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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SAÚDE E MEIO AMBIENTE: UMA REFLEXÃO - Estudos culpam poluição por 24% das doenças


Começou nesta quarta-feira e vai até sábado, em Brasília, a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA). O momento não poderia ser mais propício. Na segunda-feira, o governo americano anunciou na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15), em Copenhague, na Dinamarca, que a Agência Ambiental Americana (EPA) classificou os gases do efeito-estufa como gases nocivos à saúde humana.
A decisão é importantíssima, em primeiro lugar porque dá ao governo Obama o reforço necessário para recuperar o atraso nas medidas indispensáveis para reduzir as emissões americanas de gases poluentes. Mas seu impacto ultrapassa a política interna dos Estados Unidos. Ao reconhecer que o padrão de emissões é uma grave questão de saúde pública, além de ser uma questão ambiental global, o país pressiona positivamente os demais a aprofundar o debate.Nesses dias em que o mundo aguarda com expectativa o que ficará definido após a COP 15, iniciativas desse tipo colaboram para que as negociações andem, na medida em que dão suporte à integração de informação e ação entre governos e sociedade. No caso, é o impulso que faltava para dar o devido peso à interação entre saúde e meio ambiente - ou falta de saúde e degradação ambiental - nas discussões nacionais e internacionais.Há muito tempo estudos vêm indicando a relação direta entre problemas ambientais e de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 24% das doenças e 23% das mortes prematuras são fruto de problemas ambientais. E há muito se reconhece o impacto na saúde pública das chamadas doenças de veiculação hídrica, decorrentes da poluição dos cursos d'água, sobretudo pela falta de saneamento básico e mau uso do solo.É por isso que a CNSA é tão importante. As políticas públicas devem ser construídas de forma coletiva e dirigidas a uma nova realidade socioambiental. O tema deste encontro é "A saúde ambiental na cidade, no campo e na floresta: construindo cidadania, qualidade de vida e territórios sustentáveis". São esperados 959 delegados eleitos nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal (DF).Trata-se de uma conseqüência do que vem sendo feito pelos Conselhos Nacionais de Saúde, Cidades e Meio Ambiente e respaldado também em suas respectivas conferências nacionais, para dar seqüência à formulação de diretrizes que deverão orientar a política de saúde e ambiente do governo de uma maneira geral.A temática geral foi estruturada por meio de três eixos. O primeiro, classificado como "Desenvolvimento e sustentabilidade socioambiental no campo, na cidade e na floresta", com o objetivo de desenhar um pouco a realidade desses territórios. O segundo "Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios" para avaliar o impacto dos processos produtivos o meio ambiente e a saúde humana. E o último, denominado "Democracia, educação, saúde e ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis", vai induzir a formulação de propostas para o enfrentamento desses problemas.Para saber mais sobre o que está sendo discutido na Conferência, consulte o site do evento www.saude.gov.br/svs/cnsa e leia o Caderno de Textos, elaborado para ajudar os delegados a discutir, a pensar e a observar as experiências positivas pelo país, disponível na Biblioteca Multimídia da Escola Nacional de Saúde Pública (http://www.ensp.fiocruz.br/).
Marina Silva é professora de ensino médio, senadora (PV-AC) e ex-ministra do Meio Ambiente.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Olmpíada de Saúde-Fiocruz


Olimpíada de Saúde entrega prêmios

Luana Furtado
A 3ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSM) premia seus vencedores nesta sexta-feira (25/05), em evento integrado às comemorações do aniversário de 107 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que promove a competição junto com a Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). A cerimônia será realizada às 14h, na Tenda do Ciência em Cena, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e contará com a presença do ministro da Saúde, José Temporão.

A avaliação dos trabalhos da Etapa Nacional, em cada modalidade e categoria, ocorre nesta quinta-feira (24/05) – um dia antes da solenidade de premiação. Nesta terceira edição foram avaliados 93 trabalhos em Arte e Ciência, 100 em Produção de Texto e 107 em Projeto de Ciência. “Nós nos sentimos mobilizados por esses alunos que querem entender melhor a origem dos problemas de saúde pública do Brasil”, diz a coordenadora nacional do projeto, Cristina Araripe. Desses 300 projetos selecionados, 28 haviam sido classificados na etapa regional – realizada entre 5 e 9 de março nas regionais distribuídas por todo o país.
Os trabalhos foram produzidos por professores e alunos dos Ensinos Fundamental (5ª à 8ª séries) e Médio, de escolas públicas e privadas do Brasil. O prazo para a inscrição na terceira edição se encerrou em dezembro do ano passado, dando início às fases regional e nacional de seleção. A Olimpíada tem como objetivos estimular a reflexão sobre temas ligados à saúde e ao meio ambiente e, também, tornar o conhecimento científico mais próximo do cotidiano escolar.
Todos os vencedores da primeira fase virão ao Rio de Janeiro para a cerimônia de premiação nacional. Os alunos receberão medalhas e os professores e as escolas prêmios de qualidade do trabalho pedagógico. Além disso, serão entregues outros prêmios especiais aos participantes que se destacaram. A OBSM tem o apoio da Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde (CGVAM) do Ministério da Saúde e do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Clique nos links abaixo e conheça alguns trabalhos classificados para a etapa final das Olimpíadas, nas categorias Arte e Ciência, Produção de Texto e Projeto de Ciência.
A flor do mangue
A importância da biodiversidade para a nossa sociedade
Estrada bucal
Jornal SC Repórter
Nossa casa, nosso bioma: o Cerrado
O pesadelo
Reciclar é transformar
Projeto Tabagismo
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