
Mobilização da comunidade científica
A revisão do Código
Florestal brasileiro tem provocado sérias
preocupações na comunidade científica e suscitado diversas
manifestações. Com uma possível aprovação do relatório que propõe
mudanças na legislação ambiental, o Brasil estaria “arriscado a sofrer
seu mais grave retrocesso ambiental em meio século, com consequências
críticas e irreversíveis que irão além das fronteiras do país”, segundo carta
redigida por pesquisadores ligados ao Programa BIOTA-FAPESP e
publicada em julho de 2010 na revista Science. As novas regras, segundo eles, reduzirão a restauração
obrigatória de
vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, “as
emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente” e, a
partir de simples análises da relação espécies-área, é possível prever
“a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que
invalidará qualquer comprometimento com a conservação da
biodiversidade”. A comunidade científica, de acordo com o texto, foi
“amplamente
ignorada durante a elaboração” do relatório de revisão do Código
Florestal. A mesma crítica foi apresentada em carta
enviada pela SBPC e ABC, em junho de 2010, à Comissão Especial
do Código Florestal Brasileiro na Câmara dos Deputados. Em agosto, o
BIOTA-FAPESP realizou o evento
"Impactos potenciais das alterações do Código Florestal Brasileiro na
biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos". Pesquisadores
reunidos avaliaram possíveis impactos que as alterações
do Código Florestal terão sobre grupos taxonômicos específicos
(vertebrados e alguns grupos de invertebrados), bem como em termos de
formações (Mata Atlântica e Cerrado) e de serviços ecossistêmicos (como
ciclos biogeoquímicos e manutenção de populações de polinizadores).
Mais informações: www.sbpcnet.org.br e www.abc.org.br
26/04/2011 Agencia Fapesp
COMENTÁRIOS: 1 - 5 - 2011
1-Excelente blog esse da http://educomambiental.blogspot.com inclusive aderi a petição para opinar sobre a matriz energetica do Brasil Lucila M. Assumpção
2-Desculpem a falta de modéstia. Dois dos cientistas são da Embrapa
Meio Ambiente de Jaguariuna e um dos quadros da
UniAngatu. Celso cmanzatto@cnpma.embrapa.br COMENTÁRIOS: 1 - 5 - 2011
1-Excelente blog esse da http://educomambiental.blogspot.com inclusive aderi a petição para opinar sobre a matriz energetica do Brasil Lucila M. Assumpção
3-PARABÉNS CELSO!!!! SEM FALSA MODÉSTIA MESMO! É COMPETÊNCIA DA EQUIPE DA EMBRAPA. ABS, RACHEL
4- Paulo disse...Estas medidas todas de proteção do meio ambiente e consequente prejuízo aos pequenos agricultores deveriam ser tomadas em etapas. Acha-se um meio termo entre 30 metros e NADA, estabelece-se um prazo em que ainda poderiam usar a área e, findo o mesmo, chegariam ao desejado hoje pelos ecologistas. Sem tanto stress... 27 de abril de 2011 08:52
5 - Todos nós - da UniANGATÚ - estamos orgulhosos da contribuição de vocês Celso!!!! Obrigada! Odila Fonseca
6-É com grande satisfação que disponibilizo abaixo o endereço onde vocês podem fazer o download do Livro
http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/codigo_florestal_e_a_ciencia.pdf
O livro é o resultado do Grupo de Trabalho criado pela SBPC e a Academia Brasileira de Ciências em julho de 2010, para analisar e avaliar as alterações propostas ao Código Florestal. Desde julho o grupo, coordenado pelo Dr. José Antônio Aleixo da Silva, do Departamento de Ciência Florestal/UFRPE & Secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, se reuniu presencialmente inúmeras vezes, ouviu tod@s os setores interessados, inclusive Deputados Federais diretamente envolvidos com a questão e discutiu dezenas de horas via internet (mensagens e utilizando ferramentas como DropBox e My Space), para chegar a este texto. Na minha opinião este GT reflete a necessidade cada vez mais premente de cientistas participarem ativamente de discussões de temas de interesse para o dia a dia de tod@s @s brasileir@s, com evidentes consequências para a atual e as futuras gerações.
Atenciosamente Carlos A. Joly