IMPOSTOS EM SÃO PAULO

domingo, 16 de janeiro de 2011

MUDANÇAS TAMBÉM NO COTROLE SOCIAL EM VISTA DA INCONTROLAVEL FORÇA DA NATUREZA. COMENTÁRIOS DO PROFESSOR EDUARDO STOTZ DO CENTRO DE ESTUDOS "VITOR MEYER"


 Repasso uma correspondência do Prof.Eduardo Stotz para a Rede de Educação Popular em Saúde. Já destaquei para mim os pontos que achei de profunda relevância. Penso que todos nós podemos refletir sobre  este assunto.

- Amigos e amigas, envio alguns comentários a respeito da situação que atinge duramente a região serrana do estado do RJ. Esta mensagem foi enviada para um amigo que se encontra nos EUA, que vive um dos seus piores invernos. Claro, os eventos extremos se tornaram mais frequentes, são provavelmente o indicador da forma assumida pelo aquecimento global nesse momento. Dado que o controle da natureza é impossível, o que se pode -- e deve -- fazer é modificar a forma de controle social. O que requer uma difícil, complexa e longa luta política a ser desenvolvida.
 Analisemos brevemente o retrato da catástrofe deste verão de 2011 na região serrana do estado do Rio de Janeiro. As imagens, como sempre, dão uma idéia da tragédia, mas o cotidiano é sempre muito pior. Há falta de água, de comida, de assistência médica num contexto em que as pessoas estão desorientadas e desesperadas.
 Uma apreciação a partir das notícias permite constatar a recorrência histórica dos mesmos velhos e conhecidos problemas. Com exceção dos proprietários de casa e veranistas que estavam em áreas como o Vale do Cuiabá, a quase totalidade das vítimas fatais e não fatais das catástrofes na zona serrana é composta de pessoas pobres. Quanto maior a pobreza e o isolamento social, menos de sabe do que se passa, como ocorre na zona rural onde muitos pesquiadores da área da Saúde Coletiva tem realizado seu trabalho de campo há anos, preocupados com a questão dos agrotóxicos. A imagem humana da tragédia que chega de lá está nessa foto da Folha de São Paulo de hoje, que vocês pode acessar no link http://www1.folha.uol.com.br/fsp/
 A análise das causas sociais também é uma iniciativa da Folha em sua edição de hoje, diante da omissão da imprensa carioca para apontar os responsáveis pelos loteamentos irregulares, em áreas de risco, etc. Estudos da UERJ desde 2008 encomendados pela Secretaria estadual do Meio Ambiente e ações da promotora Anaíza Helena Malhardes Miranda em Teresópolis são apontados pela reportagem como exemplos de que havia a possibilidade de atitudes preventivas e/ou corretivas. Nomes são citados, como o do ex-prefeito mafioso Mario Tricano e do grileiro urbano Maximiano Alves, "proprietário do bairro de Caleme", uma das áreas onde a catástrofe foi maior. O sistema é complexo, mas sabemos que a pobreza na base e  inexistência de um sistema de prevenção no topo dão o cotorno de sua forma aproximada.  

A destruição das propriedades dos mais ricos pode abrir espaço para o questionamento de aspectos dessa estrutura. O fato do Rio de Janeiro sediar Copa do Mundo e Jogos Olímpicos pode influenciar também. Contudo, duvido que se mexa embaixo. É mais fácil e barato intervir no topo. Os pobres poderão perder tudo novamente, mas pelo menos não contarão mais na mortalidade por causas externas. (Não é assim na Bélgica? Muitos pensam: por que teremos de ser comparados sempre ao Haiti ou aos países africanos?)
 Assim, nova presidenta diz que não vai, mas é enorme a possibilidade de que, passado o verão,  (quase) tudo continuará como dantes no  quartel de Abrantes.
 De meu lado, penso que a catástrofe também pode abrir espaço para outras alternativas, como a da emergência de movimentos sociais dos moradores, técnicos e pesquisadores capazes de romper o isolamento em que se encontram as vítimas e colocar em questão este modo de adiar o enfrentamento dos problemas estruturais. Eduardo Stotz 
Centro de Estudos Victor Meyer 
http://www.centrovictormeyer.org.br/

VER MAIS EM:

 http://contextolivre.blogspot.com/2011/01/inundacoes-nao-sao-provocadas-pelo.html
AVISO IMPORTANTE:
AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE
O Ministério da Saúde disponibiliza o cadastro de voluntários para socorro às vítimas da catástrofe ocorrida no Estado do Rio de Janeiro. Os interessados devem se cadastrar no site:
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=5781

PS: Os profissionais serão chamados conforme a necessidade de seus serviços.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SOLIDARIEDADE PLANETÁRIA

Região Serrana do Rio de Janeido
"Um momento de oração  em nome dos que estão perdendo, em minutos, vidas, projetos de vida, lares, sentido de viver. Precisamos, todos, mudar nossa relação com a Terra, nossa casa maior. Pelo que se sabe, retornarmos a um ponto de conforto, de estabilidade e capacidade de auto-regulação, não será mais possível. Mas, podemos minorar os dramas e recuperar muito, se assim assumirmos como importante.Reciclar,  reutilizar, recuperar.Plantar.Cuidar. AbraçoInez Maria Inez Padula Anderson.Médica

SÃO PAULO 7 DE JANEIRO 2011
SOLIDARIEDADE
Cruz Vermelha recebe doações de roupas e alimentos e o HEMORIO doação de sangue. Dinheiro também pode ser depositado para ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana do estado. AJUDA Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio vai enviar caminhões-pipa aos município de Teresópolis e Friburgo, que sofrem com problemas na distribuição de água. O Ginásio Esportivo Pedro Jahara, em Teresópolis, tornou-se, do dia para a noite, o lar os sobreviventes do maior desastre natural da história da cidade. O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (Hemorio) faz campanha para doação de sangue para que seja enviada às cidades atingidas pelas chuvas. O Hemorio fica na Rua Frei Caneca, 8, no centro da capital fluminense, e funciona das 7h às 18h, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados. Telefone para casos de dúvidas é 0800-282-0708.
A Cruz Vermelha do Rio recebe donativos para os desabrigados na sede da entidade, na Praça Cruz Vermelha 10, no Centro do Rio. Os itens de maior necessidade são água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e de banho e cobertores. A Prefeitura de Teresópolis abriu uma conta bancária para receber doações. A “SOS Teresópolis – Donativos” está disponível na agência 0741 do Banco do Brasil e o número da conta é 110000-9.
SERVIÇO
DOAÇÃO DE SANGUE
HemoRio
Rua Frei Caneca, 8, Rio de Janeiro, Centro Telefone: 0800-282-0708
DOAÇÃO DE DINHEIRO
“SOS Teresópolis – Donativos”
Banco do Brasil Agência 0741-2 -Conta Corrente: 110000-9
DOAÇÃO DE ALIMENTOS E ROUPAS
Cruz Vermelha
Praça Cruz Vermelha 10 - Centro do Rio

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NÚMERO CABALÍSTICO 11-1-11... UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA EM SÃO PAULO-CAPITAL ! A MESMA CIDADE QUE SERVIU DE CENÁRIO PARA O FILME "ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA" de F.MEIRELLES

ONZE DE JANEIRO DE 2011
A TRAGÉDIA ANUNCIADA
"O CLIMA JÁ MUDOU EM SÃO PAULO"

Numa quinta feira de novembro de 2010, exatamente dia 25 de novembro de 2010,a  jornalista Marina Tavares escreveu, com este título:"O CLIMA JÁ MUDOU EM SÃO PAULO", no BLOG  DO PROGRAMA  CIDADES E SOLUÇÕES:( veja a matéria)
http://globonews.globo.com/platb/cidadesesolucoes/2010/11/25/o-clima-ja-mudou-em-sao-paulo/
"No segundo programa da série especial sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil, mostramos o plano de ação montado para que São Paulo evite os piores cenários do aquecimento global. O aumento da temperatura nos últimos anos e as chuvas intensas mostram que a cidade já está sofrendo com as mudanças climáticas.Conheça o supercomputador climático que está sendo montado em Cachoeira Paulista, SP. Com ele, o Brasil torna-se o 6º país do mundo em capacidade de realizar previsões de alto nível em seu próprio território. E os bastidores do recém-criado Painel Brasileiro de Mudança Climática, que reúne 200 cientistas: ver Cidades e Soluções, Vídeos, clima tags ciência do clima"
           Mais uma vez São Paulo PAROU!  Seguradoras não vão mais pagar os danos causados pelas enchentes. O Governador recém eleito do Estado de São Paulo, doa R$ 1.000,00 aos afetados pelas enchentes. Transportes de todas as espécies - sobre pneus - estacionam se ao longo das rodovias que dão acesso a cidade. Vindos de Brasília, onze caminhões lotados com presentes de chefes de Estado ao ex Presidente da República Lula, em caravana, tentam entrar em São Paulo no dia 11-1-11.
Área de Mineração Foto Folha de SP
Mineradoras no Vale do Rio Paraíba do Sul, no Estado de S.Paulo, avançam sobre reservas florestais, numa atividade IRREGULAR  causando, não só inundações, mas uma infiltração  poluidora no Rio Paraíba do Sul, nas regiões já abandonadas pelo extrativismo de areias.Como diz um dito popular chines: "As Caravanas passam e os cães ladram!!!!"                                                         Odila Fonseca

MEMÓRIA DO BLOG

Sta Catarina- Enchentes de 2008

Em 2008, este Blog colocou a mensagem " ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA". Na verdade eu acabara de assistir ao Filme de Fernando Meirelles que havia sido  lançado no Brasil. A difícil adaptação do livro de José Saramago "ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA"  me fez ver que nossas tragédias planetárias são atemporais.  Eu falava da enorme castrofe televisada em Sta Catarina. Nossa amiga e companheira de curso (que gerou este BLOG), Sheila Ceccon, nos escreveu uma carta e na ocasião a ex Senadora Marina da Silva havia escrito também uma carta: Podemos ve las no nosso arquivo:
 1- http://educomambiental.blogspot.com/2008/12/ensaio-sobre-cegueira-conta-histria-de.html
 2- http://educomambiental.blogspot.com/2008/12/duas-professoras-e-dois-dilogos-sobre.html
 3- Em setembro de 2008 o BLOG http://www.ilhasrioparaiba.blogspot.com/  já pedia um SOS ao Rio Paraíba do Sul
 Depois,na seqüencia vieram as cidades do Rio,Niterói e outras do nordeste....

domingo, 9 de janeiro de 2011

POR QUE MORREM AS ABELHAS? A QUEM INTERESSA O USO EM LARGA ESCALA DE AGROTÓXICO?

Foto: N. Roddis-Reuteurs
Censo Agropecuário mostra que 56% dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não receberam orientação técnica.Confira artigo de Raquel Maria, para a revista do MST.O Censo Agropecuário de 2006, divulgado apenas em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou alguns dos impactos do uso de agrotóxicos em larga escala no Brasil.O país é o que mais utiliza produtos químicos no campo, e quem os administra são trabalhadores que, em sua maioria, não foram capacitados para essa ativividade insalubre.
Contexto
Desde o começo da Revolução Verde, tem-se debatido o uso de agrotóxicos e suas implicações para o ambiente e a saúde humana. Ao que tudo indica, caminhamos para a aceitação de sua utilização, estabelecendo regras que garantam a proteção das diferentes formas de vida expostas aos biocidas – seria o paradigma do uso seguro, também aplicável a outros agentes nocivos, como o amianto.A legislação brasileira para a regulação dos agrotóxicos se constrói sob o paradigma do uso seguro. A Lei n° 7.802/89 e o Decreto nº 4.074/2002 atribuem aos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde a competência de “estabelecer diretrizes e exigências objetivando minimizar os riscos apresentados por agrotóxicos, seus componentes e afins” (Art. 2º, inciso II). Entre elas estão a obrigatoriedade do registro dos agrotóxicos, após (re)avaliação de sua eficiência agronômica, sua toxicidade para a saúde e sua periculosidade para o meio ambiente; o estabelecimento do limite máximo de resíduos aceitável em alimentos e do intervalo de segurança entre a aplicação do produto e sua colheita ou comercialização; a definição de parâmetros para rótulos e bulas; a fiscalização da produção, importação e exportação; as ações de divulgação e esclarecimento sobre o uso correto e eficaz dos agrotóxicos; a destinação final de embalage ns etc.
No que diz respeito aos trabalhadores, o Ministério do Trabalho determina que os empregadores realizem avaliações dos riscos para a segurança e a saúde e adotem medidas de prevenção e proteção. Esta Norma (NR 31 da Portaria 3214/78) sublinha ainda o direito dos trabalhadores à informação, ao determinar que sejam fornecidas a eles instruções compreensíveis sobre os riscos e as medidas de proteção implantadas, os resultados dos exames médicos e complementares a que foram submetidos assim como das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho etc.
Sustentável?
Mas no contexto em que vivemos hoje é possível fazer valer o uso seguro dos agrotóxicos? 
Vejamos alguns dados.
Em primeiro lugar, é preciso saber a magnitude do uso do agrotóxico no Brasil: somos o país que mais consumiu químicas agrotóxicas no mundo em 2008. Foram 673.862 toneladas – o que corresponde a cerca de 4 quilos de agrotóxicos por habitante. Isto rendeu US$ 7,125 bilhões para a indústria química (Sindag, 2008). São 470 ingredientes ativos, apresentados em 1.079 produtos formulados (Meirelles, 2008).
Diante desse quadro, para garantir o uso seguro dos agrotóxicos, seria preciso fiscalizar 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários, que ocupam uma área correspondente a 36,75% do território nacional. São 16.567.544 pessoas dedicadas ao setor – incluindo produtores, seus familiares e empregados temporários ou permanentes –, o que corresponde a quase 20% da população ocupada no Brasil. Além deles, também seria necessário acompanhar a proteção dos trabalhadores nas categorias de usos não agrícolas, como os comerciantes destes produtos e os funcionários das fábricas. Isso, claro, sem mencionar os moradores do entorno das indústrias e todos os consumidores de alimentos, que podem ser contaminados com doses diárias de veneno.
É nessa hora que pesam as deficiências das políticas públicas. Não faltam exemplos sobre as dificuldades de implementação do receituário agronômico ou notícias sobre o uso de produtos ilegais. Mais que isso, há que considerar as condições políticas para adotar a legislação reguladora: tome-se aqui, por exemplo, a ação incisiva do segmento ruralista no sentido de dificultar a reavaliação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de agrotóxicos já banidos por diversos países, inclusive a China – como é o caso do metamidofós e do paration metílico.
Qualificação profissional
Além disso, outra dificuldade para adotar medidas mitigadoras de risco e protetoras da saúde que é, de acordo com o IBGE, a grande maioria dos produtores rurais é analfabeta e mais de 80% têm baixa escolaridade. Há também um recorte de gênero: entre as mulheres, que respondem por cerca de 13% dos estabelecimentos agropecuários, o analfabetismo chega a 45,7%, enquanto entre os homens, essa taxa é de 38,1%. As regiões Norte (38%) e Nordeste (58%) concentram os maiores percentuais. Não se pode considerar a priori que baixa escolaridade signifique pouco conhecimento: há extenso e fecundo saber popular e tradicional entre os diferentes grupos de trabalhadores do campo, mas não exatamente em relação aos agrotóxicos, produto da civilização ocidental urbano-industrial.Agravando esta condição de vulnerabilidade, acrescente-se que há mais de 1 milhão de crianças com menos de 14 anos de idade ocupadas com a agropecuária e quase 12 milhões de trabalhadores temporários, o que dificulta a capacitação e o acúmulo de experiência profissional.Outro dado importante é que a assistência técnica continua muito limitada, sendo praticada em apenas 22% dos estabelecimentos – aqueles cuja área média é de 228 hectares. O Censo Agropecuário de 2006 mostra que mais da metade dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica (785 mil ou 56,3%). O pulverizador costal, que é o equipamento de aplicação que apresenta maior potencial de exposição aos agrotóxicos, é o utilizado em 973 mil estabelecimentos. As embalagens vazias são queimadas ou enterradas em 358 mil estabelecimentos e 296 mil estabelecimentos não utilizaram nenhum equipamento de proteção individual. E nos que utilizaram, a maioria adotou apenas botas e chapéu.
“Uso seguro”
Para implementar de maneira consequente e responsável o paradigma do “uso seguro” dos agrotóxicos, seria preciso conceber um vultoso e complexo programa, que incluiria a alfabetização dos trabalhadores; a sua formação para o trabalho com agrotóxicos; a assistência técnica; o financiamento das medidas e equipamentos de proteção; a estrutura necessária para o monitoramento, a vigilância e assistência pelos órgãos públicos; e a ampliação da participação dos atores sociais no processo de tomada de decisões, entre outros. 
Quanto tempo, recursos e vidas demandaria isso?
A intervenção para o uso seguro teria ainda que desenvolver estratégias específicas para os diferentes contextos em que o risco se materializa, considerando, por exemplo, que apenas a soja consumiu a metade destas 673 mil toneladas, seguida pelo milho com 100 mil e a cana com 50 mil toneladas. Ou seja, só nestes cultivos do agronegócio já teríamos cerca de 70% do consumo de agrotóxicos no país. Quais as estratégias para viabilizar o uso seguro neste setor?
Talvez caiba aqui a analogia do “brinquedo perigoso demais para ficar na mão de criança”: precisamos reconhecer que, por enquanto, não temos condições de fazer o uso seguro. E como as consequências dos agrotóxicos para a vida também são graves, extensas, de longo prazo e algumas irreversíveis ou ainda desconhecidas, não seria o caso de priorizar a eliminação do risco, como quer a legislação trabalhista? Não estaria na hora de ouvir ambientalistas, movimentos sociais, trabalhadores e profissionais de saúde que vêm, há décadas, falando e fazendo agroecologia?
Raquel Maria Rigotto
* Médica, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC. Coordenadora do Núcleo TRAMAS. 
Conselheira Titular do Conselho Nacional de Saúde, representante FBOMS (Fórum de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento). 
E para quem quiser ver o efeito dos agrotoxicos sobre as abelhas clique aqui
2-PARA ENTENDER A DIOXINA click abaixo
2-http://www.gpca.com.br/gil/art96.htm  

Ribeiro de Almeida
Olá Odila, tudo bem?
Podemos conversar com o pessoal da Zoologia do Instituto de Biologia. Acredito que além da poluição química, há uma nova poluição, a poluição eletromagnética (telefones celulares, internet sem fio; TV Digital, etc). Vej
a o artigo abaixo do jornal ingles:http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1548692/Bees-killed-by-mobile-phone-signals.html
Isso explicaria os efeitos recentes, visto que a poluição química vem desde a Revolução Verde (década de 50).Um forte abraço,Celso(*)

(*) Celso Ribeiro de Almeida é Professor de Pós-Graduação do Curso “Ecologia e Gestão Ambiental”  do CEUNSP

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

QUANDO TUDO NO ENTORNO COMEÇA A MORRER É POR QUE NOSSA VIDA ESTÁ AMEAÇADA - PARTE II

 Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.
Vários
estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo. Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:
https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl
As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.
Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas -
algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro. Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".
Temos de fazer ouvir
as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:
https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl
Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.
Com esperança,
Alex, Alice, Iain, David e todos da Avaaz 

MEMÓRIA DO BLO - Veja na postagem
 http://educomambiental.blogspot.com/2010/12/nossa-sobrevivencia-depende-da.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FORUM SOCIAL MUNDIAL_2011 - EXTENDIDO-click no título


Participe a Distância entrando no site http://openfsm.net//projects/fsm-extendido/project-home

Este é o primeiro comunicado de convite para o IX Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA), que ocorrerá em janeiro de 2011 no Brasil, em São Paulo.
No último ELAOPA se escolheu São Paulo para ser o local do IX encontro, como forma de incentivar uma maior participação de organizações do norte, nordeste e centro-oeste do Brasil e também das organizações mais ao norte da América Latina.
O ELAOPA ocorre desde 2003 e, nas edições anteriores, contou com a participação de organizações populares autônomas do Uruguai, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Honduras, Peru, México e Espanha.
Ocorrerá em 22, 23 e 24 de janeiro, na cidade de Jarinú, Grande São Paulo, no Centro de Formação Cidade Campo (CFCC) do MST


inscrições e informações em http://www.elaopa.org/
 http://video.msn.com/?mkt=pt-br&vid=0d8d2204-b091-42eb-bde1-b881ce537139&src=SLPl:share:blogger&from=sharepermalink-blogger

sábado, 1 de janeiro de 2011

PRIMEIRO DIA DE UMA NOVA DÉCADA_1-1-11

Dilma em revista as tropas
HOJE É UM NOVO DIA, DE UM NOVO TEMPO QUE COMEÇOU... VAMOS GUARDAR O DISCURSO DE COMPROMISSO DA PRESIDENTA DILMA
Baixe o áudio do discurso de Dilma ao Congresso .Um inesquecível 1º de janeiro !
DISCURSO DE POSSE: (Gentileza do Professor Heleno Corrêa,que dançou,cantou e vibrou na praça dos TRES PODERES!)
"Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
 "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"(Presidenta Dilma Rousseff, no discurso de posse no Congresso Nacional; 01/01/2011

AS 13 DIRETRIZES DO GOVERNO DILMA.

ENTRE ELAS, 'FAVORECER A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA'

1-Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e socialmente. 2-Crescer mais, com expansão do emprego e da renda, com equilíbrio macroeconômico, sem vulnerabilidade externa e desigualdades regionais. 3- Dar seguimento a um projeto nacional de desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil. 4-defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável.5 -Erradicar a pobreza absoluta e prosseguir reduzindo as desigualdades. Promover a igualdade, com garantia de futuro para os setores discriminados na sociedade. 6- O Governo de Dilma será de todos os brasileiros e brasileiras e dará atenção especial aos trabalhadores. 7- Garantir educação para igualdade social, a cidadania e o desenvolvimento. 8- Transformar o Brasil em potência científica e tecnológica. 9 -Universalizar a Saúde e garantir a qualidade do atendimento do SUS. 10 -Prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros. 11-Valorizar a cultura nacional, dialogar com outras culturas, democratizar os bens culturais e favorecer a democratização da comunicação. 12- Garantir a segurança dos cidadãos e combater o crime organizado.
13- Defender a soberania nacional. Por uma presença ativa e altiva do Brasil no mundo.( www.presidencia.gov.br/ )
COMENTÁRIOS 
Minha homenagem a um dos membros de minha família torturado e  morto pela ditadura militar
Gentileza de Maria Sylvia Nogueira de Toledo ( Brasil) do levantamento da  minha ÁRVORE DA VIDA: " LUTOU E MORREU PARA LIBERTAR O BRASIL DA DITADURA MILITAR DO GOLPE MILITAR DE 1964"

 
Foto retirada dos arquivos do DOPS ( Dep.da Ordem Pública e Social) CARLOS EDUARDO PIRES FLEURY,Companheiro de Frei Tito e outros. Preso na fronteira com o Paraguai, ao retornar ao Brasil,depois de ter sido negociado diante do episódio da troca de prisioneiros políticos e o embaixador da Alemanha no Brasil:von Holleben.
Valeu primo!  Continuamos por aqui.!!!! Odila Fonseca
HOJE DIA 22 DE JANEIRO DEU NA REVISTA "CARTA O BERRO"
SOB O TÍTULO " PARA NÃO ESQUECER JAMAIS" 
Militante do MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO POPULAR  (MOLIPO).
Nasceu em 5 de janeiro de 1945, em São Paulo, capital, filho de Hermano Pires Fleury Jr. e Maria Helena Dias Fleury.Foi morto aos 26 anos. Estudante de Filosofia da Universidade de São Paulo e do curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica.Preso em setembro de 1969 e, banido do Brasil em junho de 1970, juntamente com outros 39 presos políticos, quando do seqüestro do embaixador da Alemanha no Brasil, von Holleben.Em 1971, retornou ao Brasil clandestinamente e foi morto em condições não esclarecidas, no dia 10 de dezembro do mesmo ano.Seu corpo foi registrado no IML/RJ com o nome falso de Nelson Meirelles Riedel, professor, de 26 anos, pela Guia n° 235, da 23ª D.P.A necrópsia afirma que "foi encontrado morto no interior de um veículo", tendo sido baleado. Foi assinada pelo Dr. Elias Freitas; não havendo nome do 2° legista.Fotos de perícia de local do ICE/RJ, mostram Carlos Eduardo baleado no banco traseiro de um carro Dodje Dart CB4495. O laudo de perícia de local indica morte violenta (homicídio), ocorrida na Praça Avaí, n° 11, no Bairro de Cachambi.O cadáver de Carlos Eduardo foi retirado do IML por seu irmão, Paulo Pires Fleury, sendo sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo, por seus familiares.No arquivo do DOPS/SP foi encontrada a seguinte informação, de n° 850, do Ministério da Aeronáutica-4ª Zona Aérea, datada de 2 de dezembro de 1971, oito dias antes de sua morte:"traz ao nosso conhecimento, entre outras coisas, que através de reconhecimento fotográfico, foram identificados diversos banidos já em atividades no Brasil, entre os quais Carlos Eduardo Pires Fleury."A nota oficial divulgada pelos órgãos de segurança dizia que a morte de Fleury, ocorrida em tiroteio no bairro de Caxambi, teria sido por volta de 4 horas da madrugada. Mas, para quem conhecia os hábitos de Fleury, é difícil acreditar nessa possibilidade, principalmente porque estava vivendo em total clandestinidade. A notícia não dava conta da existência de outros militantes no tiroteio, o que não esclarece como estaria Fleury sentado no banco traseiro de um carro (onde ele aparece morto) se não havia ninguém que dirigisse tal carro.O relatório do Ministério da Aeronáutica mantém a mesma versão dizendo que foi alvejado e faleceu posteriormente no dia 10 de dezembro de 1971.

OUTRO COMENTÁRIO
Ananyr - apf@portoweb.com.br -
  (Rede de Educação Popular em Saúde) disse: 
 Odila,Pela primeira vez tive a oportunidade de visitar o blog e assisti ao vídeo "A maior flor do mundo". Maravilhoso pela delicadeza do Saramago, pela universalidade do tema e pela dedicação de quem colocou a técnica a serviço da sensibilidade. Acho que é disso que precisamos no mundo - tecnologias duras e leves criando uma vida melhor para tod@s.Feliz 2011, 12, 13, 14...Ananyr Porto Fajardo Porto Alegre, Brasil  :
Para acessar o vídeo comentado : http://www.youtube.com/watch?v=-KTL94Rl7CI  ou verificar na coluna a direita

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MANIFESTO DOS MORADORES DA JURÉIA SP_parte 2

Caros Amigos, em primeiro lugar um feliz 2011! O Manifesto dos Moradores da Juréia foi muito bem sucedido. Por sorte e pelo extremo bom senso dos comandantes das forças policiais, presentes no manifesto, não ocorreu nenhuma violência.Mas não podemos deixar de dar um depoimento que em toda a história da Juréia nunca houve uma ação tão ostensiva de alguns Vários dos manifestantes foram abordados por alguns policiais os quais pediam os documentos para fazer um Boletim de Ocorrência, causando um momento de tensão, só houve uma pausa quando da interferência do comando do policiamento. SOMOS EXTRATIVISTAS!
 AGRICULTORES,COMUNIDADES TRADICIONAIS NÃO SOMOS BANDIDOS!!!
A presença do comando com certeza evitou cenas de conseqüências imprevisíveis, mas podemos claramente acusar uma política de meio ambiente equivocada do Governo do Estado de SP. MEIO AMBIENTE É VIDA NÃO VIOLÊNCIA, REPRESSÃO. O Governo, com esta atitude, na contra mão dos processos de democracia participativa, construídos nesses 30 anos, nos fez sentir a mais profunda indignação semelhante a que sentíamos durante as manifestações durante a Ditadura brasileira.O manifesto transcorreu em ordem com os moradores abordando os carros e explicando a razão do manifesto.A comunidade, durante o manifesto,  reclamou da presença de uma empresa de Turismo com tres veículos sendo que 90 (um terço) de todos os visitantes diários (270) é transportado pela empresa ECOTUR . Esta empresa divulga nos jornais locais e realiza visitas com turistas em toda a Juréia. 
Enquanto a comunidade fica com os outros 180 visitantes atendidos sob as regras da Fundação Florestal. Isto é ilegal e socialmente injusto! Obrigado pela atenção e vamos esperar pelo próximo governo, torcendo que os processos sustentabilidade sócio ambientais e principalmente, os da democracia participativa, conquistada pela sociedade brasileira sejam valorizados e incentivados.
União dos Moradores da Juréia -UMJ
Dauro presidente –tel 13 8145 6662
Adriana- Vice presidente tel 13 9775 2903
Arnaldo tel 13 9707 5651 membro do Conselho de Representantes

COMENTÁRIOS: 
Ju disse...O Governo do Estado atua como violador de direitos humanos e promove o racismo ambiental. Ações que desconsideram a perspectiva das comunidades e que afastam a função social da terra são responsáveis pelos conflitos sócio-ambientais...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A NOSSA SOBREVIVÊNCIA : Quando tudo no entorno começa a morrer nossa vida está ameaçada

Por Fábio de Castro Agência FAPESPUma série de estudos realizados na Mata Atlântica indica que a defaunação – perda de mamíferos e aves devido à caça –, ao modificar as forças seletivas, pode desencadear rápidas mudanças evolucionárias. As pesquisas demonstraram que o processo gera novos impedimentos ecológicos para a população de plantas, afetando sua demografia ao aumentar a predação de sementes.Os estudos estão relacionados ao Projeto Temático “Efeitos de um gradiente de defaunação na herbivoria, predação e dispersão de sementes: uma perspectiva na Mata Atlântica”, financiado pela FAPESP e coordenado por Mauro Galetti, professor do Instituto de Biociências de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Galetti, que pesquisa o tema há cerca de 20 anos, apresentou alguns dos resultados do Projeto Temático durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right realizada este mês pelo Programa Biota-FAPESP em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). De acordo com Galetti, o Brasil tem 35% das espécies ameaçadas de mamíferos no mundo. A perda de habitat e a fragmentação da floresta são os principais fatores de ameaça, mas metade das espécies sofre com a caça. O tamanho do corpo é um dos preditores de ameaça de extinção. Segundo o cientista, a escala de defaunação é gigantesca em todo o mundo, chegando a 20 milhões de animais mortos por ano em regiões como a África central. “Verificamos que na Mata Atlântica do Estado de São Paulo há muita caça também. Um de nossos mestrandos entrevistou caçadores por um ano no Parque Estadual da Serra do Mar e constatou que 96 mamíferos haviam sido abatidos”,disse Galetti. É um número alto, considerando as características da região, segundo ele. Em um Projeto Temático anterior coordenado por Galetti, sobre a conservação de grandes mamíferos, os dados da Mata Atlântica foram comparados com os da Amazônia, indicando a abundância no número de espécies de mamíferos no primeiro bioma. A abundância de mamíferos na floresta contínua com pouca caça na Mata Atlântica é muito maior do que em locais com caça. No caso da queixada (Tayassu pecari), por exemplo, a abundância é 30 vezes menor em áreas com caça. Os mamíferos são responsáveis por pelo menos 30% da dispersão das cerca de 2,5 mil espécies de plantas na Mata Atlântica. Mas isso corresponde a um processo complexo que envolve os efeitos da presença de animais de diversos tamanhos com inúmeras relações com as espécies vegetais. “Desenvolvemos um modelo de redução de megaherbívoros para estudar esses efeitos. Conforme aumentamos a perturbação no modelo, as populações de grandes mamíferos entraram em colapso. Mas, por outro lado, as populações de mamíferos de médio porte chegam a aumentar em áreas perturbadas”, disse. O modelo, segundo ele, aponta um aumento quase linear na abundância de roedores quando há uma perturbação que leva as populações de grandes mamíferos ao colapso. “Esse modelo já foi testado experimentalmente na savana africana, na observação da abundância de ratos em áreas com e sem elefantes. Quando não há elefantes, a população de ratos aumenta muito”, contou. Na savana africana, no entanto, há apenas um roedor. Na floresta tropical, com diversidade muito maior de pequenos mamíferos, os processos são mais complexos. O grupo de Galetti realizou um estudo comparando a abundância de pequenos mamíferos em duas áreas separadas por uma distância de 15 quilômetros. Ambas apresentavam uma diferença considerável quanto à biomassa de mamíferos. “A riqueza de espécies nas duas áreas era exatamente igual. Mas há uma estrada que passa entre as duas áreas e, de um lado, o ambiente é dominado por queixadas, enquanto do outro lado predominam os esquilos. Com exceção dessa característica, que resulta em uma diferença na biomassa dos mamíferos, as populações de animais nas duas são muito semelhantes”, explicou. Duas tecnologias foram usadas para avaliar os mamíferos: as armadilhas de interceptação e queda conhecidas como pitfall traps e as armadilhas do tipo live trap. A primeira mostrou mais eficiência para registrar as diferenças na abundância dos animais. “Avaliamos se a diferença de abundância das duas espécies nas duas áreas poderia ser decorrência da abundância de cobras, mesopredadores, limitação de recursos e de microhabitat. Mas tudo isso foi rejeitado como hipótese alternativa. A hipótese que estamos aceitando é que a presença da queixada afeta a abundância de pequenos roedores”, disse Galetti. Dispersão modificada De acordo com o coordenador do Projeto Temático, espera-se que a predação de sementes seja maior em uma floresta com mais presença de roedores. “Testamos isso em um estudo com a palmeira Euterpe edulis, que é usada na produção de palmito. Ela tem suas sementes predadas por aves e muitas espécies de mamíferos. Escolhemos quatro áreas sem queixadas e três com queixadas para fazer o estudo”, contou Galetti. Os pesquisadores instalaram, nas áreas escolhidas, câmeras que permitem calcular o número de sementes predadas. “Nas áreas defaunadas, sem as queixadas, a predação de sementes por roedores cresce consideravelmente. Nos fragmentos defaunados só os roedores predam as sementes da palmeira, mas a proporção dessa predação é aumentada em seis vezes”, disse. Além do aumento na predação, as áreas defaunadas sofrem com maior dificuldade de dispersão das sementes, que é feita principalmente por animais que as ingerem e as regurgitam em outras partes da floresta. Em áreas não defaunadas, segundo Galetti, o maior dispersor das sementes do palmito é o tucano. Quando a área é defaunada, o maior dispersor são aves do gênero Turdus, que inclui o sabiá. O problema é que sua capacidade de dispersão não é a mesma, pois trata-se de uma ave sete vezes menor que o tucano. “As aves grandes consomem sementes maiores. Testamos isso com aves em cativeiro. Na área defaunada, há uma redução do tamanho das sementes dispersas. As plântulas que se originam das sementes grandes têm mais vigor e podem sobreviver mesmo depois de ser parcialmente predadas”, disse. Os estudos mostraram também que, nas áreas defaunadas, as sementes maiores apresentam maior chance de escapar da predação, devido à ausência de predadores de médio e grande porte. “Sementes menores sofrem maior pressão de predação”, disse Galetti.
Roseli B. Torres
Núcleo de P & D Jardim Botânico
Herbário IAC
Av. Barão de Itapura, 1481 - Guanabara
13020-902 - Campinas - SP - Brasil
tel. 55 (19) 3202 1811
rbtorres@iac.sp.gov.br

CARTA DE IGUAPE
Iguape 28 de dezembro de 2010
Caros amigos,encaminhamos convite para a manifestação da União dos Moradores da Juréia- UMJ em apoio à comunidade do Utinga Grande (Estação Ecológica da Juréia-SP)
LOCAL: ENTRADA DA ESTRADA PARA O GUARAÚ (FOLHA) PERUÍBE -SP
DATA : 29 DE DEZEMBRO DE 2010 (amanhã)
HORÁRIO: 07 hs 30 min
Justificativa
Pressionado por uma ação do Ministério Público, baixou a Portaria normativa FF nº 144/2010. que foi comunicada às comunidades em dezembro, (A ação do MP teve sentença no mês de setembro, havia tempo suficiente para varias discussões sobre o assunto).A Portaria foi criada sem bases, que impede e limita o corriqueiro acesso dos turistas à comunidade do Utinga Grande. Os comunitários se preparam durante o ano para receber os turistas neste final de ano e poder conseguir algum recurso.Todo seu esforço na compra de alimentação, etc será jogado no lixo.
A UMJ tentou por várias vezes uma conversa com o Diretor da Fundação Florestal, sem sucesso. (conforme anexo) Realmente parece uma PIADA o Estado não conseguiu cumprir sua função; preservar a Estação Ecológica da Juréia, e pior, levou a exclusão social todas as comunidades que vivem dentro dos limites da reserva, gerando medo, insegurança  e forçando as comunidades a migrarem para as periferias das cidades causando mais transtornos sociais.Os moradores da Juréia são agricultores, extrativistas, comunidades tradicionais que não receberam nenhum apoio ou ressarcimento pelos anos de impedimento de suas atividades e perseguição exercida das pelo Governo de SP nestes 25 anos de gestão PSDB sobre a ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA  JURÉIA.Trata-se de outro episódio deste Governo Estadual que demonstra completa ignorância aos processos de democracia participativa que este país esta vivendo.Por fim neste momento mundial de confraternização o Estado de São Paulo, representado neste ato pela Fundação Florestal do Estado, resolve no calar da noite impor uma portaria sem nenhuma discussão anterior. Atos como esse caracterizam estados tecnocratas, as ditaduras onde o ser humano, principalmente os excluídos são meros números estatísticos.BASTA NA POLÍTICA AMBIENTAL PAULISTA QUE CRIMINALIZA O AGRICULTOR, O PESCADOR E AS COMUNIDADES TRADICIONAIS.
PS. Nestes vinte e cinco anos de luta dos moradores da Juréia pela reclassificação da reserva para todas as comunidades. Realizamos dezenas de manifestos nunca houve um confronto com a polícia. É de responsabilidade deste Governo caso haja algum incidente de violência. Arnaldo das Neves Conselho de Representantes da União dos Moradores da Juréia- UMJ
 MEMÓRIA DO BLOG PÓS COP 16:
http://transnet.ning.com/profiles/blog/show?id=2018942%3ABlogPost%3A65662&xgs=1
xg_source=msg_share_post (copie e cole na barra de seu navegador)
SOBREVIVÊNCIA NECESSÁRIA
 http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/jacares+urbanos+dividem+espaco+com+a+populacao+em+manaus/n1237934289753.html
COPIE COLE NA BARRA SUPERIOR DE SUA INTERNET

Grupo de Sensibilização e observação NAS CAVERNAS DO PETTAR-SP 2007

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ATLAS TRAÇA FUTURO DO MEIO AMBIENTE NA AMÉRICA LATINA E CARIBE

Mapa combina 200 imagens de satélites com base de dados para mostrar impactos de danos à natureza na região.              Rádio ONU Manaus: impacto ambiental
Por Monica Villela Grayley - Rádio ONU
Um novo Atlas produzido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, Pnuma, destaca as principais mudanças climáticas e geográficas que estão ocorrendo na América Latina e Caribe. O mapa funciona como uma importante ferramenta para futuras medidas e políticas públicas, necessárias para um desenvolvimento mais sustentável na região. As imagens mostram a riqueza e diversidade do meio ambiente, ecossistemas, espécies e paisagens. Mas o Atlas também revela a pressão resultante dos modelos de desenvolvimento atuais.Apesar do crescimento econômico, o estudo mostra que esses modelos provocaram um impacto significativo na sociedade e no meio ambiente. As mais de 200 imagens de satélite, mapas e gráficos revelam claramente os efeitos da rápida urbanização atual, como no caso de San José, na Costa Rica. Os impactos das mudanças climáticas podem ser percebidos nas geleiras chilenas e argentinas da Patagônia. Já a devastação é evidente em países como Brasil, Bolívia, México, Guatemala e Haiti. Os efeitos das atividades de mineração são ilustrados em imagens de La Guajira, na Colômbia e Cerro de Pasco, no Peru. Imagens de alta resolução também mostram os estragos causados por desastres naturais, como o terremoto ocorrido no Haiti, em janeiro de 2010. O novo Atlas revela que o meio ambiente na América Latina e Caribe está se deteriorando. Além do desmatamento e urbanização descontrolada, a região também está perdendo a biodiversidade.
Para checar as imagens acesse: http://www.cathalac.org/lac_atlas/
Rádio ONU, parceira da EcoAgência e veja também:COP-16: Com o impasse de Cancún, cientistas abandonam a ilusão de um aquecimento global moderado
http://transnet.ning.com/profiles/blogs/cop16-com-o-impasse-de-cancun
 
MEMÓRIA DO BLOG

Rosecler Ravache(a esq) ,
 técnica de Atletismo,
Vanderlei
(Presidente do CEPE, campeão
PAROLÍMPICO BRASILEIRO DE
NATAÇÃO)
e Ana Teixeira técnica do
Raposas do Sul
Foto Samuel Lorenzetti

Em sete de outubro de 2010,convidamos através da postagem,  UMA VOTAÇÃO BEM (D)EFICIENTE PELA EXCELÊNCIA NO ESPORTE sua participação nesta atividade inclusiva.  Valeu muito o seu apoio!  Resultado SURPREENDENTE !!!  Concorrendo pela excelência no Esporte, em diversas categorias, o terceiro colocado foi o CLUBE CEPE - SC (Esporte Adaptado)   Na categoria  de melhor técnica(o),  ANA MARIA F.TEIXEIRA, do RAPOSAS DO SUL - CEPE (Basquete em Cadeira de Rodas) . Conseguiram chegar a finalíssima concorrendo com times e clubes da primeira divisão - como o FIGUEIRENSE  - RS (clube de futebol ) e ganhador do prêmio. Um terceiro lugar soa como uma grande superação. COMO UMA GRANDE VITÓRIA! OBRIGADA A TODOS em nome do CLUBE CEPE e dos atletas paradesportivos!!!!!! Parabéns ao técnico do Clube Figueirense - Marcio Goiano - pela conquista Visite site: http://www.cepe.esp.br/

Momento em que o Pró Reitor de
Extenção, da UNICAMP, Mohamed Habib
recebe o Presidente do CEPE,
Vanderlei Quintino
Foto de Samuel Lorenzetti
nov.2010

Ministro dos Esportes na abertura do Congresso Paraolímpico na UNICAMP-SP em novembro de 2010
Foto Samuel Lorenzetti

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O QUE É AUDIODESCRIÇÃO? Vale a pena entender os avanços da EDUCOMUNICAÇÃO através das linguagens que fazem A DIFERENÇA - click no título

Lívia Maria Villela de Mello Motta *.
O Que É Audiodescrição.
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas e outros, ouvindo o que pode ser visto. É a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido, o que abre muitas janelas do mundo para as pessoas com deficiência visual.
O que a Audiodescrição Possibilita?
Com este recurso é possível conhecer cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.
Desta forma, as pessoas com deficiência visual poderão freqüentar sessões de cinema, ir ao teatro e a outros espetáculos, visitar museus, exposições e mostras, atividades que, geralmente, não fazem parte do cotidiano destas pessoas; em primeiro lugar porque são artes que exploram os recursos visuais tanto na cenografia como na caracterização dos personagens e da época. Em segundo, porque a sociedade, em geral, impede o acesso das pessoas com deficiência a determinados espaços, confinando-as a conviver com seus pares em espaços especialmente destinados a elas, como as escolas especiais.Ainda é pequeno o número de ações que visam possibilitar o acesso das pessoas com deficiência a todas as atividades da vida diária, incluindo aqui as atividades sociais e culturais.
A Audiodescrição Informal.
A audiodescrição traz a formalidade para algo que era, anteriormente, feito informalmente, graças à sensibilidade e boa vontade de alguns. Isso acontece e acontecia quando as pessoas com deficiência visual, mais curiosas, começavam a fazer perguntas, tirar dúvidas, durante o filme, peças de teatro e outros tipos de espetáculo.Entretanto, nem todas as pessoas que os acompanham estão preparadas para prestar esse tipo de serviço, e, além disso, essas pessoas também querem assistir o filme ou espetáculo e, ter que dar informações adicionais, pode fazer com que a pessoa perca o fio da meada, deixe de entender determinadas coisas e cenas. 

A História da Audiodescrição.
Como uma atividade formal, ligada às artes visuais e ao entretenimento, entretanto, a audiodescrição é algo bem mais recente, tendo início nos anos 80 nos Estados Unidos e Inglaterra.
Audiodescrição no Teatro - Estados Unidos e Inglaterra.Nos Estados Unidos, teve início em 1981, em Washington DC, no Arena Stage Theater, como resultado do trabalho de Margaret e Cody Pfanstiehl. Eles fundaram um serviço de audiodescrição que promoveu a descrição de peças de teatro e, até o final dos anos 80, mas de 50 casas de espetáculo já tinham em sua programação algumas apresentações com descrição.Na Inglaterra, essa prática data também dos anos 80, tendo início em um pequeno teatro chamado Robin Hood, em Averham, Nottinghamshire, onde as primeiras peças foram narradas. Um dos mantenedores do teatro, Norman King, ficou tão impressionado com os benefícios das descrições, que incentivou a Companhia de Teatro Real of Windsor a introduzir esse serviço em uma abrangência maior. Instalaram, então, o equipamento para a transmissão simultânea para a audiência no Teatro Real, em fevereiro de 1988, com a peça "Stepping Out". Hoje, há 40 teatros no Reino Unido que oferecem, regularmente, apresentações com audiodescrição. É o país líder nesse setor, seguido pela França, com 5 teatros.
Audiodescrição no Teatro no Brasil.
No Brasil, a primeira peça comercial a contar com o recurso de audiodescrição foi "O Andaime", no Teatro Vivo, em março 2007. A segunda peça com audiodescrição, "A Graça da Vida", estreou em junho do mesmo ano, também no Teatro Vivo. O teatro dispõe de aparelhos de tradução simultânea e a audiodescrição é feita pelos voluntários do Instituto Vivo.
Audiodescrição na Natureza - Grupo Terra.

O projeto de inclusão cultural, que deu origem a este trabalho, foi elaborado por mim e por Isabela Abreu, ambas integrantes do Grupo Terra, ONG cujo objetivo é a inclusão social das pessoas com deficiência visual, pelo contato com a natureza. Foi nas atividades promovidas pelo Grupo Terra, passeios para lugares de extrema beleza, com estreito contato com a natureza, que pudemos perceber a necessidade de descrever as paisagens para as pessoas com deficiência visual, podendo, então, constatar a importância da descrição para uma participação mais plena nas atividades sociais e culturais, enfatizando o seu uso como prática nos passeios.
Audiodescrição no Cinema.
Também o cinema vem se beneficiando com a audiodescrição em vários países europeus. No Reino Unido, Chapter Arts Center, em Cardiff, foi o primeiro a fazer uso do recurso com tradutores ao vivo. Na França, a Fundação Valentin Haüy também começou a oferecer esses serviços. Na Europa e nos Estados Unidos, já são muitos os filmes que contam com o recurso.
Audiodescrição no Cinema - Brasil.
No Brasil, o primeiro filme, no circuito comercial, com audiodescrição foi "Irmãos de Fé", do Padre Marcelo, lançado em 2005. Outras iniciativas têm sido feitas, como o Clube do Silêncio, em Porto Alegre, que produziu alguns filmes curta-metragem com audiodescrição, além de trabalhos de pesquisadores, como a professora Dra. Eliana Franco, da Universidade Federal da Bahia, e o professor Dr. Francisco Lima, da Universidade Federal de Pernambuco. Ambos têm feito trabalhos importantes sobre a audiodescrição, sendo que a primeira com filmes e o segundo com mapas e recursos didáticos.Também o festival internacional de filmes sobre deficiência, o Festival Assim Vivemos , produzido por Lara Pozzobon, que acontece no Rio de Janeiro e em Brasília, nas salas do CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva em todos os filmes desde 2003. Graciela Pozzobon, atriz, é responsável pela audiodescrição em todos os filmes do festival.
Audiodescrição na Televisão.
Na televisão, o primeiro episódio envolvendo a audiodescrição aconteceu em 1983, na rede japonesa NTV. Nos anos 80, algumas experiências também foram feitas na Espanha, mas foi nos Estados Unidos que a audiodescrição decolou com programação produzida desde 1990 pela Media Access Group, o Descriptive Video Service.Esse serviço é patrocinado por doações e fundações, produzindo cerca de 6 a 10 horas de programação com audiodescrição por semana, que fica disponível em 50% das residências nos Estados Unidos. Estas transmissões são possíveis devido à presença de um canal secundário de áudio, a tecla SAP (secondary audio programme).
Novas Tecnologias.

A evolução da televisão digital e outras tecnologias do gênero mudarão o modo como as pessoas irão acessar a informação. À medida que as tecnologias vão abrindo novas portas, outras poderão se fechar para as pessoas cegas e com baixa visão, caso não sejam dados passos que assegurem meios alternativos de navegação e acessibilidade nesse novo ambiente.A figura do telespectador passivo está fadada a desaparecer. Em breve a televisão disponibilizará serviços interativos educacionais, comerciais, e de entretenimento para lares, salas de aula, locais de trabalho e a acessibilidade para todos é um fator que precisa ser levado em consideração.
Audiodescrição, Audiodescritores e Técnicas.
Os audiodescritores precisam de um curso de formação específico sobre o recurso que contemple informações sobre a deficiência visual, definição, histórico e princípios da audiodescrição, noções de sumarização e, principalmente, atividades práticas. Precisam, também, assistir a peça, filme ou espetáculo algumas vezes, antes de fazer a audiodescrição, para se familiarizar com o tema, personagens, figurino, vocabulário específico, autor e cenários.Outro aspecto importante é a elaboração de script para audiodescrição; um roteiro com tudo o que será inserido entre os diálogos, que, no teatro, costuma ser aprovado pelo diretor da peça, o qual verifica a coerência e fidelidade ao tema e linguagem da obra. As informações sobre as cenas não podem expressar opiniões pessoais do audiodescritor. É, portanto, um trabalho minucioso que exige tempo, dedicação, objetividade e, acima de tudo, preparação.O feedback das pessoas com deficiência visual que já experimentaram o recurso comprova a sua utilidade e eficácia - há um aumento significativo do entendimento, o que contribui para a inclusão social e cultural destas pessoas, ampliando, e muito, suas opções de lazer e cultura.
REFERÊNCIAS:
- CLARK, J. Accessibility options for blind and visually-impaired subscribers. 2002. Media Access. Toronto.
- FRANCO, E. P. C. Legenda e áudio-descrição na televisão garantem acessibilidade a deficientes. Cienc. Cult. [online]. Jan./Mar. 2006, vol.58, no.1 p.12-13.
- NAVARRETE, J. Seminario sobre Medios de Comunicación sin Barreras: Sistema Audesk: el fin de los susurros. 2005 - Universidad Cardenal Herrera-CEU. Facultad de Ciencias Sociales y Jurídicas. Valencia. ES.
- SNYDER, J. Audiodescription: access for all. In Disability World. Issue no. 25 September-November 2004.

* Lívia Maria Villela de Mello Motta tem mestrado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997) com foco na formação reflexiva de professores de inglês.
* doutorado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004), com trabalho sobre o ensino-aprendizagem de inglês para alunos cegos e com baixa visão.
* Tem experiência na área de formação de professores e coordenadores, atuando principalmente com os seguintes temas: ensino-aprendizagem, ensino-aprendizagem de inglês, inclusão escolar, inclusão cultural e inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência.


MEMÓRIA DO BLOG
Vale a pena conferir o BLOG :http://infoativodefnet.blogspot.com/  Reflexões amplas sobre deficiencias, Ecosofia,cinema e outros olhares.
COPIE E COLE O ENEDEREÇO OU VEJA NA COLUNA DOS BLOGS QUE ACOMPANHAMOS

ENCERRANDO A COP 16 - TENTATIVA DE APROVAR NOSSO CÓDIGO FLORESTAL COM URGENCIA GERA PROTESTOS

A tentativa de votar alterações no Código Florestal com urgência no Brasil ecoou em Cancún, durante a COP-16, Conferência do Clima. Além dos brasileiros presentes no evento se mostrarem contra a rápida aprovação, protestos de ONGs também chamaram atenção para o assunto.O jornal ECO, panfleto que circula pela COP e é feito por ONGs, criticou as alterações do código. Já o Greenpeace estendeu cartazes de protestos e trouxe um papai-noel que distribuiu mudas árvores para os participantes e dizia “Mudar o Código Florestal = Um Natal sem árvores”. Reportagem de Lilian Ferreira, do UOL Ciência e Saúde, em Cancún, (México)A ONG entregou ainda o prêmio “Motosserra de Ouro” para a senadora Kátia Abreu, “por sua defesa ferrenha de mudanças no Código Florestal, em prol de mais desmatamentos no Brasil”, de acordo com a organização.Abreu é a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e veio à COP para divulgar a ideia de que os fazendeiros brasileiros querem produzir sem desmatar a Amazônia e outros biomas.As alterações no Código Florestal, defendidas pela senadora, diminuiriam as áreas de preservação ambiental nas propriedades privadas e dariam anistia aos desmatadores, entre outras propostas.“A presidente Dilma Rousseff já afirmou que veta estas determinações se elas passarem pelo Congresso. A anistia dá a idéia de que quem cumpriu a lei é otário e para quem fez barbaridades está tudo bem. Não vejo como elas prosperarem”, explicou Carlos Minc, deputado estadual do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente.A atual ministra, Izabella Teixeira, também se mostrou contrária à aprovação em urgência do Código. “A proposta ainda não está madura para ser votada e causa impacto negativo.O Brasil tem condições de atualizar o código. A posição do governo é avançar nas discussões até chegar a um texto que atenda a todos os segmentos da sociedade”.A senadora Marina Silva, outra ex-ministra do Meio Ambiente, disse que o código não pode ser aprovado como está. “Mostraria uma posição esquizofrênica do Brasil. Para fora (para os estrangeiros) se mostra avançado, e para dentro é refratário”.Segundo estudo do Observatório do Clima, se aprovadas, as alterações provocariam a emissão de 25,5 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa em cerca de uma década, mais de 13 vezes o total do que o Brasil lançou em 2007. Isto colocaria a perder a meta brasileira de redução das emissões de 36% a 39% até 2020 sobre o que seria emitido se nada fosse feito.
EcoDebate, 09/12/2010
Tentativa de votar Código Florestal com urgência gera protestos na COP-16
Publicado em dezembro 9, 2010 by HC

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A AIDS: 2010 -click na Imagem


AFRICA (foto Bienal - SP)


Fotos tiradas pelo celular
BIENAL DE S.PAULO 2010








No mundo há mais de 33 milhões de pessoas contaminadas pelo virus HIV


No Brasil a maioria são mulheres recém casadas
Hoje é o dia INTERNACIONAL DE COMBATE A AIDS
(foto Bienal de SP-)