IMPOSTOS EM SÃO PAULO

sábado, 16 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE OU OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS?

O terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro já deixou 50.000 mortos e pelo menos 3 milhões de pessoas estão desabrigadas, segundo estimativas da Cruz Vermelha. Em Porto Princípe, capital do país, prédios estão em ruínas e as pessoas tem dormido nas ruas, estão sem água potável, comida, remédios e muitas pessoas ainda estão debaixo dos escombros. A população do país que já era conhecido como o país "mais pobre do ocidente" está agora em uma situação ainda mais precária, o que ainda pode piorar.
A estadunidense Fundação Heritage, um dos principais defensores da exploração de desastres para empurrar impopulares políticas pró-corporações e neoliberais, publicou uma nota contendo o que deve ser feito pelos Estados Unidos diante do terremoto no Haiti. Na nota eles afirmam: "A resposta do governo dos EUA deve ser ousada e decisiva. É preciso mobilizar recursos civis e militares para resgate e socorro, a curto prazo, e recuperação e reformas a longo prazo" - certamente reformas que preveem mais liberdade para grandes empresas privadas, privatização de empresas públicas e recursos naturais, e outras medidas que acentuam as políticas que há décadas tem deixado o país miserável. A nota chama atenção como o "frágil ambiente político da região" deve ser levado em conta na "ajuda humanitária". E, por fim, pede que os militares norte-americanos vigiem a costa, impedindo um provável grande movimento de haitianos tentando entrar ilegalmente nos EUA pelo mar "em embarcações frágeis e perigosas".Mas, como se não bastasse, o próprio Cônsul geral do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, também quer tirar proveito da tragédia. Em entrevista num programa de televisão na quarta-feira, afirmou que o terremoto pode ser bom, pois torna o trabalho dele conhecido. Gerge Samuel Antoine, revelando seu racismo, ainda responsabilizou a religião dos/as haitianos/as pelo desastre: "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f..."; o mesmo que fez um tele-evangelista dos EUA, quando disse que escravos haitianos fizeram um pacto com o diabo para se libertar dos franceses no século XVIII e por isso são atingidos por tragédias. É esse racismo o responsável pela tragédia haitiana.

Links:: Nosso papel no transe haitiano
Desastre no Haiti Alerta Capitalista: Pare-os antes que eles choquem de novo
Haiti: estamos abandonados
EUA: Pregador debocha da Tragédia Haitiana
Até Deus treme ao ver a tragédia no Haiti
Blog de estudantes da Unicamp que estão no Haiti
Solidariedade: Reunião do Comitê pró-Haiti
Todos os países agora se apressam em dizer que oferecem ajuda humanitária, com comida, água, remédios ou equipes de resgates - todos elementos fundamentais e muito necessários num momento de extrema precariedade no Haiti. Entretanto, com a ocupação militar das tropas da ONU, lideradas pelo Brasil, a comunidade internacional tem governado efetivamente o Haiti desde o golpe em 2004. Os mesmos países que agora fazem alarde com o envio de ajuda de emergência ao Haiti votaram consistentemente, durante os últimos 5 anos, contra qualquer extensão da missão da ONU para além de seus objetivos estritamente militares. Propostas para realocar parte destes "investimentos" em programas para a redução da pobreza ou o desenvolvimento agrário foram bloqueadas.De qualquer forma, nestes primeiros dias, a principal ajuda da ONU e da "comunidade internacional" está em remover os escombros do Hotel Montana, hotel de alta classe, onde poderiam estar hospedados personalidades da ONU, militares e empresários estrangeiros. A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para manter a ocupação militar (MINUSTAH) no Haiti. O Haiti é hoje um país onde cerca de 75% da população vive com menos de 2 dólares por dia e 56% - quatro milhões e meio de pessoas - com menos de 1 dólar por dia. Décadas de "ajuste" neoliberal e intervenção neoimperial tiraram do país e de seu povo a capacidade de gerir sua própria economia. Condições desfavoráveis de comércio e financiamento internacional garantem a permanência, em um futuro previsível, dessa indigência e impotência como fatos estruturais da vida haitiana. E agora, um terremoto pode ser mais um motivo para políticas que aprofundem essa situação no Haiti. A possibilidade de reconstrução do país não está nessa "modernização" e liberalização econômica, mas em políticas que favoreçam a auto-determinação e o fim da exploração e opressão do povo haitiano, para que inicie a reconstrução do país com a solidariedade internacional. E então os países ricos começarem a pagar pela destruição que causaram por tantas décadas.
Ver também: http://infoativodefnet.blogspot.com/2010/01/as-massas-e-os-sobreviventes-terra.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SER ZILDA...UMA HOMENAGEM DOS EDUCADORES POPULARES NA SAÚDE


Multimistura da essência do SER  
 Ser mulher    Ser solidária      Ser gênero
De ser pra ser
Ser Criança
Ensinar e emprender
Na esperança Que luta sem ódio
E sem medo
Nos caminhos do universo
Revelando a potência
De aprender    Brincar     Crescer
Que deve fazer parte
Da infância de todo ser
Zilda multimistura da vida
Alimento de ternura e promoção
Que marca os passos teus
Aqui entre nós humanos
E agora junto de Deus
Elias J. Silva - SMSE - Cirandas da Vida
Poeta e Educador Popular
Escute as músicas da CIRANDAS DA VIDA
www.palcomp3.com/cirandasdavida
2-Querida Zilda,tantos anos acreditando...que nos fez acreditar...vocês médicos e médicas,daqueles que vão lá...até lá...e sobretudo acreditando que dependem de nós educadores populares na Saúde... Lembro meu pai,médico que percorreu estes tantos caminhos.Lembro minha mãe que hoje faria 104 anos...Valeu Zilda. Odila Fonseca

COMENTÁRIOS
Bianca disse...

Bela homenagem!
14 de janeiro de 2010 10:32

UM GRITO NO ESCURO - PARTE III (DESDE 2008)

QUERIDOS AMIGOS,ESTOU PEDINDO A AJUDA DE VOCÊS PARA DIVULGAR ESSES VIDEOS. VEJAM E DIVULGUEM!
São vídeos produzidos por pessoas próximas e que tenho conhecimento próprio dos fatos mostrados, inclusive eu também estou produzindo um documentário sobre o assunto.
(A gente divulga e repassa tanta bobagem, tanta piadinha e coisas fúteis apenas por diversão, mas quando o assunto é SÉRIO E REALMENTE IMPORTANTE, a gente tem vergonha ou não dá importância...)
Não se trata apenas de um apelo em favor de uma comunidade local, de um lugar que provavelmente muitos de vcs nunca ouviram falar, mas é um apelo pro bem comum, do seu bem também. Muitos podem achar uma bobagem, ou não dar importância, mas o que fizermos com a água e o ecossistema aqui em Minas, no coração da Serra do Espinhaço, pode ter certeza que afetará sua vida aí, onde estiver, seja em BH, SP, RIO e etc um dia. Como sabemos, água potável é algo cada vez mais escasso e que está ameaçado de acabar um dia.E não é só com a Amazônia por exemplo que temos que nos preocupar, mas com o Cerrado, com seu ecossistema delicado e único no mundo e os mananciais hidricos que eles guardam.
E estamos lutando aqui, tentando mobilizar opinião pública e órgãos governamentais, contra o poder dessas grandes empresas MMX, ANGLOAMERICA e VALE, que estão acabando com esses lugares sagrados, na SERRA DO ESPINHAÇO. Estão garimpando sem permissão ambiental, poluindo a água, expulsando moradores abrindo verdadeiros "vulcões" na Serra, para mineração e construção de um gigantesco minerioduto de mais de 15km.E a gente muitas vezes está comprando e vendendo Ações dessas empresas, para lucrar com isso e não sabemos às custas de quê e o que essas empresas estão fazendo por aqui para para gerar esses lucros...
PENSE NISSO.Vamos divulgar e nos mobilizar para que cada vez mais pessoas saibam disso, para que o governo tome medidas para parar isso. Porque mais importante do que os PAPÉIS NA BOLSA, O OURO, O MINÉRIO DE FERRO, OS DIAMANTES OU A MADEIRA DE EUCALIPTO, é um bem que, sem ele não vivemos... A ÁGUA.
Espero contar com a ajuda de todos.forte abraço,Danilo Siqueira.
MEMÓRIA DO BLOG_SEQUENCIA DE VÍDEOS:
http://www.youtube.com/watch?v=L7ydWrOP2KM&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=Q9vl4rHrbfs&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=X7-LIimAVg8&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=QrinVdAB2OA&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=YskU9TeRozE&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=CAE274gY6HQ&feature=player_embedded

MEMÓRIA DO BLOG (2008)
http://educomambiental.blogspot.com/2008/04/do-por-que-bolivia-viro...
1-quarta-feira, 9 de abril de 2008
DO POR QUE A BOLIVIA VIROU DUAS E A SERRA DO ESPINHAÇO-MG VAI SE ACABAR
A OCUPAÇÃO DA AMÉRICA LATINA NO SÉCULO XXI E COMO GARANTIR A EDUCAÇÃO AMBIENTAL?
2-quarta-feira, 9 de abril de 2008
http://educomambiental.blogspot.com/2008/04/um-grito-no-escuro-patr...
UM GRITO NO ESCURO? Patrimonio Ambiental destruido
http://educomambiental.blogspot.com/2008/04/um-grito-no-escuro-patr...
3-terça-feira, 22 de abril de 2008
UM GRITO NO ESCURO? Patrimonio Ambiental destruido-PARTE II
http://educomambiental.blogspot.com/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SOBRE AS QUESTÕES DA TERRA

Neste ano de 2010 completa se uma longa caminhada pelo direito a TERRA.Assistimos toda esta catástrofe neste inicio de década. A ocupação incentivada ora pelas imobiliárias nos grandes condomínios...em áreas de preservação e sustentabildade do planeta O cinismo corrupto ( Governador Arruda em Brasília) a insistencia de J.Sarney com a farra das passagens aereas para os familiares dos Senadores.Enquanto estes passam impunes pela história do Brasil,homens, mulheres e crianças em Minas Gerais,no vale do Jequitinhonha, aguardam neste rincão de pobreza e grandes riquezas,POR JUSTIÇA desde 2004.Assista ao filme sobre o massacre de SEM TERRAS   http://www.blip.tv/file/2791848?file_type=flv
Esperamos que este tema esteja presente em todas as agendas políticas neste ano eleitoral.
Leonardo Boff fala sobre os rumos do planeta terra e do ser humano

As mobilizações sociais e os alardes sobre os prejuízos que a ação humana vem causando ao meio ambiente não foram suficientes para garantir o fechamento de acordos eficazes durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), concluída sexta-feira (18) em Copenhague, na Dinamarca.
Os líderes mundiais demonstraram mais uma vez preferência pelo desenvolvimento do capital em detrimento da vida. Ainda assim, a postura de desdém para com os problemas climáticos do planeta não está engessando as ações da população na luta por pequenas mudanças. A evidência dada à causa ambiental tem servido para gerar consciência e, aos poucos, mudar maus hábitos de consumo. "O lugar mais imediato é começar com cada um", acredita Leonardo Boff.

Em entrevista à ADITAL, o teólogo, filósofo e escritor fala sobre a necessidade de começarmos as mudanças que irão beneficiar a Terra por nós. "Cada um em seu lugar, cada comunidade, cada entidade, enfim, todos devem começar a fazer alguma coisa para dar um outro rumo à nossa presença neste planeta". Para Boff, não devemos depositar nossas esperanças nas decisões que vêm de cima.
Adital - O senhor acredita na vontade política dos grandes líderes mundiais em reverter a situação climática em que se encontra nosso planeta?
Leonardo Boff - Não acredito. Os grandes não possuem nenhuma preocupação que vá além de seus interesses materiais. Todas as políticas até agora pensadas e projetadas pelo G-20 visam salvar o sistema econômico-financeiro, com correções e regulações (que até agora não foram feitas) para que tudo volte ao que era antes. Antes reinava a especulação a mais desbragada que se possa imaginar. Basta pensar que o capital produtivo, aquele que se encontra nas fábricas e no processo de geração de bens soma 60 trilhões de dólares. O capital especulativo, baseado em papéis, alcançava a cifra de 500 trilhões. Ele circulava nas bolsas especulativas do mundo inteiro, gerenciado por verdadeiros ladrões e falsários. A verdadeira alternativa só pode ser: salvar a vida e a Terra e colocar a economia a serviço destas duas prioridades. Há uma tendência autosuicidária do capitalismo: prefere morrer ou fazer morrer do que renunciar aos seus benefícios.
Adital - Muito esperada a COP 15, que acontece em Copenhague, Dinamarca, parece não apontar para resultados eficazes e em comprometimentos mais sérios. Qual deve ser o papel da sociedade civil caso os resultados não sejam os esperados?
Leonardo Boff - Chegamos a um ponto em que todos seremos afetados pelas mudanças climáticas. Todos corremos riscos, inclusive de grande parte da humanidade ter que desaparecer por não conseguir se adaptar nem mitigar os efeitos maléficos do aquecimento global. Não podemos confiar nosso destino a representantes políticos que, na verdade, não representam seus povos mas os capitais com seus interesses presentes em seus povos. Precisamos nós mesmos assumir uma tarefa salvadora. Cada um em seu lugar, cada comunidade, cada entidade, enfim, todos devem começar a fazer alguma coisa para dar um outro rumo à nossa presença neste planeta. Se não podemos mudar o mundo, podemos mudar este pedaço do mundo que somos cada um de nós.Sabemos pela nova biologia e pela física das energias que toda atividade positiva, que vai na direção da lógica da vida, produz uma ressonância morfogenética, como se diz. Em outras palavras, o bem que fazemos não fica reduzido ao nosso espaço pessoal. Ele se ressoa longe, irradia e entra nas redes de energia que ligam todos com todos e reforçam o sentido profundo da vida. Daí podem ocorrer emergências surpreendentes que apontam para um novo modo de habitar o planeta e novas relações pessoais e sociais mais inclusivas, solidárias e compassivas. Efetivamente, se nota por todas as partes que a humanidade não está parada nem enrijecida pelas perplexidades. Milhares de movimentos estão buscando formas novas de produção e alternativas que respondem aos desafios.
Somente em ONG existem mais de um milhão no mundo inteiro. É da base e não da cúpula que sempre irrompem as mudanças.
Adital - Nunca as questões ambientais estiveram tão em evidência como nos últimos anos. Termos como aquecimento global, mudanças climáticas apesar de vários alertas feitos há bem mais tempo, hoje fazem parte do cotidiano de muita gente em todo o planeta. Nessa "crise civilizatória" ainda há tempo para se fazer algo? De onde poderá vir essa "salvação"?
Leonardo Boff - Se trabalharmos com os parâmetros da física clássica, aquela inaugurada por Newton, Galileo Galilei e Francis Bacon, orientada pela relação causa-efeito, estamos perdidos. Não temos tempo suficiente para introduzir mudanças, nem sabedoria para aplicá-las. Iríamos fatalmente ao encontro do pior. Mas se trocarmos de registro e pensarmos em termos do processo evolucionário, cuja lógica vem descrita pela física quântica que já não trabalha com matéria mas com energia (a matéria, pela fórmula de Einstein, é energia altamente condensada) aí o cenário muda de figura.
Do caos nasce uma nova ordem. As turbulências atuais prenunciam uma emergência nova, vinda daquele transfundo de Energia que subjaz ao universo e a cada ser (chamada também de Vazio Quântico ou Fonte Originária de todo ser). As emergências introduzem uma ruptura e inauguram algo novo ainda não ensaiado. Assim não seria de se admirar se, de repente, os seres humanos caiam em si e pensem numa articulação central da humanidade para atender as demandas de todos com os recursos da Terra que, quando racionalmente gerenciados, são suficientes para nós humanos e para toda a comunidade de vida (animais,plantas e outros seres vivos).Possivelmente, chegaríamos a isso face um perigo iminente ou após um desastre de grandes proporções. Bem dizia Hegel: o ser humano aprende da história que não aprende nada da história, mas aprende tudo do sofrimento. Prefiro Santo Agostinho que nas Confissões ponderava: o ser humano aprende a partir de duas fontes de experiência: o sofrimento e o amor. O sofrimento pela Mãe Terra e por seus filhos e filhas e o amor por nossa própria vida e sobrevivência irão ainda nos salvar.
Então não estaríamos face a um cenário de tragédia cujo fim é fatal mas de uma crise que nos acrisola e purifica e nos cria a chance de um salto rumo a um novo ensaio civilizatório, este sim, caracterizado pelo cuidado e pela responsabilidade coletiva pela única Casa Comum e por todos os seus habitantes.

Adital - Há varias demandas para que a Corte Penal Internacional reconheça os crimes ambientais como crime de lesa humanidade. O senhor acha que seria uma alternativa?
Leonardo Boff - As leis somente têm sentido e funcionam quando previamente se tenha criado uma nova consciência com os valores ligados ao respeito e ao cuidado pela vida e pela Terra, tida como nossa Mãe, pois nos fornece tudo o que precisamos para viver. Havendo essa consciência, ela pode se materializar em leis, tribunais e cortes que fazem justiça à vida, à Humanidade e à Terra com punições exemplares. Caso contrário, os tribunais possuem um caráter legalista, de difícil aplicação, sem sua necessária aura moral que lhe confere legitimidade e reconhecimento por todos.
Então devemos primeiro trabalhar na criação dessa nova consciência. Eu mesmo estou trabalhando com um pequeno grupo, a pedido da Presidência da Assembléia da ONU, numa Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade. Ela deverá entrar por todos os meios de comunicação, especialmente, pela Internet para favorecer a criação desta nova consciência da humanidade. A nova centralidade não é mais o desenvolvimento sustentável, mas a vida, a humanidade e a Terra, entendida como Gaia, um superorganismo vivo.
Adital - Por outro lado não se cogita nada do tipo voltado para o consumo, por exemplo, que tem interferência direta no caos em que se tornou a Terra. Poderia falar um pouco sobre isso?
Leonardo Boff - O propósito de todo o projeto da modernidade, nascido já no século XVI, está assentado sobre a vontade de poder que se traduz pela vontade de enriquecimento que pressupõe a dominação e exploração ilimitada dos recursos e serviços da Terra. Em nome desta intenção se construiu o projeto-mundo, primeiro pelas potências ibéricas, depois pelas centro-europeias e por fim pela hegemonia norte-americana. No início não havia condições de se perceber as consequências funestas desta empreitada, pois incluía entender a Terra como um simples baú de recursos, algo sem espírito que poderia ser tratada como quiséssemos. Surgiu o grande instrumento da tecno-ciência que facilitou a concretização deste projeto. Transformou o mundo, surgiu a sociedade industrial e hoje a sociedade da informação e da automação.
Toda esta civilização oferece aos seres humanos, como felicidade, a capacidade de consumo sem entraves, seja dos bens naturais seja dos bens industriais. Chegamos a um ponto em que consumimos 30% a mais do que aquilo que a Terra pode reproduzir. Ela está perdendo mais e mais sustentabilidade e sua biocapacidade. Ela simplesmente não aguenta mais o nível excessivo de consumo por parte dos donos do poder e dos controladores do processo da modernidade. Os 20% mais ricos consomem 82,4% de toda a riqueza da Terra, enquanto os 20% mais pobres têm que se contentar com apenas 1,6% da riqueza total. Agora nos damos conta de que uma Terra limitada não suporta um projeto ilimitado. Se quiséssemos universalizar o nível de consumo dos países ricos para toda a Humanidade, cálculos já foram feitos - precisaríamos de pelo menos 3 Terras iguais a esta, o que se revela como uma impossibilidade. Temos que mudar, caso quisermos superar esta injustiça social e ecológica universal e termos um mínimo de equidade entre todos.
Adital - Até que ponto o senhor acredita que a sociedade civil organizada pode ser agente de uma nova prática de consumo?
Leonardo Boff - Deve-se começar em algum lugar. O lugar mais imediato é começar com cada um. O desafio, face ao problema universal, é convencer-se de que podemos ser mais com menos. Importa fazer uma opção por uma simplicidade voluntária e por um consumo compassivo e solidário pensando em todos os demais irmãos e irmãs e demais seres vivos da natureza que passam fome e estão sofrendo todo tipo de carência. Mas para isso, devemos realizar a experiência radicalmente humana de que de fato somos todos irmãos e irmãs e que somos ecointerdependentes e que formamos a comunidade de vida.
A economia se orientará para produzir o que realmente precisamos para a vida e não para a acumulação e para o supérfluo, uma economia do suficiente e do decente para todos, respeitando os limites ecológicos de cada ecossistema e obedecendo aos ritmos da natureza. Isso é possível. Mas precisamos de uma "metanoia" bíblica, de uma transformação de nossos hábitos, de nossa mente e de nossos corações. Essa transformação constitui a espiritualidade. Ela não é facultativa, é necessária. Cada um é como a gota de chuva. Uma molha pouco. Mas milhões e milhões de gotas fazem uma tempestade, agora um tsunami do bem.
Adital - O Brasil, por conta da Floresta Amazônica e outra matas nativas, deveria ter um papel fundamental na questão ambiental. Como o senhor avalia a postura do governo brasileiro em relação ao tema?
Leonardo Boff - O governo brasileiro não acumulou ainda suficiente massa crítica nem consciência da importância da floresta amazônica para os equilíbrios climáticos da Terra inteira. Se o problema é o excesso de dióxido de carbono na atmosfera, então são as florestas as grandes sequestradoras deste gás que produz o efeito estufa e, em conseqüência, o aquecimento global.
Elas absorvem os gases poluentes pela fotossíntese e os transforma em biomassa, liberando oxigênio. Ao invés de estabelecer a meta de desmatamento 0 e ai ser rígido e implacável, por amor à humanidade e à Terra, o governo estabelece que até 2020 vai reduzir o desmatamento até 15%. E há políticas contraditórias, pois de um lado o Ministério do Meio Ambiente combate o desmatamento, por outro o BNDS financia projetos de expansão da soja e da pecuária que avançam sobre a floresta. Por detrás estão grandes interesses do agronegócio que pressionam o governo a manter uma política flexível e danosa para o equilíbrio da Terra.
Adital - Todavia percebe-se grande atuação de movimentos sociais e entidades em defesa da natureza e cobrando mais de seus governos em âmbitos internacionais. Acredita que haja, no momento, mais empoderamento?
Leonardo Boff - Acredito que a Cúpula de Copenhague terá função semelhante que teve a Eco-92 no Rio de Janeiro. Depois da Eco-92 surgiu no mundo inteiro a questão da sustentabilidade e da crítica ao sistema do capital visto como essencialmente anti-ecológico, pois ele implica uma produção ilimitada à custa da extração ilimitada dos recursos e serviços da natureza. Creio que a partir de agora a Humanidade tomará consciência de que ou ela, a partir da sociedade civil mundial, dos movimentos, organizações, instituições, religiões e igrejas, muda de rumo ou então terá que aceitar a dizimação da biodiversidade e o risco do extermínio de milhões e milhões de seres humanos, não excluída a eventualidade do desaparecimento da própria espécie humana.
Essa consciência vai encontrar os meios para pressionar as empresas, os grandes empreendimentos e os Estados para encontrarem uma nova relação para com a Terra. O problema não é a Terra, mas nossa relação para com ela, relação de agressão e de exploração implacável. Precisamos estabelecer um acordo Terra e Humanidade para que ambos possam conviver interdependentes, com sinergia e espírito de reciprocidade. Sem isso não teremos futuro. O futuro virá a partir da força da semente, quer dizer, das práticas humanas pessoais e comunitárias que criam redes, ganham força e conseguem impor um novo arranjo que garantirá um novo tipo de história.
Rogéria Araújo * Jornalista da Adital

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O DESENVOLVIMENTO E DESCOBRIMENTO DO BRASIL NO INICIO DA SEGUNDA DÉCADA DO SÉCULO XXI

JANEIRO DE 1800 A JANEIRO DE 2010
*Prefeito e reincidente são envolvidos em casos de escravidão*

*Fiscalização encontrou 24 pessoas em condições de trabalho escravo na fazenda do prefeito de Codó (MA), Zito Rolim (PV). Outros sete foram libertados da propriedade do reincidente Rui Carlos Dias Alves da Silva*
Por Bianca Pyl
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA) encontrou 24 pessoas - incluindo um jovem de 17 anos - em condições análogas à escravidão na Fazenda São Raimundo/São José, pertencente ao prefeito de Codó (MA) José Rolim Filho (PV), conhecido como Zito Rolim.
*Segundo auditor fiscal, água consumida tinha cor amarelada e cheiro ruim Em outra ação, o mesmo grupo libertou sete pessoas da Fazenda Pajeú, no município de Governador Acher (MA), a 350 km da capital São Luís (MA). Uma das vítimas era um adolescente de 13 anos. O dono da área é Rui Carlos Dias Alves da Silva, reincidente no crime. Ele fez parte da "lista suja" do trabalho escravo (relação de empregadores flagrados) até fevereiro deste ano. As fiscalizações ocorreram entre os dias 7 e 17 de dezembro e contaram com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e de agentes da Polícia Federal (PF).Os libertados na Fazenda São Raimundo/São José foram arregimentados pelo"gato" Antônio Mauro há dois meses, que já foi enquadrado no crime de aliciamento de trabalhadores, previsto no art. 207 do Código Penal, segundo o auditor fiscal Carlos Henrique da Silva Oliveira, que coordenou a ação. Duas mulheres responsáveis pelo preparo das refeições estavam entre asvítimas. Uma delas estava acompanhada de duas filhas com idades entre 5 e 6 anos e do filho de 13 anos. O adolescente ajudava sua mãe nas tarefas diárias e tinha a função de levar a alimentação até a frente de trabalho,que ficava a 3 km de distância dos barracos utilizados como alojamento.Os empregados eram responsáveis pelo "roço de juquira" - limpeza da áreapara formação de pasto para pecuária extensiva. Segundo a fiscalização, elestinham dívidas com o "gato" e recebiam por produção, de R$ 10 a R$ 12 pordia. No fim, os salários não chegavam nem ao mínimo (R$ 465).
*Trabalhadores não tinham acesso a alojamentos adequados e nem à água potável (Foto: SRTE/MA)*
Os alojamentos eram quatro barracos de palha, em formato de ocas, construídos debaixo de um palmeiral de babaçu, na beira de um açude poluído.A água consumida pelos trabalhadores vinha desse açude e não recebia nenhum tratamento ou processo de filtração."A água ia direto para o pote, tinha cor amarelada e cheiro ruim", detalha Carlos Henrique, que contou com o apoio do auditor Antônio Borba durante a operação.A comida servida aos trabalhadores era basicamente arroz e feijão. De vez em quando, havia buchada, tripas e outros miúdos (fato) do boi. Para o desjejum, pela manhã, somente café com farinha.As vítimas receberam as verbas referentes à rescisão do contrato de trabalho, além das três parcelas do Seguro Desemprego para Trabalhador Resgatado. A procuradora do trabalho Maria Elena Rêgo intermediou ainda o pagamento de indenização por danos morais individuais no valor R$ 500 para cada libertado.
*Fazenda Pajeú*
Na propriedade do reincidente Rui Carlos Dias Alves da Silva, a fiscalização libertou sete pessoas de trabalho escravo. Uma delas era um adolescente de apenas 13 anos. A estrada que dá acesso à Fazenda Pajeú é precária, segundoo auditor Carlos Henrique, da SRTE/MA.Os trabalhadores chegaram no local no início de outubro de 2009. Estavam alojados em barraca de palha, sem condições de higiene. Não havia camas nolocal nem armários para guardar pertences.A água consumida pelas vítimas vinha de um poço cheio de sapos. Para tomar banho, os trabalhadores utilizavam um açude, também usado para matar a sede
dos animais. A alimentação oferecida aos trabalhadores consistia somente em  arroz e feijão. Pela manhã, o alimento era café com farinha.O empregador pagava o salário de R$ 150, no máximo. Além disso, as vítimasestavam endividadas com o gerente da fazenda, que vendia mercadorias compreços acima dos praticados no mercado
*Água consumida pelos empregados da Faz. Pajeú vinha de poço cheio de sapos Os empregados foram retirados do local e o proprietário efetuou o pagamentodas rescisões dos contratos de trabalho. O empregador também assinou Termode Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo MPT, em que se prontifica aabrir uma conta poupança com depósito de R$ 5 mil em favor do adolescentelibertado. Além disso, pagou também R$ 1,8 mil por danos morais individuais."A SRTE/MA e MPT vão tentar viabilizar o recebimento do Seguro Desemprego deTrabalhador Resgatado para o adolescente de 13 anos, tendo em vista que nãohá previsão legal para o execício deste ditreito por menores de 16 anos deidade", relata Carlos Henrique.Rui Carlos entrou para a "lista suja" por causa de uma fiscalização ocorridaem novembro de 2005. Naquela ocasião, 52 trabalhadores foram libertados dafazenda Agranor/Sanganhá, em Codó (MA).
*Saldo de libertações*
Entre maio de 2003 e dezembro de 2009, a SRTE/MA libertou 1.186 trabalhadores de condições análogas à escravidão, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As libertações resultaram no pagamento de mais de R$ 1 milhão emindenizações aos trabalhadores. Durante este período, foram realizadas 35 operações, que vasculharam 73 propriedades rurais. Foram formalizados mais de mil contratos de trabalho e lavrados 491 autos de infração.Segundo os números, 56% dos libertados tinham entre 18 e 35 anos. Cerca de 4% eram crianças e adolescentes de até 16 anos. A maioria das vítimas de trabalho escravo no Maranhão era analfabeta: 68%.
Justiça garante curso de Direito para assentados de Goiás, um resultado da luta social!!!!!!

Ivanilde
18/12/2009
O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador Jirair Aram Meguerian, decidiu que o Incra e a Universidade Federal de Goiás (UFG) podem dar continuidade à turma especial de direito para assentados da reforma agrária na cidade de Goiás. A liminar, concedida na tarde de quinta-feira (17) suspende os efeitos da decisão anterior que extinguia a turma, em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Além disso, o presidente do TRF1 determinou a manutenção do curso até o trânsito em julgado do processo.“É uma decisão louvável. A oportunidade aberta a assentados de fazer parte de um curso de direito não fere o princípio da isonomia, como alegam alguns. Ao contrário, é uma política afirmativa dirigida a grupos historicamente excluídos de direitos fundamentais, como o acesso à educação”, afirma o presidente do Incra, Rolf Hackbart.No início da semana, membros da Procuradoria-Geral do Incra e da Advocacia-Geral da União (AGU) propuseram medida de suspensão de sentença alegando interesse público e defendendo a constitucionalidade do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).Em seu despacho, o desembargador considerou a proibição do curso de direito para assentados como uma “grave lesão à ordem pública”. Ele citou parecer da Comissão de Ensino Jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB/GO) que em 2006 foi favorável à implantação da turma, tendo em vista a carência de defesa técnico-profissional dos assentados. “Essa decisão é resultado de um esforço conjunto entre Incra e UFG em defesa da educação para aqueles que sempre estiveram excluídos de uma formação superior”, define a procuradora-chefe do Incra, Gilda Diniz dos Santos.
O recurso interposto pelo Incra em conjunto com a UFG foi acompanhado do parecer do renomado jurista Fábio Konder Comparato. Ao tecer observações quanto à decisão que extinguia a turma especial, Comparato rechaçou a tese de desvio de finalidade por ser um curso de direito para filhos de agricultores: “Seria por acaso inútil saber quais os direitos e deveres fundamentais ligados à propriedade da terra e, especificamente, os estabelecidos nos artigos 184 e seguintes da Constituição Federal a respeito da reforma agrária? É aceitável manter os agricultores sem terra na condição de pessoas necessariamente ignorantes de seus direitos e, na melhor das hipóteses, perpetuamente tuteladas pelo Poder Público?”.
Respaldo internacional
A turma especial de direito da UFG na cidade de Goiás para assentados e filhos de pequenos agricultores contará em breve com o apoio de 14 entidades do Brasil e do exterior, que firmaram um termo de parceria com o intuito de participar e colaborar na formação dos estudantes. Dentre as instituições que assinam o compromisso estão a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Escola de Governo (São Paulo), Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM-SP), as universidades de Coimbra (Portugal) e Carlos III (Espanha), além de três núcleos de estudos sociais e jurídico da Universidade Federal do Paraná.
A aula inaugural da turma, em 17 de agosto de 2007, foi proferida pelo ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já colaborou com a turma em outras duas oportunidades. Juristas, doutrinadores e operadores do direito em várias áreas de todo o país também já estiveram na cidade de Goiás colaborando na formação dos estudantes. “Temos um grupo de 60 alunos extremamente assíduo e muito convicto da escolha do curso de direito para seu processo de formação”, revela o coordenador da turma especial, professor José do Carmo Alves Siqueira. Ele ressalta que 20% dos alunos, ao longo de quase três anos de curso, já tiveram trabalhos científicos publicados e selecionados para apresentação em outras instituições do Brasil. Um deles foi destaque no último encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Direitos Humanos (ANDHEP), vinculada à Universidade de São Paulo (USP).As aulas da turma especial de direito para assentados da reforma agrária serão retomadas na primeira semana de março.
fonte: sitio mda: http://www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/23114

domingo, 27 de dezembro de 2009

Criança,a alma do negócio


Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Direção: Estela Renner Produção Executiva: Marcos Nisti
Maria Farinha Produções
O documentário "Criança, a alma do negócio" está disponível nos links abaixo:

DVD original 2.6gb - documentário em formato iso para ser copiado em DVD
.AVI 700mb - documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 720x480)
.MP4 196mb - documentário em formato mp4 compatível com iPod e computador (resolução 320x240)
.AVI 46mb - trailer do documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 320x240 )
MOBILES - URL para acesso: http://www.alana.org.br/doc.3gp
http://www.alana.org.br/doc.mp4
Diretor: Estela Renner_Ano: 2008
MAS NÃO É SÓ ESSE GIGANTE DO CAPITALISMO CHAMADO "CONSUMISMO" QUE EXISTE !CONHEÇA OUTROS GIGANTES...OS GIGANTES DO BEM...Assista ao filme e descubra o que fazem os “gigantes” de hoje.http://vimeo.com/6209117  

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CHICO MENDES:POR QUE HERÓI DA FLORESTA?

Ele defendia a sustentabilidade quando a palavra nada significava para a maioria. Tachado de inimigo do Brasil por maldizer o “progresso” da Amazônia, fez ecoar seu grito em defesa dos povos da floresta. Enfrentou multinacionais, latifundiários, pistoleiros. Antes de ser assassinado, declarou: “Se descesse um enviado dos céus e garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena”.
Em 22 de dezembro de 1988 o Brasil se preparou para ver o assassinato de Odete Roitman na novela das oito. A vilã de Vale Tudo, exibida na Rede Globo, ainda sobreviveria dois capítulos, mas outra morte anunciada realmente aconteceu naquela noite. Às 21 horas – ou 19 horas, no Acre –, um tiro de pistola acertou Francisco Alves Mendes Filho. “Nunca um tiro dado no Brasil ecoou tão longe”, escreveu o jornalista Zuenir Ventura, que investigou o crime.Chico já era líder entre os seringueiros e tinha o respeito de lideranças internacionais. Ao perder a vida, tornou-se definitivamente símbolo mundial. Representa a luta – pacífica, mas ativa – dos povos da floresta pelo seu sustento. Ao defender a Amazônia, foi pioneiro em levantar a bandeira do meio ambiente, numa época em que dizer que a vida humana dependia da preservação ambiental soava uma abstração.
O herói da floresta nasceu e morreu na mesma Xapuri. Nunca teve casa própria. Alegre e afetuoso, conquistava as pessoas antes mesmo de expor suas ideias. Gostava de jogar dominó, comer paca e macaco. Tirou leite de seringueira desde os nove anos, seguindo a profissão do pai e do avô nordestino. Aos 17 anos, perdeu a mãe e o irmão mais velho.Não frequentou escola – os seringalistas não as permitiam em suas terras –, mas lia jornais desde menino. Um fugitivo da Coluna Prestes, escondido na mata, foi seu mestre em lições sobre Lenin e Marx. A exploração sofrida por seu povo ganhava novos contornos. Com eles, tinha início sua militância política.Mais tarde, Chico alfabetizou outros jovens, sempre antes de o sol raiar. Se casaria com uma das alunas, 20 anos mais nova. Ilzimar, morena de cabelos negros, foi sua segunda esposa, mãe de dois de seus três filhos
Palavra maldita
“O progresso está virando uma palavra maldita”, dizia Chico. “Ele trouxe os conflitos de terra, trabalho escravo, poluição do meio ambiente, destruição dos recursos naturais e a ideia de que a Amazônia era uma imensa área de terras devolutas que qualquer pessoa podia meter a mão.” Nos anos 1970, “progresso” era a palavra de ordem do governo militar. Fazendeiros, grandes grupos econômicos e multinacionais foram impulsionados a ocupar o Norte do País. Abriam clareiras na selva para criar gado e simplesmente expulsavam as famílias que ali viviam, usando jagunços ou fogo. Com outros colegas que tiravam seu sustento das matas e conheciam sua riqueza, Chico fundou o movimento sindical no Acre. Defendiam o meio ambiente e a máxima:
“A terra é de quem nela trabalha”.
Sem nenhum dólar no bolso, Chico foi aos Estados Unidos.
Apenas discursando num comitê e nos corredores, conseguiu revogar uma decisão do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Empates: vitórias e derrotasComo lutar contra tratores e pistolas? O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Basileia criou o “empate”, espécie tupiniquim de Satyagraha – resistência pacífica liderada por Gandhi. Eram cordões humanos de 100, 200, 300 pessoas. Cantando, homens, mulheres e crianças paravam motosserras e tratores. E convenciam os funcionários a aderir à causa.Não demorou até que o diretor do sindicato fosse “eliminado” pelos fazendeiros. Chico Mendes, primeiro-secretário, corria riscos por “incitar contra a paz”. Depois de discursos e protestos pelo assassinato, alguns seringueiros se exaltaram e mataram o fazendeiro mandante do crime. Chico foi torturado pela polícia e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Só em 2008 seria anistiado.Em vez de se inibir, Chico Mendes ia cada vez mais longe. Logo o movimento foi novamente articulado. O Primeiro Encontro Nacional dos Seringueiros aconteceu em Brasília, depois de mobilização intensa. O principal objetivo: mostrar na capital do País que a Amazônia não era uma terra desabitada. Ali Chico Mendes articulou o Conselho Nacional dos Seringueiros e falou da “união dos povos da floresta”. Era o ponto de partida para a criação de reservas extrativistas em prol de índios, seringueiros, quebradeiras de coco, castanheiros, quilombolas e, claro, do meio ambiente. O ambientalista ajudou na implementação das reservas, mas a oficialização da maior delas com seu nome foi homenagem póstuma.
Uma voz que ecoa
Sem nenhum dólar no bolso, Chico viajou até os Estados Unidos, apoiado por órgãos internacionais. Revogou uma decisão do Banco Internacional de Desenvolvimento apenas discursando no comitê e nos corredores. O banco deixou de financiar uma rodovia na Amazônia e outros projetos que incentivavam o desmatamento, para desespero do governo brasileiro e, principalmente, dos ruralistas acreanos.Chico sabia que estava jurado de morte. Declarou isso algumas vezes e até divulgou os nomes dos possíveis mandantes no 3° Congresso da CUT, em que foi ovacionado. “Se descesse um enviado dos céus e garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”, declarou, sem saber como suas ideias continuariam a ecoar até hoje na Amazônia, no Brasil e no mundo.
Saiba Mais:"Chico Mendes Crime e Castigo", de Zuenir Ventura (Companhia das Letras, 2003).
ESCREVEU:Natália Pesciotta
MEMÓRIAS DO BLOG_ASSISTA AOS DOCUMENTÁRIOS  SOBRE CHICO MENDES
http://www.youtube.com/watch?v=q5ejS7fBzV4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ereyxiaRvOQ  
http://www.youtube.com/watch?v=uAD_1JaBrv4&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=ereyxiaRvOQ&feature=player_embedded#

A FOME E A GUERRA
Agora morre uma criança por desnutrição em Kurusú Ambá município de Mato Grosso do Sul
Campo Grande, dezembro de 2009
Uma criança de dois anos morreu hoje de desnutrição no lugar da retomada de terra da comunidade Kurusú Ambá, município de Amambaí/MS, 48 horas depois de que fosse denunciado o suposto assassinato de Osmair Fernandes, um jovem de 15 anos, quem pertencia ao acampamento que fez a retomada no dia 25 de novembro, no lugar chamado Jaguá Ambá Cué, dentro da fazenda Maria Auxiliadora. Em quanto a criança de dois anos agüentou até 15 dias de diarreia e vomito sem ter atendimento da FUNASA, ainda havendo denuncia e solicitação de socorro para isso, o corpo do jovem foi encontrado na escola indígena Taquapiry, a oito quilômetros de distancia da retomada, com indícios de espancamento e tortura.A criança que faleceu se chama Tatirrara, filha de Jaeson Batista e Marcelina Rodrigues. Segundo os pais ela tinha um quadro agudo de vomito e diarreia, alem disso estava com a garganta inflamada, o que a levou a uma desidratação total e à morte. Dez dias atrás as lideranças de Kurusú Ambá fizeram uma solicitação desesperada no Ministério Publico Federal devido à grande quantidade de doenças que está atacando às famílias que participam da retomada de seu território tradicional e em razão da fome que os atinge. Eles queriam que a FUNASA entrasse dentro da fazenda Maria Auxiliadora para atender aos que estão doentes e que a FUNAI entrasse para levar cesta básica. Segundo os indígenas, a resposta do MPF foi negativa alegando que esses órgãos não podem entrar na fazenda sem autorização judicial, pois, trata-se de propriedade privada. O MPF pediu aos indígenas que se deslocassem para a aldeia de Taquapiry, para receber a cesta básica e atendimento médico.
Denuncia de envenenamento
Segundo os indígenas que estão na área de retomada existe a possibilidade de que a maioria das crianças estejam sentindo os efeitos do veneno que é jogado pelos fazendeiros na plantação de soja que rodeia o acampamento indígena. A fazenda Maria Auxiliadora, reclamada como terra tradicional indígena, não tem criação de gado e só plantação de soja, segundo os nativos. As fontes de agua que os indígenas começaram consumir estariam contaminadas com os produtos tóxicos usados para proteger a soja. Mais crianças poderiam morrer se a FUNASA não asiste às famílias no lugar da retomada, segundo manifestaram representantes da comunidade de Kurusú Ambá. No 2008 duas crianças já morreram de desnutrição no acampamento que as famílias ocupavam desde 2007 na beira da BR 289 que liga Amambaí a Coronel Sapucaia. Com a morte de menina Tatirrara de dois anos já vão outras duas mortes por desnutrição na aldeia no 2009.Agora os indígenas disseram que, antes da ocorrência de mais mortes, estão solicitando à FUNASA pelo menos o caixão para enterrar a criança, já que se negam a dar atendimento na referida “propriedade privada”.
Fonte: Cimi/MS

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Comunicado dos povos indígenas


À Excelentíssima Sra. e Excelentíssimos Senhores:
As nações indígenas contra a barragem de Belo Monte no rio Xingu.Encaminham à
Deborah Macedo Duprat - Vice- Procuradora – Geral da República;
Luis Inácio Lula da Silva - Presidente da República Federativa do Brasil;
Edson Lobão - Ministro de Minas e Energia;
Carlos Minc - Ministro do Meio Ambiente;
Marcio Meira - Presidente da FUNAI;
Roberto Messias Franco - Presidente do IBAMA;
Tarso Genro - Ministro da Justiça;
Gilmar Mendes - Presidente do Supremo Tribunal Federal
Nós povos indígenas aqui representados: Povo Kayapó das aldeias Kokraxmõr, Pykarãrãkre, Kikretum, Las Casas, Kriny, Moxkàràkô; Kayapó do Xingu, aldeia Kararaô; Xipaia, aldeia Tukamá, Tukaiá; Juruna, aldeia Paquiçamba, Km 17 Vitória do Xingu; Arara da Volta Grande, Terra indígena Wangã; Povo Arara, Cachoeira Seca; e povos de outras regiões: Yanomam; Guarani, de São Paulo, aldeia Krukutú, queremos comunicar o seguinte:Excelentíssimos representantes do governo brasileiro e Procuradoria Geral da República,
Nós povos indígenas do Brasil preocupados com as ações que tem o Brasil direcionadas às populações indígenas e o desrespeito do governo com as referidas populações temos a lhes dizer que após o primeiro contato da chegada dos não índios neste país os povos indígenas foram massacrados e dizimados de forma brutal e ignorada pelos seus representantes.Tivemos perdas significativas das populações indígenas neste país. Onde em nenhum momento a sociedade tratou esses povos com devido respeito; que após 500 anos de contato com essa civilização, os povos indígenas no Brasil só tiveram perdas territoriais, culturais, vidas, desaparecimento de populações inteiras ao longo desse contato. Os povos que restam lutam por sua sobrevivência dentro de seus territórios com péssima estrutura, com alta precariedade, desrespeitados em seus direitos humanos, com falta de integridade moral para com os povos indígenas ainda existentes neste Brasil.Senhores representantes do governo, nós estamos denunciando o desrespeito do Governo Federal para com as populações indígenas onde se trata especificamente de um projeto a ser executado na região de Altamira, Volta Grande do Xingu; projeto este destinado a aproveitamento hídrico, onde afetará às populações indígenas desta região e de toda a bacia hidrográfica do Rio Xingu.Há vinte anos os povos indígenas desta região falaram em um Encontro e deixaram claro que esse projeto é inviável para ser implantado no Rio Xingu. Os povos indígenas em 2008, em outro Grande Encontro, voltaram a falar e debater contra esse projeto que seria implantado nesta região e mais uma vez o governo desrespeita os povos indígenas, desrespeitando a convenção 169 da OIT onde o governo brasileiro é signatário.Mais uma vez, estamos nós aqui, povos indígenas em Brasília, para falar sobre Belo Monte. Ao longo desses 20 anos a luta dos povos indígenas contra o projeto dessa UHE Belo Monte o governo teve tempo suficiente para apresentar propostas alternativas para as populações indígenas desta região e não o fez. Os povos indígenas cansados desta luta onde o governo só ouve aquilo que lhe interessa, estamos querendo por fim nesta história macabra para os povos indígenas.Senhores representantes do governo brasileiro, nós povos indígenas representados neste comunicado estamos solicitando de vosso conhecimento para impedir que posições negativas possam vir a acontecer nesta região se o governo continuar nós desrespeitando como povo brasileiro, como povos indígenas e como primeiros habitantes deste país.Ao longo de 500 anos estivemos à mercê do governo, servindo como massa de manobra, como soldados de proteção à natureza. Nós povos indígenas, como defensores da natureza estamos cansados de ver os não índios destruírem as nossas florestas com a conivência das autoridades governamentais e judiciária deste país. Vendo toda essa situação, nós tomamos a seguinte medida:Nós povos Indígenas, não vamos sentar mais com nenhum representante do governo para falar sobre UHE Belo Monte; pois já falamos tempo demais e isso custou 20 anos de nossa história. Se o governo brasileiro quiser construir Belo Monte da forma arbitrária de como está sendo proposto, que seja de total responsabilidade deste governo e de seus representantes como também da justiça o que virá a acontecer com os executores dessa obra; com os trabalhadores; com os povos indígenas. O rio Xingu pode virar um rio de sangue. É esta a nossa mensagem. Que o Brasil e o mundo tenham conhecimento do que pode acontecer no futuro se os governantes brasileiros não respeitarem os nossos direitos como povos indígenas do Brasil
Brasília, DF, .1º de dezembro de 2009.
Cimi, 7/12/2009, 12h29 – http://www.cimi.org.br/
DIANTE DO FRACASSO DA COP 15 COLOCAMOS UM DOS ÚLTIMOS APELOS DOS GUERREIROS DE NOSSO PLANETA E DE NOSSO BRASIL REENCAMINHADO PELO PROF. HELENO CORRÊA DO DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA DA UNICAMP(por que não sei se quem leu percebeu que se trata de uma (talvez a última) declaração de guerra de povos massacrados. Vejam o parágrafo final. Ao voltar de Kopenhagem a delegação brasileira terá que se defrontar com uma decisão que não poderá acusar o Obama por não ser adotada.Heleno. (19 dez 2009)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MITOLOGIA DOS ÍNDIOS DA AMAZONIA,AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E O DESENVOLVIMENTO

 "A Vulnerabilidade do Ser".

Imagem do livro-Crédito: Cortesia de Claudia Andujar
COPENHAGUE, 17 de dezembro (Terramérica) - Na mitologia dos Baniwa, Yanomami e desânimo, os grupos étnicos que habitam o estado do Amazonas, que faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela, são as explicações e advertências sobre as alterações climáticas. Segundo André Baniwa, vice-prefeito do município de São Gabriel da Cachoeira, os efeitos do tempo e foram fornecidos pelos homens das grandes potências. Esses fenômenos já ocorreram no passado distante da humanidade, quando viu o colapso da convivência harmoniosa entre os seres humanos, animais e natureza. Baniwa nascido na comunidade RUPIT Tucumã no alto rio Içana, e entre 2005 e 2009 foi vice-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). O mito da criação, que também se refere ao fim do mundo para os Yanomami, menciona a "cair do céu", na qual os seres humanos tempo submersa em águas das cheias, em guerra com os seres mágicos. Essa imagem é o seu maior medo, como a premiada fotógrafa suíça Claudia Andujar, que trabalha com o grupo há 30 anos. Para os Yanomami, que pode acontecer se a humanidade não se inverter o actual processo destrutivo, e também dizer Baniwa.
José María Lana, morador do Alto Rio Preto, Desana representante e membro da actual direcção da FOIRN, diz que os sinais de advertência de que os mitos já são visíveis.
O sol queima diferente hoje. O período de floração é alterado. As chuvas, que caíram em abril e maio, agora estavam concentrados em julho e agosto. A piracema "- a desova dos peixes - ocorre em um local diferente.
Tudo isso interfere com a reprodução das espécies animais e vegetais, alterando os tempos de ciclo dos povos da floresta e interferir com seus rituais tradicionais, que estão intimamente ligadas aos ciclos naturais.
Davi Yanomami afirma que a fumaça produzida pela atividade humana está causando um grande dano tal. Esta xamã e líder das minorias étnicas, prêmios internacionais para a defesa dos povos indígenas que vivem em Watoriki, no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela. De indústrias, bombas, a combustão do petróleo e também o veneno invisível que deixa a terra em mineração, a poluição é a causa da doença, diz Yanomami. Muitos deles são presentemente desconhecidos para os xamãs, que até recentemente era métodos disponíveis para gerir as grandes males que se abateu sobre estes grupos. Esses alertas são liberados por esses líderes, durante décadas, mas ainda não há plena capacidade de ouvir, talvez devido à dificuldade em compreender a visão tradicional dos grupos, carregado de simbolismo e linguagens associadas. Ainda mais consciente de que os cidadãos das cidades da dependência humana com a natureza e as florestas, os povos indígenas têm muito a ensinar e pode levar uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento adotado até agora. Em setembro, representantes desses grupos se reuniram na cidade de Manaus para elaborar a carta dos povos indígenas na Amazônia brasileira sobre a mudança climática, parte do documento a delegação deste país na conferência sobre mudança climática foi realizada em Copenhague, por iniciativa de carbono Reduções de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). A carta expressa a posição desses grupos sobre o assunto e consiste em propostas de ações de mitigação, especialmente no que diz respeito à preservação da Amazônia ea contribuição do conhecimento tradicional a novas estratégias para conter perturbações climáticas. É bem estabelecido que as terras indígenas são mais eficientes para evitar o desmatamento e seqüestro de carbono. Os líderes reivindicam o direito à restituição integral de suas terras e para os beneficiários de pagamentos por serviços ambientais e à comercialização de créditos de carbono no REDD, poderia ser uma das poucas conquistas da Conferência 15 Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-15). Além disso, solicitou recursos para conter o desmatamento são regulados de forma adequada às particularidades culturais dos diferentes grupos étnicos e se destinam a fortalecer suas organizações e apoiar os seus programas e projetos de preservação da biodiversidade e conhecimentos tradicionais. A floresta é vida. A vida é floresta. Se você removê-lo, basta destruir a vida humana. Ela mantém o pilar de água pura, fundamental para a manutenção da vida no planeta. Para eles, a floresta tem lugares sagrados, habitado por seres "superiores" que têm a capacidade de "curar o planeta", e para equilibrar os efeitos do aquecimento global, mudanças climáticas e doenças. André Baniwa diz que a tecnologia eo dinheiro nos enganar. O valor está na harmonia entre os seres humanos e entre estes ea natureza. Espera-se que as ações da COP-15, que começou em 7 de dezembro e termina na sexta-feira, considera que estas raças dizer assim por muito tempo.
* Marina Barbosa, uma professora de antropologia da Universidade Católica de São Paulo e especialista em desenvolvimento. Integra a delegação brasileira na COP-15. Este documento é publicado pela rede latino-americana de jornais Terramérica. Aquecimento AMBIENTE-BRASIL: mitologia indiana e mundial
Por Marina Barbosa
Prazo para desmatar mais
Por Marina Silva

Pedagoga e Senadora pelo PV-AC
A impunidade ganhou mais tempo. Mesmo com a previsão legal de prazo de até 30 anos para recuperar áreas de preservação permanente e da reserva legal já desmatadas, o governo deu mais três anos para que os proprietários façam a regularização ambiental de suas áreas sem serem incomodados pela fiscalização.
Apesar da boa intenção do título -Programa Mais Ambiente-, o decreto recém-editado pelo governo acaba por promover, na prática, uma anistia ampla, geral e irrestrita a todos os que desrespeitaram a legislação ambiental até agora. Entre as muitas causas do desmatamento, uma das mais fortes é a impunidade. E, lamentavelmente, o decreto acaba por lhe dar alento, favorecendo sem distinção quem desmatou nos últimos 15 anos. E que poderá continuar a desmatar hoje, sabendo que, se aderir ao programa, não pagará multa pela área desmatada.
Tal decisão compromete as iniciativas de regularização ambiental dos Estados que não criaram a "suspensão de multas". Além disso, vai na contramão do Superior Tribunal de Justiça, que vem julgando em favor da obrigatoriedade dos produtores de recuperar as áreas desmatadas acima do permitido, mesmo quando isso ocorreu antes da compra do imóvel rural.Talvez esse seja o problema. Desde 2004, quando começou a ser implementado o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, o Estado brasileiro vem ampliando a sua capacidade de fiscalização. Com isso, o desmatamento vem caindo ano a ano, o que é bom para a sociedade, mas incomoda alguns.Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a maior parte dos proprietários rurais não deverá aderir ao programa, na expectativa de que o Código Florestal seja alterado em 2010. Opinião compartilhada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Para ele, apesar do novo prazo, o agricultor, o pecuarista e o próprio governo terão dificuldades para cumprir as "exigências".Ganhar tempo, nesse caso, não significa mais prazo para o agricultor adequar-se às leis ambientais, o que seria desejável se não fosse desnecessário, pois o Código Florestal já contempla essa situação.Na prática, está dada a senha para a bancada ruralista manter a pressão para desmontar a legislação ambiental, duramente conquistada após a Constituição de 1988.Ao ceder, mais uma vez, o governo perde a oportunidade de caminhar na direção correta. E coloca sob forte suspeita o compromisso anunciado de reduzir o desmatamento em 80% na Amazônia e em 40% no cerrado -pontos centrais da meta de redução de emissões de gases-estufa apresentada agora em Copenhague.
Por Marina Silva
Pedagoga e Senadora pelo PV-AC

Enquanto isso na Dinamarca a afirmação da Ministra da Casa Civil já determina o que se vai fazer no próximo Governo...e esta fala não foi um "ato falho" como quis dizer o Jornal da GLOBO:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176513-7823-DILMA+ROUSSEFF+COMETE+ERRO+AO+DISCURSAR+EM+COPENHAGUE,00.html

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SAÚDE E MEIO AMBIENTE: UMA REFLEXÃO - Estudos culpam poluição por 24% das doenças


Começou nesta quarta-feira e vai até sábado, em Brasília, a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA). O momento não poderia ser mais propício. Na segunda-feira, o governo americano anunciou na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15), em Copenhague, na Dinamarca, que a Agência Ambiental Americana (EPA) classificou os gases do efeito-estufa como gases nocivos à saúde humana.
A decisão é importantíssima, em primeiro lugar porque dá ao governo Obama o reforço necessário para recuperar o atraso nas medidas indispensáveis para reduzir as emissões americanas de gases poluentes. Mas seu impacto ultrapassa a política interna dos Estados Unidos. Ao reconhecer que o padrão de emissões é uma grave questão de saúde pública, além de ser uma questão ambiental global, o país pressiona positivamente os demais a aprofundar o debate.Nesses dias em que o mundo aguarda com expectativa o que ficará definido após a COP 15, iniciativas desse tipo colaboram para que as negociações andem, na medida em que dão suporte à integração de informação e ação entre governos e sociedade. No caso, é o impulso que faltava para dar o devido peso à interação entre saúde e meio ambiente - ou falta de saúde e degradação ambiental - nas discussões nacionais e internacionais.Há muito tempo estudos vêm indicando a relação direta entre problemas ambientais e de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 24% das doenças e 23% das mortes prematuras são fruto de problemas ambientais. E há muito se reconhece o impacto na saúde pública das chamadas doenças de veiculação hídrica, decorrentes da poluição dos cursos d'água, sobretudo pela falta de saneamento básico e mau uso do solo.É por isso que a CNSA é tão importante. As políticas públicas devem ser construídas de forma coletiva e dirigidas a uma nova realidade socioambiental. O tema deste encontro é "A saúde ambiental na cidade, no campo e na floresta: construindo cidadania, qualidade de vida e territórios sustentáveis". São esperados 959 delegados eleitos nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal (DF).Trata-se de uma conseqüência do que vem sendo feito pelos Conselhos Nacionais de Saúde, Cidades e Meio Ambiente e respaldado também em suas respectivas conferências nacionais, para dar seqüência à formulação de diretrizes que deverão orientar a política de saúde e ambiente do governo de uma maneira geral.A temática geral foi estruturada por meio de três eixos. O primeiro, classificado como "Desenvolvimento e sustentabilidade socioambiental no campo, na cidade e na floresta", com o objetivo de desenhar um pouco a realidade desses territórios. O segundo "Trabalho, ambiente e saúde: desafios dos processos de produção e consumo nos territórios" para avaliar o impacto dos processos produtivos o meio ambiente e a saúde humana. E o último, denominado "Democracia, educação, saúde e ambiente: políticas para a construção de territórios sustentáveis", vai induzir a formulação de propostas para o enfrentamento desses problemas.Para saber mais sobre o que está sendo discutido na Conferência, consulte o site do evento www.saude.gov.br/svs/cnsa e leia o Caderno de Textos, elaborado para ajudar os delegados a discutir, a pensar e a observar as experiências positivas pelo país, disponível na Biblioteca Multimídia da Escola Nacional de Saúde Pública (http://www.ensp.fiocruz.br/).
Marina Silva é professora de ensino médio, senadora (PV-AC) e ex-ministra do Meio Ambiente.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Carta da Terra e o destino nosso em Copenhague

O que está em jogo em Copenhague  Leonardo Boff *
Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos. O normal seria que a humanidade se pergunta, tal como um médico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente.É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas, mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os países industrializados; e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os países pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos.Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas, não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante.
Tem razão a Carta da Terra quando reza: "Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo... Isto requer uma mudança na mente e no coração". É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo.
De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade.Qual é a causa? É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade.Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer.Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza.Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho, comprometeremos nosso futuro.
Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra. No lugar do individualismo, a solidariedade generacional. Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir.
[Autor de Homem: Satã ou Anjo bom?, Record 2008].
* Teólogo, filósofo e escritor
Leia o "JORNAL FRUTO DA TERRA",PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL FUNDAMENTADO NA CARTA DA TERRA
http://www.atibaia.sp.gov.br/freeaspupload/educacao/mural/jornal%20fruto%2016.pdf.pdf

MEMÓRIA DO BLOG
26 de outubro de 2007
Um relatório da ONU sobre o meio ambiente divulgado nesta quinta-feira afirma que a falta de providências contra alguns dos principais problemas ambientais que afetam o planeta estão colocando em risco a própria sobrevivência da espécie humana.O relatório Panorama Ambiental Global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), analisa as principais mudanças nas condições da água, do ar, da terra e da biodiversidade do planeta desde 1987 e identifica prioridades de ação.Entre os problemas identificados estão a degradação de áreas agrícolas, o desmatamento, a redução das fontes de água potável disponíveis e a pesca excessiva."Problemas persistentes e difíceis de resolver continuam sem ser enfrentados, sem solução", disse o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner."Problemas do passado continuam e novos estão surgindo: do crescimento acelerado das áreas sem oxigênio nos oceanos ao surgimento de novas e velhas doenças, ligadas em parte à degradação ambiental."Leia também: Etanol é ameaça ao cerrado, diz relatório da ONUBrundtlandO relatório está sendo publicado por ocasião dos 20 anos da publicação do chamado   "Relatório Brundtland"  da ONU, considerado importante por ter lançado a idéia de desenvolvimento sustentável como uma das principais defendidas pelas Nações Unidas no que diz respeito ao meio ambiente.
Segundo o documento, desde a divulgação do Relatório Brundtland, as condições do meio ambiente no mundo pioraram, pressionadas pelo crescimento populacional e pela falta de empenho das autoridades em resolver as questões."A quantidade de recursos necessária para mantê-la (a população mundial) supera o que está disponível", diz o relatório.O documento alerta que, até 2025, o uso da água terá aumentado 50% em países em desenvolvimento, e que essa pressão pode se tornar intolerável em locais com escassez do recurso...(cont.)
Conclusões do relatório:

Há indícios "visíveis e inequívocos" do impacto das mudanças climáticas
1,8 bilhão podem enfrentar falta de água em 2025.Exposição a poluentes causa 20% das doenças nos países em desenvolvimento

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

NO PRINCÍPIO ERA A TERRA... E A FUNDAÇÃO DE UMA NOVA RADICALIDADE

COMEÇA A CONFERÊNCIA SOBRE O CLIMA NO PLANETA.
Memória do BLOG
ESTE ARTIGO FOI ESCRITO
EM  JANEIRO DE 2008
POR LEONARDO BOFF
Nunca se falou tanto da Terra como nos últimos tempos. Parece até que a Terra acaba de ser descoberta. Os seres humanos fizeram um sem número de descobertas, de povos indígenas embrenhados nas florestas remotas, de seres novos da natureza, de terras distantes e de continentes inteiros. Mas a Terra nunca foi objeto de descoberta. Foi preciso que saíssemos dela e a víssemos a partir de fora, para então descobri-la como Terra e Casa Comum.Isso ocorreu a partir dos anos 60 com as viagens espaciais. Os astronautas nos revelaram imagens nunca dantes vistas. Usaram expressões patéticas, como "a Terra parece uma árvore de Natal, dependurada no fundo escuro do universo", "ela é belíssima, resplandecente, azul-branca", "ela cabe na palma de minha mão e pode ser encoberta com meu polegar". Outros tiveram sentimentos de veneração e de gratidão e rezaram. Todos voltaram com renovado amor pela boa e velha Terra, nossa Mãe. Esta imagem do globo terrestre visto do espaço exterior, divulgado diariamente pelas televisões do mundo inteiro, suscita em nós sentimento de sacralidade e está criando novo estado de consciência. Na perspectiva dos astronautas, a partir do cosmos, Terra e Humanidade formam uma única entidade. Nós não vivemos apenas sobre a Terra. Somos a própria Terra que sente, pensa, ama, sonha, venera e cuida.Mas nos últimos tempos se anunciaram graves ameaças que pesam sobre a totalidade de nossa Terra. Os dados publicados a partir de 2 de fevereiro de 2007 culminando em 17 de novembro pelo organismo da ONU Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, com os impasses recentes em Bali nos dão conta de que já entramos na fase do aquecimento global com mudanças abruptas e irreversíveis. Ele pode variar de 1,4 até 6 graus Celsius, dependendo das regiões terrestres. As mudanças climáticas possuem origem andrópica, quer dizer, tem no ser humano (capitalista) que inaugurou o processo industrialista selvagem, seu principal causador. Se nada for feito, iremos ao encontro do pior e milhões de seres humanos poderão deixar de viver sobre o planeta.Como destruímos irresponsavelmente, devemos agora regenerar urgentemente. A salvação da Terra não cai do céu. Será fruto da nova co-responsabilidade e do renovado cuidado de toda a família humana.Dada esta situação nova, a Terra se tornou, de fato, o obscuro e grande objeto do cuidado e do amor humano. Ela não é o centro físico do universo como pensavam os antigos, mas ela se tornou, nos últimos tempos, o centro afetivo da humanidade. Só temos este planeta para nós. É daqui que contemplamos o inteiro universo. É aqui que trabalhamos, amamos, choramos, esperamos, sonhamos e veneramos. É a partir da Terra que fazemos a grande travessia rumo ao além.Lentamente estamos descobrindo que o valor supremo é assegurar a persistência do planeta Terra e garantir as condições ecológicas e espirituais para que a espécie humana se realize e toda a comunidade de vida se perpetue.

Em razão desta nova consciência. falamos do princípio Terra. Ele funda uma nova radicalidade. Cada saber, cada instituição, cada religião e cada pessoa deve colocar-se esta pergunta: que faço eu para preservar a mátria comum e garantir que tenha futuro, já que ela há 4,3 bilhões de anos está sendo construída e merece continuar a existir? Porque somos Terra não haverá para nós céu sem Terra.
s chagas da TERRA escavadas a décadas e décadas e a centenas de anos...OURO,DIAMANTE E MINÉRIOS                             



sábado, 5 de dezembro de 2009

PREPARANDO O FIM DE ANO: DICAS ECOAMBIENTAIS DO NOSSO BLOG

Um lindo recanto em ALAGOAS. MARAGOGI!!!!!!
Pousada de amigos com sérias intenções Ecoambientais.Vamos fazer um turismo de Preservação e Economia Solidária. http://portodoscorais.blogspot.com/
OUTROS LUGARES SÃO POSSÍVEIS
VALE DO RIO PARAÍBA-SP - Caminho histórico "ROTA DA ESCRAVIDÃO" -  http://www.turismoetnico.com.br/
LEITURAS PARA PROFESSORES E ALUNOS: EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL
Acompanhamos desde 2007 do JORNAL "O FRUTO DA TERRA" e _reconhecido internacionalmente_ MUITO BOM!  leia aqui http://www.atibaia.sp.gov.br/frutodaterra/jornal-fruto-17.pdfe