E QUE CRIAM ALGO NA ROSA DOS VENTOS OU QUE VÃO SEMPRE OU UMA VEZ OU OUTRA NA ROSA DOS VENTOS,
Várias pessoas receberam a
minha "carta
de 6 de fevereiro". Nela, depois de algumas
conversas, comento como resolvemos criar nos espaços na Rosa dos
Ventos, e também entre os outros
espaços da Rosa, mas fora dela (Alto Zen, Canto das Águas, Chão Goiano) lugares, cenários de vivências, estudos, convivências, criações
e trabalhos, de diferentes e convergentes vocações. Então, o que existe da "porteira da Rosa dos
Ventos" para dentro (e para cima)
ficou repartido assim: A Casa
Grande (que em lembrança de outra
casa gostaria de chamar "Casa da Serra") e seu entorno, que permanece acolhendo a abrigando as pessoas
que chegam (há 17 anos) para estarem de algumas horas a alguns anos na ROSA DOS VENTOS. O Centro Mutirão de Educação Popular e Economia Solidária, que ficará sediado especialmente na Casa
Azul, e em outras casas e espaços novos mais ao fundo, em direção à
mata. Lá será com prioridade o local de nossas reuniões de estudos e práticas
relacionadas aos temas e ações do Centro Mutirão,e também reuniões do Grupo do Tao.
Um novo espaço que irá da Capela até à Casa do
Sol, passando pela Casa de
Pedra destinado a vivências e
convivências de mais silêncio e espiritualidade. A equipe que está criando este
"lugar na Rosa" deu a ele o nome de ROSA ZEN. Entre os festejos do Ano
Novo e o Carnaval, vivemos momentos de festa, de confraternização e de
pré-estudos sobre justamente estes rumos para a ROSA DOS VENTOS. Um momento marcante neste
começo de ano foi o do Carnaval. Junto com as mais diferentes pessoas que
vieram estar conosco no "Carnaval dos 17 anos da Rosa dos Ventos", chegaram porteira e portas adentro: Chico Simões e Flávia, de
Brasília, e mais Dércio Marques, Lucimar e sua gente. E mais João Bá (a caminho
de 80 anos, mas parecido com um ser-sem-idade), João Arruda com Alik, filho e
viola, Pio, Fernando Guimarães, com família completa. E, para nossa surpresa
imensa, O Paulo Maricotte, outro brasiliense do Nordeste, poeta repentista e
cantor do sabido e do improviso. Assim foram três noites de mamulengo ("na
hora!") e mais cantorios de viola e violão. Vieram também algumas
pessoas que guiadas por Pedro, pela primeira vez (que eu saiba) subiram pela
frente, com cordas e aparatos de escalada, um paredão da Pedra Branca. Eu,
ex-guia de escaladas em 1959, fiquei em casa olhando de longe, com alegria e
serena inveja. Ele vai enviar imagens e vamos partilhar. Temos solenes
planos de arborismo entre as árvores grandes da Rosa dos Ventos. E, entre músicas e encontros, decidimos alguns momento de calendário que a seguir transmito a vocês. Esta mensagem vai também para
pessoas do Centro Mutirão e do Rosa Zen, para um "toque final" e para diversos ajustes. Vale
o mesmo pro pessoal do Grupo do Tao.
16 ABRIL DE 2012
Tomiko e toda a gente caldense amiga,
Consegui aqui em Uberlândia com a Maristela
que ela compactasse uma parte das fotos da escalada do paredão frontal da Pedra
Branca.Na minha mensagem dos 72 anos (Tomiko, estou
chegando perto de você!) eu transcrevo uma passagem do Pedro Santos, que comandou
a escalada e me enviou fotos. Na verdade há uma outra série, mas da simples
caminhada á Pedra Branca. E há mais belas fotos de Pocinhos e região.Tomiko, acho que poderia ser matéria para o
novo número do SONHA CALDAS. O próprio Pedro poderia escrever algo, ou eu
escreveria (com nostalgia).Juninho, quem terá o e-mail do Pedro? Ele me
mandou um Disquete por correio e não colocou o e-mail. Estou em Uberlândia e milagrosamente chove em
pleno abril, no começo do cerrado. Durante a viagem eu vi uma série tão grande
deslumbrante de Paineiras em flor, desde Campinas a Uberlândia, que nem sabia
se estava indo para Uberlândia ou se já havia chegado ao Paraíso.Abraço vocês com carinho,Carlos