IMPOSTOS EM SÃO PAULO

terça-feira, 22 de junho de 2010

ROMANCISTA, ANALFABETA, BENZEDEIRA, PREMIADA E CONSAGRADA NACIONALMENTE...ESTA É MILITANA SALUSTINO...OUTRA IMORTAL

BIOGRAFIA MILITANA SALUSTINO DO NASCIMENTO  D.Militana nasceu no povoado de Barreiros, atualmente Santo Antônio do Potengí e foi criada no Sítio Oiteiro, Município de São Gonçalo do Amarante, no dia 19 de março de 1925, filha do Mestre do Fandango Sr. Atanásio Salustino do Nascimento e Maria Militana do Nascimento. Aos sete anos já trabalhava no roçado, plantando mandioca e feijão. Apesar de analfabeta e de ser proibida de cantar pelo seu pai, foi na lida que ela memorizou os romances que atualmente canta e declama, os quais segundo estudiosos são originários da Península Ibérica, característicos do Século XVII. O folclorista e pesquisador Deífilo Gurgel em 1975 conheceu o pai de D. Militana e, após seu falecimento, em 1991 procurou a família para dar continuidade a sua pesquisa. Foi quando descobriu D. Maria José, nome desejado por sua mãe, mas batizada oficialmente de Militana. Até então D. Militana era desconhecida como Romanceira, pois a comunidade de Oiteiro e de São Gonçalo a conhecia como a benzedeira e rezadeira D. Maria José DO SÍTIO OITEIRO. Gosta de ser chamada Maria José por não gostar de seu nome e também por homenagear o santo de sua devoção. Quando afirma: “Nasci no dia de São José, a maré estava vazando e a lua minguante. Tenho sorte?” faz referência ao dia do seu nascimento. No início dos anos 90, a cultura popular são-gonçalense e norte-rio-grandense ganhou um de seus principais expoentes: D. Militana. O seu romance cantando à capela é objeto de pesquisa de alunos e professores das Universidades e de pesquisadores da Cultura Popular, como o próprio Deífilo Gurgel, Dácio Galvão e o Pernambucano Antônio Nóbrega, que durante homenagem ao Mestre Câmara Cascuda, no Teatro Brincante, São Paulo, além de apresentarem-se lhes teceu homenagens.Dois documentários foram destaque: um da Professora Ivanilda Pinheiro da Costa, intitulado “A Romanceira do Oiteiro” , resultado do trabalho “Inventário das Manifestações Culturais do Rio Grande do Norte”, UFRN, e o outro sobre Luis da Câmara Cascudo realizado pela Casa da Indústria com participação especial de D. Militana. Sua biografia também foi mostrada em vídeo por Dácio Galvão, intitulado “Auto Retrato”. Com o título “Romanceira do Oiteiro” D. Militana foi de fato a grande divulgadora da nossa Cultura Popular por todo Brasil. Além de sua terra já fez apresentações em Natal, Aracajú, Paraíba, Mossoró, São Paulo (Projeto Mostra Brasil – SESC- Ipiranga /SP; Teatro Brinque) e Brasília, onde sempre é aplaudida de pé. Em 1999, a Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura realiza um projeto denominado “ SÃO GONÇALO MOSTRA SUA ARTE” com objetivo de resgatar sua história e suas tradições culturais através das artes. Um dos resultados deste projeto foi o lançamento do CD SONGA também dá CÔCO, conservando letras, ritmos, contos, danças, músicas e os romances de D. Militana.
PREMIOS:
Já recebeu várias homenagens no Estado e uma delas a do IV Prêmio Pedro Guajiru de Cultura Popular em 2002, durante as comemorações dos 42 anos de emancipação política de São Gonçalo do Amarante, na gestão do Prefeito Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior e da Secretária de Educação e Cultura Maria Tereza de Oliveira. No entanto, sua obra mais completa está registrada no CD Livro “Cantares”, com 54 faixas, acompanhado de um encarte com mais de 100 páginas que apresenta as transcrições dos romances cantados realizado pela Fundação Hélio Galvão. O disco, que foi lançado em 2002 pelo projeto Nação Potiguar e contou com a participação de nomes consagrados como o pernambucano Antônio Nóbrega, o maestro da Orquestra Sinfônica do RN Oswaldo D’amore, o sanfoneiro cearense Waldonys, Jubileu Filho e Beethoven, Mestre Salustiano, Gereba, Mingo Araújo, Luismário, oca Costa, Dolores Portela, Euzébio Macaíba, Carlos Zens, João Omar e outros. D. Militana leva uma vida bastante simples, cercada de santos, mangueiras, todos os filhos e netos. Devota de Santo Antônio, Frei Damião e Padre Cícero do Juazeiro. Atualmente D. Militana leva uma vida bastante simples, cercada de santos, mangueiras, todos os filhos e netos. Devota de Santo Antônio, Frei Damião e Padre Cícero do Juazeiro. Está aposentada como trabalhadora rural, com problemas de saúde e vive com sua filha Benedita e netos. Em 2005, no dia 8 de novembro, D. Militana é consagrada nacionalmente. É a primeira e única rio-grandense do norte a ser agraciada com a Medalha de Ordem ao Mérito Cultural do Ministério da Cultura, instituída pelo MinC, em 1995, por decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Com esta comenda, o governo retoma uma antiga tradição brasileira que vem desde o Segundo Reinado. Em Brasília D. Militana quebrou o Protocolo cantando durante a solenidade e recebeu das mãos do Presidente Lula a condecoração, uma das mais importantes e concedidas pelo governo federal. Na oportunidade, o ministro Gilberto Gil e o presidente homenagearam 34 personalidades que contribuem e contribuíram com a cultura brasileira. Dona Militana esteve ao lado de grandes nomes como o diretor de teatro Augusto Boal, o cantor e compositor João Gilberto, o cineasta José Mojica Marins (Zé do Caixão) e a cantora Maria Betânia. Visivelmente orgulhosa pela homenagem prestada pelo Ministério da Cultura, Dona Militana embaralhou-se na hora de receber a medalha das mãos de Lula.
Em 2006, Lílian de Oliveira Rodrigues defende sua Tese de Doutorado intitulada “A VOZ EM CANTO: DE MILITANA A MARIA JOSÉ, UMA HISTÓRIA DE VIDA” pela Universidade Federal da Paraíba. Nos seus 85 anos de idade D. Militana criou sete (7) dos vinte (20) filhos que teve e por motivo de saúde reside atualmente com sua filha Benedita no loteamento ( bairro) de Santa Terezinha em São Gonçalo do Amarante. D. Militana faleceu aos 85 anos na casa de sua filha Benedita à moda antiga, cercada de filhos, netos, bisnetos e tataranetos no dia 19 de junho de 2010. Seu velório foi no Teatro Municipal de São Gonçalo do Amarante e seu sepultamento no Cemitério Público Municipal. São Gonçalo do Amarante, 21 de junho de 2010.
Maria Tereza de Oliveira
Presidente da Comissão Sãogonçalense de Folclore
Secretária da Comissão Norteriograndense de Folclore
Blogger SOS DIREITOS HUMANOS disse...
DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA
“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado
O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA
No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.
RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.
QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA
A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?
A COMISSÃO DA VERDADE
A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.
Paz e Solidariedade,
Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
http://www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://twitter.com/REVISTASOSDH
27 de junho de 2010 17:59

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
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