Quando soube do trabalho do Prof Hermes Fonseca Medeiros,fiz questão de postar imediatamente no nosso Blog ,para ficar bem claro, que toda a sociedade brasileira pode ter acesso ao conhecimento científico.( Leiam abaixo a carta do Professor) Hoje os JORNAIS já estão dando destaque ao que acontece no Pará. Cabe um protesto,uma "anima" socioambiental em repúdio as duas retóricas do nosso Presidente da República em Copenhague.Vamos estudar a pesquisa do Dr Hermes,que é um biólogo sério, e fundamentar nossas opiniões.
Minha Experiência de Ditadura_Hidrelétrica Belmonte_A Pegada
Estou tendo uma experiência de enfrentamento da ditadura no Brasil em pleno 2009. É realmente assombroso o andamento do licenciamento prévio da hidrelétrica de Belo Monte, que poderá sair nesta segunda.É diferente ouvir na televisão algo como "o governo garante agilidade no licenciamento das obras do PAC" de estar na frente do tanque de guerra. A comunidade acadêmica precisa tentar escapar das cortinas promovidas pela manipulação na mídia, por isso estou divulgando o resultado dos trabalhos de 42 pesquisadores (dentre os quais me incluo) que analisaram as 20.000 páginas do EIA/RIMA deste empreendimento. Os trabalhos estão disponíveis online e os endereços estão apresentados abaixo. Peço que divulguem dentre os seus contatos que possam se interessar por esta questão. Chamo a atenção para o resumo executivo, que pode ser lido sem grande custo de tempo.
Atenciosamente,Dr. Hermes Fonseca de Medeiros-Professor Adjunto
Rua José Porfírio, nº 2515, no Bairro de São Sebastião
Fone: (093)35150264
Resumo Executivo em português*
http://www.internationalrivers.org/files/Resumo%20Executivo%20Painel%20de%20Especialistas_out2009.pdf
Pareceres Técnicos
http://www.internationalrivers.org/files/Belo%20Monte%20pareceres%20IBAMA_online%20(3).pdf
Leia abaixo o que a nova diretoria do Ibama diz hoje:
A licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), deve sair no mês que vem. Esse é o cenário mais provável, segundo disse à Agência Estado o novo diretor de Licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Pedro Bignelli.
"Trabalhamos com três cenários: negar a licença, dar a licença sem exigir nada ou dar a licença com condicionantes. O mais provável é dar o sim a licença, com condicionantes, e em janeiro. Esse é o nosso horizonte otimista", disse Bignelli.Anteontem, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia antecipado ao Estado que a licença deveria sair, já que 99% das exigências ambientais haviam sido cumpridas.Geólogo e servidor de carreira do Ibama, Bignelli foi nomeado para o cargo na última quarta-feira, para substituir Sebastião Custódio Pires, que deixou o posto por causa das pressões do governo para agilizar a licença. Na mesma quarta-feira, Bignelli reuniu-se com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e com a secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Ontem, ele teve sua primeira reunião com a equipe:"Foram-me passadas inúmeras emergências que temos por aqui. E Belo Monte é a maior."Bignelli adiantou algumas exigências que deverão ser feitas ao futuro empreendedor para viabilizar a obra do ponto de vista ambiental. Entre elas, deverá estar a de se manter uma vazão mínima de água na parte do rio conhecida como Volta Grande do Xingu. "Essa vazão mínima terá de ser maior do que a da maior seca histórica do rio. Com essa vazão mínima, você mantém a navegabilidade e a vida do rio", disse Bignelli.Outro ponto que deverá ser exigido é a construção de um pequeno elevador para que as pequenas embarcações que navegam pela região possam transpor a barragem.
ONG recebe R$ 10 milhões para ajudar cidades a reduzirem desmatamento Onze municípios do Pará serão beneficiados. Recurso chegará ao Imazon pelo Fundo Amazônia.
Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
IMPOSTOS EM SÃO PAULO
sábado, 5 de dezembro de 2009
FALTANDO UM DIA PARA A COP 15 - CONFERENCIA SOBRE O CLIMA O QUE ACONTECE NO BRASIL
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Contra A FOME. A PESTE. A GUERRA! Enfrentando os tres cavaleiros
TORNE SE CIDADÃO DO MUNDO ENTRANDO NO SITE
RIO DE JANEIROO MUNDO ONTEM MOBILIZOU SE NUMA HOMENAGEM AS VÍTIMAS DA AIDS "A GRANDE EPIDEMIA DO SÉCULO XX"
Documentário "Positivas", com mulheres que contraíram Aids dos maridos e que será lançado em dezembro.Acesse o blog da diretora Susanna Lira sobre o documentário
http://positivasofilme.blogspot.com/
http://positivasofilme.blogspot.com/
INDIA
O SÉCULO XXI DEFRONTA-SE COM QUESTÕES CLIMÁTICAS E DESESTABILIZAÇÕES DE POPULAÇÕES QUE MIGRAM EM BUSCA DA SOBREVIVÊNCIA. A FOME. A PESTE.A GUERRA .
ESSES SERÃO NOSSOS DESAFIOS!
O SÉCULO XXI DEFRONTA-SE COM QUESTÕES CLIMÁTICAS E DESESTABILIZAÇÕES DE POPULAÇÕES QUE MIGRAM EM BUSCA DA SOBREVIVÊNCIA. A FOME. A PESTE.A GUERRA .
ESSES SERÃO NOSSOS DESAFIOS!
INDONÉSIA
ENQUANTO CONTAMOS OS MINUTOS REVEJA A MATÉRIA DO DIA 23/10/09 E AS CONSEQUÊNCIAS HOJE DIA 2 /12/09
Reveja a matéria . "Minha Experiência de Ditadura_Hidrelétrica Belmonte_A Pegada
sexta-feira, 23 de outubro de 2009"
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,minc-adimite-pressao-do-governo-em-relacao-a-belo-monte,475787,0.htm
sexta-feira, 23 de outubro de 2009"
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,minc-adimite-pressao-do-governo-em-relacao-a-belo-monte,475787,0.htm
terça-feira, 24 de novembro de 2009
EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA
Gente amiga de perto e de longe,
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
Acaba de sair pela Idéias e Letras, da Editora Santuário de Aparecida, em São Paulo , o novo livro de Marcos Arruda. É o terceiro de uma trilogia e, tal como os outros dois, eu o considero um livro imperdível para toda a comunidade de pessoas que acreditam ainda: a) em pessoas; b) que, juntas, pessoas podem transformar suas vidas, seu destino e o seu mundo; c) que um mundo humano de pessoas solidárias e irmanadas é possível. O livro de Marcos Arruda tem este nome: EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA DO AMOR - EDUCAÇÃO DA PRÁXIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Foi uma felicidade minha poder haver escrito o texto da contra-capa do livro. Um abraço amigo, Carlos Brandão
PS. aguardem para algum dia entre agora e janeiro a minha carta de "mais um ano que começa".Abaixo transcrevo uma carta de Marcos Arruda sobre o seu livro:
.........
"Este livro pretende semear uma visão holística e dialética da Pessoa, nos seus contextos social, histórico e ambiental. Aventuro-me a inovar, combinando Educação a partir da Práxis com Economia in-formada pelo Amor.Que Ser Humano queremos construir? Esta é a questão central. E junto vêm outras perguntas, sendo a principal: Como educar o Ser Humano para se tornar o protagonista do seu desenvolvimento, como pessoa, como ser social, como cidadão, como Ser ao mesmo tempo individual e social, material e espiritual? A cultura dominante nos ensina que o sentido da nossa vida é competir para ter um emprego, renda, riqueza material, poder e prestígio. A educação está quase sempre voltada para formar este ser competitivo, e para convencê-lo de que depende só dele ter sucesso na vida. O livro pergunta, Que é ter sucesso na vida? Sua convicção é que sucesso não é ter mais, mas sim ter o suficiente para ser mais. Ser com os outros para ser feliz. E aponta um caminho bem diferente para a educação, voltada para uma economia que serve ao desenvolvimento do ser humano, pessoa e coletividade, à construção de um Ser crítico, altruista, compassivo, amoroso e feliz! A mensagem é ao mesmo tempo simples e complexa:
* Mudando o sentido da economia e os seus protagonistas, mudamos a educação.
* Mudando a forma, o conteúdo e os protagonistas da educação, mudamos a economia.
A ação transformadora, objetiva e subjetiva, cotidiana e histórica, política e espiritual ao mesmo tempo, dá sentido a toda a reflexão e partilha das experiências aqui contidas.
Convidamos você, leitora e leitor, a ler o livro e a dialogar com seu autor, que, como educador da Práxis, se dispõe a aprender com você também.
Abraços e esperança,
Prof. Marcos Arruda "- marcosarruda@pacs.org.br
LANÇAMENTO "Educação para uma Economia do Amor-Educação da práxis e economia solidária"
“Qual a educação para um ser humano em processo de emancipação de seu trabalho, conhecimento e criatividade?” É esse o questionamento que o economista e educador Marcos Arruda procura responder ao longo dessa obra. Amparado pelos trabalhos de educação de jovens e adultos que tem vivenciado e por concepções e teorias do conhecimento, da economia, do trabalho e da emancipação, o autor aponta caminhos para a formação de pessoas que sejam verdadeiras protagonistas de seu tempo, sujeitos do seu próprio trabalho e empreendimento. Mestrado pela The American University, Washington DC, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense, Marcos Arruda é sócio-fundador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), do Instituto Cajamar e do Ibase.
Autor: Marcos Arruda
Prefácio: Prof. Gaudêncio Frigotto
Páginas: 344
Edição: 1ª Ano: 2009
ISBN: 978-85-7698- 052-0
Formato: 16 x 23 cm- brochura
Peso: 0,543
Cód. Fabricante: 3.01.02.1246 / 18210
Tema: EDUCAÇÃO
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
BRASIL NA CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE _"NÃO TENHO PROFISSÃO DE FÉ,MAS ALTERNATIVA DE PODER"
Entrevista: Senadora do PV diz que pressão social tirou governo da inércia na questão ambiental
Raymundo Costa, de Brasília VALOR, 23/11/2009
Sérgio Lima/Folha Imagem
Marina: "Os partidos começam a ser cobrados sobre como sair da agenda da preservação para a da sustentabilidade"
A entrada da senadora Marina Silva (PV-AC) no páreo presidencial fez com que uma agenda "fadada a passar ao largo de 2010", segundo palavras da própria candidata verde, se transformasse em destaque no discurso de dois dos principais candidatos à eleição: José Serra (PSDB), que aprovou uma lei segundo a qual as emissões de CO2 em São Paulo, a partir de 2011, terão redução de 20%, e Dilma Rousseff (PT), praticamente designada como embaixadora à 15ª Conferência Mundial do Meio Ambiente a ser realizada em Copenhague, capital da Dinamarca.A pressão da sociedade tirou o governo "da inércia", diz Marina, referindo-se à decisão do Palácio do Planalto de levar uma proposta de redução das emissões de gás carbono à conferência de Copenhague, em dezembro..Empenhado na eleição de sua sucessora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestiu o figurino ambiental em Dilma, desde que Marina Silva deixou claro que sairia do PT e se candidataria a presidente pelo Partido Verde. Marina tem clareza de seu papel nesse debate. Sua candidatura, afirma, não é uma mera profissão de fé na questão do desenvolvimento sustentável, como foi a educação, por exemplo, para a candidatura do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) na eleição de 2006 - uma questão monotemática. Trata-se efetivamente, segundo afirma, de uma alternativa de poder.Marina afirma que a agenda do desenvolvimento sustentável deixou de ser uma questão de ruralistas e ambientalistas, como tem sido simplificadamente tratada no Congresso. "Agora não, a opinião pública começa a cobrar dos partidos que têm responsabilidade política o que eles vão fazer para que possamos sair da agenda apenas da preservação em si para a agenda do uso sustentável", diz ela nesta entrevista ao Valor, concedida na tarde de terça-feira em seu gabinete no Senado, em Brasília.Um gabinete mais silencioso que a maioria, mas que, por trás da quietude, encerra uma intensa movimentação da Marina candidata: pedidos de entrevistas, de participação em eventos em todo o país. É nesse ambiente que ela dá a forma final a um projeto que pretende apresentar ao Congresso que pode ser denominado de Consolidação das Leis Ambientais. Marina, assim omo Dilma, José Serra e a senadora ruralista Kátia Abreu (DEM-TO) também estará em Copenhague, em dezembro.A senadora ícone dos ambientalistas, com origem no PT, não tem preconceitos partidários. Para aprovar seus projetos, não hesitou em conversar com tucanos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aliás, defende que PSDB e PT devem se juntar para assegurar "uma cesta básica de governabilidade" que tire os governos das mãos do fisiologismo. Marina defende também que não basta ter a democracia consolidada, o Brasil precisa agora apostar na qualidade política.
Valor: Sua candidatura é uma alternativa real de poder ou uma monotemática profissão de fé?
Marina Silva: Tem que ser alternativa real de poder e de ação. Não pode ser uma profissão de fé. Se o Brasil está levando hoje metas para Copenhague foi porque nunca encaramos o desenvolvimento sustentável como uma questão monotemática. Nós já estamos saindo com praticamente 20% do esforço assegurado. Tem o plano de combate ao desmatamento, o plano de mudanças climáticas, o fundo amazônico, tudo coisa que ou já estava em implementação ou estava praticamente pronta para ser lançada, uma semana antes de sair do governo.
Valor: Uma semana antes de a senhora sair do governo?
Marina: As pessoas têm dificuldades de reconhecer isso. Nem eu estou reivindicando. Só estou dizendo que se as pessoas continuarem encarando as admoestações que os cientistas estão fazendo e adiando decididamente o que precisa ser feito, nós vamos ficar em maus lençóis. Não vamos fazer o dever de casa para chegarmos em 2020 em condições de competir com os países desenvolvidos. Porque eles lá na frente vão dar um jeito, vão fazer o dever de casa. E quem não fizer, dos emergentes, vai pagar caro porque vai ser taxado.
Valor: Como assim?
Marina: A partir de 2020 o carbono vai ser precificado nos produtos. Para se produzir esse gravador aqui você emitiu muito CO2. Isso será taxado. E como é que nós podemos ser taxados? Nos nossos produtos agrícolas e no nosso minério. Mas o Brasil pode ser no século 21 o que os EUA foram no século passado: capaz de acompanhar os países de cultura milenar e se tornar tão desenvolvido ou mais do que eles.
Valor: Não se trata de uma mudança muito brusca para o atual modelo de desenvolvimento?
Marina: No caso do Brasil não é. Primeiro porque temos 20, 40, 50 anos para fazer isso. Mas não podemos perder nenhum dia. Segundo, o Brasil já tem 45% da sua matriz energética limpa. A Inglaterra, que está formulando, apresentando propostas, se colocando na vanguarda, tem 4%. Quer comparar 45% com 4%? Você já começa a corrida lá na frente.
Valor: Há duas propostas de redução de emissões sobre a Mesa. Uma do governo federal, de cerca de 36,1% a 38,9%, e outra de 20% do governo de São Paulo. Qual a sua avaliação sobre cada uma?
Marina: A sociedade brasileira conseguiu, através da pressão de diferentes setores, fazer com que se saísse da inércia. A questão conjuntural, política, mudou nos últimos três meses, fez com que começasse a haver uma competição positiva em torno da agenda ambiental. Uma agenda que estava fadada a passar ao largo da disputa de 2010. É muito interessante verificar o governo de São Paulo, protagonizado pelo governador (José) Serra, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se colocando de uma forma proativa em relação a essa agenda. Isso é uma demonstração de que foi acertada a decisão do Partido Verde (PV) em colocar a questão do desenvolvimento sustentável como eixo estratégico na disputa de 2010, a fim de gerar um novo acordo social que nos permitirá fazer a transição.
Valor: Por quê?
Marina: O Brasil não irá perder mais quatro anos nesse debate. Entrou agora no debate e eu espero que fique. Como tenho muita tranquilidade de que essas mudanças não acontecem com o esforço de um partido e de uma pessoa, é uma integralidade de ações que precisam ser articuladas, celebro essa recém valorização do tema no processo político.
Valor: E quanto ao mérito?
Marina: Do ponto de vista prático o Brasil vai precisar detalhar as propostas do governo federal. O Ministério da Ciência e Tecnologia vai precisar apresentar um novo inventário das emissões de CO2. O que nós temos ainda é de 1994. Vamos precisar institucionalizar a proposta no Congresso Nacional- a de São Paulo é institucionalizada, é uma lei.
Valor: Por que essas propostas precisam ser institucionalizadas?
Marina: Da mesma forma que o governo está querendo corretamente institucionalizar as políticas sociais (o presidente Lula fala na Consolidação das Leis Sociais), para que quem vier depois não faça tábula rasa das políticas sociais, vamos institucionalizar as políticas na área de redução de emissão e mudanças climáticas. Os projetos sobre a política de mudança climática e sobre o fundo já estão aqui no Senado. Eu pretendo apresentar uma proposta para essa institucionalização. Já estou trabalhando em relação a isso. Mas se fizermos uma emenda, o projeto terá que voltar para a Câmara e nós não vamos para Copenhague com a política aprovada. Talvez a solução seja aprovar como veio e apresentar um projeto paralelo, fazendo a institucionalização da meta brasileira para que se possa aprovar a proposta sem precisar voltar.
Valor: Dá tempo?
Marina: Dá tempo. Vai precisar de uma força tarefa aqui dentro.
Valor: A relação de forças no Congresso não tem sido favorável aos ambientalistas e o PV é um partido pequeno. Como a senhora pretende negociar e aprovar essa agenda sem se aliar a Judas, como definiu o presidente Lula a sua política de alianças?
Marina: A legislação ambiental brasileira é considerada uma das melhores do mundo. Nós conseguimos essa legislação como? A partir da Constituição de 1988. Em 20 anos o Brasil faz uma legislação que só foi possível em outros país em milhares de anos. Logo, nós demos um salto qualitativo significativo. Qual é o desafio que está posto e segue em disputa agora? É que tem um grupo que no lugar de passar no teste e criar as ferramentas corretas para cumprir a legislação quer mudar o teste. Ou seja, já que eu não consigo passar na prova então eu vou mudar a prova, facilitando a vida para continuar sem aprender a lição de casa.
Valor: Os ruralistas?
Marina: Essa disputa está colocada aqui dentro. Só que ela não pode ser mais uma disputa que vai ser contabilizada apenas na conta de ruralistas e ambientalistas. Ela agora tem que ser contabilizada, precificada politicamente, na conta de todos os partidos. Tanto é que a mudança no Código Florestal foi adiada.
Valor: Como é que foi adiada?
Marina: Porque tiveram que entrar em cena todos os partidos, porque a sociedade começou a cobrar isso do PSDB, a cobrar do governo, que antes foi fazendo política de vista grossa - 'não, os ruralistas...' - e aprovando e deixando. Agora não, a opinião pública começa a cobrar dos partidos que têm responsabilidade política o que eles vão fazer para que possamos sair da agenda apenas da preservação em si para a agenda do uso sustentável. Durante minha gestão no ministério trabalhamos muito a agenda do uso sustentável e conseguimos aprovar sim. Aprovamos Instituto Chico Mendes, a limitação administrativa provisória, a criação do serviço florestal brasileiro, a lei de gestão das florestas públicas. Não houve lei que tivéssemos mandado para cá que não tivesse sido aprovada. Isso numa negociação difícil, com todos os partidos. Obviamente que, na hora da aprovação, tive que conversar com o PSDB. Conversei com o PSDB, além do PT, que era o partido que dava sustentação (ao governo). A outra parte da base ficava bastante dividida. Nessas questões estratégicas que mencionei eu conversei com o Arthur Virgílio (PSDB-AM), com o Tasso Jereissati (PSDB-CE), e com o próprio Fernando Henrique Cardoso.
Valor: PT e PSDB têm de convergir para uma agenda estratégica?
Marina: E é isso que eu tenho dito: enquanto o PSDB e o PT não conversarem sobre aquilo que é estratégico para o Brasil e criarem uma governabilidade mínima, uma cesta básica de governabilidade para esse país, nós vamos continuar reféns do fisiologismo dentro do Congresso. Se eles forem capazes de fazer essa cesta básica de governabilidade, nós vamos qualificar a oposição no Congresso. A oposição e a situação. Porque cada governo saberá que, naquilo que for essencial e estratégico, não haverá aventura. Não haverá política do quanto pior melhor. E ele vai poder constituir uma base com mais tranquilidade, sem depender do fisiologismo exacerbado.
Valor: Uma candidatura do PV pode liderar esse processo?
Marina: Eu não tenho nenhum problema em reconhecer os avanços dos últimos 16 anos e o PV também não tem. E acho que o desafio diante do qual nós estamos vai exigir um realinhamento histórico sim. Conquistamos e estabilizamos a democracia; tivemos um sociólogo; agora, tivemos um presidente operário; e conquistas significativas e erros nas agendas de ambos os governos. O Brasil precisa agora apostar na qualidade política. Não basta ter a democracia consolidada. É preciso que as instituições políticas sejam revisitadas e reformadas. Os partidos viraram máquinas de ganhar poder. Onde é que está o lugar do debate das ideias, das propostas, se vira tudo um cálculo pragmático de quem tem mais máquina para ganhar poder? É o momento de um grande debate político no Brasil que possibilite esse realinhamento histórico. Você pergunta se é o PV que vai fazer isso, eu respondo que talvez o PV seja o primeiro que está se dispondo a fazer esse debate.
Valor: Setores do PV reclamam a sua presença em eventos que poderiam ajudar o partido a arrecadar recursos para a campanha.
Marina: É, mas ainda não tem financiamento de campanha porque não tem campanha.
Valor: Como a senhora pretende enfrentar essa questão do financiamento de campanha?
Marina: Com transparência total e buscando criar mecanismos que em lugar da lógica de poucos contribuindo com muito a gente possa ter muitos contribuindo com pouco. E fazer um processo mais horizontalizado.
Valor: O empresariado também está mudando de visão em relação às questões ambientais?
Marina: Mudança de visão e de atitude. Tem um setor de vanguarda que se coloca no topo dessa discussão, com pensamento estratégico, acompanhando o que há na ponta do empresariado global e que vem de muito tempo nessa discussão. Os que começaram no movimento movidos pelo coração, por princípios éticos, foram fundamentais para mostrar em três dimensões que era possível ter investimentos prósperos com qualidade social e ambiental. E hoje há uma boa parte que está se movimentando pela razão. E existe um grupo que ainda não percebeu o que está acontecendo e tem uma visão atrasada. Essas pessoas não podem ser os protagonistas, os representantes do empresariado brasileiro. O Brasil tem que criar uma nova narrativa para seus produtos. Até bem pouco tempo as pessoas davam preferência ao produto que tivesse uma boa apresentação estética, custo baixo e qualidade técnica. Agora, além desses três, tem também o conteúdo ético desse produto. O Brasil pode se colocar na vanguarda, diferente da China e da Índia e de outros que não têm como fazer isso porque é muito difícil. Nós temos água, terras fêrteis, potencial de fazer uma matriz energética renovável. E existe uma quantidade enorme de pessoas no mundo inteiro que estão ávidas por esses produtos de conteúdo ético.
Valor: Como é possível mensurar esse mercado ético?
Marina: Primeiro pelo apelo das pessoas que querem se comprometer, do ponto de vista prático, com as mudanças. As pessoas estão percebendo que elas podem eleger muito mais do que deputado, senador e presidente da República. Elas podem eleger produtos. E essa eleição vem sendo feita. Recentemente o Greenpeace fez uma denúncia associando a atividade pecuária à destruição da Amazônia. Fez um levantamento em toda a cadeia produtiva. Da Prada, grife de marca chiquérrima, à produção lá no campo. Isso fez com que as redes de supermercados e todos os que usam esses produtos passassem a exigir o cumprimento da legislação. Recentemente a Serasa apresentou uma espécie de "conformidade ambiental" para o crédito do sistema financeiro. Os bancos pediram ao Serasa. Eles (os bancos) poderiam ter uma atitude reativa. O que eles estão tendo? Uma atitude proativa.
Raymundo Costa, de Brasília VALOR, 23/11/2009
Sérgio Lima/Folha Imagem
Marina: "Os partidos começam a ser cobrados sobre como sair da agenda da preservação para a da sustentabilidade"
A entrada da senadora Marina Silva (PV-AC) no páreo presidencial fez com que uma agenda "fadada a passar ao largo de 2010", segundo palavras da própria candidata verde, se transformasse em destaque no discurso de dois dos principais candidatos à eleição: José Serra (PSDB), que aprovou uma lei segundo a qual as emissões de CO2 em São Paulo, a partir de 2011, terão redução de 20%, e Dilma Rousseff (PT), praticamente designada como embaixadora à 15ª Conferência Mundial do Meio Ambiente a ser realizada em Copenhague, capital da Dinamarca.A pressão da sociedade tirou o governo "da inércia", diz Marina, referindo-se à decisão do Palácio do Planalto de levar uma proposta de redução das emissões de gás carbono à conferência de Copenhague, em dezembro..Empenhado na eleição de sua sucessora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestiu o figurino ambiental em Dilma, desde que Marina Silva deixou claro que sairia do PT e se candidataria a presidente pelo Partido Verde. Marina tem clareza de seu papel nesse debate. Sua candidatura, afirma, não é uma mera profissão de fé na questão do desenvolvimento sustentável, como foi a educação, por exemplo, para a candidatura do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) na eleição de 2006 - uma questão monotemática. Trata-se efetivamente, segundo afirma, de uma alternativa de poder.Marina afirma que a agenda do desenvolvimento sustentável deixou de ser uma questão de ruralistas e ambientalistas, como tem sido simplificadamente tratada no Congresso. "Agora não, a opinião pública começa a cobrar dos partidos que têm responsabilidade política o que eles vão fazer para que possamos sair da agenda apenas da preservação em si para a agenda do uso sustentável", diz ela nesta entrevista ao Valor, concedida na tarde de terça-feira em seu gabinete no Senado, em Brasília.Um gabinete mais silencioso que a maioria, mas que, por trás da quietude, encerra uma intensa movimentação da Marina candidata: pedidos de entrevistas, de participação em eventos em todo o país. É nesse ambiente que ela dá a forma final a um projeto que pretende apresentar ao Congresso que pode ser denominado de Consolidação das Leis Ambientais. Marina, assim omo Dilma, José Serra e a senadora ruralista Kátia Abreu (DEM-TO) também estará em Copenhague, em dezembro.A senadora ícone dos ambientalistas, com origem no PT, não tem preconceitos partidários. Para aprovar seus projetos, não hesitou em conversar com tucanos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aliás, defende que PSDB e PT devem se juntar para assegurar "uma cesta básica de governabilidade" que tire os governos das mãos do fisiologismo. Marina defende também que não basta ter a democracia consolidada, o Brasil precisa agora apostar na qualidade política.
Valor: Sua candidatura é uma alternativa real de poder ou uma monotemática profissão de fé?
Marina Silva: Tem que ser alternativa real de poder e de ação. Não pode ser uma profissão de fé. Se o Brasil está levando hoje metas para Copenhague foi porque nunca encaramos o desenvolvimento sustentável como uma questão monotemática. Nós já estamos saindo com praticamente 20% do esforço assegurado. Tem o plano de combate ao desmatamento, o plano de mudanças climáticas, o fundo amazônico, tudo coisa que ou já estava em implementação ou estava praticamente pronta para ser lançada, uma semana antes de sair do governo.
Valor: Uma semana antes de a senhora sair do governo?
Marina: As pessoas têm dificuldades de reconhecer isso. Nem eu estou reivindicando. Só estou dizendo que se as pessoas continuarem encarando as admoestações que os cientistas estão fazendo e adiando decididamente o que precisa ser feito, nós vamos ficar em maus lençóis. Não vamos fazer o dever de casa para chegarmos em 2020 em condições de competir com os países desenvolvidos. Porque eles lá na frente vão dar um jeito, vão fazer o dever de casa. E quem não fizer, dos emergentes, vai pagar caro porque vai ser taxado.
Valor: Como assim?
Marina: A partir de 2020 o carbono vai ser precificado nos produtos. Para se produzir esse gravador aqui você emitiu muito CO2. Isso será taxado. E como é que nós podemos ser taxados? Nos nossos produtos agrícolas e no nosso minério. Mas o Brasil pode ser no século 21 o que os EUA foram no século passado: capaz de acompanhar os países de cultura milenar e se tornar tão desenvolvido ou mais do que eles.
Valor: Não se trata de uma mudança muito brusca para o atual modelo de desenvolvimento?
Marina: No caso do Brasil não é. Primeiro porque temos 20, 40, 50 anos para fazer isso. Mas não podemos perder nenhum dia. Segundo, o Brasil já tem 45% da sua matriz energética limpa. A Inglaterra, que está formulando, apresentando propostas, se colocando na vanguarda, tem 4%. Quer comparar 45% com 4%? Você já começa a corrida lá na frente.
Valor: Há duas propostas de redução de emissões sobre a Mesa. Uma do governo federal, de cerca de 36,1% a 38,9%, e outra de 20% do governo de São Paulo. Qual a sua avaliação sobre cada uma?
Marina: A sociedade brasileira conseguiu, através da pressão de diferentes setores, fazer com que se saísse da inércia. A questão conjuntural, política, mudou nos últimos três meses, fez com que começasse a haver uma competição positiva em torno da agenda ambiental. Uma agenda que estava fadada a passar ao largo da disputa de 2010. É muito interessante verificar o governo de São Paulo, protagonizado pelo governador (José) Serra, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se colocando de uma forma proativa em relação a essa agenda. Isso é uma demonstração de que foi acertada a decisão do Partido Verde (PV) em colocar a questão do desenvolvimento sustentável como eixo estratégico na disputa de 2010, a fim de gerar um novo acordo social que nos permitirá fazer a transição.
Valor: Por quê?
Marina: O Brasil não irá perder mais quatro anos nesse debate. Entrou agora no debate e eu espero que fique. Como tenho muita tranquilidade de que essas mudanças não acontecem com o esforço de um partido e de uma pessoa, é uma integralidade de ações que precisam ser articuladas, celebro essa recém valorização do tema no processo político.
Valor: E quanto ao mérito?
Marina: Do ponto de vista prático o Brasil vai precisar detalhar as propostas do governo federal. O Ministério da Ciência e Tecnologia vai precisar apresentar um novo inventário das emissões de CO2. O que nós temos ainda é de 1994. Vamos precisar institucionalizar a proposta no Congresso Nacional- a de São Paulo é institucionalizada, é uma lei.
Valor: Por que essas propostas precisam ser institucionalizadas?
Marina: Da mesma forma que o governo está querendo corretamente institucionalizar as políticas sociais (o presidente Lula fala na Consolidação das Leis Sociais), para que quem vier depois não faça tábula rasa das políticas sociais, vamos institucionalizar as políticas na área de redução de emissão e mudanças climáticas. Os projetos sobre a política de mudança climática e sobre o fundo já estão aqui no Senado. Eu pretendo apresentar uma proposta para essa institucionalização. Já estou trabalhando em relação a isso. Mas se fizermos uma emenda, o projeto terá que voltar para a Câmara e nós não vamos para Copenhague com a política aprovada. Talvez a solução seja aprovar como veio e apresentar um projeto paralelo, fazendo a institucionalização da meta brasileira para que se possa aprovar a proposta sem precisar voltar.
Valor: Dá tempo?
Marina: Dá tempo. Vai precisar de uma força tarefa aqui dentro.
Valor: A relação de forças no Congresso não tem sido favorável aos ambientalistas e o PV é um partido pequeno. Como a senhora pretende negociar e aprovar essa agenda sem se aliar a Judas, como definiu o presidente Lula a sua política de alianças?
Marina: A legislação ambiental brasileira é considerada uma das melhores do mundo. Nós conseguimos essa legislação como? A partir da Constituição de 1988. Em 20 anos o Brasil faz uma legislação que só foi possível em outros país em milhares de anos. Logo, nós demos um salto qualitativo significativo. Qual é o desafio que está posto e segue em disputa agora? É que tem um grupo que no lugar de passar no teste e criar as ferramentas corretas para cumprir a legislação quer mudar o teste. Ou seja, já que eu não consigo passar na prova então eu vou mudar a prova, facilitando a vida para continuar sem aprender a lição de casa.
Valor: Os ruralistas?
Marina: Essa disputa está colocada aqui dentro. Só que ela não pode ser mais uma disputa que vai ser contabilizada apenas na conta de ruralistas e ambientalistas. Ela agora tem que ser contabilizada, precificada politicamente, na conta de todos os partidos. Tanto é que a mudança no Código Florestal foi adiada.
Valor: Como é que foi adiada?
Marina: Porque tiveram que entrar em cena todos os partidos, porque a sociedade começou a cobrar isso do PSDB, a cobrar do governo, que antes foi fazendo política de vista grossa - 'não, os ruralistas...' - e aprovando e deixando. Agora não, a opinião pública começa a cobrar dos partidos que têm responsabilidade política o que eles vão fazer para que possamos sair da agenda apenas da preservação em si para a agenda do uso sustentável. Durante minha gestão no ministério trabalhamos muito a agenda do uso sustentável e conseguimos aprovar sim. Aprovamos Instituto Chico Mendes, a limitação administrativa provisória, a criação do serviço florestal brasileiro, a lei de gestão das florestas públicas. Não houve lei que tivéssemos mandado para cá que não tivesse sido aprovada. Isso numa negociação difícil, com todos os partidos. Obviamente que, na hora da aprovação, tive que conversar com o PSDB. Conversei com o PSDB, além do PT, que era o partido que dava sustentação (ao governo). A outra parte da base ficava bastante dividida. Nessas questões estratégicas que mencionei eu conversei com o Arthur Virgílio (PSDB-AM), com o Tasso Jereissati (PSDB-CE), e com o próprio Fernando Henrique Cardoso.
Valor: PT e PSDB têm de convergir para uma agenda estratégica?
Marina: E é isso que eu tenho dito: enquanto o PSDB e o PT não conversarem sobre aquilo que é estratégico para o Brasil e criarem uma governabilidade mínima, uma cesta básica de governabilidade para esse país, nós vamos continuar reféns do fisiologismo dentro do Congresso. Se eles forem capazes de fazer essa cesta básica de governabilidade, nós vamos qualificar a oposição no Congresso. A oposição e a situação. Porque cada governo saberá que, naquilo que for essencial e estratégico, não haverá aventura. Não haverá política do quanto pior melhor. E ele vai poder constituir uma base com mais tranquilidade, sem depender do fisiologismo exacerbado.
Valor: Uma candidatura do PV pode liderar esse processo?
Marina: Eu não tenho nenhum problema em reconhecer os avanços dos últimos 16 anos e o PV também não tem. E acho que o desafio diante do qual nós estamos vai exigir um realinhamento histórico sim. Conquistamos e estabilizamos a democracia; tivemos um sociólogo; agora, tivemos um presidente operário; e conquistas significativas e erros nas agendas de ambos os governos. O Brasil precisa agora apostar na qualidade política. Não basta ter a democracia consolidada. É preciso que as instituições políticas sejam revisitadas e reformadas. Os partidos viraram máquinas de ganhar poder. Onde é que está o lugar do debate das ideias, das propostas, se vira tudo um cálculo pragmático de quem tem mais máquina para ganhar poder? É o momento de um grande debate político no Brasil que possibilite esse realinhamento histórico. Você pergunta se é o PV que vai fazer isso, eu respondo que talvez o PV seja o primeiro que está se dispondo a fazer esse debate.
Valor: Setores do PV reclamam a sua presença em eventos que poderiam ajudar o partido a arrecadar recursos para a campanha.
Marina: É, mas ainda não tem financiamento de campanha porque não tem campanha.
Valor: Como a senhora pretende enfrentar essa questão do financiamento de campanha?
Marina: Com transparência total e buscando criar mecanismos que em lugar da lógica de poucos contribuindo com muito a gente possa ter muitos contribuindo com pouco. E fazer um processo mais horizontalizado.
Valor: O empresariado também está mudando de visão em relação às questões ambientais?
Marina: Mudança de visão e de atitude. Tem um setor de vanguarda que se coloca no topo dessa discussão, com pensamento estratégico, acompanhando o que há na ponta do empresariado global e que vem de muito tempo nessa discussão. Os que começaram no movimento movidos pelo coração, por princípios éticos, foram fundamentais para mostrar em três dimensões que era possível ter investimentos prósperos com qualidade social e ambiental. E hoje há uma boa parte que está se movimentando pela razão. E existe um grupo que ainda não percebeu o que está acontecendo e tem uma visão atrasada. Essas pessoas não podem ser os protagonistas, os representantes do empresariado brasileiro. O Brasil tem que criar uma nova narrativa para seus produtos. Até bem pouco tempo as pessoas davam preferência ao produto que tivesse uma boa apresentação estética, custo baixo e qualidade técnica. Agora, além desses três, tem também o conteúdo ético desse produto. O Brasil pode se colocar na vanguarda, diferente da China e da Índia e de outros que não têm como fazer isso porque é muito difícil. Nós temos água, terras fêrteis, potencial de fazer uma matriz energética renovável. E existe uma quantidade enorme de pessoas no mundo inteiro que estão ávidas por esses produtos de conteúdo ético.
Valor: Como é possível mensurar esse mercado ético?
Marina: Primeiro pelo apelo das pessoas que querem se comprometer, do ponto de vista prático, com as mudanças. As pessoas estão percebendo que elas podem eleger muito mais do que deputado, senador e presidente da República. Elas podem eleger produtos. E essa eleição vem sendo feita. Recentemente o Greenpeace fez uma denúncia associando a atividade pecuária à destruição da Amazônia. Fez um levantamento em toda a cadeia produtiva. Da Prada, grife de marca chiquérrima, à produção lá no campo. Isso fez com que as redes de supermercados e todos os que usam esses produtos passassem a exigir o cumprimento da legislação. Recentemente a Serasa apresentou uma espécie de "conformidade ambiental" para o crédito do sistema financeiro. Os bancos pediram ao Serasa. Eles (os bancos) poderiam ter uma atitude reativa. O que eles estão tendo? Uma atitude proativa.
domingo, 8 de novembro de 2009
Cutrale devolve terras griladas_a ficção
A Cutrale, maior empresa de exportação de Suco de Laranja é o símbolo da grilagem que o Brasil sofreu durante centenas de anos.Sempre teve bons relacionamentos com o Palácio do Planalto - de Sarney ao atual governo. O artigo abaixo é do filósofo Roberto Malvezzi.
Cutrale e a moral do “sepulcro caiado”."Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, "mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de km², haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar".Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades".Para concluir, afirmou que "espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país. Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favoresgovernamentais.Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras".O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais por que buscar culpados onde eles não existem."
Faço esse texto a pedido de muitos amigos. Para muitos, o meu texto “Cutrale devolve terras griladas” fez com que muita gente acreditasse na conversão da empresa. Então, dou as devidas explicações.A ocupação da Cutrale pelo MST trouxe algumas perplexidades. Eu mesmo me senti constrangido quando o movimento foi acusado de depredar e, sobretudo, de furtar objetos pessoais de funcionários da empresa. Depois, o próprio Movimento lançou uma nota pedindo desculpas de seus erros, negou a depredação e, sobretudo, o furto de alguns objetos. Achei a carta do MST bonita e convincente. Só os magnânimos têm capacidade de reconhecer seus próprios erros. O Movimento teve.Entretanto, vendo a televisão e jornais, fiquei indignado com a moral farisaica que jorrou sobre o caso. Deputados, setores da mídia, profissionais da mídia, até o presidente da República, desfilaram uma onda de ataques ao movimento, mas sempre ocultando o problema mais grave, isto é, o fato da empresa ocupar área pública grilada. Foi pretexto até para uma nova CPI sobre os Sem Terra. E não é só a Cutrale. O Prof. Ariovaldo Umbelino estima que cerca de 200 milhões de hectares de terras públicas, 25% do território brasileiro, estão ocupados ilegalmente. Agora esse número deve diminuir, já que o governo Lula decidiu legalizar o grilo de 67 milhões de hectares só na Amazônia. Mas, não é só ali. O Pontal do Paranapanema e outras regiões do Brasil apresentam o mesmo problema.Então, todas essas acusações contra o MST me pareceram coisa típica da moral farisaica, que “côa mosquito e engole camelo”, ou dos sepulcros caídos, que “estão bonitos por fora e cheios de toda podridão por dentro”. Lamentar 7 mil pés de laranja e não ver a cem mil famílias que estão nas estradas, ignorar o grilo das terras, ignorar o que está acontecendo com os Guaranis no Mato Grosso, com os atingidos pelos grandes projetos, é uma moral de hipócritas, que coam mosquito e engolem elefantes.Decidi fazer um texto ironizando o caso. A grande mídia rodeou o texto, telefonou, mandou e-mails, mas não mordeu a isca. Não iria repercutir um texto como esse. Muitos amigos riram na hora, até elogiaram a peça de marketing ou disseram que era mais fácil acreditar em “saci, ET de Varginha, Papai Noel, etc.”. Porém, talvez por ingenuidade, ou por querer ver algo de sério acontecer nesse país, muitos acreditaram, embora seja a essência do absurdo. Quem já viu grileiro devolver terras, respeitar sem terra, reconhecer os problemas históricos dos índios, etc.?Então, afirmo que o texto “Cutrale devolve terras griladas” é uma ficção e não podia ser outra coisa, tamanho o absurdo do conteúdo
Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral.
Cutrale e a moral do “sepulcro caiado”."Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, "mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de km², haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar".Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades".Para concluir, afirmou que "espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país. Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favoresgovernamentais.Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras".O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais por que buscar culpados onde eles não existem."
Faço esse texto a pedido de muitos amigos. Para muitos, o meu texto “Cutrale devolve terras griladas” fez com que muita gente acreditasse na conversão da empresa. Então, dou as devidas explicações.A ocupação da Cutrale pelo MST trouxe algumas perplexidades. Eu mesmo me senti constrangido quando o movimento foi acusado de depredar e, sobretudo, de furtar objetos pessoais de funcionários da empresa. Depois, o próprio Movimento lançou uma nota pedindo desculpas de seus erros, negou a depredação e, sobretudo, o furto de alguns objetos. Achei a carta do MST bonita e convincente. Só os magnânimos têm capacidade de reconhecer seus próprios erros. O Movimento teve.Entretanto, vendo a televisão e jornais, fiquei indignado com a moral farisaica que jorrou sobre o caso. Deputados, setores da mídia, profissionais da mídia, até o presidente da República, desfilaram uma onda de ataques ao movimento, mas sempre ocultando o problema mais grave, isto é, o fato da empresa ocupar área pública grilada. Foi pretexto até para uma nova CPI sobre os Sem Terra. E não é só a Cutrale. O Prof. Ariovaldo Umbelino estima que cerca de 200 milhões de hectares de terras públicas, 25% do território brasileiro, estão ocupados ilegalmente. Agora esse número deve diminuir, já que o governo Lula decidiu legalizar o grilo de 67 milhões de hectares só na Amazônia. Mas, não é só ali. O Pontal do Paranapanema e outras regiões do Brasil apresentam o mesmo problema.Então, todas essas acusações contra o MST me pareceram coisa típica da moral farisaica, que “côa mosquito e engole camelo”, ou dos sepulcros caídos, que “estão bonitos por fora e cheios de toda podridão por dentro”. Lamentar 7 mil pés de laranja e não ver a cem mil famílias que estão nas estradas, ignorar o grilo das terras, ignorar o que está acontecendo com os Guaranis no Mato Grosso, com os atingidos pelos grandes projetos, é uma moral de hipócritas, que coam mosquito e engolem elefantes.Decidi fazer um texto ironizando o caso. A grande mídia rodeou o texto, telefonou, mandou e-mails, mas não mordeu a isca. Não iria repercutir um texto como esse. Muitos amigos riram na hora, até elogiaram a peça de marketing ou disseram que era mais fácil acreditar em “saci, ET de Varginha, Papai Noel, etc.”. Porém, talvez por ingenuidade, ou por querer ver algo de sério acontecer nesse país, muitos acreditaram, embora seja a essência do absurdo. Quem já viu grileiro devolver terras, respeitar sem terra, reconhecer os problemas históricos dos índios, etc.?Então, afirmo que o texto “Cutrale devolve terras griladas” é uma ficção e não podia ser outra coisa, tamanho o absurdo do conteúdo
Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral.
sábado, 31 de outubro de 2009
OS BALAIOS DO SACI E SUAS TOCAS LÁ NO SÍTIO_Saci e a cultura caipira:
Quem trabalha e se envolve com Educação Socioambiental não pode deixar de conhecer ...
http://www.turmadosaci.com/
Criado pelo designer Ronaldo J. dos Santos, este website propõe-se como conclusão do curso de Pós-graduação em Design da Faculdade de Comunicação e Artes do SENAC, ano de 2004. O projeto consiste em um website educativo sobre mitos e lendas do folclore nacional. Os personagens são desenhados como se fossem personagens de histórias em quadrinhos. Direcionado a crianças de 7 a 10 anos, o website mostra a origem dos principais mitos folclóricos do Brasil, tem jogos e atividades, informação sobre a fauna e flora brasileiras, envio de cartões virtuais, entre outros.
http://www.lobato.com.br/
Síítio pertencente à Monteiro Lobato Licenciamentos, mantido e orientado pela família do escritor.
http://www.ancsaci.com.br/
Sítio da Associação Nacional dos Criadores de Saci. Em Botucatu, sede da Ancs, já foram realizados três festivais anuais do Saci.
wqsaci.vilabol.uol.com.br/WeQtSACI/Index.htm
Um trabalho sobre cultura popular, dirigido a estudantes e que pode ser enriquecido por qualquer pessoa. Elaborado por Ana Maria Martins de Souza.
criadoresdesacis.blig.ig.com.br
Blog da "Saciação" de Amigos e Criadores Interioranos de Sacis – SACIS, de São José do Rio Preto. O grupo é formado por jornalistas, médicos, psicólogos, músicos, escritores e artistas, entre outros.
http://www.confraria.art.br/
A Confraria é uma produtora de curta-metragens e se propõe documentar a tradição oral do interior de São Paulo, com seus mitos e lendas, por meio do registro das práticas sociais e entrevistas com a população (em construção).
http://http://www.ailhadoceu.com.br/
Site de Educação Ambiental, com ilustrações, quadrinhos e animação. Desenvolvido a partir de princípios definidos pelo cineasta e ambientalista Céu D'Elli.
Seres assombrosos: http://www.ailhadoceu.com.br/yandu1.html
Imagens e causo de Saci: http://www.ailhadoceu.com.br/saci/saci.html
http://www.tempodebrincar.com.br/
A Cia Tempo de Brincar nasceu com a união da atriz Elaine Buzato ao Músico e Compositor Valter Silva.
Com um trabalho de pesquisa e criação a partir da Cultura Popular Brasileira em suas diversas manifestações como a música, o teatro, os contos, lendas e mitos, as festas e crenças, a Cia Tempo de Brincar criou os espetáculos Tempo de Brincar, Cantigas de Amor para um Coração e Histórias Folias e Cantigas de Natal, todos destinados não só ao público infantil, mas a crianças de todas as idades
http://www.vilaesperanca.org/?cat=1/
http://www.myspace.com/quartetopere
http://www.myspace.com/grupoperere
http://www.eosaciurbano.wordpress.com/
http://www.flickr.com/thiagovazart
Síntese do trabalho do artista Thiago Vaz
Thiago Vaz é: grafiteiro, Ilustrador, educador, comunicador e produtor cultural. Trabalha com artes visuais desde 97, hoje é formado em comunicação social pela Faculdade Editora Nacional (FAENAC).
Em ilustração e comunicação, o artista Thiago Vaz atua como colaborador da editora: Momento Editorial. Que publica as revistas: A Rede (tecnologia para a inclusão social) e Wireless mundi (a revista da mobilidade social). Na educação, Vaz trabalha como instrutor de artes na Instituição Lar Espirita Bezerra de Menezes (LEBEM), que realiza oficinas lúdicas que complementam a educação das crianças e adolescentes nos bairros pobres das periferias dos municípios de Mauá e Ribeirão Pires.
Na Cultura, Vaz colabora com a Respeitada ONG Ação Educativa, atuando no Núcleo de Grafite do centro de juventude, cultura e mobilização social da ONG. Todo dia 27 de março o núcleo de grafite, organiza o mais importante evento de grafite no qual se comemora o dia nacional do Grafite, sempre em Homenagem ao dia da morte do pioneiro dessa arte no Brasil, o artista Alex Valauri.
Hoje, o tema central de seu trabalho é o folclore popular brasileiro ou o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural-nacional. Que vão desde intervenções com personagens tais como o saci-urbano até os grafites com referências da arte indígena, indicando sempre o povo que a faz em sua cultura ancestral. Para tal efeito o artista fez recentemente na Amazônia, uma pesquisa sobre esta arte para ilustrar a matéria “Floresta digital”, que será publicada em Wirelles Mundi (a revista da mobilidade digital).
http://www.turmadosaci.com/
Criado pelo designer Ronaldo J. dos Santos, este website propõe-se como conclusão do curso de Pós-graduação em Design da Faculdade de Comunicação e Artes do SENAC, ano de 2004. O projeto consiste em um website educativo sobre mitos e lendas do folclore nacional. Os personagens são desenhados como se fossem personagens de histórias em quadrinhos. Direcionado a crianças de 7 a 10 anos, o website mostra a origem dos principais mitos folclóricos do Brasil, tem jogos e atividades, informação sobre a fauna e flora brasileiras, envio de cartões virtuais, entre outros.
http://www.lobato.com.br/
Síítio pertencente à Monteiro Lobato Licenciamentos, mantido e orientado pela família do escritor.
http://www.ancsaci.com.br/
Sítio da Associação Nacional dos Criadores de Saci. Em Botucatu, sede da Ancs, já foram realizados três festivais anuais do Saci.
wqsaci.vilabol.uol.com.br/WeQtSACI/Index.htm
Um trabalho sobre cultura popular, dirigido a estudantes e que pode ser enriquecido por qualquer pessoa. Elaborado por Ana Maria Martins de Souza.
criadoresdesacis.blig.ig.com.br
Blog da "Saciação" de Amigos e Criadores Interioranos de Sacis – SACIS, de São José do Rio Preto. O grupo é formado por jornalistas, médicos, psicólogos, músicos, escritores e artistas, entre outros.
http://www.confraria.art.br/
A Confraria é uma produtora de curta-metragens e se propõe documentar a tradição oral do interior de São Paulo, com seus mitos e lendas, por meio do registro das práticas sociais e entrevistas com a população (em construção).
http://http://www.ailhadoceu.com.br/
Site de Educação Ambiental, com ilustrações, quadrinhos e animação. Desenvolvido a partir de princípios definidos pelo cineasta e ambientalista Céu D'Elli.
Seres assombrosos: http://www.ailhadoceu.com.br/yandu1.html
Imagens e causo de Saci: http://www.ailhadoceu.com.br/saci/saci.html
http://www.tempodebrincar.com.br/
A Cia Tempo de Brincar nasceu com a união da atriz Elaine Buzato ao Músico e Compositor Valter Silva.
Com um trabalho de pesquisa e criação a partir da Cultura Popular Brasileira em suas diversas manifestações como a música, o teatro, os contos, lendas e mitos, as festas e crenças, a Cia Tempo de Brincar criou os espetáculos Tempo de Brincar, Cantigas de Amor para um Coração e Histórias Folias e Cantigas de Natal, todos destinados não só ao público infantil, mas a crianças de todas as idades
http://www.vilaesperanca.org/?cat=1/
http://www.myspace.com/quartetopere
http://www.myspace.com/grupoperere
http://www.eosaciurbano.wordpress.com/
http://www.flickr.com/thiagovazart
Síntese do trabalho do artista Thiago Vaz
Thiago Vaz é: grafiteiro, Ilustrador, educador, comunicador e produtor cultural. Trabalha com artes visuais desde 97, hoje é formado em comunicação social pela Faculdade Editora Nacional (FAENAC).
Em ilustração e comunicação, o artista Thiago Vaz atua como colaborador da editora: Momento Editorial. Que publica as revistas: A Rede (tecnologia para a inclusão social) e Wireless mundi (a revista da mobilidade social). Na educação, Vaz trabalha como instrutor de artes na Instituição Lar Espirita Bezerra de Menezes (LEBEM), que realiza oficinas lúdicas que complementam a educação das crianças e adolescentes nos bairros pobres das periferias dos municípios de Mauá e Ribeirão Pires.
Na Cultura, Vaz colabora com a Respeitada ONG Ação Educativa, atuando no Núcleo de Grafite do centro de juventude, cultura e mobilização social da ONG. Todo dia 27 de março o núcleo de grafite, organiza o mais importante evento de grafite no qual se comemora o dia nacional do Grafite, sempre em Homenagem ao dia da morte do pioneiro dessa arte no Brasil, o artista Alex Valauri.
Hoje, o tema central de seu trabalho é o folclore popular brasileiro ou o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural-nacional. Que vão desde intervenções com personagens tais como o saci-urbano até os grafites com referências da arte indígena, indicando sempre o povo que a faz em sua cultura ancestral. Para tal efeito o artista fez recentemente na Amazônia, uma pesquisa sobre esta arte para ilustrar a matéria “Floresta digital”, que será publicada em Wirelles Mundi (a revista da mobilidade digital).
ERA UMA VEZ...UM SACI...NUM SÍTIO LÁ LONGE...
Por que "raloins", duendes e gnomos?
Nós, brasileiros, temos nossos próprios mitos, que não ficam nada a dever a esses importados, comerciais, que são usados para anestesiar a auto-estima do nosso povo. Respeitamos os mitos dos outros, mas não queremos que eles sejam usados pela indústria cultural como predadores dos nossos. Cada vez mais, muitos brasileiros começam a compreender isso. Uma prova foi o evento "O Grito do Saci", realizado nos dias 5, 6 e 7 de setembro, em São Luiz do
Paraitinga, Estado de São Paulo, que atraiu muita gente e foi uma catarse geral, uma lavação de alma. Outra prova é a onda de adesões que a Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci) vem recebendo de vários pontos do país. O Saci, a Iara, o Boitatá, o Curupira, o Mapinguari e muitos outros brasileiros legítimos estão aí para serem festejados, sem espírito comercial, como nossos legítimos representantes no mundo do imaginário popular e infantil.Viva essa turma boa!Por isso, nós, abaixo-assinados, solicitamos que o Ministério da Cultura abrace esta causa de valorização da cultura brasileira, instituindo o 31 de outubro como "Dia do Saci e seus Amigos".Se você concordar, coloque seu nome, identidade, profissão e cidade em que mora e recomende este sítio a seus amigos. http://www.sosaci.org/abaixo-assinado.htm
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Réquiem para a TRANSPOSIÇÂO do S.Francisco

O dobre dos sinos e o jejum têm o peso de uma profecia. Esses símbolos querem dizer que a transposição do São Francisco não se concluirá. (Fotos João Zinclar) É NATURAL que chefes de Estado tenham o sonho de vincular sua memória a uma grande obra perene. Brasília é o monumento que imortalizou Juscelino Kubitschek. Imagino que Lula, nordestino que passou sede no semiárido, carregou pote d'água na cabeça, possa estar sonhando em se ligar pessoalmente com o nordestino rio São Francisco, símbolo da integração nacional, transformando o grande sertão da seca num abençoado oásis graças a um gigantesco projeto de transposição de suas águas. O projeto nada deveria à Transamazônica nem a Itaipu. Isso explica, quem sabe, sua apaixonada tenacidade em querer levar adiante essa obra apesar das inúmeras reações contrárias de parte do Judiciário, do Ministério Público, da mídia, dos cientistas, do episcopado católico, das organizações sociais, dos atingidos pelas obras: camponeses, quilombolas, grupos indígenas.Na sua excursão ao longo do projetado canal, levando aos palanques Ciro Gomes, além da candidata Dilma Rousseff, não faltou, da parte do presidente, o irado recado para os que ele considera obstáculos à transposição. Enquanto isso, chamou a atenção de muitos o gesto do bispo da Barra, dom Luiz Cappio, ordenando o dobre de finados na catedral enquanto Lula perambulava por aquela cidade.Os sinos são a secular e inconfundível marca da cultura cristã nos templos das grandes metrópoles e nas pequeninas capelas do interior. Acompanham alegrias e esperanças, tristezas e angústias da comunidade nos eventos maiores do lugar ou marcam, com seu toque lúgubre, a morte dos entes queridos e o Dia de Finados. Conhecendo pessoalmente os sentimentos desse homem, que não hesitou em colocar a sua vida pelo povo ribeirinho, bem como pela revitalização do rio, posso dizer que esse gesto, o do dobre dos sinos, bem como o do jejum, tem o peso de uma profecia. Esses símbolos querem dizer que a transposição do São Francisco não se concluirá. Morrerá. Descansará em paz. Réquiem, então, para ela! Muita gente está convencida da inviabilidade desse megaprojeto. Eis as razões. A transposição pretende guindar continuamente, em um desnível de 300 metros, 2,1 bilhões de m3 da água mais cara do mundo para o Nordeste, que, por sua vez, já acumula 37 bilhões de m3 a custo zero. Se o problema da seca do Nordeste não se resolve com esses 37 bilhões de m3 armazenados, irá ser resolvido com 2,1 bilhões de m3 da transposição? Uma certeza muitos têm: os 70 mil açudes do Nordeste construídos nesses cem anos demonstram que lá não falta água. O que falta é a distribuição dessa água. Basta implantar um vigoroso sistema de adutoras, como o proposto pela Agência Nacional de Águas, por meio do "Atlas do Nordeste", que foi abafado pelo governo. Trata-se de levar água por meio de uma malha de tubos e adutoras a toda a população difusa do semiárido para o abastecimento humano, sem a transposição. Enquanto a transposição atenderia 12 milhões de pessoas em quatro Estados, segundo dados oficiais, o projeto alternativo atenderia 44 milhões em dez Estados. Custo: metade do preço da transposição. Nesse emaranhado de conflitos, existe um esperançoso toque de sino. Enquanto, de um lado, ainda prevalece a indústria da seca (a transposição aí se inscreve), que rende uma fortuna para os políticos e empresários e mantém o povo na situação do flagelado retirante, segundo a expressão lírica de Luiz Gonzaga, de Portinari, de Graciliano Ramos, de João Cabral de Melo Neto etc., do outro lado está surgindo uma nova consciência nas comunidades populares carregada de esperança libertadora.Trata-se da convivência com o semiárido. Como os povos do gelo, das ilhas e do deserto vivem bem na convivência com seu habitat, assim esse povo começa a descobrir a extraordinária riqueza de vida do Nordeste. A questão não é "acabar com a seca", mas de se adaptar ao ambiente de forma inteligente. Nessa linha, um pedreiro sergipano inventou a tecnologia revolucionária das chamadas cisternas familiares de captação da água de chuva para o consumo humano. Em mutirão, já foram construídas 290 mil cisternas como parte de um projeto de 1,3 milhão de cisternas para captação de água da chuva. Está chegando, pois, a transfiguração do povo e da terra construída de baixo para cima, no respeito e na convivência; libertando-se dos projetos faraônicos devastadores, impostos autoritariamente de cima para baixo. Esse humilde toque de sino, alegre e festivo, já se pode ouvir com nitidez, pois essa mudança, cheia de vida e esperança, é um fato no grande sertão nordestino.
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Dom Tomás Balduino *
Mestre em teologia e pós-graduado em antropologia e linguística. Bispo emérito de Goiás. Ex-presidente da Comissão da Pastoral da Terra
Acompanhe também a luta das populações RIBEIRINHAS no Vale do Rio Ribeira
http://terrasimbarragemnao.blogspot.com/
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
AS LARANJAS E O SHOW
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra: a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.
Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas socias. A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Por Gilmar Mauro**Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.
sábado, 24 de outubro de 2009
Cutrale, símbolo do agronegócio internacionalizado
O EPISÓDIO DA ocupação pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de uma das fazendas "invadidas" pela empresa Cutrale, de terras públicas da União na região de Iaras (SP), suscitou todo tipo de especulações na imprensa e, sobretudo, motivou os parlamentares ruralistas a pedirem uma nova CPI do MST e da reforma agrária.Sobre o caso, ficou evidente a manipulação da mídia ao veicular a cena da derrubada de pés de laranja pelas famílias. Reprisado insistentemente em todos os programas, por todos os canais de televisão, foi o suficiente para demonizar todas aquelas pobres famílias que estão há mais de cinco anos debaixo de lonas pretas esperando o direito de trabalhar na terra. Vandalismo!
A chamada "grande" imprensa não quis continuar pesquisando as outras denúncias de depredação de máquinas e "roubos" de casas de empregados, pois ficou evidente o circo armado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar (PM), em conluio com a empresa, para criar um clima desfavorável às famílias. Logo, todas as autoridades, colunistas,políticos e assemelhados foram para a mídia esbravejar: vandalismo, vandalismo! Sem pensar e se perguntar quem teria feito de fato aquilo. As famílias negam que tenham furtado qualquer objeto e destruído tratores. Aliás, para destruir tratores, precisariam, convenhamos, de uma certa dose de força bruta. E mais. Por que não se fez uma investigação? Uma simples perícia iria identificar que aqueles tratores estavam desmontados há muito tempo pela oficina de reparos da empresa, existente na fazenda.Mas tudo isso é manobra dispersiva. Primeiro, para esconder que na região há 200 mil hectares de terras da União que vêm sendo sistematicamente griladas. E griladas por empresas cujos donos circulam por altas rodas da socialite paulistana. Mas mesmo assim o Incra já recuperou mais de 20 mil hectares que hoje assentam famílias de trabalhadores. Segundo, para esconder que a Cutrale "comprou" a área há apenas 5 anos, sabendo que não havia titulação, que havia um processo na Justiça por reintegração de posse pelo Incra. Por que então a Cutrale apostou em comprar terras baratas e griladas e enchê-las de laranja? Graças a seu poder de influência na sociedade brasileira e paulista.A Cutrale é o símbolo do processo de concentração de terras, produção e capital ensejado por esse modelo de subordinação da agricultura brasileira aos interesses do capital internacional.
Omissão
Ninguém da "grande" imprensa noticiou que a Cutrale possui nada menos do que 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. E que, destes, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra, no recente cadastro de 2003, como improdutivas; portanto, passíveis de desapropriação. Entre as 30 fazendas não consta a área grilada de Iaras, pois não é de sua propriedade (veja tabela abaixo).Uma colunista teve coragem de noticiar os vínculos partidários e as polpudas verbas gastas pela empresa nas campanhas eleitorais, em apoio a todos os partidos. O fato é que a Cutrale é símbolo desse modelo de agronegócio subordinado ao capital internacional. Uma empresa de origem familiar do interior de São Paulo se vincula ao mercado externo, se associa com a Coca-Cola e passa a controlar, em poucos anos, a maior parte do mercado de laranja do Brasil e 30% de todo o mercado mundial de sucos.Hoje, cerca de 90% do suco produzido no Brasil é exportado.
Monopólio
Em poucos anos, o setor se transformou, de muitas e médias agroindústrias e de milhares de pequenos e médios produtores de laranja, num setor altamente oligopolizado. Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda laranja: Cutrale (mais ou menos 60%);Citrosuco; Louis Dreifus Commodities - LD(francesa); e Citrovita, da Votorantim. A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva em escala mundial. Por isso sua condição de empresa "Ltda.", pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola. Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal... e saiba Deus mais o quê.
Exploração
Essas empresas passaram a comprar terras e assim garantem uma base da produção de laranja suficiente para impor preços e condições draconianas aos pequenos e médios agricultores que antes produziam laranja para um mercado concorrencial. Os trabalhadores dos laranjais são superexplorados com salários ridículos, pagos por produção, sem nenhum direito trabalhista.O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais.Mas a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!Os parlamentares ruralistas realmente não têm consciência de sua classe - da burguesia rural. Em vez de defendê-la, ficam sempre puxando o saco da burguesia internacional. Razão tinha mesmo o nosso saudoso Florestan Fernandes: faltou-nos uma revolução burguesa nesse país, que pelo menos lhe desse sentido de classe e consciência de nação.
Ariovaldo Umbelino de Oliveira é doutor em Geografia, professor da
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Departamento de
Geografia Humana - da Universidade de São Paulo (USP). É estudioso dos
movimentos sociais do campo e da agricultura brasileira e autor de vários livros.
Brasil de Fato - edição 347 - de 22 a 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Minha Experiência de Ditadura_Hidrelétrica Belmonte_A Pegada
PELA IMPORTÂNCIA ESSA POSTAGEM FOI RECOLOCADA NO DIA 5 DE DEZEMBRO DE 2009:
Estou tendo uma experiência de enfrentamento da ditadura no Brasil em pleno 2009. É realmente assombroso o andamento do licenciamento prévio da hidrelétrica de Belo Monte, que poderá sair nesta segunda.É diferente ouvir na televisão algo como "o governo garante agilidade no licenciamento das obras do PAC" de estar na frente do tanque de guerra. A comunidade acadêmica precisa tentar escapar das cortinas promovidas pela manipulação na mídia, por isso estou divulgando o resultado dos trabalhos de 42 pesquisadores (dentre os quais me incluo) que analisaram as 20.000 páginas do EIA/RIMA deste empreendimento. Os trabalhos estão disponíveis online e os endereços estão apresentados abaixo. Peço que divulguem dentre os seus contatos que possam se interessar por esta questão. Chamo a atenção para o resumo executivo, que pode ser lido sem grande custo de tempo. Atenciosamente,
Dr. Hermes Fonseca de Medeiros
Professor Adjunto
Faculdade de Ciências Biológicas
Universidade Federal do Pará - Campus de Altamira
Rua José Porfírio, nº 2515, no Bairro de São Sebastião
Fone: (093)35150264
Resumo Executivo em português*
http://www.internationalrivers.org/files/Resumo%20Executivo%20Painel%20de%20Especialistas_out2009.pdf
Pareceres Técnicos
http://www.internationalrivers.org/files/Belo%20Monte%20pareceres%20IBAMA_online%20(3).pdf
DIA 2 DE DEZEMBRO DE 2009
Passados alguns dias,as consequências aparecem na Imprensa:O polêmico e complexo processo de licenciamento do projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já começa a abalar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O diretor de licenciamento do órgão ambiental, Sebastião Custódio Pires, deixará o cargo.Vale apena completar a leitura depois de ter acompanhado as pesquisas do Dr. Hermes Fonseca de Medeiros,da UFPA acima
Pressão por licença derruba dois no Ibama
O polêmico e complexo processo de licenciamento do projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já começa a abalar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O diretor de licenciamento do órgão ambiental, Sebastião Custódio Pires, deixará o cargo.
A reportagem é de Leonardo Goy e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-12-2009.
Segundo o Ibama, a mudança foi uma decisão interna e se dará por meio de ato administrativo. Mas as mudanças não param por aí. O coordenador-geral de Infraestrutura de Energia Elétrica do Ibama, Leozildo Tabajara da Silva Benjamin, pediu para deixar o posto e teve sua exoneração confirmada ontem.
Tanto Pires quanto Benjamin trabalhavam no licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo informações de um importante funcionário do Ibama, que preferiu não se identificar, os dois estão de saída por causa das pressões do governo para acelerar o licenciamento da usina.
De acordo com essa fonte, ainda há divergências na área técnica do Ibama quanto à viabilidade ambiental da obra. Mesmo assim, diz esse funcionário, há muita pressão para que a licença seja assinada logo.
Exemplo disso foi a atitude do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no mês passado, ao anunciar uma data - dia 16 de novembro - para a publicação da licença ambiental. O Ibama negou que o processo estivesse terminado e até agora não há um parecer conclusivo. O fato é que há uma série de interrogações que ainda não foi esclarecida, alertam ambientalistas.
Com potência instalada de 11,2 mil megawatts (MW), a Usina de Belo Monte é o último grande projeto de geração de energia a ser iniciado dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas trata-se de um projeto polêmico, principalmente no que se refere aos seus impactos sociais. As comunidades indígenas que vivem na região do Xingu são contra a obra, assim como organizações sociais e ambientais. Até o cantor britânico Sting, em companhia do cacique Raoni, fez recentemente críticas à obra.
Ontem, o projeto foi debatido em audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal, com a presença de representantes de pelo menos seis comunidades indígenas (araras, jurunas, caiapós, xavantes, xipaias e xicrins).O debate sobre prós e contras, porém, acabou sendo esvaziado pelo governo. Não foi enviado para a audiência nenhum representante dos órgãos de governo mais diretamente relacionados à obra como o Ibama, que está licenciando o projeto, nem da Eletrobrás, responsável pelo estudo de impacto ambiental, nem do Ministério de Minas e Energia ou da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A ausência de autoridades relacionadas diretamente à obra incomodou os procuradores. A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, disse que, "se não é possível conversar, o caminho que nos resta é o judicial".Na mesma linha, o procurador da República no Pará, Ubiratan Cazetta, disse que a não participação da Eletrobrás, Ibama e outros órgãos importantes na audiência faz parte de uma estratégia do governo "de esconder informações". "Falta vontade de dialogar", disse Cazetta.
Estou tendo uma experiência de enfrentamento da ditadura no Brasil em pleno 2009. É realmente assombroso o andamento do licenciamento prévio da hidrelétrica de Belo Monte, que poderá sair nesta segunda.É diferente ouvir na televisão algo como "o governo garante agilidade no licenciamento das obras do PAC" de estar na frente do tanque de guerra. A comunidade acadêmica precisa tentar escapar das cortinas promovidas pela manipulação na mídia, por isso estou divulgando o resultado dos trabalhos de 42 pesquisadores (dentre os quais me incluo) que analisaram as 20.000 páginas do EIA/RIMA deste empreendimento. Os trabalhos estão disponíveis online e os endereços estão apresentados abaixo. Peço que divulguem dentre os seus contatos que possam se interessar por esta questão. Chamo a atenção para o resumo executivo, que pode ser lido sem grande custo de tempo. Atenciosamente,
Dr. Hermes Fonseca de Medeiros
Professor Adjunto
Faculdade de Ciências Biológicas
Universidade Federal do Pará - Campus de Altamira
Rua José Porfírio, nº 2515, no Bairro de São Sebastião
Fone: (093)35150264
Resumo Executivo em português*
http://www.internationalrivers.org/files/Resumo%20Executivo%20Painel%20de%20Especialistas_out2009.pdf
Pareceres Técnicos
http://www.internationalrivers.org/files/Belo%20Monte%20pareceres%20IBAMA_online%20(3).pdf
DIA 2 DE DEZEMBRO DE 2009
Passados alguns dias,as consequências aparecem na Imprensa:O polêmico e complexo processo de licenciamento do projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já começa a abalar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O diretor de licenciamento do órgão ambiental, Sebastião Custódio Pires, deixará o cargo.Vale apena completar a leitura depois de ter acompanhado as pesquisas do Dr. Hermes Fonseca de Medeiros,da UFPA acima
Pressão por licença derruba dois no Ibama
O polêmico e complexo processo de licenciamento do projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já começa a abalar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O diretor de licenciamento do órgão ambiental, Sebastião Custódio Pires, deixará o cargo.
A reportagem é de Leonardo Goy e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-12-2009.
Segundo o Ibama, a mudança foi uma decisão interna e se dará por meio de ato administrativo. Mas as mudanças não param por aí. O coordenador-geral de Infraestrutura de Energia Elétrica do Ibama, Leozildo Tabajara da Silva Benjamin, pediu para deixar o posto e teve sua exoneração confirmada ontem.
Tanto Pires quanto Benjamin trabalhavam no licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo informações de um importante funcionário do Ibama, que preferiu não se identificar, os dois estão de saída por causa das pressões do governo para acelerar o licenciamento da usina.
De acordo com essa fonte, ainda há divergências na área técnica do Ibama quanto à viabilidade ambiental da obra. Mesmo assim, diz esse funcionário, há muita pressão para que a licença seja assinada logo.
Exemplo disso foi a atitude do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no mês passado, ao anunciar uma data - dia 16 de novembro - para a publicação da licença ambiental. O Ibama negou que o processo estivesse terminado e até agora não há um parecer conclusivo. O fato é que há uma série de interrogações que ainda não foi esclarecida, alertam ambientalistas.
Com potência instalada de 11,2 mil megawatts (MW), a Usina de Belo Monte é o último grande projeto de geração de energia a ser iniciado dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas trata-se de um projeto polêmico, principalmente no que se refere aos seus impactos sociais. As comunidades indígenas que vivem na região do Xingu são contra a obra, assim como organizações sociais e ambientais. Até o cantor britânico Sting, em companhia do cacique Raoni, fez recentemente críticas à obra.
Ontem, o projeto foi debatido em audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal, com a presença de representantes de pelo menos seis comunidades indígenas (araras, jurunas, caiapós, xavantes, xipaias e xicrins).O debate sobre prós e contras, porém, acabou sendo esvaziado pelo governo. Não foi enviado para a audiência nenhum representante dos órgãos de governo mais diretamente relacionados à obra como o Ibama, que está licenciando o projeto, nem da Eletrobrás, responsável pelo estudo de impacto ambiental, nem do Ministério de Minas e Energia ou da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A ausência de autoridades relacionadas diretamente à obra incomodou os procuradores. A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, disse que, "se não é possível conversar, o caminho que nos resta é o judicial".Na mesma linha, o procurador da República no Pará, Ubiratan Cazetta, disse que a não participação da Eletrobrás, Ibama e outros órgãos importantes na audiência faz parte de uma estratégia do governo "de esconder informações". "Falta vontade de dialogar", disse Cazetta.
CENSO AGROPECUÁRIO, ALIMENTOS E AGRICULTURA FAMILIAR
O último censo agropecuário trouxe verdades incômodas, que atiçaram a ira do agronegócio brasileiro. Afinal, a pobre agricultura familiar, com apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área agrícola, é responsável “por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil”, segundo o IBGE. Quando se fala em agricultura orgânica, chega a 80%. Além do mais, provou que tem peso econômico, sendo responsável por 10% do PIB Nacional. Acontece que a agricultura familiar, além de ter menos terras, tem menos recurso público como suporte de suas atividades. Recebeu cerca de 13 bilhões de reais em 2008 contra cerca de 100 bilhões do agronegócio. Portanto, essa pobre, marginal e odiada agricultura tem peso econômico, social e uma sustentabilidade muito maior que os grandes empreendimentos. Retire os 100 bilhões de suporte público do agronegócio e veremos qual é realmente sua sustentabilidade, inclusive econômica. Retire as unidades familiares produtivas dos frangos e suínos e vamos ver o que sobra das grandes empresas que se alicerçam em sua produção. Mas, a agricultura familiar continua perdendo espaço. A concentração da terra aumentou e diminuiu o espaço dos pequenos. A tendência, como dizem os cientistas, parece apontar para o desaparecimento dessas atividades agrícolas.Porém, saber produzir comida é uma arte. Exige presença contínua, proximidade com as culturas, cuidado de artesão. O grande negócio não tem o “saber fazer” dessa agricultura de pequenos. E, bom que se diga, não se constrói uma cultura de agricultura de um dia para o outro. A Venezuela, dominada secularmente por latifúndios, não é auto suficiente em nenhum produto da cesta básica. Exporta petróleo para comprar comida. Chávez, ao chegar ao poder, insiste em criar um campesinato. Mas está difícil, já que a tradição é fundamental para haver uma geração de agricultores produtores de alimentos.O Brasil ainda tem – cada vez menos – agricultores que tem a arte de plantar e produzir comida. No Norte e Nordeste mais a tradição negra e indígena. No sul e sudeste mais a tradição européia de italianos, alemães, polacos, etc. É preciso ainda considerar a presença japonesa na produção de hortifrutigranjeiros nos cinturões das grandes cidades. Preservar esses agricultores é preservar o “saber fazer” de produtos alimentares. Se um dia eles desaparecerem, o povo brasileiro na sua totalidade sofrerá com essa ausência. Para que eles se mantenham no campo são necessárias políticas que os apóiem ostensivamente, inclusive com subsídio, como faz a Europa.
Do contrário, se dependermos do agronegócio, vamos comer soja, chupar cana e beber etanol.
ABAIXO ASSINADO REPUDIA CRIMINALIZAÇÃO DO MST
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti
Assine também: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Atualizado e Publicado em 22 de outubro de 2009
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violênciaA estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti
Assine também: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Atualizado e Publicado em 22 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
CAIÇARAS E ABELHAS_HISTÓRIAS QUE MUDAM O MUNDO
Estamos (Coletivo Jovem Caiçara, Rede Cananéia e Sala Verde Cananéia) participando de uma campanha na qual inscrevemos um vídeo que produzimos em parceria com a Cooperafloresta (Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianopolis/PR). A campanha é do Museu da Pessoa e chama-se "Histórias de Que Mudam o Mundo", estão concorrendo vídeos de até 1 minuto que mostram histórias marcantes de vida das pessoas. O que estamos concorrendo é o vídeo "Abelhas e gente..." que conta a história de Seu Zé Baleia, um pessoa iluminada que vive em harmonia com a natureza e se dedica ao trabalho de criação de abelhas junto com agrofloresta.
"Somos Todos Diferentes"
Bum Bum Bole Taare Zameen Per
http://www.youtube.com/watch?v=TaUG18VvrfM
Mais informações:http://www.taarezameenpar.com/
O filme foi aclamado pelo público na Mostra Geração 2008.
Sinopse: Ishaan tem oito anos, é cheio de imaginação e gosta muito de desenhar e brincar. Solitário, tem como amigos os cães e os peixes do aquário. Suas brincadeiras passam por poças d'água e pipas. Ele não presta nenhuma atenção nas aulas e, antes de ser reprovado por preguiça e rebeldia, seus pais o transferem para uma escola interna. Num primeiro momento, o garoto se sente abandonado e sofre com a separação. Mas o professor de arte Nikumbh percebe a existência de um problema e, na busca da solução, devolve a alegria e a auto-confiança de Ishaan.
Biografia do diretor:
Nasceu em 1965, na Índia. Começou sua carreira no cinema como ator mirim em
1973. Seu primeiro papel de protagonista adulto veio com Qayamat Se Qayamat Tak (1988), de Mansoor Khan. Um dos mais conhecidos e requisitados atores de Bollywood, interpretou o papel principal em Lagaan (2001), de Ashutosh Gowariker, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Esta é sua estréia na direção de longas metragens.
Mostra: Mostra Geração
Titulo Original: Taare Zameen Par
Titulo em Inglês: Stars on Earth
Classificação:10
Direção:Aamir Khan
Roteiro:Amole Gupte
Elenco:Aamir Khan, Darsheel Safary, Tanay Cheda
Fotografia:Setu
Montagem:Deepa Bhatia
Música:Shankar Ehsaan Loy
País:Índia
Ano:2007
Duração:165min
"Somos Todos Diferentes"
Bum Bum Bole Taare Zameen Per
http://www.youtube.com/watch?v=TaUG18VvrfM
Mais informações:http://www.taarezameenpar.com/
Sinopse: Ishaan tem oito anos, é cheio de imaginação e gosta muito de desenhar e brincar. Solitário, tem como amigos os cães e os peixes do aquário. Suas brincadeiras passam por poças d'água e pipas. Ele não presta nenhuma atenção nas aulas e, antes de ser reprovado por preguiça e rebeldia, seus pais o transferem para uma escola interna. Num primeiro momento, o garoto se sente abandonado e sofre com a separação. Mas o professor de arte Nikumbh percebe a existência de um problema e, na busca da solução, devolve a alegria e a auto-confiança de Ishaan.
Biografia do diretor:
Nasceu em 1965, na Índia. Começou sua carreira no cinema como ator mirim em
1973. Seu primeiro papel de protagonista adulto veio com Qayamat Se Qayamat Tak (1988), de Mansoor Khan. Um dos mais conhecidos e requisitados atores de Bollywood, interpretou o papel principal em Lagaan (2001), de Ashutosh Gowariker, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Esta é sua estréia na direção de longas metragens.
Mostra: Mostra Geração
Titulo Original: Taare Zameen Par
Titulo em Inglês: Stars on Earth
Classificação:10
Direção:Aamir Khan
Roteiro:Amole Gupte
Elenco:Aamir Khan, Darsheel Safary, Tanay Cheda
Fotografia:Setu
Montagem:Deepa Bhatia
Música:Shankar Ehsaan Loy
País:Índia
Ano:2007
Duração:165min
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
JORNAL "FRUTO DA TERRA" ganha reconhecimento internacional
Sheila, estamos emocionados e emocionadas aqui no Brasil. Parabéns!
"Odila,internet é mesmo uma coisa incrível, né? Veja só onde o Jornal "Fruto da Terra" foi parar ... ganhamos o mundo !!! Fomos muito além do que poderíamos imaginar.E fazer parte deste grande movimento "do bem" que é a Carta da Terra, é MUITO BOM. Um grande abraço.Sheila"
"Un programa municipal en Brasil está usando la"Carta de la Tierra"
La Carta de la Tierra ha sido un instrumento importante en los esfuerzos de educación ambiental de las escuelas de la ciudad de Atibaia. Fruto de la Tierra, un programa educativo ambiental (Programa de Educação Ambiental Fruto da Terra) se convirtió, desde el 2003, en parte de la red pública municipal de Atibaia, Sao Paulo, Brasil. Cerca de 14.000 estudiantes y 400 docentes de educación primaria han sido beneficiados con este programa. Desde el 2007 el programa forma parte del Plan Educativo de la Ciudad y es política pública.
Los principales objetivos del programa son:
Contribuir al desarrollo de ciudadanos ambientalmente concientizados y comprometidos en la búsqueda de soluciones de los problemas ambientales del lugar en que viven Involucrarse en la capacitación de docentes y estimularlos para la construcción de estrategias y trabajo con las realidades locales y globales de manera significativa, tomando en consideración el rol formador de las escuelas y su coparticipación en el proceso de la transformación social. La Carta de la Tierra ha sido un instrumento importante en los esfuerzos de educación ambiental de las escuelas de esta ciudad. En el 2007 una versión para niños(as) de la Carta de la Tierra fue distribuida y así dio inicio un amplio movimiento de concientización de la visión de sustentabilidad de la Carta de la Tierra. Las escuelas primarias fueron instadas a leer la Carta y los padres de los niños y niñas recibieron el documento para su lectura y reflexión. En el 2009 la Carta de la Tierra fue utilizada nuevamente en la educación básica. El análisis del documento llevó a la producción de proyectos y cartas colectivas de “actitudes para cultivar”, así como compromiso por parte de los niños y las niñas. Algunos de los trabajos desarrollados en las escuelas de Atibaia fueron compartidos en el periódico que puede ser encontrado en el siguiente enlace (en portugués):
http://www.atibaia.sp.gov.br/freeaspupload/educacao/mural/jornal%20fruto%2016.pdf.pdf
COMENTÁRIO
Equipe do blog deixou um novo comentário sobre a sua postagem "JORNAL "FRUTO DA TERRA" ganha reconhecimento inter...": grande notícia! Emocionados aqui também :)aproveitando pra dizer que estamos seguindo seu blog
Rodrigo - equipe do blog EDUCOM: http://brasileducom.blogspot.com/
"Odila,internet é mesmo uma coisa incrível, né? Veja só onde o Jornal "Fruto da Terra" foi parar ... ganhamos o mundo !!! Fomos muito além do que poderíamos imaginar.E fazer parte deste grande movimento "do bem" que é a Carta da Terra, é MUITO BOM. Um grande abraço.Sheila"
"Un programa municipal en Brasil está usando la"Carta de la Tierra"
La Carta de la Tierra ha sido un instrumento importante en los esfuerzos de educación ambiental de las escuelas de la ciudad de Atibaia. Fruto de la Tierra, un programa educativo ambiental (Programa de Educação Ambiental Fruto da Terra) se convirtió, desde el 2003, en parte de la red pública municipal de Atibaia, Sao Paulo, Brasil. Cerca de 14.000 estudiantes y 400 docentes de educación primaria han sido beneficiados con este programa. Desde el 2007 el programa forma parte del Plan Educativo de la Ciudad y es política pública.
Los principales objetivos del programa son:
Contribuir al desarrollo de ciudadanos ambientalmente concientizados y comprometidos en la búsqueda de soluciones de los problemas ambientales del lugar en que viven Involucrarse en la capacitación de docentes y estimularlos para la construcción de estrategias y trabajo con las realidades locales y globales de manera significativa, tomando en consideración el rol formador de las escuelas y su coparticipación en el proceso de la transformación social. La Carta de la Tierra ha sido un instrumento importante en los esfuerzos de educación ambiental de las escuelas de esta ciudad. En el 2007 una versión para niños(as) de la Carta de la Tierra fue distribuida y así dio inicio un amplio movimiento de concientización de la visión de sustentabilidad de la Carta de la Tierra. Las escuelas primarias fueron instadas a leer la Carta y los padres de los niños y niñas recibieron el documento para su lectura y reflexión. En el 2009 la Carta de la Tierra fue utilizada nuevamente en la educación básica. El análisis del documento llevó a la producción de proyectos y cartas colectivas de “actitudes para cultivar”, así como compromiso por parte de los niños y las niñas. Algunos de los trabajos desarrollados en las escuelas de Atibaia fueron compartidos en el periódico que puede ser encontrado en el siguiente enlace (en portugués):
http://www.atibaia.sp.gov.br/freeaspupload/educacao/mural/jornal%20fruto%2016.pdf.pdf
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Rodrigo - equipe do blog EDUCOM: http://brasileducom.blogspot.com/
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Um Encontro mais que especial:SOCIOECONOMIA SOLIDÁRIA_de 10 a 12 de OUTUBRO
P R O G R A M A Ç A O
Programação para o feriado dos dias 10, 11 e 12 de outubro/2009
Rosa dos Ventos. http://www.sitiodarosadosventos.com.br/
- Dia 09/10
Recepção dos participantes.
- Dia 10/10
Recepção dos participantes.
8h " Café da manhã
12h - Almoço
13h30 " Abertura do encontro e proposta da Rosa dos Ventos com Carlos Brandão.
14h30 " Marcos Arruda/RJ " Tema - Socioeconomia Solidária
16h30- Café
17h " Marcos Arruda "Socieconomia Solidária
19h " Preparação para o jantar
20h 30 " Atividades extras
(Vídeos, Roda de viola, Roda de poesia/textos na biblioteca, apreciação da lua, troca de experiências...)
Dia 11/10
7h30 " Café
9h " Atividade de integração/
9h30 " Daniel Tygel " DF
11h " Jaqueline do Projeto de educadores sociais da Bahia - Socialização da experiência do Projeto
12h30 - Almoço
14h " Paulo Roberto /RJ -" Tema Simplicidade Voluntária
16h - Café
16h30 - Carlos Brandão
19h " Preparação para o jantar"
21h - Atividades extras (Vídeos, Roda de viola, Roda de poesia/textos na biblioteca, apreciação da lua, troca de experiências...)
Dia 12/10
- Grupo que irá subir a pedra branca.
- Grupo que irá conhecer algumas cachoeiras.
- Reunião da equipe de trabalho da Rosa dos Ventos ( Encaminhamento da formação da associação da Rosa dos Ventos, programação continuada, curso de formação, graduação...)É possível que troquemos as atividades da manhã do dia 11/10 pela manhã do dia 12/10. Vai depender do tempo.
Almoço por voltas das 13h e um até logo Sul de Minas !! Carlos Brandão
Programação para o feriado dos dias 10, 11 e 12 de outubro/2009
Rosa dos Ventos. http://www.sitiodarosadosventos.com.br/
- Dia 09/10
Recepção dos participantes.
- Dia 10/10
Recepção dos participantes.
8h " Café da manhã
12h - Almoço
13h30 " Abertura do encontro e proposta da Rosa dos Ventos com Carlos Brandão.
14h30 " Marcos Arruda/RJ " Tema - Socioeconomia Solidária
16h30- Café
17h " Marcos Arruda "Socieconomia Solidária
19h " Preparação para o jantar
20h 30 " Atividades extras
(Vídeos, Roda de viola, Roda de poesia/textos na biblioteca, apreciação da lua, troca de experiências...)
Dia 11/10
7h30 " Café
9h " Atividade de integração/
9h30 " Daniel Tygel " DF
11h " Jaqueline do Projeto de educadores sociais da Bahia - Socialização da experiência do Projeto
12h30 - Almoço
14h " Paulo Roberto /RJ -" Tema Simplicidade Voluntária
16h - Café
16h30 - Carlos Brandão
19h " Preparação para o jantar"
21h - Atividades extras (Vídeos, Roda de viola, Roda de poesia/textos na biblioteca, apreciação da lua, troca de experiências...)
Dia 12/10
- Grupo que irá subir a pedra branca.
- Grupo que irá conhecer algumas cachoeiras.
- Reunião da equipe de trabalho da Rosa dos Ventos ( Encaminhamento da formação da associação da Rosa dos Ventos, programação continuada, curso de formação, graduação...)É possível que troquemos as atividades da manhã do dia 11/10 pela manhã do dia 12/10. Vai depender do tempo.
Almoço por voltas das 13h e um até logo Sul de Minas !! Carlos Brandão
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