DIA 8 12-11 - Palestra e
debate com o professor e pesquisador da ENSP/Fiocruz Hermano A. de Castro.Na quinta-feira dia 8, às 18:30h, realizaremos no CeCAC . Palestra e debate sobre o Impacto dos "megaempreendimentos" de produção e exportação de produtos básicos - commodities agrícolas, minerais e metálicas - nas condições de vida,trabalho e saúde do povo - e, como exemplo marcante, o caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) - com o pesquisador e professor da ENSP/Fiocruz Hermano Albuquerque de Castro, que está sendo processado por essa transnacional. Para subsidiar o debate indicamos os textos abaixo, além de uma das cartas de solidariedade e apoio de várias entidades a Hermano (anexo) e a indicação de dois vídeo Videos:Saúde dos moradores de Santa Cruz pode estar em risco por causa da CSA – rj tv de 29.6.2011 http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1550150-7823-SAUDE+DOS+MORADORES+DE+SANTA+CRUZ+PODE+ESTAR+EM+RISCO+POR+CAUSA+DA+CSA,00.html
Desenvolvimento a Ferro e Fogo :
http://www.youtube.com/watch?v=5--nTG9q0A4
Textos:Transnacionais e Violação dos direitos humanos:
o caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico e o “desenvolvimento” da Baía de Sepetiba - coloca a
construção do polo siderúrgico das regiões de Santa Cruz e da baía Sepetiba dentro de um contexto mais geral: o desenvolvimento do capitalismo brasileiro inserido na nova divisão
internacional do trabalho.Texto completo no Link:
http://www.pacs.org.br/uploaded_files/20090226180610_printed_massacritica_TWFzc2EgQ3LDrXRpY2EgVEtDU0EgTsK6NDEucGRm.pdf
(...) É neste cenário de riquezas ambiental, social e cultural, mas também empobrecido e credor de uma dívida social e ambiental crescente, que os governos municipal, estadual e federal, juntamente com o empresariado nacional e internacional, estão construindo um imenso pólo siderúrgico e um complexo portuário voltado para a exportação de commodities minerais e produtos siderúrgicos. O complexo siderúrgico será composto pela Companhia Siderúrgica do Atlântico - TKCSA, já em construção e que pretende ser a maior siderúrgica da América Latina; a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN que aumentará a sua capacidade produtiva e a Gerdau que investirá ampliação da capacidade produtiva da Gerdau Cosigua e a construção da nova usina de aços especiais - Gerdau Aços Especiais Rio. Para o escoamento de minério de ferro e produtos siderúrgicos serão construídos na região, ao todo, oito portos privados: da TKCSA, da CSN, da Usiminas, da Gerdau, da BHP Billinton, da Brazore, o Porto Sudeste da LLX Logística e para a ampliação do porto de Itaguaí. (...) Reafirma-se aqui o caráter do modelo de desenvolvimento que se pretende aprofundar no Brasil que lhe confere o papel de exportador de commodities agrícolas, minerais e metálicas, baseadas em processos produtivos de uso intensivo de recursos naturais e de exploração de força de trabalho. Nesta “nova” divisão do
trabalho, os países que são destino dessas commodities especializam-se na produção de aços especiais com maior valor agregado, produzidos a partir dos produtos semi-acabados provenientes dos países do Sul, caracterizada por um processo de inserção externa subordinada dos países do Sul aos países do Norte. (...) A estratégia do grande capital está clara para a região sudeste que concentra 65% do PIB brasileiro. Sua ação busca criar canais cada vez mais rápidos e eficazes para exportação de commodities minerais e agrícolas. São os minerodutos, os alcoodutos, as ferrovias e os portos com seus terminais de carvão, minério de ferro, produtos agrícolas. (...) Brasil: “crescimento” econômico para quem? Em que condições?(Boletim do CeCAC) Texto completo no Link:
http://www.cecac.org.br/MATERIAS/brasil-crescimento_economico_para_quem-20.5.11.htm
A reconfiguração da economia mundial condiciona as transformações na formação econômico-social brasileira, na estrutura econômica brasileira, que caracterizamos em 2006 como um "processo de regressão a uma situação colonial de novo tipo", iniciado em meados da década de 1980.O deslocamento de parte significativa da produção industrial imperialista para a Ásia/China criou uma forte procura por produtos básicos, principalmente minérios, alimentos e petróleo e norteou a especialização do Brasil na produção
de commoditiespara exportação. Este tipo de produção vem se transformando no setor dinâmico da economia brasileira, processo que significou aprofundar a condição do Brasil de
país dominado no sistema imperialista mundial.Segundo a ABRASCO (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva), o "Dr. Hermano
Albuquerque de Castro, membro do Grupo Temático de Saúde e Ambiente da ABRASCO e docente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), é amplamente reconhecido por sua competência técnicocientífica, postura ética e compromisso social. O pesquisador agiu corretamente ao alertar para a necessidade de investigações mais apuradas -
para melhor definir as substância(s) lançada(s) na atmosfera pela empresa e os potenciais danos à saúde advindos dessa exposição - e de um constante monitoramento ambiental e da saúde da população do entorno. A TKCSA é o maior "empreendimento" do grande monopólio transnacional de
origem alemã Tyssen Krupp (com participação da Vale do Rio Doce, com parte de financiamento pelo BNDES, além de isenções fiscais) no Brasil instalada na região de Santa Cruz (na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro) e Baía de Sepetiba, com produção e exportação de chapas de aço de baixa qualidade, a
serem beneficiadas na Alemanha e nos EUA para a preparação de aços especiais,
de maior valor agregado.
Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho - CeCAC
Av. 13 de maio, 13 salas 1901 e 1903 - Centro - Rio de
Janeiro/RJ
Horário de funcionamento: das 14 às 18h - tel: (21) 2524-6042 Sítio: www.cecac.org.br
E-mail: cecac@terra.com.br
Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
IMPOSTOS EM SÃO PAULO
Mostrando postagens com marcador agronegócio;depressão;economia;história da saúde pública. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
BELA REGIÃO CAMPINAS: REPORTAGENS-Uma pérola de Reportagem Histórica
| Faixa ressaltando que Kararaô estava em sintonia com a Eco-92 |
BELA REGIÃO CAMPINAS: REPORTAGENS: "Belo Monte, história antiga ferindo o coração da Amazônia Por José Pedro Martins Crianças indígenas no I Encontro dos Povos Indígenas no Xi..."
COMENTÁRIOS
-
Educomunicação Ambiental disse... - Li esta matéria hoje no Jornal da Cidade de Campinas...Zé Pedro,
um grande amigo, nos dá uma pérola de história sobre o inicio das
discussões sobre BELO MONTE. È para ler junto com as crianças. ODILA FONSECA
2-UMA POESIA DE UM MILITANTE NEGRO
domingo, 25 de julho de 2010
SAUDE DO TRABALHADOR: MAGNATAS DO AMIANTO SÃO CONSIDERADOS CRIMINOSOS NA ITALIA E NO BRASIL
Está na edição de hoje (domingo) no LA
STAMPA de Turim (original colado abaixo) que o chamado "processo criminal do
século" (comparado ao de Nuremberg), que desde de dezembro de 2009 foi
instaurado na Itália para apurar o crime de
homicídio doloso (intencional) contra os magnatas do amianto, Stephan
Schmidheiny, um dos homens mais ricos do mundo, e o barão belga Louis de Cartier
de Marchienne, cujas famílias controlaram a ETERNIT por quase um século , vai
estender o procedimento investigativo também às vítimas italianas e de origem
italiana que trabalharam nas fábricas da ETERNIT do Brasil, como já foi feito
com as 11 vítimas italianas que trabalharam nas fábricas suíças do grupo
transnacional. O famoso Procurador de Justiça
italiano, Raffaele Guariniello,que investigou temas polêmicos como
a cartolagem do futebol italiano, e agora se dedica full time ao caso das
vítimas do amianto, virá ao Brasil no final de agosto para um seminário em
Brasília com seus colegas Procuradores de Justiça no Brasil, para colher maiores
informações e apoio para este processo criminal, além do que já foi ofertado
como provas iniciais pela ABREA-Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto e
seus advogados (ALINO E ROBETO & ASSOCIADOS), que já lhe enviou uma série
de documentos que mostram a ligação da empresa brasileira (1939-1990) com a
multinacional suíça que operou em diversos países. Dr. Guariniello, através de carta
rogatória, solicitará às autoridades brasileiras - através da mediação do
Ministério da Justiça - dados sobre o número de empregados que trabalharam
na fábrica do Rio de Janeiro ( a primeira a ser investigada), as condições em
que trabalharam, a eventual presença de controle sanitário existentes na
empresa.
Dr. Mauro Menezes, representando a
ANPT-Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, esteve ontem em Turim com
Dr. Guariniello para ratificar o convite oficial da entidade, que representa os
procuradores do trabalho brasileiros, e acertar os últimos detalhes para o
encontro no final de agosto em Brasília com os colegas dos Ministérios Público
do Trabalho e Estaduais, que poderão auxiliar Dr. Guariniello nesta importante
ação, já que um trabalhador da região do Piemonte, onde fica Turim, trabalhou na
fábrica do Rio de Janeiro da ETERNIT e de volta na Itália morreu de mesotelioma
de pleura; caso este sentinela que levou o Procurador Guariniello a estender a
investigação criminal para as fábricas da ETERNIT no Brasil, na busca de outros
casos semelhantes. Pesquisa neste sentido já se iniciou pela ABREA com ajuda de
entidades italianas de assistência (Patronato INCA) e Associação de Familiares
Vitimados pelo Amianto de Casale Monferrato na Itália para localizar estes
ex-empregados de origem italiana ou nativos, inclusive com busca nos arquivos da
imigração italiana no Brasil.
Se condenados, o barão belga e o
magnata suíço, poderão cumprir pena de prisão de até 13 anos pela acusação de
desastre ambiental doloso e de até 10 pelo não cumprimento voluntário das nomas
sobre segurança no trabalho. O dolo está baseado na suposição de que, apesar
deles terem conhecimento dos problemas, eles não adotaram medidas
apropriadas. Caso haja esta condenação, isto será
um precedente nunca antes visto, pois será a primeira vez que o crime
corporativo ou do colarinho branco terá uma punição exemplar, onde os
verdadeiros donos, e não seus prepostos, cumprirão pena, além das indenizações
que o processo busca para as vítimas.
Até a vitória
Fernanda Giannasi
Coordenadora da Rede Vitual-Cidadã
pelo Banimento do Amianto para a América Latina
- 25/07/2010 - il caso
L’inchiesta Eternit si estende al Brasile
terça-feira, 24 de novembro de 2009
EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA
Gente amiga de perto e de longe,
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 2009
"Prático" o porquinho, revela ao mundo sua casa e combate o H1N1 - Parte II
"Prático", o porquinho sabichão,enfrenta o vilão.Visita a Escola técnica da UNICAMP e conversa também com estudantes de Saúde Coletiva para que todos conheçam o vilão chamado de H1N1."Prático" viajou desde o inferno das pocilgas até grandes industrias. *O nome da gripe é Smithfield Foods É a doença originada do agronegócio internacional* Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante. Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade. O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica,vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal. Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA). O poder monstruoso da indústria pecuária Publicado em 29 de abril de 2009
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-poder-monstruoso-da-industria-pecuaria/
*A gripe suína e o monstruoso poder da indústria pecuária Em 1965, havia nos EUA 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos debilitados. Cientistas advertem sobre o perigo das granjas industriais: a contínua circulação de vírus nestes ambientes aumenta as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos. A análise é de Mike Davis.
Mike Davis, na Carta Maior*
A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebido na lama fecal de um criadouro industrial, ameaça subitamente o mundo inteiro com uma febre. Os brotos na América do Norte revelam uma infecção que está viajando já em maior velocidade do que aquela que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.Roubando o protagonismo de nosso último assassino oficial, o vírus H5N1,este vírus suíno representa uma ameaça de magnitude desconhecida. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, na sigla em inglês) em 2003, mas como gripe, poderia resultar mais duradoura que a SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo “A” matam nada menos do que um milhão de pessoas ao ano, mesmo um modesto incremento de virulência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma guerra importante. Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, predicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias e independentemente da qualidade da saúde pública local. Desde as primeiras mortes causadas pelo H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações nacionais de saúde, promoveu uma estratégia centrada na identificação e isolamento de uma cepa pandêmica em seu raio local de eclosão, seguida de uma massiva administração de antivirais e, se disponíveis, vacinas para a população.Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contrainsurgência viral, assinalando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo – quase literalmente no caso da gripe aviária – muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais podem reagir ao foco inicial. Esses especialistas observaram também o caráter primitivo, e às vezes inexistente, da vigilância da interface entre as enfermidades humanas e as animais. Mas o mito de uma intervenção audaciosa, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e a Inglaterra, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, ao invés de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas avançadas de ultra mar. Tampouco teve preço esse mito para as grandes transnacionais farmacêuticas, envolvidas em uma guerra sem quartel com as exigências dos países em desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos fundamentais como o Tamiflu, patenteado pela Roche. A versão da OMS e dos centros de controle de enfermidades, que já trabalha com a hipótese de uma pandemia, sem maior necessidade novos investimentos massivos em vigilância sanitária, infraestrutura científica e reguladora, saúde pública básica e acesso global a medicamentos vitais, será agora decisivamente posta a prova pela gripe suína e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão de risco que os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que fracasse o sistema de alertas levando em conta que ele simplesmente não existe. Nem sequer na América do Norte e na União Européia. Não chega a ser surpreendente que o México careça tanto de capacidade como de vontade política para administrar enfermidades avícolas ou pecuárias,pois a situação só é um pouco melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um infeliz mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam as regras sanitárias com o mesmo desprezo com que tratam aos trabalhadores e aos animais.Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou em garantir transferências de sofisticadas tecnologias virais experimentais aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as amostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma do vírus. Assim se perdeu toda uma semana.Mas ninguém ficou menos alerta que as autoridades de controle de enfermidades em Atlanta. Segundo o Washington Post, o CDC (Centro de Controle de Doenças) só percebeu o problema seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpas para justificar esse atraso. O paradoxal desta gripe suína é que, mesmo que totalmente inesperada, tenha sido prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revista Science publicou um artigo importante mostrando que “após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte tinha dado um salto evolutivo vertiginoso”.
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira mudança de seu genoma original. Em 1998, uma variedade muito patógena começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A com capacidade de contágio entre humanos). Os cientistas entrevistados pela Science mostravam-se preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse se transformar em um vírus de gripe humana – acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mistura de genes aviários e humanos forjada no interior de organismos de porcos – e defendiam a criação urgente de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína: advertência, cabe dizer, que encontrou ouvidos surdos em Washington, que achava mais importante então despejar bilhões de dólares no sumidouro das fantasias bioterroristas. O que provocou tal aceleração na evolução da gripe suína: Há muito que os estudiosos dos vírus estão convencidos que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal: tanto da “deriva” estacional como do episódico intercâmbio genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária rompeu o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário transformou-se nas últimas décadas em algo que se parece mais com a indústria petroquímica do que com a feliz granja familiar pintada nos livros escolares. Em 1965, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos muito debilitados. No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a “produção animal em granjas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que “a contínua circulação de vírus (...) característica de enormes aviários ou rebanhos aumentasse as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também que o uso promíscuo de antibióticos nas criações de suínos –mais barato que em ambientes humanos – estava propiciando o surgimento de infecções de estafilococos resistentes, enquanto que os resíduos dessas criações geravam cepas de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou um bilhão de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores). Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patógeno teria que enfrentar-se com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como Smithfield Farms (suíno e gado) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento de pesquisadores que cooperaram com a investigação.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como a gigante avícola Charoen Pokphand, sediada em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do vírus da gripe suína bata de frente contra a pétrea muralha da indústria do porco. Isso não quer dizer que nunca será encontrada uma acusadora pistolafumegante: já corre o rumor na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de VeraCruz. Mas o mais importante – sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 – é a floresta, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente bagunçada.
*Mike Davis é professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. Ex-caminhoneiro, ex-açogueiro e ex-militante estudantil,Davis é colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles Ecologia do Medo, Holocaustos coloniais, O monstro bate a nossa porta (editora Record), e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles (Boitempo) Também é membro do Conselho Editorial de Sin Permiso.*
*Artigo publicado originalmente no The Guardian (27/04/2009). Publicado também, em espanhol, No Sin Permiso.
Tradução:** Katarina Peixoto*
Não deixe de assistir a animação Meatrix feita pela empresa de comunicação ambientalista Free Range Studios em 2003 como parte integrante de um projeto conjunto para o CPAGE - Centro de Pesquisa e Ação Global para o Ambiente (do inglês Global Resource Action Center for the Environment). Em uma sátira de Matrix, Leo, um porco de uma pequena fazenda familiar, é chamado por um touro antropomórfico, Moopheus, que mostra a ele que a fazenda em que ele vive e conhece é uma ilusão e que ele está realmente sob domínio de uma terrível "fazenda industrial". O objetivo da animação é, assim como a sua continuação The Meatrix II: Revolting, fazer com que os consumidores utilizem apenas alimentos orgânicos e carne caipira.Personagens :Leo (Porco) Chickity (Galinha) Moopheus (Touro)The Meatrix (em inglês) no Internet Movie Database(em inglês) Página oficialVersão dublada em português brasileiroVersão legendada em português de PortugalVersão legendada em português do Brasil
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