IMPOSTOS EM SÃO PAULO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O QUE É AUDIODESCRIÇÃO? Vale a pena entender os avanços da EDUCOMUNICAÇÃO através das linguagens que fazem A DIFERENÇA - click no título

Lívia Maria Villela de Mello Motta *.
O Que É Audiodescrição.
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas e outros, ouvindo o que pode ser visto. É a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido, o que abre muitas janelas do mundo para as pessoas com deficiência visual.
O que a Audiodescrição Possibilita?
Com este recurso é possível conhecer cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.
Desta forma, as pessoas com deficiência visual poderão freqüentar sessões de cinema, ir ao teatro e a outros espetáculos, visitar museus, exposições e mostras, atividades que, geralmente, não fazem parte do cotidiano destas pessoas; em primeiro lugar porque são artes que exploram os recursos visuais tanto na cenografia como na caracterização dos personagens e da época. Em segundo, porque a sociedade, em geral, impede o acesso das pessoas com deficiência a determinados espaços, confinando-as a conviver com seus pares em espaços especialmente destinados a elas, como as escolas especiais.Ainda é pequeno o número de ações que visam possibilitar o acesso das pessoas com deficiência a todas as atividades da vida diária, incluindo aqui as atividades sociais e culturais.
A Audiodescrição Informal.
A audiodescrição traz a formalidade para algo que era, anteriormente, feito informalmente, graças à sensibilidade e boa vontade de alguns. Isso acontece e acontecia quando as pessoas com deficiência visual, mais curiosas, começavam a fazer perguntas, tirar dúvidas, durante o filme, peças de teatro e outros tipos de espetáculo.Entretanto, nem todas as pessoas que os acompanham estão preparadas para prestar esse tipo de serviço, e, além disso, essas pessoas também querem assistir o filme ou espetáculo e, ter que dar informações adicionais, pode fazer com que a pessoa perca o fio da meada, deixe de entender determinadas coisas e cenas. 

A História da Audiodescrição.
Como uma atividade formal, ligada às artes visuais e ao entretenimento, entretanto, a audiodescrição é algo bem mais recente, tendo início nos anos 80 nos Estados Unidos e Inglaterra.
Audiodescrição no Teatro - Estados Unidos e Inglaterra.Nos Estados Unidos, teve início em 1981, em Washington DC, no Arena Stage Theater, como resultado do trabalho de Margaret e Cody Pfanstiehl. Eles fundaram um serviço de audiodescrição que promoveu a descrição de peças de teatro e, até o final dos anos 80, mas de 50 casas de espetáculo já tinham em sua programação algumas apresentações com descrição.Na Inglaterra, essa prática data também dos anos 80, tendo início em um pequeno teatro chamado Robin Hood, em Averham, Nottinghamshire, onde as primeiras peças foram narradas. Um dos mantenedores do teatro, Norman King, ficou tão impressionado com os benefícios das descrições, que incentivou a Companhia de Teatro Real of Windsor a introduzir esse serviço em uma abrangência maior. Instalaram, então, o equipamento para a transmissão simultânea para a audiência no Teatro Real, em fevereiro de 1988, com a peça "Stepping Out". Hoje, há 40 teatros no Reino Unido que oferecem, regularmente, apresentações com audiodescrição. É o país líder nesse setor, seguido pela França, com 5 teatros.
Audiodescrição no Teatro no Brasil.
No Brasil, a primeira peça comercial a contar com o recurso de audiodescrição foi "O Andaime", no Teatro Vivo, em março 2007. A segunda peça com audiodescrição, "A Graça da Vida", estreou em junho do mesmo ano, também no Teatro Vivo. O teatro dispõe de aparelhos de tradução simultânea e a audiodescrição é feita pelos voluntários do Instituto Vivo.
Audiodescrição na Natureza - Grupo Terra.

O projeto de inclusão cultural, que deu origem a este trabalho, foi elaborado por mim e por Isabela Abreu, ambas integrantes do Grupo Terra, ONG cujo objetivo é a inclusão social das pessoas com deficiência visual, pelo contato com a natureza. Foi nas atividades promovidas pelo Grupo Terra, passeios para lugares de extrema beleza, com estreito contato com a natureza, que pudemos perceber a necessidade de descrever as paisagens para as pessoas com deficiência visual, podendo, então, constatar a importância da descrição para uma participação mais plena nas atividades sociais e culturais, enfatizando o seu uso como prática nos passeios.
Audiodescrição no Cinema.
Também o cinema vem se beneficiando com a audiodescrição em vários países europeus. No Reino Unido, Chapter Arts Center, em Cardiff, foi o primeiro a fazer uso do recurso com tradutores ao vivo. Na França, a Fundação Valentin Haüy também começou a oferecer esses serviços. Na Europa e nos Estados Unidos, já são muitos os filmes que contam com o recurso.
Audiodescrição no Cinema - Brasil.
No Brasil, o primeiro filme, no circuito comercial, com audiodescrição foi "Irmãos de Fé", do Padre Marcelo, lançado em 2005. Outras iniciativas têm sido feitas, como o Clube do Silêncio, em Porto Alegre, que produziu alguns filmes curta-metragem com audiodescrição, além de trabalhos de pesquisadores, como a professora Dra. Eliana Franco, da Universidade Federal da Bahia, e o professor Dr. Francisco Lima, da Universidade Federal de Pernambuco. Ambos têm feito trabalhos importantes sobre a audiodescrição, sendo que a primeira com filmes e o segundo com mapas e recursos didáticos.Também o festival internacional de filmes sobre deficiência, o Festival Assim Vivemos , produzido por Lara Pozzobon, que acontece no Rio de Janeiro e em Brasília, nas salas do CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva em todos os filmes desde 2003. Graciela Pozzobon, atriz, é responsável pela audiodescrição em todos os filmes do festival.
Audiodescrição na Televisão.
Na televisão, o primeiro episódio envolvendo a audiodescrição aconteceu em 1983, na rede japonesa NTV. Nos anos 80, algumas experiências também foram feitas na Espanha, mas foi nos Estados Unidos que a audiodescrição decolou com programação produzida desde 1990 pela Media Access Group, o Descriptive Video Service.Esse serviço é patrocinado por doações e fundações, produzindo cerca de 6 a 10 horas de programação com audiodescrição por semana, que fica disponível em 50% das residências nos Estados Unidos. Estas transmissões são possíveis devido à presença de um canal secundário de áudio, a tecla SAP (secondary audio programme).
Novas Tecnologias.

A evolução da televisão digital e outras tecnologias do gênero mudarão o modo como as pessoas irão acessar a informação. À medida que as tecnologias vão abrindo novas portas, outras poderão se fechar para as pessoas cegas e com baixa visão, caso não sejam dados passos que assegurem meios alternativos de navegação e acessibilidade nesse novo ambiente.A figura do telespectador passivo está fadada a desaparecer. Em breve a televisão disponibilizará serviços interativos educacionais, comerciais, e de entretenimento para lares, salas de aula, locais de trabalho e a acessibilidade para todos é um fator que precisa ser levado em consideração.
Audiodescrição, Audiodescritores e Técnicas.
Os audiodescritores precisam de um curso de formação específico sobre o recurso que contemple informações sobre a deficiência visual, definição, histórico e princípios da audiodescrição, noções de sumarização e, principalmente, atividades práticas. Precisam, também, assistir a peça, filme ou espetáculo algumas vezes, antes de fazer a audiodescrição, para se familiarizar com o tema, personagens, figurino, vocabulário específico, autor e cenários.Outro aspecto importante é a elaboração de script para audiodescrição; um roteiro com tudo o que será inserido entre os diálogos, que, no teatro, costuma ser aprovado pelo diretor da peça, o qual verifica a coerência e fidelidade ao tema e linguagem da obra. As informações sobre as cenas não podem expressar opiniões pessoais do audiodescritor. É, portanto, um trabalho minucioso que exige tempo, dedicação, objetividade e, acima de tudo, preparação.O feedback das pessoas com deficiência visual que já experimentaram o recurso comprova a sua utilidade e eficácia - há um aumento significativo do entendimento, o que contribui para a inclusão social e cultural destas pessoas, ampliando, e muito, suas opções de lazer e cultura.
REFERÊNCIAS:
- CLARK, J. Accessibility options for blind and visually-impaired subscribers. 2002. Media Access. Toronto.
- FRANCO, E. P. C. Legenda e áudio-descrição na televisão garantem acessibilidade a deficientes. Cienc. Cult. [online]. Jan./Mar. 2006, vol.58, no.1 p.12-13.
- NAVARRETE, J. Seminario sobre Medios de Comunicación sin Barreras: Sistema Audesk: el fin de los susurros. 2005 - Universidad Cardenal Herrera-CEU. Facultad de Ciencias Sociales y Jurídicas. Valencia. ES.
- SNYDER, J. Audiodescription: access for all. In Disability World. Issue no. 25 September-November 2004.

* Lívia Maria Villela de Mello Motta tem mestrado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997) com foco na formação reflexiva de professores de inglês.
* doutorado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004), com trabalho sobre o ensino-aprendizagem de inglês para alunos cegos e com baixa visão.
* Tem experiência na área de formação de professores e coordenadores, atuando principalmente com os seguintes temas: ensino-aprendizagem, ensino-aprendizagem de inglês, inclusão escolar, inclusão cultural e inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência.


MEMÓRIA DO BLOG
Vale a pena conferir o BLOG :http://infoativodefnet.blogspot.com/  Reflexões amplas sobre deficiencias, Ecosofia,cinema e outros olhares.
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ENCERRANDO A COP 16 - TENTATIVA DE APROVAR NOSSO CÓDIGO FLORESTAL COM URGENCIA GERA PROTESTOS

A tentativa de votar alterações no Código Florestal com urgência no Brasil ecoou em Cancún, durante a COP-16, Conferência do Clima. Além dos brasileiros presentes no evento se mostrarem contra a rápida aprovação, protestos de ONGs também chamaram atenção para o assunto.O jornal ECO, panfleto que circula pela COP e é feito por ONGs, criticou as alterações do código. Já o Greenpeace estendeu cartazes de protestos e trouxe um papai-noel que distribuiu mudas árvores para os participantes e dizia “Mudar o Código Florestal = Um Natal sem árvores”. Reportagem de Lilian Ferreira, do UOL Ciência e Saúde, em Cancún, (México)A ONG entregou ainda o prêmio “Motosserra de Ouro” para a senadora Kátia Abreu, “por sua defesa ferrenha de mudanças no Código Florestal, em prol de mais desmatamentos no Brasil”, de acordo com a organização.Abreu é a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e veio à COP para divulgar a ideia de que os fazendeiros brasileiros querem produzir sem desmatar a Amazônia e outros biomas.As alterações no Código Florestal, defendidas pela senadora, diminuiriam as áreas de preservação ambiental nas propriedades privadas e dariam anistia aos desmatadores, entre outras propostas.“A presidente Dilma Rousseff já afirmou que veta estas determinações se elas passarem pelo Congresso. A anistia dá a idéia de que quem cumpriu a lei é otário e para quem fez barbaridades está tudo bem. Não vejo como elas prosperarem”, explicou Carlos Minc, deputado estadual do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente.A atual ministra, Izabella Teixeira, também se mostrou contrária à aprovação em urgência do Código. “A proposta ainda não está madura para ser votada e causa impacto negativo.O Brasil tem condições de atualizar o código. A posição do governo é avançar nas discussões até chegar a um texto que atenda a todos os segmentos da sociedade”.A senadora Marina Silva, outra ex-ministra do Meio Ambiente, disse que o código não pode ser aprovado como está. “Mostraria uma posição esquizofrênica do Brasil. Para fora (para os estrangeiros) se mostra avançado, e para dentro é refratário”.Segundo estudo do Observatório do Clima, se aprovadas, as alterações provocariam a emissão de 25,5 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa em cerca de uma década, mais de 13 vezes o total do que o Brasil lançou em 2007. Isto colocaria a perder a meta brasileira de redução das emissões de 36% a 39% até 2020 sobre o que seria emitido se nada fosse feito.
EcoDebate, 09/12/2010
Tentativa de votar Código Florestal com urgência gera protestos na COP-16
Publicado em dezembro 9, 2010 by HC

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A AIDS: 2010 -click na Imagem


AFRICA (foto Bienal - SP)


Fotos tiradas pelo celular
BIENAL DE S.PAULO 2010








No mundo há mais de 33 milhões de pessoas contaminadas pelo virus HIV


No Brasil a maioria são mulheres recém casadas
Hoje é o dia INTERNACIONAL DE COMBATE A AIDS
(foto Bienal de SP-)


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

AS UNIVERSIDADES DA VIDA E A COP 16

Começou em Jaguariúna o CURSO MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE. Seu segundo módulo foi dia 4 de dezembro. Penso que é uma experiência muito válida.Deve reorganizar os antigos protagonistas da área do pensamento,embora ainda esteja numa fase de encantamento. O problema ambiental é seríssima e não pode ficar fechado num único território.A ousadia deve ser perseguida de maneira contundente. Neste último pleito - eleições 2010 - esta questão ficou naufragada sem lideranças de peso do Movimento Social comprometidos e questionando seriamente esta questão . Houve uma manifestação forte da sociedade e que levou o pleito ao segundo turno. DE QUANTAS FOMES E DE QUANTAS GUERRAS falávamos? Perderam se no último momento da disputa. Questões de credos religiosos  foram a relevância. Acusações e um baixo nível de discussões reais de projeto político não se evidenciaram. Torço para que seja possível uma educação popular que transcenda o pensamento atual. A COP 16 acabou. Lembrando que ela se deu em CANCÚN, (México).Um dos grandes enigmas do desaparecimento das civilizações, extremamente desenvolidas, da península de Yucatán é: O QUE TERÁ ACONTECIDO? Uma das respostas foi a escassez de alimentos por mudanças drásticas do clima. Se continuarmos neste  passo e nesta incredulidade veremos os mais de 200 milhões de seres humanos, vítimas das mudanças climáticas atuais, migrarem pelo planeta sem rumo.... Será o tempo das PESTES E DAS GUERRAS mais intensas ainda.Odila Fonseca
 
http://www.jaguariuna.sp.gov.br/inscricao_uniangatu.php
 COMENTÁRIOS
 Claudinha disse:claudia lulkin "AS UNIVERSIDADES DA VIDA":
Mas que maravilha ler isso!!!! A internet acaba nos revelando as sincronias "da hora". Temos conversado sobre as UNIVERSIDADEs LIVRES-Populares-Públicas ou que se reforce a idéia e prática dos PONTOS DE CULTURA - lugares públicos- DO POVO, onde "rolam" os conhecimentos, os saberes, as vivências..`. Tenho assistido às TVs Públicas- TV Justiça, TV Brasil, algumas comunitárias...INCRÍVEL o que é esse BRASIL do POVO!!!! Pelo Brasil do POVO! ahô e agradecendo sua presença em meu blog....que isso se torne relação "tete-a-tete", olho no olho e abraço carinhoso. claudinhaV   UM EXEMPLO DE UNIVERSIDADE POPULAR
"ASSEMBLÉIA DO POVO" Movimento Popular nascido em oposição a política de migração do campo para a  cidade. Campinas-SP foi um dos POLOS DE ATRAÇÃO desta migração, PLANEJADA pelo então Ministro Delfim Neto e  Miltares - sendo  Golbery do Couto e Silva um deles. (http://www.espacoacademico.com.br/070/70assuncao.htm).
  Na ocasião produzimos a primeira cartilha baseada no pensamento de Paulo Freire, chamada ,"SAÚDE É VIDA" que contou com a colaboração do Médico Sanitarista Emerson Merhy-
militante do Movimento Sanitário - e Donizetti Marcolino - Favelado e artista - ilustrador dos Boletins da OPOSIÇÂO SINDICAL METALURGICA em Campinas e Odila Fonseca
ASSISTA AOS FILMES AQUI EM "CINEMA NO BLOG":
A ORIGEM: 
ASSEMBLÉIA DO POVO PARTE I
http://www.youtube.com/watch?v=1djfNRfll_k&feature=player_embedded 
ASSEMBLÉIA DO POVO - 30 ANOS DEPOIS - PARTE II 
http://www.youtube.com/watch?v=4UyiQHstFRI&feature=player_embedded

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DAS HISTÓRIAS INFANTIS: MONTEIRO LOBATO MAIS UMA VEZ CENSURADO PELO ESTADO? -click aqui no título

Desde o Estado Novo, Monteiro Lobato é censurado ! A Emília, bonequinha nem um pouco Barbie, aventura se com os personagens do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO por ambientes inusitados...vindos desde a MITOLOGIA GREGA até o cotidiano do Sítio. Eu era incentivada por meus pais a ler. Gostávamos de conversar sobre estas aventuras.É uma pena que, a Educação no Brasil, tenha tanto medo do DEBATE ou da exposição na dificuldade que adultos ( incluindo professores e pais) tem com a imaginação fértil e instigante das crianças.Sugiro que todos nós paremos para pensar no significado destas medidas do Governo Federal. A postagem do dia 3 de novembro de 2010 do BLOG PAIDÉIA VIRTUAL merece ser lido e avaliado (click no título acima)http://paideiavirtual.blogspot.com/
e veja o artigo de Marisa Lajolo no final da postagem deste BLOG)
Comentários pela IMPRENSA:
30/10/2010 1
CNE quer que Monteiro Lobato com trechos racistas tenha nova edição  Parecer diz que é preciso contextualizar racismo em 'Caçadas de Pedrinho'. Conselho sugere exclusão de livros semelhantes em programas do governo.
05/11/2010 http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/11/livro-de-monteiro-lobato-e-liberado-para-ser-usado-em-sala-de-aula.html   
Polêmica de racismo ronda livro de Monteiro Lobato  
Especialistas levantarama questão e MEC foi analisar se a obra 'Caçadas de Pedrinho' pode ser proibida de ser usada em escolas
Citações à personagem Tia Anastácia no livro 'Caçadas de Pedrinho', de Monteiro Lobato, foram consideradas racistas por especialistas. O Ministério da Educação estuda a proibição da obras nas escolas. A professora aposentada da Unicamp, Marisa Lajolo, é contra a advertência sobre o racismo do livro. Já Francisco Cordão, da CNE, diz que as escolas devem trabalhar o assunto.
 http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1628408-17665-309,00.html 

Todas as Vidas  de Cora Coralina ( Ainda não censurada)
Vive dentro de mim uma cabocla velha de mau-olhado, acocorada ao pé do borralho, olhando para o fogo. Benze quebranto.Bota feitiço... Ogum. Orixá. Macumba, terreiro. Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim a lavadeira do Rio Vermelho. Seu cheiro gostoso d'água e sabão. Rodilha de pano.Trouxa de roupa, pedra de anil.Sua coroa verde de São-caetano. Vive dentro de mim a mulher cozinheira. Pimenta e cebola.Quitute bem feito. Panela de barro. Taipa de lenha.Cozinha antigatoda pretinha. Bem cacheada de picumã.Pedra pontuda.Cumbuco de coco. Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim a mulher do povo. Bem proletária. Bem linguaruda, desabusada,sem preconceitos,de casca-grossa,de chinelinha, e filharada. Vive dentro de mim a mulher roceira. -Enxerto de terra,Trabalhadeira. Madrugadeira. Analfabeta. De pé no chão.Bem parideira.Bem criadeira.Seus doze filhos, Seus vinte netos.
Vive dentro de mim a mulher da vida. Minha irmãzinha... tão desprezada, tão murmurada...Fingindo ser alegre seu triste fado. Todas as vidas dentro de mim: 

Na minha vida - a vida mera das obscuras!
NEGRINHA ( CONTO DE MONTEIRO LOBATO)
Negrinha é um conto de Monteiro Lobato, escrito pela primeira vez em 1920, cuja temática é, ainda, atual. O conto retrata, através da visão do autor, as vicissitudes da vida de uma órfã negra. Nascida na senzala, de mãe escravizada. A personagem passa pelas agruras de viver seus primeiros anos de vida em cantos escuros, sobre velha esteira e trapos imundos. Era escondida porque a patroa não gostava de crianças. A patroa é uma senhora viuva, sem filhos, de virtudes cristãs, envolvida com questões comezinhas e a desopilar sua ira sobre a criança  que não tinha.  Não perdoava o choro da criança. Saia com impropérios impublicaveis longo que o ouvia. Negrinha cresceu sem infância, magra, atrofiada. Sempre assustada. Apanhava de todos(as) e por qualquer motivo. Não brincava, vivia sentada em um canto. Sua única diversão era ouvir o relógio cuco bater as horas. Sem palavras de carinho, era achincalhada com termos como: Pestinha, diabo, coruja, barata descascada, mosca morta, sujeira, cachorrinha, coisa ruim, lixo, etc. Até de bubônica fora apelidada. Contudo, tendo gostado de tal epíteto suprimiram-no. Não lhe era dado nem esse gosto. Inácia, a patroa, era mestra na arte de maltratar. Aplica em Negrinha beliscões e cróques como derivativo para amainar sua revolta contra o que entendia como usurpação: o direito de continuar a ter pessoas escravizadas sobre seu jugo – devido a abolição.  Via-se como uma benfeitora por criar Negrinha - órfã. No entanto, tortura Negrinha com ovo quente na boca. Negrinha, não tinha nome era negrinha. Não brincava, logo não conhecia boneca. Certa vez Inácia recebeu a visita de duas sobrinhas que mostraram a aturdida criança uma boneca de cabelos amarelos, que falava e dormia. Extasiada, Negrinha, esquecendo dos possíveis castigos procurou compartilhar daquele momento mágico – sem, contudo toca-la.Apiedando-se Inácia permite que ela compartilhe com as hospedes. A partir deste momento Negrinha começa a perceber o significado do que é brincar. Descobre-se como ser humano. Deixa de ser coisa. Entristece e morre delirando com bonecas, todas louras, de olhos azuis
.Crítica
Monteiro Lobato é considerado um dos maiores escritores de literatura infantil e Infanto-Juvenil tendo suas obras traduzidas em várias línguas. Um de seus clássicos é o Sítio do Pica-pau Amarelo. Entretanto, para a população negra e ou afro-brasileira, suas obras prestam um desastroso desserviço para assunção da identidade étnico-racial[i], assim como, por conseqüência, para a auto-estima[ii] desse povo – particularmente, para as crianças negras.
Heloisa Pires Lima, enfatiza que “a literatura infanto-juvenil apresenta-se como um filão de uma linguagem a ser conhecida, pois nela reconhecemos um lugar favorável ao desenvolvimento do conhecimento social e à construção de conceitos” (2005, p. 101). Mesmo tendo em consideração o momento na história em que foram concebidas tais obras, elas não deixam expressar “crenças e valores embutidos na nossa cultura literária a respeito da população negra”.(LIMA, 2005, p. 104).
Conseqüentemente, neste sentido, as obras de Monteiro Lobato retratam aquilo que as classes dominantes percebem, dentro de sua visão étno-eurocêntrica e judaíco-cristã, acerca da população negra. David Brookshaw, literato inglês, em seu livro Raça e Cor na Literatura Brasileira ratifica tal preocupação quando aponta, em estudo sobre as obras de Monteiro Lobato, o que se segue:O ataque duplamente cortante dirigido ao negro considerando-o de um lado um animal selvagem e, de outro, possuidor de certas qualidades infinita e convenientemente resignadas, não subversivas, é muito perceptível nos escritos do paulista sincero Monteiro Lobato. Em seu conto Bocatorta tem-se a descrição de um negro “fantasma” e ladrão de sepulturas em termos satânicos, ao passo que em O jardineiro Timóteo, o velho jardineiro simboliza a sensibilidade e, na verdade, os velhos valores coloniais do tempo do império (BROOKSHAW, 1983, p. 68).
Em outro momento, Brookshaw, alerta que:
A própria negrofobia de Monteiro Lobato deve ser atribuída, pelo menos em parte, ao fato de que era de São Paulo, uma cidade onde negros [...] eram minoria, e onde o racismo nos anos posteriores à Abolição era mais manifesto do que em qualquer outro lugar (1983 p. 69).
Enfatiza, que Monteiro Lobato: 
Simpatizava com o negro contanto que fosse selvagem, pois somente deste modo era autêntico. Em O Presidente Negro, descreve um imaginário líder negro americano, Jim Roy, como um pitoresco e levemente selvagem demagogo (1983, p. 71).
Finaliza, afirmando que: 
E por último, mas não menos importante, são as histórias para crianças de Monteiro Lobato, inspiradas no folclore afro-brasileiro, que retratam muito da vida nas velhas fazendas. Não se pode duvidar, embora quão charmosas essas histórias possam ser, que a visão do mundo antilógico da criança, contribuiu e reforçou, por gerações a fora, o estereótipo do negro como uma criatura fundamentalmente ilógica, para não ser levada a sério no mundo real do adulto (BROOKSHAW, 1983, p. 71).
Ana Célia da Silva, educadora, e militante do movimento negro, no seu livro Desconstruindo a Discriminação do Negro no Livro Didático, assevera que:
Uma ilustração da “Tia Nastácia” de perfil, assemelhada à ilustração do porco Rabicó, personagens de Monteiro Lobato (Ciranda do Saber, 2º série, p. 58) foi corrigida sugerindo-seque a expressão fisionômica da “Tia Nastácia” fosse humanizada, dissociando-a da figura do porco Rabicó (SILVA, 2003, p. 36-37).
Em Negrinha, observa-se desde a apresentação do livro um descuidado no trato com a questão racial que começa ao não se conseguir relacionar “expressões jocosas quando se referem a pessoas negras” ao preconceito racial. Há uma aparente boa vontade, contudo, o arremedo não vai além da visão obtusa permeada pela ideologia da “democracia racial” brasileira. O conto, por si só, ratifica todas as observações asseveradas através de inúmeros(as) críticos(as) da literatura de Monteiro Lobato e, para tanto, ressaltamos as que se seguem:
-          A personagem negra não tem nome;
-          Simboliza passividade/resignação doentia;
-          É repositório de epítetos e estereótipos negativos;
-          O ponto positivo de referência é etnocêntrico quando relacionado às crianças brancas; e,
-          O conto denota uma visão judaico-cristã;
-          O conto faz conexão ao significado da brincadeira[iii] , porém, dentro da visão etnocêntrica.
O conto Negrinha pode ser de grande utilidade para análise antropológica, pois contribui para a percepção dos etnocentrismos e suas ideologias subjacentes, assim como, revela um determinado contexto. 
REFERÊNCIA:
BROOKSHAW, David. Raça e Cor na literatura brasileira.  Porto Alegre: Mercado Aberto, 1983.
BROUGÉRE, Gilles. Os brinquedos e a socialização da criança. In. ______. Brinquedo e cultura. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001, p. 61. (Coleção Questões da Nossa Época; v. 43)
LOBATO, Monteiro. Negrinha. Bauru, SP: EDUSC, 2000.
LIMA, Heloisa Pires. Personagens negros: um breve perfil na literatura infanto-juvenil. In. MUNAGA, Kabengele.(Org.) Superando o Racismo na Escola. 2. ed. rev. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005, 101-115. 
      OGUNBIYI, Adomair O. Castelo e São Cristóvão: Comunidades Remanescentes de  Quilombo e suas respectivas Diásporas – uma experiência em identidade étnico-racial e   resiliência, no Maranhão. Apresentado no III Congresso de Pesquisadores Negros.  
UFMA, APN: São Luís, 2004, p. 10-12.                                                                                                                                          
SILVA, Ana Célia da. Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático.  Salvador: EDUFBA, 2003.
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Quem paga a música escolhe a dança?
Marisa Lajolo [1]
“Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, está em pauta e é bom que esteja, pois é um livro maravilhoso . Narra as aventuras da turma do sítio de Dona Benta primeiro às voltas com a bicharada da floresta próxima  e, depois, com uma comissão do governo encarregada de caçar um rinoceronte fugido de um circo. Nos dois episódios prevalecem o respeito ao leitor, a visão crítica da realidade, o humor fino e inteligente.    Na primeira narrativa, a da caçada da onça, as armas das crianças são improvisadas e na hora agá  não funcionam. É apenas graças à esperteza e inventividade dos meninos que eles conseguem matar a onça e arrastá-la até a casa do sítio. A morte da onça provoca revolta nos bichos da floresta e eles planejam vingança numa assembléia muito divertida : felinos ferozes invadem o sítio e –de novo- é apenas graças à inventividade e esperteza das crianças ( particularmente de Emília) que as pessoas escapam de virar comida de onça.  Na segunda narrativa, a fuga de um rinoceronte de um circo e seu refúgio no sítio de dona Benta leva para lá a Comissão que o governo encarregou de lidar com a questão. Os moradores do sítio desmascaram a corrupção e o corpo mole da comissão, aliam-se ao animal cioso da liberdade conquistada e espantam seus proprietários. E, batizado Quindim, o  rinoceronte fica para sempre incorporado às aventuras dos picapauzinhos. Estas histórias constituem o enredo do livro que parecer recente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a partir de denúncia recebida,   quer proibir de integrar  acervos com os quais programas governamentais compram livros para bibliotecas escolares . O CNE  acredita que o livro veicula conteúdo racista e preconceituoso e que os professores não têm competência para lidar com tais questões. Os argumentos que fundamentam as acusações de racismo e preconceito são  expressões pelas quais  Tia Nastácia é referida no livro, bem como a menção à África como lugar de origem de animais ferozes.
Sabe-se hoje que diferentes leitores interpretam um mesmo texto de maneiras diferentes. Uns podem morrer de medo de uma cena que outros acham engraçada. Alguns  podem sentir-se profundamente tocados por passagens que deixam outros impassíveis.  Para ficar num exemplo brasileiro já clássico, uns acham que Capitu ( D. Casmurro, Machado de Assis, 1900)   traiu mesmo o marido, e outros acham que não traiu, que o adultério foi fruto da mente de Bentinho.  Outros ainda acham que Bentinho é que namorou Escobar .. !
É um grande avanço nos estudos literários esta noção mais aberta do que se passa na cabeça do leitor quando seus olhos estão num livro. Ela se fundamenta no pressuposto segundo o qual, dependendo da vida que teve e que tem, daquilo em que acredita ou desacredita, da situação na qual lê o que lê, cada um entende uma história de um jeito.  Mas essa liberdade do leitor vive sofrendo atropelamentos. De vez em quando, educadores de todas as instâncias – da sala de aula ao Ministério de Educação-   manifestam desconfiança da capacidade de os leitores se posicionarem de forma correta  face ao que lêem .
Infelizmente, estamos vivendo um desses momentos.
Como os antigos diziam  que quem paga a música escolhe a dança, talvez se acredite hoje ser correto que  quem paga o livro escolha  a leitura que dele se vai fazer. A situação atual tem sua (triste) caricatura no lobo de Chapeuzinho Vermelho que não é mais abatido pelos caçadores, e pela dona Chica-ca que não mais atira um pau no gato-to. Muda-se o final da história e re-escreve-se a letra da música porque se  acredita que leitores e ouvintes sairão dos livros e das canções abatendo lobos e caindo de pau em bichanos . Trata-se de uma idéia pobre,  precária e incorreta que além de considerar as crianças como  tontas, desconsidera a função simbólica da cultura. Para ficar em um exemplo clássico, a psicanálise e os estudos literários ensinam que  a madrasta malvada de contos de fada não desenvolve hostilidade conta a nova mulher do papai, mas – ao contrário-  pode ajudar a criança a não se sentir muito culpada nos momentos em que odeia a mamãe, verdadeira ou adotiva...
Não deixa de ser curioso notar que esta pasteurização pretendida para os livros infantis e juvenis  coincide com o lamento geral  – de novo, da sala de aula ao Ministério da Educação—pela precariedade da leitura praticada na sociedade brasileira.    Mas, como quem tem caneta de assinar cheques e de encaminhar leis tem o poder de veto, ao invés de refletir e discutir,  a autoridade veta . E veta porque, no melhor dos casos e muitas vezes com a melhor das intenções,  estende suas reações a certos livros a um numeroso e anônimo universo de leitores  . . 
No caso deste veto a “Caçadas de Pedrinho”  ,   a Conselheira Relatora Nilma Lino Gomes  acolhe denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto que entende como manifestação de preconceito e intolerância  de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas ;  (...) aponta menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano , que se repete em vários trechos do livro analisado   e exige da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura. Independentemente do imenso  equívoco em que, de meu ponto de vista, incorrem o denunciante e o CNE que aprova por unanimidade o parecer da relatora, o episódio torna-se assustador pelo que endossa, anuncia e recomenda de patrulhamento da leitura na escola brasileira. A nota exigida  transforma livros em produtos de botica, que devem circular  acompanhados de bula com instruções de uso.  O que a nota exigida  deve explicar ?  o que significa esclarecer ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura  ? A quem deve a editora encomendar  a nota explicativa ?  Qual seria o conteúdo da nota solicitada ? A nota deve fazer uma auto-crítica ( autoral, editorial ? ) , assumindo que o livro contém estereótipos ? a nota deve informar ao leitor que “Caçadas de Pedrinho” é  um livro racista ?  Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC? 
As questões poderiam se multiplicar. Mas não vale a pena. O panorama que a multiplicação das questões delineia é por demais sinistro .  Como fecho destas melancólicas maltraçadas aponte-se que qualquer nota no sentido solicitado – independente da denominação que venha a receber, do estilo em que seja redigida, e da autoria que assumir- será um desastre. Dará sinal verde para uma literatura autoritariamente auto-amordaçada.  E este modelito   da mordaça de agora talvez seja  mais pernicioso  do que a ostensiva queima de livros em praça  pública, número medonho mas que de vez em quando entra em cartaz na história desta nossa  Pátria amada idolatrada salve salve.  E salve-se quem puder ... pois desta vez  a censura não quer determinar apenas  o que se pode ou não se pode ler, mas é mais sutil, determinando como  se deve ler o que se lê  !

[1] Prof. Titular (aposentada) da UNICAMP; Prof. da Universidade Presbiteriana Mackenzie;  Pequisadora Senior do CNPq.; Organizadora ( com João Luís Ceccantini)  do livro  de Monteiro Lobato livro a livro (obra infantil) , obra que recebeu o Prêmio Jabuti 2010 como melhor livro de Não Ficção.   

  • João Toledo Não é muito perigoso admitir a hipótese de q alguém possa censurar um autor porque não gosta da fala de um personagem? Ai não é deixar a burrice se tornar ditadora, afinal o melhor texto contra o racismo ja escrito no Brasil é negrinha do Monteriro Lobato.

  • Maria Sylvia Toledo
    APRENDI MUITO COM AS FALAS DA EMÍLIA E OS BONDOSOS ENSINAMENTOS DA DONA BENTA, POIS ELA NOS FAZIA AMAR MUITO A TIA NASTÁCIA, SEU AMOR PELAS CRIANÇAS E SEUS DELICIOSOS BOLINHOS. ALÉM DA HUMANIDADE. MONTEIRO LOBATO NOS PASSAVA O CONHECIMENTO ...DOS VERDADEIROS PRINCÍPIOS E INFLUIU MUITO POSITIVAMENTE EM MINHA FORMAÇÃO.LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO, JÔ SOARES, E A MAIORIA DOS INTELECTUAIS DESTE PAÍS, RELATAM A IMPORTÂNCIA DE LOBATO EM SUAS VIDAS. NÃO ME PARECEM QUE ELES SE TORNARAM PRECONCEITUOSOS E RACISTAS, BEM AO CONTRÁRIO. SENHORES MEMBROS DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO, AS CRIANÇAS QUE LEÊM LOBATO NÃO SÃO BURRAS....
    Ruth Souza Saleme Odila, o medo gera tantas coisas....será que ainda é mais fácil apagar a memória?Bjs
LENDAS NEGRAS PARA CRIANÇAS
http://companhiadashistorias.blogspot.com/2010/11/temporada-lendas-negras-para-criancas.html


terça-feira, 26 de outubro de 2010

AGORA,DEPOIS DA LUA CHEIA, UMA OUTRA LUA CHEIA



Campinas, 26 de novembro de 2010,
Gente amiga e querida de perto e de longe,
Gente que preparou o dia 22 de outubro;
Gente que tocou, cantou, dançou, falou ou foliou, e mais quem esteve presente de qualquer outra maneira,
Este é apenas um bilhete para dizer a vocês algo que valha como um...  VALEU!  Ou  como um “muito obrigado!” 
De todas as solenidades, homenagens, títulos e equivalentes, nenhuma aconteceu como a de nossa tarde e noite DE LUA CHEIA EM 22 DE OUTUBRO.
 Até mesmo a Lua Cheia apareceu. E vejam que ela veio contrariando o dito popular:  “Lua Cheia de Setembro trovejada, nove luas seguintes vêm molhadas”. Mas até choveu nas montanhas do Vale da Pedra Branca, na noite seguinte, ainda na “quadra da Cheia”.
Lembro de cara uma última cena. Já na hora de eu ir embora do Casarão, as Caixeiras da Guia e mais outras pessoas, entre caixas, palmas e violas, cantando e dançando em volta da fogueira acesa. No céu, uma enorme lua cheia de outubro.
Foi um evento feliz porque, como eu disse na minha fala (longa demais, eu sei),  a nossa “homenagem”  virou  um “encontro e, como um encontro, foi algo vivido entre pessoas e, não, com pessoas através de instituições.
Valeu pela alegria, pelos depoimentos de pessoas tão queridas como Rachel (e mais Regina (Tia Rê), Jôse e Têca, maestrinas da orquestra do que houve e aconteceu) , Emília (a mestranda que agora me dá aulas de antropologia), Régis (“João-Francisco Régis de Moraes... destes antes havia poucos, e agora, fora ele, nem tem mais!”), Padilha (educador sábio que ensina cantando com violão em punho) Severino Antônio (poeta de sábias palavras e longos silêncios), Marcos Sorrentino (batalhador do verde e da vida) e outras tantas  pessoas.
E tudo começando  com o “Hino do Sul de Minas”  e da ROSA DOS VENTOS, entre viola e violão de João Arruda e Fernando Guimarães (“A lua nasce no ventre de Minas/ entre colinas e quaresmais...”)  E a viola que faz os anjos dos céus pararem de cantar para Deus ouvir só ela,  de Ivan Vilela(“Ilivani Viola”, que me chama de “Capitão Barandão”). E mais o que houve de fala, canto e silêncio. E a felicidade de entrever uma vez mais diante de mim, gente que entre aulas e caminhos de arte e de pesquisa, atravessa minha vida desde a década dos anos sessenta. A começar por Maria Alice (julho de 1964).
E, quando ninguém esperava mais nada, aquela chegada da Folia de Santos Reis.
Vi gente à minha volta aos prantos. E vejam que  até hoje eu só tinha visto gente chorar em chegada de Santos Reis, nas festas de roça do povo! Eu, antigo aprendiz de “macho carioca”, fazendo força e mordendo os lábios para não cair no choro, mas com os olhos cheios de água.
E depois o casarão. O carinho de quem decorou cada pedaço daquele lugar bendito. E a comilança. E os cantorios. E o vídeo de arte e sensibilidade dos vários momentos do “Carlos”, a começar pela foto de um momento da escalada de conquista do Paredão Baden Powell, no “Irmão Maior do Leblon” em 1960, creiam!  Os toques de caixas das Caixeiras da Guias (não perder o novo CD delas). E mais aquele vídeo que a “turma de Minas” mandou de Belo Horizonte, com rostos queridos que vejo sempre aqui e ali, e rostos (Iizinho, Giza e outras gentes) que eu não via desde há tantos anos. E, não esquecer, o carinho com que Dete preparou a harmonia floral do ambiente, com  flores em arranjos de que ela é mestra, e pequenos vasos de ikebana  pra quem quiser levar pra casa.
Terei esquecido alguém  ou algo?
Assim sendo, pra quem veio e quem não veio, pra quem estava lá e pra quem (como Sueli Terezinha) mandou de longe mensagem coletiva de carinho e  arte, pra quem ouviu e sentiu, pra quem cantou e falou, tocou e dançou, floriu e cozinhou, pra quem organizou e quem curtiu, pra quem trouxe a Folia de Reis, pra quem é dela e encheu um solene salão de UNICAMP de música do povo e bênçãos de Santos Reis,  e pra quem naquela hora se tocou como eu, como nós... que fiquem aqui três despedidas de gratidão:  as bênçãos do  saber do povo, uma frase e Manoel de Barros, e uma lembrança de  Adélia Prado,
SANTOS REIS  AQUI CHEGOU
TOCANDO E CANTANDO  HINO,
QUE O SENHOR E SUA FAMÍLIA
TENHA AS BENÇÃOS DO DIVINO!
Cantorio tradicional de Companhias de Santos Reis
O MELHOR DE MIM SÃO OS OUTROS
Manuel de Barros
EU SEMPRE SONHO QUE UMA COISA GERA.
NUNCA NADA ESTÁ MORTO.
O QUE NÃO PARECE VIVO, ADUBA.
O QUE PARECE ESTÁTICO, ESPERA.
Adélia Prado
Estivemos junt@s!
Estamos junt@s!
Estejamos junt@s!”
Carlos Brandão
COMENTÁRIOS 
Angélica Cores ( da Argentina)
quetzalina disse...
a Patagonia tambem tuvo seu encontro mais solitario com a lua
BRANDAO, vc me da paz com seu casa da amizade
algum dia estarei con vc la parabens em seu aniversario Angélica 

Tia Rafaela!!!! disse...oi.....postei umas tarefas legais sobrehalloween vai lá ver.tô te esperando!!
xerinho da tia rafaela. 

http://tia-rafaela.blogspot.com/  
 Michele Meneses escreveu:
Cara Odila,Muito bom teu blog!Com certeza esses encontros engrandecem, rejuvenecem e nos dao forças a continuar na luta cotidiana, principalmente luta por melhorias da nossa sociedade.E o Brandao sera sempre o Brandao!!!! Adoro-o e o referencio muito quando escrevo sobre educaçao, imagino quanta troca de energia boa deve ter sido esse encontro.Um abraço apertado do extremo sul, Michele Meneses
ANDRÉ disse :
Fabuloso Brandão, lindo compartilhamento de gentes, povo, pessoas, amigos, humanos, alegrias e seres. Bonito relato seu. Boa descrição de um professor que antes de tudo é um amigo de todos, da vida, mas com nome de Antropólogo... Viva você e o compartilhamento da vida festada, cantada e descrita.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

NOITE DE LUA CHEIA

Passamos o dia todo em RODAS DE CONVERSAS em homenagem  ao nosso querido amigo CARLOS R. BRANDÃO pelos seus 70 anos. Na UNICAMP. Veio gente de S.Paulo do Instituto Paulo Freire...Foi lindo! IVAN VILELA,FERNANDO VIOLEIRO, de CALDAS-MG.
Continua agora a noite na Lua Cheia desta sexta feira!!!!! Que orgulho ser amiga dele!!!!!
Sandro,Rachel e todos que organizaram. Parabéns!
Fala do Brand�o parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=XLhnY-M3faI
Fala do Brand�o parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=1GT1u5W8YZY ABECEDÁRIO DOS BICHOS
CARLOS BRANDÃO
outra bicharada de água, terra e ar em linguagem de índio,  de gente antiga e de agora em extinção
Quiriru, surucuá,pacu-pira, candiru,pacu-piranga, piaba,pirapitinga, iambu,piri-piri, curimatá,mutum-pinimba, iaçami,sary-ema, aracuãá.
pacu-tinga,caxixi,piranha-paxuna, mutum,uacari-guaçu e cãcã,paravehú, bocrayubá ,

irara,urubu-tinga,bicho-preguiça e tatu,coti-yuba, maracajá.
A,periá e mocura,sussuarana e paca,lobo guará, onça preta,uru-mutum, inambu-torum
macaco-ussu, caxiú,mutum-pinimba,o quati e a irara,cachorro do mato,jaguar e jaguatirica
tamanduá e tatu.

COMENTÁRIOS
Muito legal o seu blog. Fico feliz de ter uma flor tão especial no "Jardim de Gente" do Portal das Flores. Um beijo grande e agora eu te sigo também!
Por Sandra Braconnot em NOITE DE LUA CHEIA em 23/10/10
Educomunicação Ambiental disse...
Sandra muito obrigada pelo seu comentário...fazemos parte do "JARDIM DAS FLORES" lindo livro de poesia do Carlos R.Brandão.Abraços e nos encontraremos um dia! Odila
Cristiano Barbosa disse:
Amigos (as) que conheci ou conhecerei por meio do Brandão. Segue abaixo o vídeo de uma sequência de fotos que editei para o Encontro dos Amigos do Brandão, realizado na Unicamp, no dia 22 de outubro de 2010. Filmei todo o evento. Aos poucos disponibilizarei os vídeos. Aguardem, foi emociante!
http://www.youtube.com/watch?v=HPsEaGC2jwA

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

UMA VOTAÇÃO BEM (D)EFICIENTE PELA EXCELÊNCIA NO ESPORTE

AMIGOS E AMIGAS PEDIMOS SEU VOTO . POR UM BRASIL INCLUSIVO apresentamos os nomes de nossos atletas PARADESPORTIVOS  que estarão nas PARAOLÍMPIADAS AQUI NO BRASIL Concorrerão ao prêmio "GUSTAVO KUERTEN " Decreto do Governo do Estado de Sta Catarina :DECRETO Nº 3.515 de 24 de setembro de 2010.Dispõe sobre o “Prêmio Gustavo Kuerten de Excelência no Esporte”
http://www.sol.sc.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=193
TORÇA POR NÓS!!!!!
 

MELHOR ATLETA
Carolina T. Bergamach - Natação
Essa Atleta é Joinvilense, é destaque nacional disputou a 1ª Olimpiadas da Juventude e no JASC deste ano ganhou varias medalhas e ainda bateu recorde.
ATLETA REVELAÇÃO:
Tamiris Delis - Atletismo
Também é Joinvilense, tem somente 15 anos e já disputou o JASC neste ano na qual venceu todas as provas que disputou. Também fez o mesmo no JOGUINHOS.
MELHOR ATLETA PARAOLÍMPICO -
Talisson Henrique Glock - Natação Paraolímpica
Tem somente 15 anos, foi o maior medalhista no Parapanamericano da Juventude - Bogotá ano passado, já disputou um OPEN na Alemanha e ganhou varias medalhas, disputou uma final no mundial na Holanda e bateu o recorde brasileiro duas vezes na mesma prova. Ganhou 3 medalhas de ouro nos Jogos Escolares Paraolímpico Brasileiro de 2010.
MELHOR EQUIPE:
Basquete em Cadeira de Rodas CEPE/ RAPOSAS DO SUL - Basquete em Cadeira de Rodas
Esta equipe neste ano ganhou todos os eventos que disputou no Sul do Brasil: Copa FELEJ, Regional Sul de Basquete em Cadeira de Rodas e já está na final do Estadual. No início de Dezembro vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série B do Basquete em Cadeira de Rodas, no Rio de Janeiro. Esta equipe deve ser escolhida não só pelas conquistas de pódio como também pela união do grupo, pela força de superação na busca de seus objetivos, pela disciplina e principalmente por ser uma equipe vencedora de forma muito ética.
Melhor Técnico ou Técnica:
 Ana Maria F. Teixeira - Basquete em Cadeira de Rodas
Essa técnica é merecedora da nossa indicação porque ao longo da sua carreira demonstrou seu brilho, com muito comprometimento e ética dentro do grupo que trabalha até hoje. Também demostrou que é uma técnica tão competente na formação de Atleta quanto na quadra principalmente na hora do jogo. Uma estrategista que tem capacidade técnica para conduzir muito bem sua equipe na busca de vitórias. Ela ,em quadra, motiva a equipe de um jeito que até hoje não conheci outra.
Melhor Entidade Esportiva:  www.cepe.esp.br
CEPE - CENTRO ESPORTIVO PARA PESSOAS ESPECIAIS
Esta entidade deve ser escolhida porque é a única entidade esportiva que tem representatividade desde nível escolar até nível Paraolímpico. Tem Projetos nobres consolidados como: Escolinha Paraolímpica, Atletismo Paraolímpico, Natação Paraolímpica, Bocha Paraolímpica e Basquete em Cadeira de Rodas. Já formou vários Paratletas e varios já foram convocados para integrar tanto a Seleção Brasileira em vários mundiais quanto a Seleção Catarinense em vários Campeonatos Brasileiro. Com somente 8 anos de idade, logo no primeiro ciclo Paraolímpico conseguiu colocar uma representante na Paraolímpiadas de Pequin - 2008 e duas no Parapanamericano do Rio - 2007. Essa entidade por onde passou sempre demonstrou muita organização, qualidade e ética. Já recebeu vários elogios e honra ao mérito. É uma referência nacional pelo o que já fez e pelo que faz e também é única de Santa Catarina específica no segmento.
O endereço da votação é o seguinte:
http://www.sol.sc.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=193

Profº Vanderlei Quintino
Presidente do CEPE
Fone (47)9126-7816
E-mail: nadecomvande@yahoo.com.br
vanderlei@cepe.esp.br
Visite o nosso site: http://www.cepe.esp.br/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AS PERGUNTAS QUE SE FAZ A MARINA SILVA (click aqui no título)

 E AGORA MARINA ? ( por Marcos Arruda)
Estimada Marina, e companheiros que a apóiam nesta valorosa luta para mudar as relações de poder no Brasil. Primeiro, um efusivo abraço de parabéns pela votação importante obtida no primeiro turno. Segundo, uma breve reflexão sobre o processo de decisão do que fazer no segundo turno. * Com toda a militância que apoiou a sua campanha, seria oportuno fazer uma articulação avaliativa da mesma. A avaliação é uma reflexão crítica sobre o que perdemos, o que ganhamos e por quê. Serve para aprendermos as lições da prática vivida e para planejar juntos os próximos passos. * O avanço da causa promovida por você, cara Marina, mostra que ela é compartilhada por muita gente mesmo. E muita outra gente que também apóia essa causa só não votou em você para votar útil, impedindo que o Serra vencesse. Portanto, os números que emergiram das urnas garantem sua liderança política nacional e comprovam a sensibilidade de parte importante da população para o tema ecológico, e para uma forma gentil e firme de liderança feminina que você transmitiu com grande força de persuasão. * Com toda esta força, Marina, é o momento de pensarmos no BEM do Brasil, pois o segundo turno vai selar o destino do País pelos próximos quatro, e talvez mesmo oito anos. Com isto em vista, não tenho dúvidas em participar da campanha da Dilma no segundo turno, tendo em vista que a vitória do Serra e do PSDB seria arrasadora para o Brasil. Temo por uma nova onda de privatizações, que agora atinjam a Petrobrás, o Banco do Brasil, o aprofundamento da entrega das nossas riquezas naturais a corporações transnacionais (seja de base estrangeira, como as medusas famintas de petróleo, ou brasileira, como a Vale, a Votorantim, etc.), os esquemas de corrupção da frente de direita que governou o Brasil durante a era FHC, o megaendividamento público, a idéia fixa do crescimento ilimitado, com a destruição ambiental dele decorrente, etc. Não podemos deixar, nem muito menos contribuir, para que isto venha a acontecer! * Confesso que vou divulgar esta minha posição sem nenhum entusiasmo. Minha motivação é negativa: impedir que o Serra-FHC-PSDB et catera ganhe o governo federal. Mas temos que fazer isto neste momento, não há escolha para os que amamos o Brasil e o nosso povo. Pois meu horizonte é bem mais amplo e ambicioso, como você pode ver nos três artigos em anexo, publicados no boletim eletrônico do PACS, Massa Crítica, que podem ser úteis para pensar os próximos passos. Minha convicção é que temos que trabalhar para ir criando, desde já, uma "economia do amor", centrada na VIDA e não no lucro, que reconcilie os seres humanos entre si e com a Terra-Mátria!Este é o meu sentimento, que eu, modestamente, desejo compartilhar com você.Um abraço e minha disponibilidade para colaborar com vocês, se for na perspectiva que enunciei acima. Anexos:1.Dívida Social e Megaeventos Esportivos: Quem paga a conta da Copa 2014 e das Olimpíadas 2. EDUCAÇÃO, ECONOMIA DO AMOR E AS NOVE DIMENSÕES DO FIB 3.RECESSÃO MUNDIAL BATE À PORTA? É HORA DE MUDAR!!! * Socioeconomista e educador do PACS-RJ. Sócio do Inst. Transnacional (Holanda). Colab. da Rede Bras. de Socioeconomia Solidária e do Fórum Bras. de Economia Solidária. Membro coord. Intern. da Aliança por uma Economia Responsável, Plural e Solidária 

RESPOSTA A NOSSO QUERIDO MARCOS ARRUDA Marcos,entendo sua posição. Sei que por vários motivos o grande capital engoliu nossas utopias...nossa ética. Não tenho a menor expectativa em torno de nenhum dos candidatos ... Nunca vi uma campanha de nível tão alarmante de violência verbal. Dos dois lados.Estou no MOVIMENTO MARINA SILVA desde 2008 embora não tenha deixado o meu partido,o PT. Para mim foi uma sensação muito boa poder pensar a partir de outra perspectiva o Macro Poder. O processo de produção já poderia ter avançado?? ...Sinto uma repetição muito grande no pensamento da classe política.Quero votar neste segundo turno a partir do que minha experiência de vida me trouxe.O crescimento do conhecimento e da humanidade não vai se dar por aí. Tenho pensado muito nestas dimensões FIB (Felicidade Interna Bruta)mas confesso que preciso também ganhar para a minha sustentábilidade.  Abaixo desta postagem tem um artigo seu
Brasil -MARINA SE DEMITE   14 maio de 2008



Vale a pena ver de novo! Estavamos numa luta muito grande contra os transgênicos.Veja o que aconteceu com as lideranças campesinas nesta luta.Vale a pena ver o filme "NEM MAIS UM MINUTO DE SILÊNCIO".Um grande abraço e o convido para visitar o meu BLOG. Um grande abraço.Odila 
 COMENTÁRIOS: 
Olá, Odila!Sou tb do Mov Marina Silva!Nos comunicamos através da lista da ANEPS!
Espero que possamos seguir construíndo sonhos...!Vamos ver!!! Paz e Bem! Axé!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O DIA SEGUINTE AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS

Percebi que havia um movimento diferente nestas eleições!!!! A chamada Mídia Altenativa,que também faz parte da democratização do Brasil,começou a bombardear a candidata Marina Silva com os argumentos mais absurdos. Se levantam uma crítica à VELHA DIREITA, digo que repetem como VELHA ESQUERDA estas mesmas práticas.Por que teria Marina Silva saido vitoriosa em varios lugares no Brasil e com uma votação expressiva? O "novo" neste momento é a possibilidade de redesenharmos um Brasil neste século XXI. A ética deverá estar em pauta. A luta da Senadora Marina Silva, é um exemplo, de que apesar das perdas que teve ao longo de sua vida,aprendeu com elas. Foi forte apesar do desprezo que sofreu de setores políticos, religiosos e de intelectuais. Sai desta eleição com força política para pautar o Brasil nos espaços iternacionais como a Conferência da Biodiversidade+20.Torço para que meu partido,o PT,consiga um diálogo com estes setores que apoiaram a Marina Silva.Fica a declaração do meu voto, como cidadã.
MEMÓRIAS DO BLOG 
 Acessem o link para entender sobre este diálogo
http://educomambiental.blogspot.com/2008/12/duas-professoras-e-dois-dilogos-sobre.html ou
Click no título desta postagem para acessar e conhecer os textos 
Sugestão de filme: Wall Street,O dinheiro Nunca Dorme 
"A Ilha das Flores"  de Jorge Furtado
http://www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=647&Exib=2769
Sugestão de BLOG: http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DOCUMENTO COMPROMISSO PARA OS PRESIDENCIÁVEIS DE 2010

Pela criação de um Sistema Nacional de Prevenção e Atendimento em Desastres Socioambientais O Grupo de Trabalho Situações de Emergências Socioambientais, criado no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, com participação de organizações da sociedade civil e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, vem reivindicar às Senhoras e Senhores Candidatos a Presidente da República o compromisso de todos com a prevenção e a melhoria no atendimento às pessoas atingidas por situações de emergência causadas por
catástrofes ambientais ou pela ação humana. Inundações, secas, tornados e outras emergências socioambientais têm causado, a cada ano, grande número de vítimas fatais, além de significativos danos materiais. A desestruturação de serviços e equipamentos públicos, bem como as perdas de entes e bens familiares, afetam drasticamente os direitos humanos de grandes contingentes da população. Instituições científicas advertem para a tendência de aumento das ocorrências de catástrofes em todo o mundo, associadas à ampliação de atividades econômicas e de ocupações irregulares em áreas de preservação, margens dos rios e outras situações, agravadas pelos efeitos do aquecimento global e de mudanças climáticas. O Brasil não está preparado para enfrentar problemas dessa natureza. É preciso criar políticas públicas e programas de prevenção coordenados e, nos casos inevitáveis, atuar com rapidez para amenizar os efeitos dos desastres socioambientais. As propostas listadas abaixo constituem um conjunto mínimo de medidas destinadas a estruturar melhor nossa capacidade de resposta. Tais propostas são objeto de amplos consensos entre sociedade civil, comunidade científica e agentes públicos comprometidos com a solidariedade às populações atingidas e com as diretrizes aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Defesa Civil. Propostas para um Sistema Nacional de Prevenção e Atendimento em Desastres Socioambientais

1. Criar uma Secretaria Especial no âmbito da Presidência da República para
assegurar o tratamento multidisciplinar e a isenção política e regional, além da
autonomia financeira no atendimento às vítimas;
2. Instituir fundos de Defesa Civil, com dotação orçamentária proveniente dos três
níveis de governo;
3. Elaborar e consolidar um marco legal que possa amparar as medidas
preventivas e as emergenciais;
4. Destinar recursos suficientes no Orçamento da União para ampliar a atual
capacidade de atendimento das situações emergenciais;
5. Reestruturar a Defesa Civil, com capacidade própria de geração de dados, profissionais capacitados, sistema de alerta e atuação conjunta com Estados e Municípios, com participação e mobilização da sociedade civil em todos osníveis, para atuar em áreas de risco e em favor da população atingida;
6. Elaborar um Plano Nacional de Prevenção de Desastres, bem como mapas
nacional, regionais e municipais de risco;
7. Criar instâncias com participação da sociedade civil para monitorar e acompanhar as iniciativas em favor dos atingidos, até que estes reconstruam suas condições de vida, assim como a reconstrução imediata dos equipamentos públicos danificados;
8. Estabelecer uma plataforma nacional para a redução do risco de desastres,
baseada no Marco de Ação de Hyogo, tratado internacional assinado pelo Brasil, com ênfase no conhecimento do risco e medidas preventivas;
9. Implementar o Conselho Nacional de Defesa Civil, de caráter consultivo e deliberativo, com a participação da sociedade civil.
10. As candidatas e os candidatos também se comprometem, uma vez eleito ou eleita, a se reunir com o Grupo de Trabalho no início de sua gestão a fim de discutir um programa de ação visando a implementação destes compromissos,bem como iniciar o processo de avaliação e implementação das diretrizes e recomendações da 1ª Conferência Nacional de Defesa Civil, realizada em
março de 2010; Ao receber este documento, comprometo-me em considerá-lo na elaboração do
Programa de Governo caso eleito(a) para governar o Brasil na gestão 2011-2014.
Brasília, de de 2010
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Assinatura
Quem Somos
Grupo de Trabalho Situações de Emergências Socioambientais
O GT foi criado em 2010 pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em atendimento a demandas da sociedade civil. A Comissão incorporou essa temática entre suas ações continuadas porque situações de emergência tornam vulneráveis a dignidade e os direitos humanos de grandes contingentes da população, merecendo tratamento prioritário. Participam do GT, além dos deputados integrantes da Comissão, as entidades civis a seguir
relacionadas:
ANADEP – Associação Nacional dos Defensores Públicos
Cáritas Brasileira
CDHM - Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados *
CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social [Pastorais Sociais - CNBB, Comissão Água e Meio Ambiente - CNBB, Cáritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Centro de Assessoria de Iniciativas Sociais (CAIS), Movimento de Educação de Base (MEB), FIAN-Brasil, FASE, Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento de Trabalhadores Sem-Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina, Jubileu Sul e PACS] INESC - Instituto de Estudos Sócio-Econômicos
MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
PFDC – Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal.


COMENTÁRIOS
"sou de uma associacao de moradores itapoa-SC ,estamos a em area de mata atlantica a beira mar,aqui ainda tem areas bem cuidadas,so nao sei ate guando.Ha 3 anos tentamos criar o Nudec, mas nao esta facil,estivemos no 5 defencil SP,percebi que e'geral os problemas ,estamos totalmente despreparados para gualquer tipo de emergencia.Guando e'que veremos nos planos de governo projetos para a unidade da segurança publica, e recursos pra a prevençao e educação(criando comunidade seguras)"