá sustentação aos rios e é de onde as plantas tiram a água de que necessitam. “Uma infiltração de água que depende muito do tipo de solo, de chuva, da inclinação do terreno e até da cobertura vegetal”, afirmou Aureliano Nogueira, engenheiro agrônomo e doutor em solo e nutrição de plantas. Segundo o engenheiro, cerca de 60% a 65% do que chove é armazenado no solo, no lençol freático. Mas para isso, é preciso que não haja chuva com intensidade, para permitir que o solo a absorva. “O déficit hídrico do solo vem se agravando e não teremos como repor”, completou.
*Com colaboração de Vilmara Fernandes, de A Gazeta.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

NOSSAS ÁGUAS SERÃO PRIVATIZADAS.... ???? OU JÁ ESTÃO

ARGENTINA: PRESIDENTE MACRI ENTREGA AOS ESTADOS UNIDOS A TERCEIRA MAIOR RESERVA DE ÁGUA DOCE DO MUNDO.
COMPARTILHE NA REDE SOCIAL |
O presidente argentino concorda com presidente dos EUA para instalar bases sobre o Aquífero subterrâneo Guaraní. 
   Em maio passado, o governo argentino disse que os EUA vão instalar duas bases militares em áreas estratégicas e importantes do país: uma no norte do país, na Tríplice Fronteira, e a outra no sul da província de Tierra del Fuego.
A este respeito, a deputada ressaltou que a política de Mauricio Macri é “Colocar-se em uma subordinação constante e absoluta ao governo dos EUA, estão tomando medidas visando negócios e não políticas para favorecer o povo argentino”.
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com 
Fontes: Ultimas Noticias La Radio del Sur                                 https://youtu.be/bcgmaWPeg9I  




Ótima explanação feita pelo correspondente internacional Pepe Escobar, em entrevista ao canal de mídia alternativo francês “Le Cercle des Volontaires”, sobre a queda da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o que está por trás do GOLPE e da LAVA JATO (que é o instrumento dos EUA para alçar o GOLPE) é o desejo norte-americano de tomar as riquezas do pré-sal e que tudo começou com os grampos da NSA contra A Representante Nacional para o Projeto Sul na Argentina, Alcira Argumedo, informou que a instalação de duas bases militares norte-americanas no país responde a uma estratégia militar do Pentágono para aproveitar um dos maiores reservatórios de água doce do mundo. “O anúncio da instalação de duas bases militares no país, é grave e preocupante pois está destinado a controlar principalmente duas principais fontes de água potável como um recurso estratégico para os EUA” denunciou, segundo avalia La Radio del SurDurante sua participação no programa Mientras Tanto y por si Acaso transmitido porLa Radio del Sur, ele disse: “Não é por acaso que, onde se planeja instalar uma base militar no norte, está o aquífero subterrâneo Guarani, a terceira maior reserva de água doce do mundo, e no sul é uma maneira de controlar a Antártida, poi ali existe outra grande reserva de água doce, mas neste caso congelada”.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A PARTIR DE HOJE O MUNDO ESTÁ ECOLOGICAMENTE ENDIVIDADO

Desde hoy hasta el 31 de diciembre, la humanidad vivirá “a crédito”. Esto porque el 8 de agostolos seres humanos consumimos la totalidad de los recursos naturales que el planeta puede renovar en un año, algo así como la cuota que tenemos disponible para el 2016, y viviremos hasta finales de diciembre utilizando los recursos de generaciones futuras.

¿Qué pasaría si consumiéramos todos como lo hacen los ciudadanos de Australia o de India? Este gráfico lo explica.
(Créditos: )
El cálculo lo hace la organización Red Global de la Huella Ecológica (Global Footprint Network, en inglés), que marcó el 8 de agosto como el Día del Sobregiro de la Tierra.
Desde que el planeta empezó a consumir más recursos de los que puede producir, a inicios de la década de 1970, la fecha cada vez llega más temprano.
¿Qué ocurre? Durante décadas, los seres humanos hemos emitido más dióxido de carbono a la atmósfera de lo que nuestros océanos y bosques pueden absorber, y hemos agotado pesquerías y talado bosques más rápidamente de lo que pueden reproducirse y volver a crecer. Solo la huella de carbono representa el 60% de la huella ecológica total. Comprender este sobregiro es sencillo con una metáfora: imagine que su familia heredó una suma de dinero (que en este caso sería la Tierra) y la tiene guardada en un banco. Cada año, el banco le entrega una cierta cantidad de dinero por concepto de los intereses que su dinero gana (esto sería los recursos naturales que podemos consumir en un año). Si usted fuera un planificador familiar inteligente, gastaría solo esa cantidad y dejaría la herencia lo más completa posible, para garantizar sus ingresos en el futuro. En vez de hacer esto, en el 2016 los humanos consumimos “los intereses” entre el 1 de enero y el 8 de agosto. Para poder satisfacer nuestra demanda durante el resto del año, necesitamos pedir al banco más del dinero de la “herencia”. En efecto, estamos gastando ahora los recursos naturales que necesitaremos en el futuro para garantizar agua, comida y un ambiente sano.Esto tiene que ver con la biocapacidad, un concepto que ilustra la capacidad que tiene nuestro planeta para recuperar sus recursos. 
¿Qué es la biocapacidad?
Eso significa que, para satisfacer nuestras necesidades, actualmente necesitamos el equivalente a 1,6 planetas por año. Se espera que si mantenemos el ritmo de consumo actual, para el 2030 necesitaremos cerca de dos planetas.
Costa Rica. Como se puede apreciar en el gráfico superior, Costa Rica también consume por encima de sus capacidades y se encuentra muy cerca del promedio mundial. “Como resultado de sus patrones de uso de los recursos naturales y las debilidades de su gestión, Costa Rica es un país ambientalmente insostenible”, explica el capítulo ambiental del Estado de la Nación 2015.
En el siguiente gráfico, tomado de este estudio, se puede ver que nuestro país superó su biocapacidad a inicios de la década de los noventa.
Durante años, el Estado de la Nación ha alertado que nuestro país consume más recursos de los que puede renovar. (Créditos: ) El principal problema, tanto en nuestro país como a nivel mundial, viene de la llamada huella de carbono, pero de fuentes diferentes: en Costa Rica las emisiones de dióxido de carbono están asociadas en su mayoría al transporte, mientras que a nivel global es atribuido a la generación eléctrica“Mientras otros países tienen matrices eléctricas que generan con carbón, nosotros tenemos un modelo renovable. El reto nuestro no es el mismo que el de otros”, explicó en marzo Irene Cañas, viceministra de Energía, en un reportaje dedicado a la matriz energética.
Así, a pesar de tener una matriz eléctrica limpia, Costa Rica todavía cuenta con una matriz energética basada en derivados de petróleo por su modelo de transporte. Esto hace que cerca de 70% del consumo final de energía venga de fuentes relacionadas a combustibles fósiles.Existen proyectos legislativos para electrificar parte de la flotilla privada y, con la aprobación de la Ley de Fortalecimiento del Incofer, se autorizó la creación de un tren eléctrico.
La electrificación del tren en San José es una realidad más cercana luego de la aprobación de la Ley de Fortalecimiento del Incofer.
(Créditos: Foto de Archivo)
A nivel centroamericano, el último informe Estado de la Región explicó que el istmo supera en 18% su capacidad de renovación de recursos.
Soluciones.
Dado que las emisiones de dióxido de carbono son el principal componente de la huella ecológica,la solución pasa por ahí.  La Red Global de la Huella Ecológica explica que “si adherimos a las metas establecidas por elacuerdo climático de París adoptado por cerca de 200 países en diciembre pasado, la huella de carbono necesitará disminuir gradualmente hasta llegar a cero en 2050″. Para esto, el planeta necesita reducir la liberación de gases de efecto invernadero en la atmósfera mediante un desarrollo más limpio (principalmente en cómo generamos y utilizamos nuestra energía).
A pesar del deterioro en los últimos años, todavía estamos a tiempo de cambiar los patrones de consumo para hacer frente a esta situación.
Un primer paso es transformar la matriz de generación eléctrica a nivel mundial, que podría acelerarse si continúa el descenso en los precios de las renovables como paneles solares y turbinas eólicas. Gestos simbólicos como la vuelta al mundo del avión Solar Impulse 2, que utilizó únicamente la energía del sol, dan pasos positivos en esa dirección. La comprensión de energía en este contexto es amplia: es tan importante reducir el consumo directo (como la gasolina para transporte) como el menos evidente. Por ejemplo, al comprar o consumir menos artículos –desde celulares y carros hasta empaques de plástico– estamos reduciendo la energía necesaria para producirlos. También esto pasa por nuestras ciudades: en Costa Rica, por ejemplo, el desarrollo urbano de la Gran Área Metropolitana incentiva el uso de vehículos particulares y no integra residencias con comercio e industria, algo clave para gastar menos energía (de cualquier tipo) en transporte.
Un habitante de Gaza muestra la pequeña planta de energía solar.
(Créditos: AFP)
Para comprender a fondo.
En 2015, el Día del Sobregiro de la Tierra llegó el 13 de agosto. La fecha “avanza inexorablemente desde los años 70” del siglo pasado, recuerdan la organización. En 1970, ese día llegó el 23 de diciembre y desde entonces, no ha cesado de adelantarse.
Hablamos con Mathis Wackernagel, cofundador y director de la Red Global de la Huella Ecológica para comprender mejor los detalles del Sobregiro, tanto en la actualidad como su evolución histórica y lo que podríamos ver a futuro. Este es un extracto de la entrevista.
¿Qué impactos ya podemos sentir por este Sobregiro y cuáles son inevitables en este momento?
La huella de carbón de la humanidad es el mayor componente en la huella ecológica y también el de mayor crecimiento. En la actualidad, representa el 60% del total. Al calcular esta huella ecológica, la huella de carbono representa el área necesaria para capturar emisiones de dióxido de carbono que resultan del consumo de derivados de petróleo y la producción cementera.
Así se ve el impacto de la huella ecológica a nivel global y enfocado en regiones puntuales. El gráfico viene del Estado de la Nación 2015.
(Créditos: )
Ahora, esta huella de carbono es la principal causante del cambio climático, que es el resultado más dominante –junto con la pérdida de biodiversidad– de nuestro sobregiro ecológico. Entonces, para responder la pregunta, el cambio climático y la pérdida de biodiversidad son unos de los impactos más amplios que podemos ver ahora. Otra consecuencia es el colapso de poblaciones de peces.
En su explicación, ustedes plantean la metáfora de que estamos usando el capital de la biósfera, en vez de vivir de los intereses. ¿Cuándo estiman que el principal de esta biocapacidad se perderá?
No tenemos la habilidad de predecir cuándo este principal de la biocapacidad se agotará con base en el ritmo actual de consumo, crecimiento poblacional, deforestación y pesca. Solo podemos esperar que jamás lo alcancemos, porque la pérdida del principal significa cero bosques, cero pesquerías, cero terreno apto para cosechas.
Nuestros análisis sí indican que, al ritmo que vamos, la humanidad requerirá dos planetas Tierra para satisfacer su consumo en el 2030.
En la parte de la huella de carbono podemos ser todavía más específicos, dado que el Acuerdo de París sobre cambio climático incluye el compromiso de no exceder los 2 grados centígrados de calentamiento global. Si realmente no queremos superar esta cifra, los modelos climáticos señalan que la concentración máxima de dióxido de carbono que puede haber en la atmósfera es 450 partes por millón (ppm)
En la actualidad, estamos cerca de 405 ppm y agregando cerca de 2 ppm por año (puede que si agregamos otros gases de efecto invernadero, estemos más arriba de 450 ppm). Entonces, tenemos que llegar a cero las emisiones de CO2 en los próximos 20 años para quedarnos dentro de ese margen.


Así han crecido la concentración de dióxido de carbono (CO2) en nuestra atmósfera. Se mide en partes por milón (ppm); es decir, por cada millón de partículas en la atmósfera, esta medición cuantifica las que son de CO2. El gráfico viene del Instituto de Investigación de Impacto Climático de Postdam.
(Créditos: )
¿Cómo se relaciona la lucha contra el cambio climático y el Día del Sobregiro?
Los esfuerzos para reducir el cambio climático son cruciales para reducir la huella ecológica y, por ende, para empujar el Día del Sobregiro más tarde en el calendario. De nuevo, esto es porque la huella de carbono es la parte más significativa de la huella ecológica.
Pero es importante considerar que esta huella ecológica mide más que la huella de carbono; por el contrario, suma todas la presión humana sobre la naturaleza, incluyendo nuestra demanda de comida, vivienda y madera, así como el secuestro de carbono. Además, estas demandan compiten entre sí frecuentemente.
Por ejemplo, una manera de atender el cambio climático es mediante la reforestación que permita capturar más carbono de la atmósfera, pero también esa tierra podría usarse para alimentar a más personas. O, por poner otro ejemplo, digamos que queremos reducir las emisiones de carbono mediante biocombustibles, pero también esa tierra que usaríamos para producir biocombustibles la podríamos utilizar para cosechas, ganado o la expansión de zonas habitables.
¿Cómo ha sido el comportamiento histórico del Día del Sobregiro? ¿Estamos mejor o peor?


Más de la mitad de los países de la región son ecológicamente insostenibles, según datos de la Red Global de la Huella Ecológica.
(Créditos: )
El día está ocurriendo ante s cada año y ha mantenido este patrón prácticamente desde que nuestro planeta entró en modo sobregiro a inicios de la década de 1970. Hay un par de veces en la historia en que la fecha se ha mantenido igual durante dos años y esto se ha asociado con retrocesos económicos.Conforme la población global ha crecido y el consumo ha aumentado –particularmente con respecto a las emisiones de carbono– el Día del Sobregiro se ha movido en el calendario de finales de setiembre en 2000 al 8 de agosto este año.En una nota positiva, el ritmo al que se mueve el Día del Sobregiro se ha reducido a menos de un día, en promedio, durante los últimos cinco años; en comparación, desde que inició el cálculo en 1970 se ha estado moviendo en promedio cada tres días cada año, según nuestros cálculos. Pero aun así, 8 de agosto no es una opción. Tenemos que encontrar la manera de llegar al 31 de diciembre.
¿Existen tendencias regionales para América Latina que aparecen en sus observaciones?
La huella ecológica promedio para América Latina es 2.8 hectáreas globales, que está cerca del promedio mundial. Entre las regiones, América Latina tiene la tercera huella ecológica promedio, después de África y Asia-Pacífico. Sin embargo, ese promedio de 2.8 hectáreas globales tanto para América como para el mundo excede la biocapacidad del planeta, que se encuentra en 1.7 hectáreas globales por persona. Dentro de América Latina, la presión sobre la naturaleza varía considerablemente de país a país, con Chile a la cabeza (una huella de 4.4 hectáreas globales), Argentina y Brasil ambos cerca de 3.1 hectáreas y otros países como República Dominicana (1.6), Nicaragua (1.4) y Haití (0.6) en el extremo opuesto.

Según datos de la Red Global de la Huella Ecológica, los ciudadanos chilenos son los más insostenibles de América Latina.
(Créditos: )
Por el otro lado, en el lado de la biocapacidad, América Latina tiene una oferta de 5.3 hectáreas globales, que es mucho mayor que el promedio global de 1.7 hectáreas y el mayor entre todas las regiones del mundo. Esto se debe en gran medida a que Brasil tiene la mayor biocapacidad del mundo, seguido por China, Estados Unidos, Rusia e India.
¿Cuáles son soluciones diarias que cualquier ciudadano puede tomar para solucionar este problema?
Se puede participar tanto como ciudadanos como consumidores. La gente se puede informar calculando su propia huella ecológica y aprendiendo acerca de la huella de su país y cómo se compara con otros y con la huella mundial.
Además, se puede trabajar en conjunto para crear presión y voluntad política de modo que haya cambios en la política ecológica de sus gobiernos locales, regionales y nacionales. Esto puede ser impulsar nuevas políticas energéticas, crear conciencia de la necesidad de estilos de vida más saludables, apoyar la creación de ciclovías y bici carriles… las posibilidades son casi ilimitadas.