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segunda-feira, 10 de maio de 2010

MINHA QUERIDA PROFESSORA

 Em fevereiro quando postei esta mensagem,havia um movimento muito grande de EDUCADORES  AMBIENTAIS tentando entrar na justiça para barrar esta loucura.Para que nãoconhece a história de EIKE BATISTA, sabe que êle cumpre um papel articulador pró LULA e é o patrocinador do MUNDIAL DA COPA EM 2014. Foi expulso da BOLIVIA exatamente por fazer o mesmo.Hoje parece que retomou os contratos com EVO MORALES. A Inglaterra vem retomando seu status imperial na América Latina ( Veja Malvinas e a exploração do Petróleo)
Quando o pai - ELIEZER BATISTA ocupava a presidencia da VALE DO RIO DOCE,o governo FHC destinou a ele a incubencia de mapear o sub solo brasileiro.Aposentado deixou, para o pequeno empresário e seu filho, o MAPA DA(S) MINA(S) com a responsabilidade de trazer as grandes mineradoras estrangeiras para a exploração...até aí Ermínio de Moraes também o fez.O grave do problema,é que muito pouca gente fala disso e não há força social que esteja conseguindono - no mínimo - barrar tamanha devastação.ONDE VAI DAR ESTA ALIANÇA DE EIKE BATISTA? é o tema dos empresários hoje.,das revistas especializadas,das angústias como a sua e nossas também..Há um movimento nesta região que tem tomado relevo...sugiro que possamos criar alianças e ver como podemos fazer.Um grande abraços e com certeza voltaremos a nos falar. Odila Fonseca

"Musse deixou um novo comentário sobre a sua postagem"
"ANGLO FERROUS / MMX - MINERADORAS DEVASTAMA SERRA ...":

Estou brigando com esse povo a algum tempo. Com minha mãe ainda viva, prometi que ia lutar para que a terra onde ela cresceu, nasceu e é uma grande referência para a família não fosse destruída pela então MMX. Nesse momento, minha irmã que mora em Alvorada, próximo a Carangola recebeu uma comunicação de liminar ganha pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerias, autorizando a passagem pela terra. É um absurdo como somos manipulados pelos poderosos em nosso País. Nenhum dinheiro pagará os danos materiais, ambientais e emocionais que sofreremos. Vamos apelar na justiça, mas com poucas esperanças. Sou professora e preciso acreditar na justiça desse País. 

NOTÍCIAS IMPORTANTES:
Mineração sufoca e depreda patrimônio natural e histórico de MG
Exploração de minério modifica topografia do estado, depredando montanhas importantes como a da Moeda e da Piedade. Encardidas, cidades afetadas convivem com inchaço e pobreza
Zulmira Furbino - Estado de Minas
Publicação: 25/04/2010 08:17 Atualização: 25/04/2010 09:24

Os 12 Profetas, famosa obra de Aleijadinho, cercada por serras como a da Moeda. Mineração estraga um dos mais notórios cenários de Minas
Se por um momento os 12 profetas de Aleijadinho, postados há mais dois séculos no adro da Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, no fim da Serra da Moeda, ganhassem vida e pudessem fazer um pedido, não seria improvável que quisessem ter os seus olhos vendados. As estátuas, parte de um conjunto histórico formado pela igreja e por 12 capelas que reconstituem os passos da Paixão de Cristo na cidade, reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade, são testemunhas passivas da devastação do meio ambiente e do inchaço descontrolado de um município embaçados pelas nuvens de pó vermelho provenientes da exploração de minério de ferro. Mas eles não estão sozinhos. Se também ganhassem vida, as serras mineiras mostrariam um semblante tão ou mais angustiado do que os profetas de pedra sabão do mestre do barroco brasileiro. Esburacadas como queijo suíço pela mineração, as serras da Moeda, do Itatiaiuçu, da Piedade, do Rola Moça, do Gandarela e da Ferrugem abrigam cidades encardidas (veja mapa e problemas das serras na página 17) .
Ao contrário da expectativa de melhoria de qualidade de vida, alimentada pelo anúncio de cifras bilionárias de investimentos, a maior parte das cidades que abrigam esse tipo de atividade continua pobre. Entre os 306 municípios mineradores no estado, apenas 40 concentram 80% da arrecadação com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Municípios como Jeceaba, na Região Central, vizinho de Congonhas, recebem R$ 20,58 ao ano a título de royalty do minério. No fim de 2009, um abaixo assinado por 600 habitantes da cidade protestava contra a construção de duas barragens de rejeitos no município. Elas integram o projeto da Ferrous, em Congonhas, para a produção de 15 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.
Em fevereiro, a arrecadação total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em Minas Gerais foi de R$ 1,87 bilhão. A mineração ficou em 10º lugar, com R$ 7,2 milhões. A baixa arrecadação é fruto da exportação de minério bruto, que sai direto da mineradora para o porto, sem beneficiamento no estado. No primeiro trimestre, a extração de minério respondeu por 26,71% do total exportado pelo estado. No que diz respeito à criação de empregos, a situação não é muito mais animadora. Levantamento feito pela Fundação João Pinheiro (FJP) a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que em fevereiro deste ano a mineração respondia por 1,09% do total de empregos no estado. O dado não leva em conta os empregos indiretos da cadeia mineral. Em muitos casos, além disso, a população mal vê a cor do dinheiro porque faltam políticas públicas adequadas e fiscalização na hora de aplicá-las. A expectativa de desenvolvimento rápido tropeça na falta de infra-estrutura básica para receber os investimentos do setor. O resultado são problemas de trânsito semelhantes aos das grandes metrópoles, aumento vultuoso da violência, chegada da prostituição, favelização, doenças, colapso no sistema de saúde, disparada dos preços dos aluguéis, destruição do patrimônio ambiental, histórico e artístico. Para não falar da mudança radical de sua vocação econômica. A situação tende a piorar ainda mais por causa da elevação da demanda pelo minério no mercado global, o que aumenta o apetite de empresas de capital nacional e internacional no segmento. Em Congonhas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), única entre as grandes a ter capital exclusivamente nacional, vai investir R$ 9,5 bilhões na ampliação da produção da mina Casa de Pedra – de 16 milhões para 55 milhões de toneladas dentro de cinco anos –, na instalação de uma unidade de transformação do minério de ferro em pelotas de minério (pelotização) e na construção de uma nova siderúrgica. Em 2009, a população estimada da cidade eram de 48 mil habitantes, mas a expectativa é que irá dobrar de volume nos próximos cinco anos em razão dos investimentos anunciados. Estima-se que, hoje, os habitantes flutuantes do município já somam cerca de 15 mil pessoas.

Mineração em Morro Vermelho, Caeté

É entre 6h e 7h da manhã que um dos efeitos danosos do aumento populacional começa a se fazer sentir na cidade. “Nesse horário, é impossível trafegar na Avenida Júlia Kubitschek (a principal de Congonhas). Às 18h, quem chega gasta uma hora para percorrer um trecho de 2 quilômetros que vai do trevo ao centro ”, reclama Gualter Monteiro, dono da imobiliária Imgel e ex-prefeito da cidade por três mandatos. O disparate entre o valor anunciado dos investimentos e seus efeitos negativos para o município podem ser resumidos numa frase do promotor Luciano Badini, coordenador do centro de apoio do meio ambiente do Ministério Público Estadual. “Só a expansão da mina e a construção da planta de pelotização já são suficientes para transformar Congonhas numa nova Cubatão”, sustenta, referindo-se à cidade paulista que era símbolo de poluição.
Na chuva, lama.Na seca, poeira A caminho de Belo Vale, também na Serra da Moeda, as montanhas estão entrecortadas por uma paisagem lunar devido à exploração do minério. Há cerca de dois anos, um trecho do rodovia 442, que liga a cidade à BR -040, foi assoreado pelos rejeitos de minério da empresa Minas do Itacolomi e a estrada foi interrompida. A construção de um desvio, de terra batida, não devolveu a normalidade ao trecho, por onde carretas e caminhões pesados trafegam incessantemente. Hoje, duas grandes mineradoras atuam na região Vale e CSN. Sem contar as de menor porte, que produzem minério para vender para as gigantes. A 442 é uma rodovia íngreme e cheia de curvas perigosas.
“Quando chove tem lama, quando está seco, tem muita poeira. As carretas de minério trafegam mal enlonadas. Isso quando há lona. E a maior parte dos carros que passam frequentemente por aqui têm os parabrisas trincados pelas pedrinhas de minério”, diz Glória Maia, da Associação do Patrimônio Histórico, Ambiental e Artístico de Belo Vale. Em Caeté, na Serra do Gandarela, o projeto Apolo, da Vale, mexe com as expectativas da comunidade, principalmente por causa da perspectiva de desenvolvimento econômico. A cidade ficou marcada pela decadência, depois que a antiga Ferro Brasileira fechou as portas na cidade, no início dos anos 1990. Agora, o comércio já registra aumento de vendas como efeito da chegada da companhia. E no setor de serviços, alguns restaurantes comemoram o movimento maior por causa dos empregados das empreiteiras contratadas pela Vale. No restaurante Fogão a Lenha, de três meses para cá o movimento aumentou 40% e o número de pessoas atendidas nas firmas que prestam serviço à companhia aumentou de 300 para 500. Mas esse é só um lado da moeda. “A empresa está chegando, mas Caeté, como todos os municípios do estado, não tem planejamento urbano ou rural”, diz Ademir Martins Bento, representante do Movimento Artístico, Cultural e Ambiental de Caeté (Macaca). A cidade tem 40 mil habitantes e espera receber cerca de 4 mil trabalhadores indiretos durante a construção da planta da mina. “Isso pressiona os preços da moradia. Além disso, a estrutura de saúde em Caeté andou delicadíssima nos últimos anos. A Santa Casa está fecha não fecha.” De acordo com ele, o poder público municipal aposta na chegada da Vale como uma espécie de salvação. “Mas isso não está escrito no papel”, observa. (ZF)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Na Contra mão da História Lula tem a Amazonia em sua mesa-Manifestações Populares

mapa INPE (61) 3411.1200 (61) 3411.1201
URGENTE LIGUE PARA o Gabinete do Presidente da República Luiz Inacio Lula da Silva
ESTE PATRIMONIO É NOSSO! MANIFESTAÇÕES...
1-"Peço licença para chamar novamente vossa atenção com o tema da Política Ambiental Brasileira. De fato, estamos vivendo um momento histórico, no qual precisamos mostrar organização e força para conter a ação da bancada ruralista no Congresso e dos agentes do Executivo compromissados com o desenvolvimento econômico a qualquer custo, movidos pelos interesses da elite de poder concentrado.Precisamos, na verdade, ir aos milhões à rua, para mostrar ao mundo que não somos patetas e que não deixaremos prosseguir a farra dos latifundiários e corporações no âmbito da legislação brasileira.Acabei de telefonar para o gabinete do presidente Lula, solicitando, como cidadão, que ele tenha atenção e respeito pelo povo brasileiro e possa vetar a Medida Provisória 458, aprovada semana passada pelo Senado, que regularizaa apropriação ilegal de terras na Amazônia.Convido-os a fazerem o mesmo. Os telefones são: (61) 3411.1200 (61)3411.1201Fui muito bem atendido e solicitei o veto do presidente, pedindo pararegistrar minha ligação. A secretária então me encaminhou para o site da presidência e deixei lá minha mensagem.
Trouxe-me contentamento saber que temos essa ferramenta de comunicação com aPresidência da República. Agradeço à campanha Avaaz pelo excelente trabalhode divulgação e mobilização da sociedade em relação a questões que demandamnossa participação. Eis minha mensagem:*Prezado Presidente Lula, Como cidadão, venho manifestar minha grande preocupação com os rumos daPolítica Ambiental Brasileira. Presenciamos a dilapidação do patrimônionatural brasileiro em benefício da elite de poder concentrado e em prol deum modelo de desenvolvimento insustentável. A Medida Provisória 458, aprovada semana passada pelo Senado, é um exemplocristalino deste movimento sombrio de nossa história, que está fazendoretroceder 40 anos de muito trabalho legislativo para que pudéssemos nosestruturar de forma a conservar e impulsionar toda a nossa riqueza natural. O senhor é a única pessoa que pode deter essa farra explícita que ditará os rumos da sociedade brasileira nas próximas décadas. Por amor ao Brasil e a seus filhos, vete a MP 458 nos pontos que a Marina Silva listou na carta do dia 4 de junho, destinada ao senhor. Seu veto é muito importante para que não anistiemos os grandes latifundiários e corporações que invadiram ilegalmente as terras públicas no passado e são os principais responsáveis pelo desmatamento de um dos principais ecossistemas do planeta, essencial para o equilíbrio de toda a biosfera e, consequentemente, para a vida humana. Acredito na sua sensibilidade e na sua intuição de que isso é uma questãofundamental para que possamos alimentar os sonhos de uma nação próspera e abundante. Saudações fraternais, Filipe Freitas CPF 978541076-53"
Nota de solidariedade ao povo indígena Peruano
Versión en Español O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifesta sua indignação e rechaço às recentes incursões militares em comunidades indígenas de Bagua Grande e Chica no Amazonas peruano, na ultima sexta-feira, 5 de junho, que promoveram um verdadeiro massacre contra essas populações, cujo numero de mortos ainda não se pode precisar.Denunciamos abertamente o governo do presidente Alan García pelos assassinatos, agressões e a hostilidade contra as comunidades indígenas, pois mostram claramente que o governo não tem vontade nem capacidade de resolver as justas demandas do povo e que, ao contrário, só busca medidas repressivas para calar as vozes que reclamam seus direitos mais fundamentais, o que representa uma grave violação aos direitos humanos.Reafirmamos nossa solidariedade e compromisso com os povos em luta constante pela defesa dos Recursos Naturais, Pela Terra e Reforma Agrária, pela Água e a Biodiversidade, ameaçados permanentemente pelos interesses das grandes empresas transnacionais.Convocamos todos os movimentos sociais para que nos mobilizemos e organizemos protestos nas embaixadas e consulados da República do Peru em todos os países, exigindo do governo de Alan García o fim imediato das agressões e assassinatos que as forças armadas vêm realizando contra as comunidades indígenas.Este ato não pode ficar impune!O MST apóia e se incorpora à iniciativa para que o presidente Alan García seja julgado por um Tribunal Internacional e responda por este crime contra os direitos humanos.
São Paulo, 9 de junho de 2009Secretaria de Relações Internacionais