Par quem não conhece, a Sheila Ceccon, foi nossa colega no curso de Pós Graduação na disciplina que gerou este BLOG: EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL do Instituto de GEOCIÊNCIAS DA UNICAMP . Atualmente está num projeto interessantíssimo no INSTITUTO PAULO FREIRE. Vejam a carta que nos enviou: " Venho pedir seu apoio para "disseminarmos" o /Programa Município que Educa/,
aqui do Instituto Paulo Freire, onde atuo desde março. O programa tem uma
rede social virtual (* www.municipioqueeduca.org * ) e existe um local onde
podem ser inseridas experiências relacionadas ao objetivo do programa:
extender a educação no tempo e no espaço, fazendo com que diferentes atores
e setores da sociedade assumam sua co-responsabilidade na formação de
crianças e jovens. O lugar onde vivemos nos educa - a cidade, a periferia, o
campo, as pessoas e os espaços, intencionalmente ou não. A proposta é que
todos coloquem intencionalidade educativa em suas ações, pensem de que forma
impactam ou podem impactar a formação dos meninos e meninas da comunidade
onde vivem. Enfim, aguardo seu retorno.Um
abração Sheila
Sheila Ceccon _ Instituto Paulo Freire
55
(11) 3021-5536
sheila@paulofreire.org
www.paulofreire.org
Programa
Educação para a Cidadania Planetária'Programa Município que Educa'
Em tempo: Não deixem de assistir aqui no BLOG " A MAIS GRANDE FLOR DO MUNDO" animação adaptada do livro de José Saramago: A MAIOR FLOR DO MUNDO que tem tudo a ver com este universo que estamos vivendo.
Abraços Odila Fonseca
Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
IMPOSTOS EM SÃO PAULO
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA
Gente amiga de perto e de longe,
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
domingo, 28 de outubro de 2007
Cartas de Carlos R.Brandão-Notícias do Norte
Cartas de Carlos Brandão
Paris, 4 de outubro de 2007,
A todas as pessoas amigas de perto e de longe,
A última Notícias do Norte que me lembro de ter escrito a vocês, foi em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Hoje é o dia de São Francisco de Assis e esta carta, uma vez mais, é escrita de um lugar um pouco mais ao Norte.
Estou "a Norte de Casa" desde o dia 22 de setembro. E como uma semana antes eu estava em Erechim, no Rio Grande do Sul, quase na beira do rio Uruguai, e quase na fronteira com a Argentina, posso dizer que em poucos dias – mais com um intervalo em casa, em Campinas – viajei de um quase extremo ao outro. "Lá no Sul" participei de um "Encontro de Educação Ambiental". E "aqui no Norte", de um outro.
Foi um I Congresso de Educação Ambiental de Paises de Língua Lusófona e de Galícia. Então, durante cinco dias estivemos reunidos na Universidade de Santiago de Compostela, pessoas vindas de Timor Leste, de Cabo Verde, de Guiné-Bissau, de São Tomé e Príncipe, de Moçambique, de Angola, de Portugal, da Galícia e... do Brasil. Fomos a delegação mais numerosa e, de longe, a mais falante. Não por minha causa, pois fui dos participantes mais silenciosos (sic).
Foi um Encontro de palestras, mesas redondas e, sobretudo, de oficinas e de trocas de saberes e de experiências. Dividi o meu tempo entre participar do Congresso, revisitar amigos e lugares de Santiago e de aldeias de perto (era a Festa de Santa Mínia em Brión, o município onde fiz a minha pesquisa em 1992, nas aldeias) e escrever um pouco mais de meu inacabável livro resultante dessa pesquisa. Consegui chegar na página 340 e o livro ainda vai pela metade. Do que vi, ouvi, vivi e falei, estou redigindo uma espécie de Memória do Congresso Lusófono que algum dia ficará pronta.
Estou agora aqui em Paris. Uma vez mais com Juan, Luciana, Iara e o pequeno Pablo, que por causa de sua serena e sábia quietude já recebeu o apelido de "Pequeno Buda", dado pelo avô.
Continuo escrevendo muito aqui. Escrever é o que faço em qualquer lugar, sempre que posso. Mas revejo lugares. E ocupo a maior parte de meu tempo aqui em estar com as pessoas de casa. Uma alegria nova tem sido o levar Iara à escola nas manhãs dos dias de semana e ir buscá-la depois. Ali ela comparte com várias outras crianças de vários paises, uma experiência de fato multicultural. Aqui as crianças são obrigadas ingressarem na escola no ano em que completam os 3 anos. Iara fará 3 anos no dia 18 de outubro, dez dias depois de Solange, minha mãe, completar no Rio de Janeiro os seus 90 anos.Voltamos algumas vezes ao mesmo "parquinho", um de seus lugares preferidos. Amanhã iremos de passeio a Londres, a família toda, e de trem. Será uma emoção nova passar por debaixo do Mar do Norte, o mesmo que atravessei com Luciana num, hoje distante, 1990, saindo em uma madrugada gelada de janeiro, de Oostende, na Bélgica.
Na volta passo ainda três dias aqui e viajo depois de volta à Galícia e às aldeias de Oms e de Ames, perto de Santiago. Dia 14 viajo de volta ao Brasil e tão cedo (espero) não sairei daí. Os "nortes" voltarão a ser os "de Minas" e eu espero que por vários meses eles sejam o "único norte".
De todas as muitas imagens, ao vivo, na tela da TV e nas revistas, livros e jornais, nenhuma ficou tão gravada como o corpo de bruços de um monge budista morto no Myamar, e jogado nas águas lamacentas de um rio. Passam os tempos e os anos. Nós vivemos encontros e congressos que quase sempre terminam com cartas, manifestos e palavras de esperança. Mas os tempos passam e mudam pouco os cenários de um mundo que se aferra na exclusão, na crescente desigualdade entre pessoas, países e povos, na perda progressiva da sensibilidade e na busca de "sucessos" resultantes de "vitórias" sobre "outros". Acontecimentos que em todos os planos obedecem cada vez mais aos termos da lógica e da anti-ética (e estética) competitiva de um mundo-mercado, e que a cada dia mais parecem estar ocupando, sutilmente ou não, esferas de nossas vidas que vão dos brinquedos das crianças aos jogos financeiros e deles às "conquistas" políticas e militares.
Não sei se de maneira intencional ou por distração, um jornal francês de ontem publicava duas notícias com destaque, uma ao lado da outra. Uma era sobre medidas governamentais dirigidas à descoberta e à expulsão de migrantes clandestinos, principalmente os vindos do mundo muçulmano, da África e da América Latina. E tudo o que toca o "controle dos imigrantes" é sempre assunto da maior importância por aqui. A outra notícia era sobre a aprovação de medidas destinadas à apreensão e a morte de cachorros altamente perigosos. Na mesma página, postas uma ao lado da outra, homens e cães quase poderiam ser lidos como os sujeitos das duas notícias.
De qualquer maneira, trata-se por aqui de resolver a questão essencial, agora: "o que fazer com o que agora não é mais essencial?"
O que fazer com o lixo que cresce a cada dia, porque sociedades de supérfluos consomem desbragadamente cada vez mais (basta ver o que se joga fora nos enormes reservatórios de dejetos nas esquinas de Paris). O que fazer com um outro supérfluo inaproveitável: seres humanos a quem alguns militantes dos direitos humanos e alguns cientistas sociais têm chamado de... "lixo humano"? O que fazer?
Na melhor livraria de Santiago de Compostela há uma bem visível estante com livros de Paulo Coelho. Pergunto pelos de um outro Paulo, Paulo Freire. A custo conseguem localizar três.
Bom, agora já é 9 de outubro. Voltamos de Londres. Caminhamos o tanto que pudemos debaixo de um céu generosamente ensolarado em uma cidade conhecida por suas chuvas e nevoeiros. Andamos mais do que tudo entre belos parques que as cores de outono transformam em lugares de sonho. Voltei de lá com alguns poemas pequeninos. São pensares sobre folhas e sobre nós. Alguns foram escritos em um dos lugares mais queridos de Santiago de Compostela, a Alameda. Se há um certo tom que salta da natureza no outono, para o outono da existência humana (de que eu me sinto um bom exemplo), que eles pareçam a vocês poemas mais outonalmente afetuosos do que invernamente tristes.
Fiquem com os pequenos poemas e o meu abraço com carinho,Carlos Brandão
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