COMPARTILHO UMA ENTREVISTA DE MINHA PROFESSORA. PENSO QUE VALE A PENA NESTES TEMPOS ATUAIS NOS CERCARMOS DE MENTES ILUMINADAS
YOGA EM VOGA: YOGA EM VOGA ENTREVISTA – IZILDA BRAGA: HUMBERTO MENEGHIN YV – Poucos sabem, mas além de você ter se formado em Educação Física, também é formada em Letras pela PUCC. E...
Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
IMPOSTOS EM SÃO PAULO
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
O PERSEGUIDOR DE CENOURAS
http://www.youtube.com/v/DMMW-JiKIuE?version=3&autohide=1&autohide=1&showinfo=1&feature=share&autoplay=1&attribution_tag=FTv48c7kfPP4yxp7RkLW0A
domingo, 10 de novembro de 2013
COP 19 ,MUDANÇAS CLIMÁTICA E A PERSPECTIVA DA NÃO MUDANÇA DE MODELO
COP 19 começa amanhã com desafio
de firmar acordo para reduzir emissões :A Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP 19) que começa nesta
segunda em Varsóvia quer acertar termos para um acordo em 2015 que permita
reduzir as emissões poluentes, ao qual se opõem vários países, entre eles o
próprio anfitrião, a Polônia, que tem um modelo energético baseado no carvão.
Vários delegados de 192 países e
centenas de ONGs participarão desta reunião na capital polonesa. Durante 12
dias serão analisados os efeitos da mudança climática e as maneiras de reduzir
as emissões poluentes. As discussões são baseadas em um novo relatório das
Nações Unidas tornado público recentemente. Nele é afirmado, com 95% de
certeza, que o homem é "a causa dominante" do aquecimento global
desde a década de 50. Este dossiê confirma que o aquecimento global é
"percebido claramente" tanto na Terra como na atmosfera e nos
oceanos, algo que para as Nações Unidas exige um acordo para reduzir as
emissões mais poluentes. A última conferência sobre mudança climática,
realizada em Doha (COP 18), definiu uma resolução para alongar o período de
compromisso do Protocolo de Kyoto até 2020. Contudo, alguns dos países mais
poluidores, como Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Canadá não a assinaram.
Na reunião de Varsóvia é difícil prever se os países participantes serão
capazes de alcançar acordos mínimos sobre a redução de emissões. Enquanto isso,
grupos ambientalistas e as ONGs pedem objetivos mais ambiciosos não só após
2020, mas também antes disso. Além disso, a Polônia é bastante criticada, já
que é uma das economias européias mais dependentes do carvão e a quinta quanto
à emissão de CO2. O país teme o custo de passar de um modelo de produção
baseado no carvão, um combustível barato e encontrado em suas minas, ao de
energias limpas, mais caras e menos rentáveis. Vários grupos ambientalistas
também criticaram alguns dos patrocinadores da COP 19 por seu
"histórico" de contaminação. O evento é apoiado por empresas como o
grupo Lotos (companhia de petróleo polonesa), PGE (que opera a usina de
Belchatow, a maior emissora de CO2 da Europa entre produtoras de eletricidade)
e ArcelorMittal (a maior siderúrgica do mundo).
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Histórico do contato Zo'é
POVOS DA AMAZONIA:VALE A PENA CONHECER SUA HISTÓRIA
Histórico do contato Zo'é
Histórico do contato Zo'é
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Área de Proteção ambiental do Município de Caldas - Santuário Ecológico da Pedra Branca
Esta è afinal uma
notìcia muito feliz. Continuo achando que podemos tomar dias de janeiro para
vivermos juntas e juntos com o Luis Antönio e mais alguem da Prefeitura de
Caldas, e de outras instituicões, uma jornada de estudos e tomadas de decisões.
Estou na Argentina. Ficarei aqui atè dia 19 de novembro, entre congressos, uma
"caravana pedagògica" e um curso sobre pesquisa na Universidade de
Lujan. Volto ao Brasil dia 19. Se náo tiver que ir ao Rio de Janeiro, ficar com
netos, irei pra Rosa dos Ventos. Mas entre 26 de dezembro e 15 de marco viverei
uma "experiencia Hans". Dois meses e meio sem sair de Caldas.
Acreditem! Um abraço amigo, Carlos
Amigos e amigas,
O Jornal de Caldas de
hoje trouxe uma matéria, "Tribunal de Justiça garante constitucionalidade
da lei da APA." Trata-se de matéria de grande importância para o município
de Caldas, pois fala que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou, por
unanimidade - 13 desembargadores, o pedido de inconstitucionalidade da Lei
1.973/ 2006 que regulamenta o uso e ocupação do solo na Área de Proteção
ambiental do Município de Caldas - Santuário Ecológico da Pedra Branca. Esse
pedido fora feito por diversas mineradoras que atuam dentro da área. O relator do processo, desembargador Geraldo
Augusto salientou a importância da proteção ambiental declarando que É
absolutamente relevante q questão da proteção ambiental, medida de interesse
coletivo, transindividual, pois todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, de uso do povo e essencial á qualidade de vida,
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Parabéns a todos e todas que
vem torcendo pela APA. Um acontecimento como esse merece ser comemorado. Um
grande abraço. Tomiko
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
TERMINOU O 2o SEMINÁRIO DA REDE LUSÓFANA. VALE A PENA CONFERIR O RESULTADO
UMA RECOMENDAÇAO DA PROFESSORA MICHÈLE SATO
http://redeluso.blogspot.com.br/
http://redeluso.blogspot.com.br/2013/10/monica-simons-comenta.html
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
SIMBOLOS E MITOS NA MUDANÇA DE REGRA E CAMINHOS DA DEFESA INDIGENA
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| O MASTRO E OS TRES PODERES |
“O Greenpeace está aqui para prestar solidariedade à luta dos indígenas pela garantia de seus direitos e pela garantia da terra, devido ao ataque que a bancada ruralista vem articulando na tentativa de diminuir os direitos conquistados pela população indígena na Constituição de 1988”, disse o coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.
Cerca de 200 índios cantaram ao pé do mastro protestando contra a PEC 215, que está em tramitação desde 2000. A proposta retira do Poder Executivo a atribuição exclusiva de homologar terras indígenas. De acordo com o texto, o Congresso Nacional passa a ter competência para aprovar a demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e ratificar as demarcações homologadas.
Segundo o coordenador do Movimento Indígena da Bahia (MIB), Zeca Pataxó, os índios estão reunidos para dizer não à PEC 215. “Sabemos que se a demarcação de terras ficar com o Congresso, não terá mais terra demarcada para os índios” por causa da bancada ruralista, disse o líder indígena. Sonia Guajajara, do Maranhão, uma das coordenadoras da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), explicou que o ato marca o início da semana de mobilização e luta em defesa dos direitos territoriais dos povos indígenas. “Estamos colocando a cara indígena em Brasília. Ainda há uma grande demanda de terras a serem demarcadas em vários estados. Isso traz um clima de insegurança para os povos indígenas e também incita os conflitos agrários”, disse Sonia.
O protesto foi acompanhado por dois policiais militares e 12 homens do Corpo de Bombeiros para o caso de algum ativista do Greenpeace cair do mastro. “Não há crime nenhum. A Bandeira Nacional está incólume, não foi danificada”, disse o tenente-coronel Gouveia, da Polícia Militar, que pediu aos índios que não apontassem arco e flecha para os policiais.
Edição:
Graça Adjuto
Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir
as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil
POR QUE OS ÍNDIOS SÃO TÃO IMPORTANTES PARA O BRASIL?Além de por direito constitucional - hoje, não na colonia, os indigenas tem direitos.Tem deveres. Mas segundo as regras sociais modernas, eles tem diferenças.E são essas diferenças que são importantes. Enquanto nosso Ministro da Economia discursa - hoje - que devemos frear consumos, os índigenas tem outros parametros civilizatórios. A sociedade indigena tem o COMUM ( COM_UM) acima do SÓ UM. Para ilustrar a grande diferença entre no link abaixo e veja o livro digital -AMAZONIA SOB PRESSÃO. Resta-nos saber, entender e tomar posição diante destes fatos
NA ROTA DOS BANDEIRANTES TUDO PODE SER DESTRUIDO.... COM TANTO QUE DE PASSAGEM ... A QUE MESMO?
Aqui em S.Paulo, digo no Estado, nós temos simbolos que prezamos muito. os BANDEIRANTES por exemplo.: Olavo Bilac fez um poema épico: CAÇADORES DE ESMERALDA. Este poema épico foi meu "castigo de férias" por notas baixas!
"FOI EM MARÇO,
QUASE A ENTRADA DO OUTONO,
QUANDO A TERRA
EM SEDE REQUEIMADA,
BEBERA LONGAMENTE
AS ÁGUAS DA ESTAÇÃO.
....
QUE BUSCANDO ESMERALDAS E PRATA
FERNÃO DIAS PAES LEME PARTIU PARA O SERTÃO"
"O Monumento às Bandeiras, na zona sul da capital paulista, amanheceu
pichado nesta quarta-feira, 2. As inscrições são contra a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) de número 215, que muda regras para a demarcação de terras
indígenas."
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
DE BHOPAL À S.FRANCISCO DO SUL : ASSOCIAÇÕES POSSÍVEIS
Impossível calarmos frente as grandes tragédias. O significado das mais de 250 mortes na boate Kiss em Sta Maria -R.G.Sul, mostrou-me a falência do compromisso humano com a vida e seu ambiente. Há muitos anos atrás quando trabalhava num Centro de Saúde em Campinas-S.P. foi o primeiro contato que tive com o desastre de BHOPAL- na Índia.
Era o ano de 1984. Entenda os perigos. Odila Fonseca
A notícia: BHOPAL - Índia
" A Union Carbide tinha no local uma planta de pesticidas, e nesta madrugada 32 toneladas de gases tóxicos, predominantemente metil-isocianato vazaram, matando de imediato 5.000 pessoas, número que em duas semanas chegou a 18.000, e ainda hoje em dia, cerca de 150.000 pessoas sofrem de doenças crônicas"
Para entender mais leia a página oficial da Organização Civil: http://www.bhopal.org/-
Era o ano de 1984. Entenda os perigos. Odila Fonseca
A notícia: BHOPAL - Índia
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| criança vítima da tragédia |
" A Union Carbide tinha no local uma planta de pesticidas, e nesta madrugada 32 toneladas de gases tóxicos, predominantemente metil-isocianato vazaram, matando de imediato 5.000 pessoas, número que em duas semanas chegou a 18.000, e ainda hoje em dia, cerca de 150.000 pessoas sofrem de doenças crônicas"
Para entender mais leia a página oficial da Organização Civil: http://www.bhopal.org/-
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| São Francisco do Sul-SC - Brasil 2013 |
BRASIL 2013
- O QUE HÁ EM COMUM?
Em comum
aos eventos anteriores, nota-se claramente a falta de informação sobre o
produto e suas consequências, falhas de comunicação, falta de um plano de
emergência e análise de riscos
Fonte:
Blogtek!
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
ALARMANTE INAÇÃO DOS GOVERNOS FRENTE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Painel da ONU divulgou quinto relatório sobre o
clima nesta sexta-feira. IPCC considera responsabilidade humana 'extremamente provável'. Eduardo
Carvalho
O Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, divulgou nesta sexta-feira (26)
um novo relatório que aumenta o grau de certeza dos cientistas em relação à
responsabilidade do homem no aquecimento global. Chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas", o texto
afirma que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem
tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre
1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau - a edição anterior falava
em mais de 90%. O documento apresentado em Estocolmo, na Suécia, em conferência
científica realizada ao longo desta semana, mostra também que o nível dos
oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações
atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para
"níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos". O
novo relatório diz ainda que há ao menos 66% de chance de a temperatura global
aumentar pelo menos 2 ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais
(1850 a 1900), caso a queima de combustíveis fósseis continue no ritmo atual e
não sejam aplicadas quaisquer políticas climáticas já existentes. Os 259
pesquisadores-autores de várias partes do mundo, incluindo o Brasil, estimam ainda
que, no pior cenário possível de emissões, o nível do mar pode aumentar 82
centímetros, prejudicando regiões costeiras do planeta, e que o gelo do Ártico
pode retroceder até 94% durante o verão no Hemisfério Norte (veja abaixo uma
tabela com os eventos climáticos possíveis, segundo os cientistas). Trata-se da primeira parte de um
conjunto de dados que servirá de base para as negociações climáticas
internacionais. A última versão saiu em 2007, quando o estudo rendeu ao painel
de especialistas o Prêmio Nobel da Paz. O primeiro capítulo divulgado nesta
sexta, de um total de três, aborda A Base das Ciências Físicas. As demais
partes serão publicadas em 2014.
Os cientistas tratam como fato o aumento médio de 0,85 ºC na temperatura global entre 1880 e 2012 e que é “muito provável” que desde 1950 houve redução de dias e noites mais frios e aumento de dias e noites mais quentes em todo o planeta.
A temperatura da superfície do oceano teve aumento de 0,11 ºC por década entre 1971 e 2010, e a água marinha está mais ácida, fator que pode prejudicar o ecossistema. Um ponto considerado polêmico do documento, o chamado "hiato" da mudança climática, foi mantido. O trecho explica que houve uma "desaceleração" no aumento da temperatura global entre 1998 e 2012, com taxa de aquecimento de 0,05 ºC por década, enquanto que período entre 1951 e 2012, essa taxa era de 0,12 ºC. Para o IPCC, esta desaceleração sentida não significa uma mudança de curso no aquecimento do planeta. Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa. O relatório aponta também que é forte a evidência de que as camadas polares e glaciares do Ártico e Antártica têm perdido massa de gelo e reduzido sua extensão oceânica.O texto diz que são “altamente confiáveis” as informações de que a Groenlândia e a Antártica perderam massa de gelo nas últimas duas décadas e que já há migração de ecossistema terrestre para áreas onde o frio predominava (e não havia chance de sobrevivência da maioria dos tipos de vegetais).
“O mais importante é que o gelo
fora da região antártica continua com ritmo acelerado de derretimento e,
principalmente, as geleiras não polares (encontradas em montanhas) continuam a
reduzir rapidamente e a contribuir para o aumento do nível do mar”, explicou o
glaciologista brasileiro Jefferson Simões, um dos revisores da parte que aborda
as massas de gelo do planeta. -“Agora nós temos muito mais dados e um
detalhamento maior, que possibilita que as previsões sejam corrigidas”,
complementa.
Segundo o IPCC
- temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012;
- temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012;
- há 95% de chance de que o homem causou
aquecimento;
- concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil
anos;
- no pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100;
- no pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100;
- no mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 82
cm até 2100;
- gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100
durante o verão;
Maior
emissão de gases
Um dos dados apresentados pelo IPCC aponta que foi registrado um aumento de 43% na forçante radiativa entre 1985 e 2011.
Um dos dados apresentados pelo IPCC aponta que foi registrado um aumento de 43% na forçante radiativa entre 1985 e 2011.
A forçante radiativa é um índice
que estima impactos climáticos causados pelo desequilíbrio entre as radiações
solares absorvidas pela Terra e o calor devolvido pelo planeta à atmosfera,
aquecendo-a. Essa troca de energia equilibrada garante uma temperatura global
estável.
No entanto, uma maior emissão de
gases e aerossóis pelo homem por conta de queimadas, desmatamento e queima de
combustíveis fósseis (principalmente CO2) tem elevado a forçante e,
consequentemente, retido uma maior quantidade de calor no planeta. Segundo
Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e um dos coautores do
capítulo divulgado, o aumento representa a elevação das concentrações de gases
de efeito estufa “que continuam a subir rapidamente”.
Mares mais altos
De acordo com o IPCC, é muito provável que o nível do mar aumente no século 21 em todos os cenários de emissões estudados pelos cientistas. A elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.
No cenário mais brando, em que há corte de emissões e políticas climáticas, o nível do mar pode subir entre 26 centímetros e 55 centímetros até 2100. Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução delas, o nível do mar aumentaria entre 45 centímetros e 82 centímetros.O IPCC faz a previsão também de que 95% da totalidade do oceano tem probabilidade alta de aumentar o seu nível e que 70% das regiões costeiras do planeta sofrerão com o avanço do mar. - “É importante salientar que algumas regiões do globo podem ter aumento maior que este e outras regiões aumentos menores, pois este valor é uma média global”, afirma Artaxo. Esperamos um grande impacto deste relatório nos formuladores de políticas" José Marengo, pesquisador do Inpe e editor do relatório do IPCC
Mares mais altos
De acordo com o IPCC, é muito provável que o nível do mar aumente no século 21 em todos os cenários de emissões estudados pelos cientistas. A elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.
No cenário mais brando, em que há corte de emissões e políticas climáticas, o nível do mar pode subir entre 26 centímetros e 55 centímetros até 2100. Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução delas, o nível do mar aumentaria entre 45 centímetros e 82 centímetros.O IPCC faz a previsão também de que 95% da totalidade do oceano tem probabilidade alta de aumentar o seu nível e que 70% das regiões costeiras do planeta sofrerão com o avanço do mar. - “É importante salientar que algumas regiões do globo podem ter aumento maior que este e outras regiões aumentos menores, pois este valor é uma média global”, afirma Artaxo. Esperamos um grande impacto deste relatório nos formuladores de políticas" José Marengo, pesquisador do Inpe e editor do relatório do IPCC
Credibilidade
em xequeVazamento de e-mails com conversas entre autores, debatendo possíveis exageros presentes no relatório, ou até mesmo erros cometidos, como a conclusão de que as geleiras nas montanhas do Himalaia derretiam mais rápido do que as outras do mundo e "poderiam desaparecer até 2035, ou antes” – dado que o IPCC considerou um “lamentável erro” – levantou um debate sobre a credibilidade da instituição. O fato alimentou a opinião de céticos em relação às mudanças climáticas. Mas, para cientistas brasileiros envolvidos na elaboração do documento e ouvidos pelo G1, foram problemas pontuais que não diminuíram a “confiabilidade científica” do painel. "Houve uma mudança na forma de trabalhar, os capítulos foram enviados para revisão internacional. Esperamos um grande impacto deste relatório nos formuladores de políticas", afirma José Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O pesquisador, que é um dos editores do capítulo divulgado, duvida que a confiabilidade científica do texto do IPCC tenha diminuído. "O fato de que há críticos por aí não significa que está errado ou cheio de problemas", disse. “A credibilidade não é colocada em dúvida por causa de questões menores perto de milhares de aspectos acertados no relatório. Sempre é possível que pequenos deslizes ocorram em qualquer tipo de trabalho, mas isso não tira o brilho de uma extensa análise feita por milhares de cientistas”, afirmou Paulo Artaxo.
O homem e o clima
As conclusões do novo relatório do IPCC sobre os eventos climáticos http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-09-27/painel-da-onu-reforca-consenso-sobre-acao-humana-em-clima.html |
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
"ANOTA AÍ : EU SOU NINGUÉM !"
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| MOVIMENTO "VEM PRA RUA!" 2013 |
Como se a vivência de milhões de pessoas nas ruas inventando uma
coreografia política e recusando carros de som não fosse "concreto"
Slavoj Zizek reconheceu no "Roda Viva" que é mais fácil saber
o que quer uma mulher, brincando com a "boutade" freudiana, do que
entender o Occupy Wall Street.
Não é diferente conosco. Em vez de perguntar o que "eles", os
manifestantes brasileiros, querem, talvez fosse o caso de perguntar o que a
nova cena política pode desencadear. Pois não se trata apenas de um
deslocamento de palco --do palácio para a rua--, mas de afeto, de contaminação,
de potência coletiva. A imaginação política se destravou e produziu um corte no
tempo político.
A melhor maneira de matar um acontecimento que provocou inflexão na
sensibilidade coletiva é reinseri-lo no cálculo das causas e efeitos. Tudo será
tachado de ingenuidade ou espontaneismo, a menos que dê "resultados
concretos".
Como se a vivência de milhões de pessoas ocupando as ruas, afetadas no
corpo a corpo por outros milhões, atravessados todos pela energia
multitudinária, enfrentando embates concretos com a truculência policial e
militar, inventando uma nova coreografia, recusando os carros de som, os
líderes, mas ao mesmo tempo acuando o Congresso, colocando de joelhos as
prefeituras, embaralhando o roteiro dos partidos --como se tudo isso não fosse
"concreto" e não pudesse incitar processos inauditos, instituintes!
Como supor que tal movimentação não reata a multidão com sua capacidade
de sondar possibilidades? É um fenômeno de vidência coletiva --enxerga-se o que
antes parecia opaco ou impossível.
E a pergunta retorna: afinal, o que quer a multidão? Mais saúde e
educação? Ou isso e algo ainda mais radical: um outro modo de pensar a própria
relação entre a libido social e o poder, numa chave da horizontalidade, em
consonância com a forma mesma dos protestos?
O Movimento Passe Livre, com sua pauta restrita, teve uma sabedoria
política inigualável. Soube até como driblar as ciladas policialescas de
repórteres que queriam escarafunchar a identidade pessoal de seus membros
("Anota aí: eu sou ninguém", dizia uma militante, com a malícia de
Odisseu, mostrando como certa dessubjetivação é condição para a política hoje.
Agamben já o dizia, os poderes não sabem o que fazer com a "singularidade
qualquer").
Mas quando arrombaram a porteira da rua, muitos outros desejos se
manifestaram. Falamos de desejos e não de reivindicações, porque estas podem
ser satisfeitas. O desejo coletivo implica imenso prazer em descer à rua,
sentir a pulsação multitudinária, cruzar a diversidade de vozes e corpos, sexos
e tipos e apreender um "comum" que tem a ver com as redes, com as
redes sociais, com a inteligência coletiva.
Tem a ver com a certeza de que o transporte deveria ser um bem comum,
assim como o verde da praça Taksim, assim como a água, a terra, a internet, os
códigos, os saberes, a cidade, e de que toda espécie de "enclosure" é
um atentado às condições da produção contemporânea, que requer cada vez mais o
livre compartilhamento do comum.
Tornar cada vez mais comum o que é comum --outrora chamaram isso de
comunismo. Um comunismo do desejo. A expressão soa hoje como um atentado ao
pudor. Mas é a expropriação do comum pelos mecanismos de poder que ataca e
depaupera capilarmente aquilo que é a fonte e a matéria mesma do contemporâneo
--a vida (em) comum.
Talvez uma outra subjetividade política e coletiva esteja (re)nascendo,
aqui e em outros pontos do planeta, para a qual carecemos de categorias. Mais
insurreta, de movimento mais do que de partido, de fluxo mais do que de
disciplina, de impulso mais do que de finalidades, com um poder de convocação incomum,
sem que isso garanta nada, muito menos que ela se torne o novo sujeito da
história.
Mas não se deve subestimar a potência psicopolítica da multidão, que se
dá o direito de não saber de antemão tudo o que quer, mesmo quando enxameia o
país e ocupa os jardins do palácio, pois suspeita que não temos fórmulas para
saciar nosso desejo ou apaziguar nossa aflição.
Como diz Deleuze, falam sempre do futuro da revolução, mas ignoram o
devir revolucionário das pessoas.
PETER PÁL PELBART, 57, filósofo húngaro, é professor titular de
filosofia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, tradutor de Deleuze
e autor de "Vida Capital"
COMENTÁRIOS:De: Lucia Ozorio <lozorio@gmail.com>
Querida Odila
Muito importante este seu gesto de trazer Peter Pélbart para a educação
popular. Pensador dos fluxos, dos desejos, dos processos de subjetivação pode
iluminar muitas disussões sobre nosso momento historico que
inevitavelmente atravessa a educação popular. Bjs. Lucia
Acredito que no caminho para refletir o nosso processo histórico
no Brasil, enquanto militantes da educação popular, muito tem o Peter a
contribuir. Assim como o Deleuze, Guatarri e Foucalt.
Pois percebo o tempo
todo nas rodas, discursos e expressões nas rodas de coversa populares ideias e
pensamentos, os quais dialogam com esses caras.
Energia!!!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
OUTROS CONTOS TORTOS E OUTROS CANTADOS
Outros cantos tortos: Oficina: Oficina (poema composto com versos emprestados e imprestáveis) Poesia é desvio é palavra dita errada sem querer, mal-ouvida a poe...
quinta-feira, 11 de julho de 2013
CONFUSÃO CONCEITUAIS NO GOVERNO DO PT
Leonardo Boff
Teólogo-Filósofo
Estimo que
parte das razões que levaram multidões às ruas no mes de junho tem sua origem
nos equívocos conceptuais presentes nas políticas públicas do governo do PT.
Não conseguindo se desvenciliar das amarras do sistema neoliberal imperante no
mundo e internalizado, sob pressão, em nosso pais, os governos do PT tiveram
que conceder imensos benefícios aos rentistas nacionais para sustentar a
política econômica e ainda realizar alguma distribuição de renda, via políticas
sociais, aos milhões de filhos da pobreza.
O Atlas da exclusão social – os ricos no Brasil (Cortez, 2004) embora seja de alguns anos
atrás, mantem sua validade, como o mostrou o pesquisador Marcio Pochmann (O
pais dos desiguais, Le Monde Diplomatique, outubro 2007). Passando por
todos os ciclos econômicos, o nível de concentração de riqueza, até a
financeirização atual, se manteve praticamente inalterado. São 5 mil famílias
extensas que detem 45% da renda e da riqueza nacionais. São elas, via
bancos, que emprestam ao governo; segundo os dadosde 2013, recebem
anualmente do Governo 110 bilhões de reais em juros. Para os projetos sociais
(bolsa família e outros) são destinados apenas cerca de 50 bilhões.
São os restos para os considerados o resto.
Em razão desta perversa distribuição de renda, comparecemos como um dos países
mais desiguais do mundo. Vale dizer, como um dos mais injustos, o que torna
nossa democracia extremamente frágil e quase farsesca. O que sustenta a
democracia é a igualdade, a equidade e a desmontagem dos privilégios.
No Brasil se fez até agora apenas distribuição desigual de renda, mesmo
nos governos do PT. Quer dizer, não se mexeu na estrutura da concentração da
renda. O que precisamos, urgentemente, se quisermos mudar aface social do
Brasil, é introduzir uma redistribuição que implica mexer nos mecanismos
de apropriação de renda. Concretamente significa: tirar de quem tem
demais e repassar para quem tem de menos. Ora, isso nunca foi feito. Os
detentores do ter, do poder, do saber e da comunicação social conseguiram
sempre impedir esta revolução básica, sem a qual manteremos
indefinidamente vastas porções da população à margem das conquistas
modernas. O sistema politico acaba servindo a seus interesses. Por isso,
em seu tempo, repetia com frequência Darcy Ribeiro que nós temos uma das elites
mais opulentas, antisociais e conservadoras do mundo.
Os grandes projetos governamentais destinam porções significativas do orçamento
para os projetos que as beneficiam e as enriquecem ainda mais: estradas,
hidrelétricas, portos, aeroportos, incentivos fiscais, empréstimos com juros
irrisórios doBNDS. A isso se chama crescimento econômico, medido pelo PIB que
deve se equacionar com a inflação, com as taxas de juros e o câmbio. Priviligia-se o agronegócio exportador que traz
dólares à agroecologia, à economia familiar e solidária que produzem 60%
daquilo que comemos
O que as multidões da rua estão reclamando
é: desenvolvimento em primeiro lugar e a seu serviço o crescimento (PIB).
Crescimento é material. Desenvolvimento é humano. Signfica mais educação, mais
hospitais de qualidade, mais saneamento básico, melhor transporte coletivo,
mais segurança, mais acesso à cultura e ao lazer. Em outras palavras: mais
condições de viver minimamente feliz, como humanos e cidadãos e não como meros
consumidores passivos de bens postos no mercado. Em vez de grandes
estádios cujas entradas aos jogos são em grande parte proibitivas para o povo,
mais hospitais, mais escolas, mais centros técnicos, mais cultura, mais
inserção no mundo digital da comunicação.
Os gritos são por humanidade, por dignidade, por respeito ao tempo de vida das
pessoas para que não seja gasto em horas perdidas nos péssimos transportes
coletivos mas liberado para o convívio com a família ou para o lazer.
Parecem dizer: “recusamos ser animais famintos que gritam por pão; somos
humanos, portadores de espírito e de cordialidade que gritamos por beleza; só
unindo pão com beleza viveremos em paz, sem violência, com humor e sentido
lúdico e encantado da vida”. O governo precisa dar esta virada.
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| Rio S.Francisco |
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| Aldeia Maracanã - RIO + 20 |
O crescimento deve ser orientado para o
desenvolvimento humano e social. Se não se alinhar a esta lógica, o
governo se vê condenado a ser mais o gestor dos negócios do que o
cuidador da vida de seu povo, das condições de sua alegria de viver e de sua
admirada criatividade cultural.
As ruas estão gritando por um Brasil de
gente e não de negócios e de negociatas; por uma sociedade menos malvada devido
às desigualdades gritantes; por relações sociais transparentes e menos escusas
que escondem a praga da corrupção; por uma democracia onde o povo é chamado a
discutir e a decidir junto com seus representantes o que é melhor para o país.
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| Manifestação pelas Mortespor Violencia e desalojamentos |
Leonardo
Boff é autor de Virtudes por um outro mundo possível (3 vol) Vozes 2006.
CARTA DE CARLOS RODRIGUES BRANDÃO
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| Pico da pedra Branca |
Sitio Rosa dos Ventos MG - 11-7-2013
Arcelina,
Seu artigo... do Leonardo Boff, foi talvez a mensagem mais
inteligente, direta e justa que li até agora a repeito de tudo o que está
acontecendo.
Quando recordo o "PT dos primeiros tempos" para o qual
inclusive escrevi há vários anos atrás um artigo que foi pubolicado no primeiro
livrinho do PT sobre educação, junto com Paulo Freire, Moacir Gadotti e
Demerval Saviani, e quando vejo diante de nós o "PT de agora", sinto
um grande pesar e, pelo menos politicamente, uma desesperança muito grande.
Por isto, pelos lugares por onde ando, quando me perguntam se eu
confio ainda em políticos e no PT eu respondo: "não, agora, como sempre,
eu confio em nós!".
Veja o que acontece aqui mesmo. Acumulamos pequenas vitórias
frente à degradação das mineradoras. Agora mesmo o CONDEMA de Caldas negou o
direito de exploração a mais seis delas. Mas bem sabemos que é uma frágil
vitória. Porque ela se realiza apenas a nível local; a esfera de um município.
Este enfrentamento entre quem defende a vida de todas e todos e quem defende o
seu próprios lucro, continuará a nível estadual (e sabemos que o governo de
Minas está nas mãos de empresas de mineração) e a nível nacional, cujo governo
não fica atrás.
Como Cristo e seus seguidores que não se submeteram à sucessão
dos impérios (do romano ao do capital empresarial de agora) saibamos confiar em
nós, para aprendermos a confiar em Deus.
Abraço você, Carlos
sexta-feira, 14 de junho de 2013
MINERAÇÃO PARTE CORAÇÕES E TERRAS EM MINAS GERAIS
O poeta mineiro Carlos Drummond de
Andrade, teve a casa onde passou parte da infância alagada por uma barragem
construída pela Vale para lavar minério. Anos depois, o poeta escreveu:
“O maior
trem do mundo”
“Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel/
Engatadas geminadas desembestadas/ Leva meu tempo, minha infância, minha vida/
Triturada em 163 vagões de minério e destruição/ O maior trem do mundo/
Transporta a coisa mínima do mundo/Meu coração itabirano”.
Outros corações da
terra que leva mineração até no nome seguem vivendo dramas semelhantes: se
repetem com a força galopante da economia brasileira, como revelaram diversas
paradas da Caravana Agroecológica e Cultural da Zona da Mata. A inclusão da mineração no roteiro reflete preocupações dos movimentos sociais
do território, muitos convencidos sobre a impossíbilidade de coexistência entre
certas atividades econômicas. Locais de mineração – e os caminhos de barragens
e minerodutos - expulsam famílias agricultoras e geram diversos impactos
ambientais desde a instalação até os acidentes, como os rompimentos da barragem
de contenção de rejeitos da empresa Rio Pomba Cataguases em 2006 e 2007. Como
narrado no Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil
(FASE e Fiocruz), as indenizações oferecidas foram insuficientes para ressarcir
os que perderam casas e colheitas. Além disso, “a decomposição de argila no
leito dos rios provocou assoreamento (...), facilitando a ocorrência de
inuncações (...) e provocando desastres recorrentes” nos anos seguintes.
Outro problema é que a exploração de minério tem como característica a dificuldade em estabelecer ligação com dinâmicas econômicas locais e regionais. Chega a exercer, na realidade, uma força capaz de fazer com que os investimentos do território – do mercado imobiliário à qualificação profissional – girem em torno desta atividade. Em regiões como a Zona da Mata, cuja economia está baseada na agricultura, até o monocultivo de café sai perdendo: há relatos de falta de mão de obra local para a colheita porque os trabalhadores passaram a se concentrar na mineração.
Atualidade – O crescimento da exploração mineral é uma tendência na América Latina da qual o Brasil não se exime. Entre 2004 e 2011, as operações minerais passaram de R$ 20 bilhões para mais de R$ 85 bilhões e o Plano Nacional de Mineração prevê que a produção mineral pode até quintuplicar até 2030 (tomando por base 2008). A exploração de ferro e bauxita deve aumentar três vezes no período. E o debate tende a crescer nos próximos meses devido à iminência de divulgação e votação no Congresso do novo Código Mineral, que está sendo organizado pelo Governo Federal, com reclamações pela falta de transparência por parte da sociedade civil e até das empresas do setor. O novo marco poderia apontar para a existência de áreas livres de mineração justificada, por exemplo, por serem áreas de preservação ou de comunidades tradicionais. Poderia também considerar as taxas e ritmos da extração, levando em conta os minérios como um Bem Comum da humanidade, do qual as futuras gerações também devem precisar. Ainda poderia compor um plano pós-mineração, visto que esta é uma atividade de sobrevida relativamente curta e a tendência é de esvaziamento econômico com o fechamento das minas – realidade que a Itabira de Drummond já começa a vivenciar. No entanto, como informavam Julianna Malerba, da FASE, e Bruno Milanez, da UFJF, em artigo na revista Le Monde Diplomatique, “os instrumentos até o momento publicados [em 12/12, mas o quadro permanece] indicam que a proposta formulada pelo Executivo tem a marca dessa nova conjuntura em que o Estado assume maior protagonismo na condução da política de desenvolvimento por meio da manutenção e aprofundamento de atividades intensivas (...) [o que] não tem sido capaz de alterar o peso das heranças patrimonialistas e excludentes sobre o controle dos recursos naturais e a distribuição desigual dos impactos da exploração desses recursos”. Os pesquisadores acreditam que o processo deve impulsionar “um processo de despossessão, muitas vezes autoritária e violenta, dos grupos sociais nos territórios”.
Água e bauxita preocupam Muriaé
Outro problema é que a exploração de minério tem como característica a dificuldade em estabelecer ligação com dinâmicas econômicas locais e regionais. Chega a exercer, na realidade, uma força capaz de fazer com que os investimentos do território – do mercado imobiliário à qualificação profissional – girem em torno desta atividade. Em regiões como a Zona da Mata, cuja economia está baseada na agricultura, até o monocultivo de café sai perdendo: há relatos de falta de mão de obra local para a colheita porque os trabalhadores passaram a se concentrar na mineração.
Atualidade – O crescimento da exploração mineral é uma tendência na América Latina da qual o Brasil não se exime. Entre 2004 e 2011, as operações minerais passaram de R$ 20 bilhões para mais de R$ 85 bilhões e o Plano Nacional de Mineração prevê que a produção mineral pode até quintuplicar até 2030 (tomando por base 2008). A exploração de ferro e bauxita deve aumentar três vezes no período. E o debate tende a crescer nos próximos meses devido à iminência de divulgação e votação no Congresso do novo Código Mineral, que está sendo organizado pelo Governo Federal, com reclamações pela falta de transparência por parte da sociedade civil e até das empresas do setor. O novo marco poderia apontar para a existência de áreas livres de mineração justificada, por exemplo, por serem áreas de preservação ou de comunidades tradicionais. Poderia também considerar as taxas e ritmos da extração, levando em conta os minérios como um Bem Comum da humanidade, do qual as futuras gerações também devem precisar. Ainda poderia compor um plano pós-mineração, visto que esta é uma atividade de sobrevida relativamente curta e a tendência é de esvaziamento econômico com o fechamento das minas – realidade que a Itabira de Drummond já começa a vivenciar. No entanto, como informavam Julianna Malerba, da FASE, e Bruno Milanez, da UFJF, em artigo na revista Le Monde Diplomatique, “os instrumentos até o momento publicados [em 12/12, mas o quadro permanece] indicam que a proposta formulada pelo Executivo tem a marca dessa nova conjuntura em que o Estado assume maior protagonismo na condução da política de desenvolvimento por meio da manutenção e aprofundamento de atividades intensivas (...) [o que] não tem sido capaz de alterar o peso das heranças patrimonialistas e excludentes sobre o controle dos recursos naturais e a distribuição desigual dos impactos da exploração desses recursos”. Os pesquisadores acreditam que o processo deve impulsionar “um processo de despossessão, muitas vezes autoritária e violenta, dos grupos sociais nos territórios”.
Água e bauxita preocupam Muriaé
Em um dos percursos da Caravana Agroecológica que percorreu a Zona da Mata, em
maio, a visão do alto de uma serra próxima a Pirapanema, distrito de Muriaé,
mostra um enorme lago vermelho, onde é lavada a bauxita extraída pela Companhia
Brasiliera de Alumínio (CBA).
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| Foto Livia Duarte |
O movimento de caminhões ao lado da represa é
intenso e os moradores contam que é possível ver, muito longe, a iluminação
artificial da unidade fabril à noite. Minutos depois da parada das vans da Caravana, um segurança do empreendimento,
vestido de preto e sem tirar o capacete, se aproximou para recomendar “cuidado”
com o enorme fluxo de caminhões carregados. As placas das carretas indicavam,
majoritariamente, cidades próximas. E eram dezenas cruzando a estrada num
intervalo menor que uma hora. Na praça de Pirapanema, nossa parada seguinde, a
população comentava sobre o medo de uma barragem destas romper, como foi com a
da Rio Pomba Cataguases, e sobre o grande número de acidentes envolvendo o
transporte da mineração. Adair Mendes, vereador (PT) em Rosário da Limeira, foi um dos moradores da
região que compareceram ao evento público. Ele explicou que municípios como o
seu são formados, em 90%, por pequenas propriedades (entre 10 e 20 hectares, ou
bem menores). “Mineração e agricultura familiar não dá certo, não mesmo. Pode
dar certo onde é um grande proprietário. Se chegar para extrair minério, a
gente vende e vai embora. Não dá pra conviver com estrada, caminhão, barulho. E
numa propriedade de 4 hectares, se três são minério, o que fazer? Então é
insustentável”, explicou, lembrando ainda a preocupação com a expansão. “A
região aqui tinha muito mais morador, foram saindo e a preocupação é muito
grande porque tem muitas comunidades ainda. A concessão da CBA é de 70 anos e
eles vão para as outras comunidades. Barrar isso é difícil, é braço do governo
federal, estadual e municipal”. Para Adair, é possível, com muita organização,
garantir a manutenção de áreas de floresta ou lugares históricos. “Aqui, pela
resistência, vemos que pelo menos eles apagam o poeirão da estrada jogando
água. Estão ‘recuperando’ – desse jeito, com voltar a terra e plantar eucalipto
e braquiária. Mas é melhor que nada”. Sobre voltar a produzir café, milho – um
questionamento a palavra “recuperar”, Adair duvida: “Esse tipo de recuperação é
o melhor que eu vi. Em Itamaraty, aqui perto, a gente vê muito mais a
degradação, os buracos e o assoreamento. Por isso que a gente diz que está
melhor que nada”, avalia.
Mineroduto corta produção agrícola
Outra preocupação que aparece na região é com a construção de um mineroduto da Anglo Ferrous (MMX), que passará por 32 municípios. O mineroduto vai mandar, com a pressão exercida pela gravidade e por muita água, o minério extraído na região metropolitana de Belo Horizonte para o Complexo Porutário do Açu, no Norte do Rio de Janeiro – e dali para exportação.
Os moradores explicam que o traçado corta propriedades ao meio, passa por comunidades tradicionais e nos limites da área de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. Muita água nessa região também será desviada para o mineroduto, que afeta numerosas nascentes. Eles comentam que os atingidos não recebem informação sobre a proporção das obras, as indenizações são injustas e com diferenciações inexplicadas dependendo da família e da região. Em 2011 a Comissão de Minas e Energia da Assembleia de Minas Gerais realizou audiência sobre os impactos que os minerodutos já causam na Zona da Mata.
Cartas pela Serra do Brigadeiro
A Mata Atlântica; os animais; as famílias; a água que a serra divide - capaz de encher as bacias que irrigam três estados. Tudo isso é parte do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e de sua área de amortecimento, como revela José Álvaro Percínio da Silva, o Zezinho. O artesão-seleiro chegou à região ainda menino e parece ter plantado seu coração por ali. No parque, é voluntário para tudo: guia de trilha e brigadista, conta caminhar semanalmente mais de 20 km fiscalizando a área. Conhece as famílias “de porta de cozinha” e explica que é a agricultura familiar do entorno, os 10 km da chamada ‘área de amortecimento’, que garante “a estabilidade para preservação do parque”. É justamente por ali que foi encontrada a segunda maior reserva de bauxita do Brasil, já na mira da exploração pela Companhia Brasileira de Alumínio.
O auge da luta contra o empreendimento parece ter sido entre 2004 e 2006, quando existiu a Comissão Regional dos Atingidos pela Mineração. Segundo narra o Mapa de Conflitos Ambientais em Minas Gerais (GESTA/UFMG), por pressão da Comissão, os processos de licenciamento de atividades mineradoras na região foram suspensos até que as comunidades fossem ouvidas. Grandes audiências públicas mobilizaram políticos, ambientalistas, indígenas Puris, centenas de agricultores. Ainda segundo o Mapa, após esse período, a Comissão se dissolveu e o movimento de resistência entrou em refluxo. Pesquisas [Rothman (2008)] apontam que o modo de atuação das empresas – com um pouco mais de diálogo e contratação de mão de obra local - colaboraram para a fragilização da resistência. Fazem parte da estratégia da empresa promessas de boa remuneração aos pequenos agricultores, realizar investimentos na melhoria de condições de infra-estrutura dos municípios etc. Mas Zezinho não se cansa.
“Eu não dou valor à roupa, à aparência. Eu dou valor ao futuro. Conseguimos parar mineradoras antes. O que eu quero agora é proteger o parque e proibir que a CBA tire a bauxita que é o equilíbrio de tudo isso”, explica Zezinho. Para tal, o brigadista já recolheu mais de 60 cartas de entidades da região – de ONGs e sindicatos até escolas públicas e agências de turismo. A pasta inclui até uma carta com o logotipo do IEF, a única sem assinatura. Com textos distintos, todas repudiam a mineração no parque e em sua zona de amortecimento. O sonho do Zezinho agora é entregar as cartas ao governo federal como forma de pressão para parar a mineração na região. Com tantas cartas, ele quer provar que a sociedade não está convencida dos caminhos escolhidos para o desenvolvimento.
Mineroduto corta produção agrícola
Outra preocupação que aparece na região é com a construção de um mineroduto da Anglo Ferrous (MMX), que passará por 32 municípios. O mineroduto vai mandar, com a pressão exercida pela gravidade e por muita água, o minério extraído na região metropolitana de Belo Horizonte para o Complexo Porutário do Açu, no Norte do Rio de Janeiro – e dali para exportação.
Os moradores explicam que o traçado corta propriedades ao meio, passa por comunidades tradicionais e nos limites da área de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. Muita água nessa região também será desviada para o mineroduto, que afeta numerosas nascentes. Eles comentam que os atingidos não recebem informação sobre a proporção das obras, as indenizações são injustas e com diferenciações inexplicadas dependendo da família e da região. Em 2011 a Comissão de Minas e Energia da Assembleia de Minas Gerais realizou audiência sobre os impactos que os minerodutos já causam na Zona da Mata.
Cartas pela Serra do Brigadeiro
A Mata Atlântica; os animais; as famílias; a água que a serra divide - capaz de encher as bacias que irrigam três estados. Tudo isso é parte do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e de sua área de amortecimento, como revela José Álvaro Percínio da Silva, o Zezinho. O artesão-seleiro chegou à região ainda menino e parece ter plantado seu coração por ali. No parque, é voluntário para tudo: guia de trilha e brigadista, conta caminhar semanalmente mais de 20 km fiscalizando a área. Conhece as famílias “de porta de cozinha” e explica que é a agricultura familiar do entorno, os 10 km da chamada ‘área de amortecimento’, que garante “a estabilidade para preservação do parque”. É justamente por ali que foi encontrada a segunda maior reserva de bauxita do Brasil, já na mira da exploração pela Companhia Brasileira de Alumínio.
O auge da luta contra o empreendimento parece ter sido entre 2004 e 2006, quando existiu a Comissão Regional dos Atingidos pela Mineração. Segundo narra o Mapa de Conflitos Ambientais em Minas Gerais (GESTA/UFMG), por pressão da Comissão, os processos de licenciamento de atividades mineradoras na região foram suspensos até que as comunidades fossem ouvidas. Grandes audiências públicas mobilizaram políticos, ambientalistas, indígenas Puris, centenas de agricultores. Ainda segundo o Mapa, após esse período, a Comissão se dissolveu e o movimento de resistência entrou em refluxo. Pesquisas [Rothman (2008)] apontam que o modo de atuação das empresas – com um pouco mais de diálogo e contratação de mão de obra local - colaboraram para a fragilização da resistência. Fazem parte da estratégia da empresa promessas de boa remuneração aos pequenos agricultores, realizar investimentos na melhoria de condições de infra-estrutura dos municípios etc. Mas Zezinho não se cansa.
“Eu não dou valor à roupa, à aparência. Eu dou valor ao futuro. Conseguimos parar mineradoras antes. O que eu quero agora é proteger o parque e proibir que a CBA tire a bauxita que é o equilíbrio de tudo isso”, explica Zezinho. Para tal, o brigadista já recolheu mais de 60 cartas de entidades da região – de ONGs e sindicatos até escolas públicas e agências de turismo. A pasta inclui até uma carta com o logotipo do IEF, a única sem assinatura. Com textos distintos, todas repudiam a mineração no parque e em sua zona de amortecimento. O sonho do Zezinho agora é entregar as cartas ao governo federal como forma de pressão para parar a mineração na região. Com tantas cartas, ele quer provar que a sociedade não está convencida dos caminhos escolhidos para o desenvolvimento.
Leia mais:
• Quase 2 mil km de histórias para se supreender, uma narrativa sobre a Caravana Agroecológica e Cultural da Zona da Mata.
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| Parque Nacional do Caparaó-MG |
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• A agroecologia para Dadinho e Cida,
uma experiência.
• Conheça a região no Caderno produzido para os participantes da caravana – inclui
lista com 12 conflitos ambientais na Zona da Mata de Minas Gerais
• Caravana Agroecológica chega ao fim com ato público em Espera Feliz e confiança nos caminhos da agricultura familiar.
• Veja entrevistas com anfitriões de mais duas caravanas rumo ao III Encontro Nacional de Agroecologia: uma vai mostrar a amazônia a partir do Acre, a outra, o nordeste, a patir da Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte.
• Saiba mais sobre o projeto de extração de minério de ferro na região metropolitana de Belo Horizonte e o projeto de mineroduto que cortará a Zona da Mata. Veja petição contra o projeto.
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(foto: Lívia Duarte/FASE)
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