IMPOSTOS EM SÃO PAULO

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CÚPULA DOS POVOS E A RIO+20

Para implantar a soberania alimentar, tem de mudar muito. Não há soberania alimentar no capitalismo, em grande parte pelo controle corporativo da agricultura. O povo tem que deter esse controle e os governos, apoiar os produtores de alimentos, apoiar a pequena produção com crédito, estrutura e ajudar a criar os mercados locais. É central desmantelar o modelo capitalista e fortalecer os pequenos produtores”, afirma Martin.Os movimentos sociais do campo avaliam que a Rio+20, cujo slogan é “o futuro que queremos”, irá debater o futuro que corporações e o capital financeiro querem, pois é impossível se falar em proteção ambiental sem que se discutam mudanças profundas no sistema econômico que as causa em primeiro lugar. “Não há muitas expectativas em termos de soluções na Rio+20, mas acho que o capital vai sair fortalecido devido à aprovação de conceitos como o da economia verde”, prevê Martin.Nesse quadro, diversos movimentos sociais, como a Via Campesina, o MST e os Amigos da Terra, que irão compor a Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Rio+20 que irá debater a crise ambiental sob a ótica da sociedade civil.
“A ideia da Cúpula dos Povos é fazer uma grande mostra a partir dos próprios povos e demonstrar que não há necessidade de grandes empresas continuarem acumulando e privatizando a riqueza. Diversos povos, campesinos, quilombolas, sindicatos, organizações que já fazem concretamente uma proposta de sociedade diferente do que está colocada - e que socializa a relação com a natureza, a riqueza, gera trabalho – estarão reunidas nesse espaço”, afirma Marcelo Durão, da Via Campesina.
LEIA MAIS:
http://www.mst.org.br/content/agrotoxicos-interesses-e-anti-jornalismo-da-revista-veja
http://www.cultura.gov.br/riomais20/
GENTILEZA DA PROF. IONARA URRUTIA MOURA - LEITURA

As experiências dos principais grupos de pesquisadores do Brasil e do Chile que realizam estudos na área de cartografia tátil são narradas no livro Cartografia tátil: orientação e mobilidade às pessoas com deficiência visual.A publicação reúne artigos de pesquisadores da Universidade Tecnológica Metropolitana de Santiago do Chile (UTME), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DESMATAMENTO E TRABALHO ESCRAVO ALIMENTAM CADEIA DE AÇO


Greenpeace - 17 de maio de 2012
O estudo "Carvoaria Amazônia”, produzido pelo Greenpeace, mostra irregularidades na cadeia de produção do ferro gusa. Siderúrgica envolvida contesta acusações. A cada quatro horas, ativistas do Greenpeace se revezam pendurados na corrente da âncora do navio Clipper Hope. Nesta quarta-feira (16/05), a ação, que tem prazo indeterminado, completa 48 horas. O cargueiro impedido de trafegar está a serviço da empresa maranhense Viena Siderúrgica e tenta ancorar na baía de São Marcos, a 20 quilômetros de São Luís, no Maranhão, para receber um carregamento estimado de 30 mil toneladas de ferro gusa. -"Não pretendemos sair daqui”, disse por telefone Paulo Adário, que lidera a ação pelo Greenpeace. Ele conversou com a DW Brasil a bordo do navio Rainbow Warrior, usado pela ONG em protestos em todo mundo.
A ação dos ativistas quer chamar a atenção para a cadeia de produção do ferro gusa, matéria-prima do aço, que tem deixado um rastro de destruição na Amazônia, denuncia a organização ambientalista. Simultaneamente ao protesto, a ONG lançou o relatório "Carvoaria Amazônia: como a indústria de aço e ferro gusa está destruindo a floresta com a participação de governo”, que coletou informações ao longo de dois anos sobre a atividade no Norte do Brasil.
Carvão: a raiz do problema
O estudo do Greenpeace afirma que a cadeia de produção do ferro na região amazônica do país inclui desmatamento, trabalho escravo e desrespeito a povos indígenas. E ainda: gigantes como Ford, General Motors, Nissan, Mercedes, BMW e a produtora de equipamentos agrícolas John Deere teriam participação indireta nessas irregularidades. Cerca de 80% de todo o ferro gusa ligado à devastação da região são exportados para os Estados Unidos para abastecer essas marcas.
A matéria-prima é extraída em Carajás, nos territórios do Pará, Amazonas e Tocantins. A região se tornou um polo de produção de ferro a partir da década de 1980 – de lá para cá mais de 40 altos-fornos se instalaram no local, operados por 18 empresas guseiras. A demanda por carvão para alimentar os altos-fornos deu origem a inúmeras carvoarias.
"O que sobrou de mata amazônica no Maranhão está dentro de áreas protegidas ou são terras indígenas. E essas áreas têm sido invadidas por madeireiros que buscam madeira para exportação e consumo interno e para produção de carvão”, acusa Adário. Dados oficiais mostram que 75% da floresta original que cobria o estado já foram desmatados.O uso de mão de obra análoga à escrava em carvoarias isoladas no meio da mata é, segundo a Comissão Pastoral da Terra, de conhecimento das autoridades: entre 2003 e 2011, foram libertados mais de 2.700 trabalhadores em situação degradante. Muitas dessas carvoarias, diz o relatório, usam madeira obtida de forma ilegal para produzir o carvão. Esse combustível irá, mais tarde, aquecer os altos-fornos para transformar o ferro gusa.No final de 2011, o Ibama comprovou que as maiores siderúrgicas do Pará utilizam carvão ilegal na produção do ferro-gusa. "Mais do que isso, as siderúrgicas fomentam o desmatamento da floresta amazônica em todo o sul e sudeste paraense para obter o carvão de que precisam, acobertando essa origem irregular com Guias Florestais fraudadas”, afirmou Luciano da Silva, coordenador da operação que foi batizada como Saldo Negro.O Ibama estimou, por exemplo, que o consumo de carvão vegetal da Siderúrgica do Pará, empresa de porte médio, correspondeu nos últimos cinco anos a 370 quilômetros quadrados de desmatamento ilegal.
Viena Siderúrgica contesta acusações
Outra empresa problemática, afirma Paulo Adário, é a Viena Siderúrgica. O navio Clipper Hope, impedido de atracar pelos ativistas do Greenpeace, será carregado com ferro gusa obtido nos altos-fornos dessa companhia e seguirá para os Estados Unidos.Questionada, a Viena Siderúrgica disse que foi surpreendida com o teor do relatório Carvoaria Amazônia. "Documentos em poder da empresa, tais como licença de operação e comprovação de regularidade no sistema DOF administrado pelo Ibama, comprovam a regularidade dos fornecedores no período em que a Viena manteve negociações com estes”, escreveu Wanderley M. dos Santos, advogado da siderúrgica, em resposta à DW Brasil.Ainda segundo o advogado, "a siderúrgica repudia todas as práticas citadas pelo relatório, reafirmando que sempre trabalhou para ser reconhecida pelas práticas socioambientais adequadas, por projetos de transformação social nas comunidades próximas à empresa e pela transparência de suas ações”.
Solução para o problema
Para o Greenpeace, não basta que o governo brasileiro combata as ilegalidades sociais e ambientais. "As montadoras, construtoras e outros consumidores de aço precisam identificar se os fornecedores de ferro gusa processado com carvão vegetal respeitam as leis brasileiras”, exige a ONG.Esse grandes consumidores, adiciona Paulo Adário, precisam adotar procedimentos para monitorar se sua cadeia de suprimento não destrói a floresta, não contém matéria-prima proveniente de áreas protegidas ou de terras indígenas, nem emprega mão de obra análoga à escrava.

Nádia Pontes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CARTAS DO SÍTIO E PARA O SÍTIO "ROSA DOS VENTOS" !


Momentos na Rosa dos Ventos
Montes Claros, 16 de maio de 2012.
Esta é uma mensagem de agradecimento às pessoas que partilharam comigo o tempo que fiquei na Rosa dos Ventos, entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012. Um relato de uma experiência tão rica que não tive por muito tempo palavras para relatar, o que faço agora. Creio que este tempo foi necessário para que eu pudesse compreender as coisas sentidas.Não sei se tod@s que participam deste grupo já foram à Rosa, fiquei na dúvida se aqui era o lugar correto para este relato. Mas sinto que sim, que contar a minha experiência pode incentivar ou ir de encontro a quem precisa, como precisei, de uma pausa na vida! A Rosa dos Ventos é um lugar mágico, um lugar de reencontro, de resgate das buscas que deixamos ao longo da vida de acreditar... Durante a minha estadia, senti-me mais próxima de Deus, mais sensível à vida e à importância que devemos dar às pessoas e não às coisas. É incrível como a energia do lugar faz tão bem à alma, aquieta as nossas angústias e recarrega a nossa esperança.
Brandão, a Maristela me disse em janeiro que a energia da Rosa é a sua presença, é você a bateria que despeja lá esta carga mágica. E mesmo quando você não se encontra lá, nas vezes que vai  ao ir embora deixa no ar a sua essência que continua a abastecendo a tod@s que ali se encontram. Concordo com ela! Obrigada por ter me dado a oportunidade de estar e partilhar na Rosa dos Ventos momentos que me encheram de alegria e me iluminaram na minha escrita da tese.
Ao Tião agradeço imensamente. Quanta ternura e paz senti emanar de você querido amigo e vizinho. E como era bom sentir o seu acolhimento com as suas risadas gostosas, com as comidas que dividia comigo... saudade do mingau de milho verde!
Ao Seo Ná, pedreiro da futura nova casa do Brandão. Nossas conversas me alegravam, a parada para o café era sempre motivo para uma pausa no trabalho. Era a hora de ouvir as suas histórias engraçadas sobre a Rosa (outra Rosa) e seus espinhos, e sobre o cotidiano e de me alegrar com elas.
À Ingrid, minha irmã do coração que trazia o lindo e querido Artur (Pequeno Rex) para me alegrar. E que, ao me ver perdida e angustiada sem saber por onde começar com o meu trabalho, chegou para mim com toda a sua paciência e me contou sobre as suas experiências... os caminhos que ela trilhou na sua dissertação e que partilhou comigo nas nossas conversas foram o primeiro impulso para eu encontrar e abrir o meu também. Obrigada querida!
À Sandra, querida amiga e irmã ariana! Sempre envolta numa aura de pura leveza, obrigada pelas conversas, pelo jogo da transformação (experiência rica e reveladora) e pela dança. Espero reencontrá-la no meu retorno.
Ao Juninho! Amigo querido, nunca esquecerei o seu acolhimento, as boas risadas que você me provocou com algum comentário engraçado. Você é parte da Rosa Juninho! Trago-o comigo e agradeço a oportunidade de tê-lo conhecido melhor, de ter percebido que a sua grandeza de alma, que às vezes se esconde, é enorme e acolhe a todos que têm a sensibilidade e a oportunidade de percebê-la. Ainda sinto o gosto das suas farofas de ingredientes esquisitos, mas... deliciosas! As suas palavras enquanto subíamos a Pedra Branca na madrugada da minha despedida da Rosa estão gravadas em minha memória. Já quase alcançando o topo, numa nuvem de neblina que chegava com grande força e nos envolvia, deparamo-nos com um lindo jardim natural de flores brotadas na rocha. O Juninho parou, olhou para o jardim e me disse com os braços estendidos: estas são as flores das suas páginas!  Simbolicamente, você me ofertou aquelas cores! Quanta emoção senti ao receber de você este jardim Juninho!
Tantas coisas ocorreram nesses dias...as idas solitárias à capela, o silêncio, as caminhadas no entardecer ao morro das estrelas com a Maristela, a Joyce, a Fernanda, a Ligia e o Brandão, os banhos de cachoeira, o por do sol com tod@s, mais o Daniel, os filhos da Mari, a Alê a Ana Paula escoteira, a Luciane, a Irene e quem mais estivesse ou chegasse... Voltei da Rosa dos Ventos com uma tese já estruturada (que ainda se encontra em construção, mas com o esqueleto pronto), o que algumas vezes duvidei conseguir. Na minha angústia pela incapacidade que sentia de escrever, tudo isso foi fundamental para que eu conseguisse a paz de espírito e a inspiração. Não vejo a hora de estar retornando e de estar me reabastecendo novamente... da mágica que envolve a Rosa dos Ventos!
Obrigada a tod@s que tive a felicidade de encontrar, de conhecer e de partilhar esses momentos.
Um abraço carregado e regado de bem querer! Graça
Maria das Graças Campolina Cunha
Professora do Departamento de Geociências
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Fones (38) 30810047 e 91460300
COMENTÁRIOS :

Carlos R.Brandão
Gente querida,
Eu também concordo. Por isto mesmo estarei lá nos dias 20 e 21 de maio e, depois, entre 5 e 14 de junho. Quem tenha coragem e carinho, venha estar com a gente nos dias de junho.E mais, a idéia é um julho inteiro entre frios, geadas e trabalhos de harmonização da Rosa dos Ventos. Quem virá? Quem ficará? Quem participará? Quem viverá?
Com carinho, desde Vitória,Carlos

sexta-feira, 11 de maio de 2012