IMPOSTOS EM SÃO PAULO

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"MONDIABLO" A VERDADEIRA FACE DA MONSANTO - RIO+20

Monsanto tiene cada vez menos amigos en Europa, siete países se suman al rechazo:
 


Francia busca prohibir maíz transgénico de Monsanto en toda la Unión Europea

Paul François
Luego del escándalo en que se vio envuelta la empresa Monsanto al ser declarada culpable de envenenamiento químico en un agricultor francés, el gobierno de Francia busca que la Unión Europea prohíba el cultivo de estas semillas en todos los países de la comunidad. Hace unos días una corte francesa juzgó culpable a la empresa estadounidense Monsanto por envenenamiento químico en perjuicio de un agricultor francés de 47 años, Paul François, quien aseguró haber desarrollado problemas neurológicos como pérdida de memoria, dolores de cabeza y tartamudez a raíz de que en 2004 inhaló un herbicida de Monsanto conocido como Lasso.La fama de Monsanto va de mal en peor. Esta semilla es conocida en todo el mundo por ser la gran responsable de la extinción de plantas y cultivos originarios y de contaminar (hibridar)  millones de hectáreas de campo, lo cual obliga a los agricultores a pagar derechos a Monsanto, hayan plantado sus semillas o no.
En Europa varios países han prohibido su uso y en algunos lugares hasta han quemado cosechas enteras.
Polonia, es el último país que ha decidido prohibir el cultivo y la comercialización del grano de Maíz MON810, esta nación se une a Alemania, Polonia, Francia, Eslovaquia, Irlanda, Gran Bretaña y Bulgaria.La causa de la prohibición se debe a estudios que demostraron que la semilla es dañina para el suelo e incluso para los seres vivos. Así lo anunció oficialmente el Ministro de Agricultura polaco Marek Sawicki.Esta determinación viene a calmar los ánimos del gremio de apicultores polacos quienes participaron en varias protestas para exigir que se extirpara la semilla tras acabar con miles de abejas.El rechazo de la naciones europeas por Monsanto no viene desde hace mucho tiempo, la mayoría de los países que ha prohibido la comercialización de los granos modificados, lo ha hecho este año, especialmente luego de que el tribunal francés acusara a la empresa estadounidense de envenenar a un agricultor.
Prof. Heleno Correa

Comentário:
Contra o monopólio da comida que elimina os alimentos tradicionais e mata a independência do cultivo do pequeno agricultor.MONDIABLO não pode controlar a comida que o planeta come. Não é transgênico. É máfia que vende agrotóxicos.
 
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

RIO+20_FAÇA UMA VISITA_CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Uma visita fascinante pelos caminhos da ciência

VISITE O ARMAZÉM 
      POP CIÊNCIA

http://www.popciencia.org.br/






1- FAÇA UM TOUR PELO RIO (QUE INTOXICA)
 http://riotoxico.hotglue.me/
2- CONHEÇA O GLOSSÁRIO DO CHAMADO
 "MERCADO VERDE"
 http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-lexico-da-lingua-verde?goback=%2Egde_2351724_member_124024541

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2012/06/rio20-programacao-sobre-acessibilidade.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAudiodescricao+%28Blog+da+Audiodescri%C3%A7%C3%A3o%29


Veja todas as atividades das quais a rede WWF vai participar durante a Rio+20.

Cúpula dos Povos, Núcleo de Imagem e CEDAM

O Núcleo de Imagem, Direito e Meio Ambiente estará presente na Cúpula dos Povos - No Rio + 20 por Justiça Social e Ambiental, com a exibição de dois filmes na Mostra de Cinema do evento.Os filmes exibidos serão:
1- "Bora, gente! Direitos e Conhecimentos em Movimento" (42min)
2- "O saber que a gente sabe - Diálogos entre conhecimentos tradicionais e científicos na Amazônia".
Para ver a sinopse e a ficha técnica dos filmes, basta visitar a página que cada um deles tem neste próprio blog, no menu acima...A programação completa da Mostra está disponível em: http://cupuladospovos.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Mostra-de-cinema-1.pdf
A exibição ocorrerá no Museu da República: Rua do Catete, 153 - Catete - RJ - tel: 55 21 32353693. A agenda do Museu durante a Rio + 20 pode ser conferida em:
http://www.museudarepublica.org.br/agenda2.html
Nesse evento, o Núcleo de Imagem conta com o apoio e a colaboração do Centro de Estudos em Direito Ambiental da Amazônia - CEDAM, que realizará também, durante a Cúpula dos Povos, o Seminário "Direito, Meio Ambiente e Economia: Olhares para os povos e comunidades tradicionais na Amazônia". O seminário, que conta com a parceria do PPGDA/UEA e Centros de Estudos Sociais da América Latina (CES-AL), ocorrerá no dia 19 de junho, no Aterro do Flamengo
A programação pode ser conferida abaixo, ou na página oficial do evento, em:
http://cupuladospovos.org.br/wp-content/uploads/2012/06/prog_autogestionadas-final-ORG-alfabetico.pdf 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

78% DOS BRASILEIROS NÃO SABEM O QUE É A RIO+20

O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados
Além da percepção sobre a Rio+20, a pesquisa também questionou os hábitos dos brasileiros em relação às questões ambientais
São Paulo - Um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira revelou que 78% da população brasileira desconhece a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" ouviu mais de 2 mil pessoas de todo o País. O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados. A situação da saúde (81%) é a maior preocupação, seguida da violência (65%) e do desemprego (34%).Mesmo com os baixos índices, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira destacou que houve crescimento em relação às últimas pesquisas. Na Eco 92, quando foi realizada a primeira pesquisa, apenas 6% dos brasileiros conheciam o evento. Hoje, são 22%. "Em 1992, o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades. Considerando que estamos falando de todo o Brasil, este índice não é baixo. Ele representa 40 milhões de pessoas", afirmou.De acordo com o novo levantamento do Ministério, os brasileiros também desconhecem os principais conceitos discutidos no evento. A noção de consumo sustentável é ignorada por 66% do público, e o desenvolvimento sustentável por 55% da população. Os pesquisadores percorreram casas em áreas urbanas e rurais de todas as regiões e entrevistaram pessoas maiores de 16 anos. "É muito preocupante que a população não esteja alertada. Se ela não assume sua responsabilidade cidadã, nós efetivamente não vamos conseguir alterar o padrão em que a gente vive", afirmou Moema Miranda, uma das organizadoras da Cúpula dos Povos. "É como se isso não afetasse as pessoas no cotidiano". Fonte:http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/
MANOEL DE BARROS: UMA HOMENAGEM - RIO+20
Manoel de Barros é o primeiro autor brasileiro a receber o Prêmio de Literatura Casa da América Latina/Banif, instituído em Portuagal em 2005.Segundo o jornal “Público”, a “Poesia Completa” (no Brasil, lançado pela ed. Leya), de Manoel de Barros foi unanimidade entre os jurados, constituído por Maria Fernanda de Abreu, presidente do júri, pelo poeta e professor universitário Fernando Pinto do Amaral e pelo poeta José Manuel de Vasconcelos, representando a Associação Portuguesa de Escritores. É o primeiro livro de poesia a receber esse prêmio.Impossibilitado de comparecer ao evento, sua filha, Martha Barros, receberá o prêmio oficialmente. O escritor, porém, fez questão de agradecer com um poema inédito.Manoel de Barros, que nasceu em Dezembro de 1916 em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, foi considerado por Carlos Drummond de Andrade o “poeta maior” do Brasil e obteve ao longo da sua longa carreira importantes prêmios literários, como o Prêmio Nacional de Poesia (1966), o Prêmio Jabuti (1989 e 2002) e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras (2000).
Leia abaixo o poema Inédito de Manoel de Barros:
" Fôssemos merecidos de água, de chão, de rãs, de árvores, de brisas e de graças!
Nossas palavras não tinham lugar marcado. A gente andava atoamente em nossas origens.Só as pedras sabiam o formato do silêncio. A gente não queria significar, mas só cantar.A gente só queria demais era mudar as feições da natureza. Tipo assim: Hoje eu vi um lagarto lamber as pernas da manhã. Ou tipo assim: Nós vimos uma formiga frondosa ajoelhada na pedra.
Aliás, depois de grandes a gente viu que o cu de uma formiga é mais importante para a humanidade do que a Bomba Atômica."

quinta-feira, 7 de junho de 2012

MEMÓRIAS DE CARLOS BRANDÃO: NUM DIA DISTANTE NO TOPO DO PICO "DOIS IRMÃO" .FICA A HOMENAGEM PARA O GRANDE EVENTO MUNDIAL RIO+20

Gente amiga e querida, de perto e de longe,
Carlos Brandão - menino ainda - no topo do pico Dois Irmãos

Quero enviar uma mensagem a algumas pessoas amigas, e tenho um motivo especial para isto. Fazem alguns dias, meu irmão 12 anos mais moço do que eu  - portanto completando 60 anos - me enviou um desses programas de internet que quando você abre tem um vídeo dentro dele.Recebi o programa e demorei a abrir. Quando o fiz, imaginem a minha dupla alegria!
A primeira, porque o programa funcionou e eu consegui ver e ouvir o vídeo do começo ao fim (coisa rara!).
A segunda porque o vídeo é sobre uma escalada do Paredão Baden Powell.
Imagino algumas pessoas desistindo de ler o restante desta emotiva mensagem, talvez até com um funesto pensamento do tipo: "É, o Carlos Brandão, depois de tantos anos está mesmo perdendo o juízo... e querendo que eu perca o meu tempo!".
Não perdi o juízo (embora ande perdendo a memória mais depressa do que gostaria e mereço). E você, por favor, leia esta mensagem até o final e, se possível, veja o vídeo. São somente 6 minutos e um pouquinho mais. E por que a emoção? Porque há 52 anos atrás, em um janeiro/fevereiro de 1960 (isto mesmo!) nós nos reunimos, uma pequena equipe de escaladores do Centro Excursionista Rio de Janeiro (que existe até hoje) e resolvemos nos lançar à conquista de um paredão "virgem" no Irmão Maior do Leblon. Ele é o maior dos "Dois Irmãos", por demais conhecidos, pois de uns tempos pra cá boa parte das cenas do Rio de Janeiro vão do Arpoador aos "Dois Irmãos", as montanhas, unidas, erguem-se na mata quando a praia do Leblon acaba.
Pois bem, durante nove finais de semana nossa equipe subiu, palmo a palmo, "lance a lance" (como dizem os montanhistas), um paredão que acabou classificado oficialmente como um "4º grau superior". Em nome da verdade devo confessar que dentro da equipe eu - mesmo já tendo sido aprovado no Curso de Guia Escalador - era um dos "conquistadores" mais precários.
Carlos Brandão?
Fui o primeiro a escalar apenas alguns lances mais fáceis. Outros companheiros, como Cláudio, "Clarinete" (um exímio escalador e paraquedista),Waldemar ("o Bom Waldema") e outros cumpriram lances de conquista bem mais difíceis do que os meus. Inclusive as terríveis "Três agarras da Boa Morte", lance em que o seu nome de batismo bem sugere o que ela poderia representar.


Waldemar
Anos mais tarde, muitos anos, revi uma escalada que realizei quando tinha 19 anos e ia ainda completar 20 em abril. Fui o primeiro a escalar apenas alguns lances mais fáceis. Outros companheiros, como Cláudio, "Clarinete" (um exímio escalador e Paraquedista. Anos mais tarde, muitos anos, revi uma escalada que realizei quando tinha 19 anos e ia ainda completar 20 em abril. Lá estavam no vídeo alguns "lances" da conquista, com os nomes que íamos dando a eles: a "Avenida Perimetral", o "Platô Ana Maria" (lembrança de uma menina da Gávea que tentei namorar sem sucesso), e as já mencionadas "Três Agarras da Boa Morte". Estou enviando em anexo quatro fotos do Paredão. Três são da conquista e uma de uma escalada posterior. Vejam, por favor! Elas serão mais velhas do que a maioria de vocês! E coloco abaixo o site, ou youtube, ou blog, ou não-sei-o-quê, em que o vídeo inesquecível (embora breve, para uma escalada que leva horas) pode ser encontrado, visto e simbolicamente escalado.Abraço vocês com a mesma alegria e a emoção que vive um/a escalador/ra, quando, depois de horas de subida montanha acima, de repente descobre que chegou no cume. Eis o endereço. Não percam esta escalada.http://www.youtube.com/watch?v=-ETZNvajQfE&feature=relmfu
Estejamos junt@s" Boa escalada!
Carlos Rodrigues Brandão

RIO+ 20- ATÉ DEFICIENTES VISUAIS PODEM "VER"

  EMPREGABILIDADE E ACESSIBILIDADE - http://www.lavoroproducoes.com.br/site/

Lavoro Produções Artísticas venceu licitação do Itamaraty para cuidar do serviço de audiodescrição nas cinco salas principais da Rio + 20, no Riocentro.Uma equipe de 25 profissionais vai descrever, em português e inglês, informações visuais das plenárias. É para que pessoas com deficiência visual possam acompanhar os debates. Fonte: Jornal O Globo – coluna Negócios & Cia Outras informações sobre audiodescrição:
1- http://correionago.ning.com/profiles/blogs/youth-blast-conferencia-de-jovens-para-o-rio-20-tem-em-sua-abertu
2- http://pontaopad.me/cupuladospovosmatrizafro
3- http://afroambiental.org/?page_id=108
4- "Um sonho", canção de Gilberto Gil de 1977, gravada no CD "Parabilcamará" em 1992, voltou a circular com força na internet em meados de 2012, um pouco antes da Conferência da ONU sobre Sustentabilidade -- a Rio + 20 --, por sua dramática atualidade. Simpatizante da luta das populações afetadas pela construção da usina de Belo Monte no "rio da diversidade nacional", Gil gentilmente cedeu a música para que se tornasse uma espécie de hino do encontro Xingu +23, onde ribeirinhos, pescadores, indígenas, agricultores e outros impactados se unem para resistir à hidrelétrica. Para saber mais sobre o evento, que acontece de 13 a 17 de junho de 2012, entre no site http://www.xinguvivo.org.br/x23/.
Com agradecimentos a #ATOA
[ Para ver em tablets e smartphones:
https://vimeo.com/43477877 ]

domingo, 3 de junho de 2012

A BIODIVERSIDADE E A ATRAÇÃO HUMANA PELA DESTRUIÇÃO


Há uma década, o mundo tinha um total de 11 mil espécies ameaçadas de extinção. A ONU estabeleceu então a meta de reduzir significativamente esse número. Não deu certo. Desde a Rio 92, o mundo teve uma perda de biodiversidade de 12%, emitiu 40% mais gases poluentes. Só entre 2000 e 2010, perdemos 13 milhões de hectares de florestas.
Os resultados foram conclusivos: a biodiversidade vem caindo nas últimas quatro décadas. Caindo significa: extinção de espécies, redução da extensão de bosques e manguezais e, deterioração de zonas com arrecifes de coral. Além disso, a avaliação mostrou que ambientes naturais estão se fragmentando, com destruição de flora e fauna. A Mata Atlântica brasileira seria um exemplo disso. No passado, o segundo bosque mais extenso da América do Sul, hoje se conservam aproximadamente 10%, numa área fragmentada em parcelas diminutas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CÚPULA DOS POVOS E A RIO+20

Para implantar a soberania alimentar, tem de mudar muito. Não há soberania alimentar no capitalismo, em grande parte pelo controle corporativo da agricultura. O povo tem que deter esse controle e os governos, apoiar os produtores de alimentos, apoiar a pequena produção com crédito, estrutura e ajudar a criar os mercados locais. É central desmantelar o modelo capitalista e fortalecer os pequenos produtores”, afirma Martin.Os movimentos sociais do campo avaliam que a Rio+20, cujo slogan é “o futuro que queremos”, irá debater o futuro que corporações e o capital financeiro querem, pois é impossível se falar em proteção ambiental sem que se discutam mudanças profundas no sistema econômico que as causa em primeiro lugar. “Não há muitas expectativas em termos de soluções na Rio+20, mas acho que o capital vai sair fortalecido devido à aprovação de conceitos como o da economia verde”, prevê Martin.Nesse quadro, diversos movimentos sociais, como a Via Campesina, o MST e os Amigos da Terra, que irão compor a Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Rio+20 que irá debater a crise ambiental sob a ótica da sociedade civil.
“A ideia da Cúpula dos Povos é fazer uma grande mostra a partir dos próprios povos e demonstrar que não há necessidade de grandes empresas continuarem acumulando e privatizando a riqueza. Diversos povos, campesinos, quilombolas, sindicatos, organizações que já fazem concretamente uma proposta de sociedade diferente do que está colocada - e que socializa a relação com a natureza, a riqueza, gera trabalho – estarão reunidas nesse espaço”, afirma Marcelo Durão, da Via Campesina.
LEIA MAIS:
http://www.mst.org.br/content/agrotoxicos-interesses-e-anti-jornalismo-da-revista-veja
http://www.cultura.gov.br/riomais20/
GENTILEZA DA PROF. IONARA URRUTIA MOURA - LEITURA

As experiências dos principais grupos de pesquisadores do Brasil e do Chile que realizam estudos na área de cartografia tátil são narradas no livro Cartografia tátil: orientação e mobilidade às pessoas com deficiência visual.A publicação reúne artigos de pesquisadores da Universidade Tecnológica Metropolitana de Santiago do Chile (UTME), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DESMATAMENTO E TRABALHO ESCRAVO ALIMENTAM CADEIA DE AÇO


Greenpeace - 17 de maio de 2012
O estudo "Carvoaria Amazônia”, produzido pelo Greenpeace, mostra irregularidades na cadeia de produção do ferro gusa. Siderúrgica envolvida contesta acusações. A cada quatro horas, ativistas do Greenpeace se revezam pendurados na corrente da âncora do navio Clipper Hope. Nesta quarta-feira (16/05), a ação, que tem prazo indeterminado, completa 48 horas. O cargueiro impedido de trafegar está a serviço da empresa maranhense Viena Siderúrgica e tenta ancorar na baía de São Marcos, a 20 quilômetros de São Luís, no Maranhão, para receber um carregamento estimado de 30 mil toneladas de ferro gusa. -"Não pretendemos sair daqui”, disse por telefone Paulo Adário, que lidera a ação pelo Greenpeace. Ele conversou com a DW Brasil a bordo do navio Rainbow Warrior, usado pela ONG em protestos em todo mundo.
A ação dos ativistas quer chamar a atenção para a cadeia de produção do ferro gusa, matéria-prima do aço, que tem deixado um rastro de destruição na Amazônia, denuncia a organização ambientalista. Simultaneamente ao protesto, a ONG lançou o relatório "Carvoaria Amazônia: como a indústria de aço e ferro gusa está destruindo a floresta com a participação de governo”, que coletou informações ao longo de dois anos sobre a atividade no Norte do Brasil.
Carvão: a raiz do problema
O estudo do Greenpeace afirma que a cadeia de produção do ferro na região amazônica do país inclui desmatamento, trabalho escravo e desrespeito a povos indígenas. E ainda: gigantes como Ford, General Motors, Nissan, Mercedes, BMW e a produtora de equipamentos agrícolas John Deere teriam participação indireta nessas irregularidades. Cerca de 80% de todo o ferro gusa ligado à devastação da região são exportados para os Estados Unidos para abastecer essas marcas.
A matéria-prima é extraída em Carajás, nos territórios do Pará, Amazonas e Tocantins. A região se tornou um polo de produção de ferro a partir da década de 1980 – de lá para cá mais de 40 altos-fornos se instalaram no local, operados por 18 empresas guseiras. A demanda por carvão para alimentar os altos-fornos deu origem a inúmeras carvoarias.
"O que sobrou de mata amazônica no Maranhão está dentro de áreas protegidas ou são terras indígenas. E essas áreas têm sido invadidas por madeireiros que buscam madeira para exportação e consumo interno e para produção de carvão”, acusa Adário. Dados oficiais mostram que 75% da floresta original que cobria o estado já foram desmatados.O uso de mão de obra análoga à escrava em carvoarias isoladas no meio da mata é, segundo a Comissão Pastoral da Terra, de conhecimento das autoridades: entre 2003 e 2011, foram libertados mais de 2.700 trabalhadores em situação degradante. Muitas dessas carvoarias, diz o relatório, usam madeira obtida de forma ilegal para produzir o carvão. Esse combustível irá, mais tarde, aquecer os altos-fornos para transformar o ferro gusa.No final de 2011, o Ibama comprovou que as maiores siderúrgicas do Pará utilizam carvão ilegal na produção do ferro-gusa. "Mais do que isso, as siderúrgicas fomentam o desmatamento da floresta amazônica em todo o sul e sudeste paraense para obter o carvão de que precisam, acobertando essa origem irregular com Guias Florestais fraudadas”, afirmou Luciano da Silva, coordenador da operação que foi batizada como Saldo Negro.O Ibama estimou, por exemplo, que o consumo de carvão vegetal da Siderúrgica do Pará, empresa de porte médio, correspondeu nos últimos cinco anos a 370 quilômetros quadrados de desmatamento ilegal.
Viena Siderúrgica contesta acusações
Outra empresa problemática, afirma Paulo Adário, é a Viena Siderúrgica. O navio Clipper Hope, impedido de atracar pelos ativistas do Greenpeace, será carregado com ferro gusa obtido nos altos-fornos dessa companhia e seguirá para os Estados Unidos.Questionada, a Viena Siderúrgica disse que foi surpreendida com o teor do relatório Carvoaria Amazônia. "Documentos em poder da empresa, tais como licença de operação e comprovação de regularidade no sistema DOF administrado pelo Ibama, comprovam a regularidade dos fornecedores no período em que a Viena manteve negociações com estes”, escreveu Wanderley M. dos Santos, advogado da siderúrgica, em resposta à DW Brasil.Ainda segundo o advogado, "a siderúrgica repudia todas as práticas citadas pelo relatório, reafirmando que sempre trabalhou para ser reconhecida pelas práticas socioambientais adequadas, por projetos de transformação social nas comunidades próximas à empresa e pela transparência de suas ações”.
Solução para o problema
Para o Greenpeace, não basta que o governo brasileiro combata as ilegalidades sociais e ambientais. "As montadoras, construtoras e outros consumidores de aço precisam identificar se os fornecedores de ferro gusa processado com carvão vegetal respeitam as leis brasileiras”, exige a ONG.Esse grandes consumidores, adiciona Paulo Adário, precisam adotar procedimentos para monitorar se sua cadeia de suprimento não destrói a floresta, não contém matéria-prima proveniente de áreas protegidas ou de terras indígenas, nem emprega mão de obra análoga à escrava.

Nádia Pontes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CARTAS DO SÍTIO E PARA O SÍTIO "ROSA DOS VENTOS" !


Momentos na Rosa dos Ventos
Montes Claros, 16 de maio de 2012.
Esta é uma mensagem de agradecimento às pessoas que partilharam comigo o tempo que fiquei na Rosa dos Ventos, entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012. Um relato de uma experiência tão rica que não tive por muito tempo palavras para relatar, o que faço agora. Creio que este tempo foi necessário para que eu pudesse compreender as coisas sentidas.Não sei se tod@s que participam deste grupo já foram à Rosa, fiquei na dúvida se aqui era o lugar correto para este relato. Mas sinto que sim, que contar a minha experiência pode incentivar ou ir de encontro a quem precisa, como precisei, de uma pausa na vida! A Rosa dos Ventos é um lugar mágico, um lugar de reencontro, de resgate das buscas que deixamos ao longo da vida de acreditar... Durante a minha estadia, senti-me mais próxima de Deus, mais sensível à vida e à importância que devemos dar às pessoas e não às coisas. É incrível como a energia do lugar faz tão bem à alma, aquieta as nossas angústias e recarrega a nossa esperança.
Brandão, a Maristela me disse em janeiro que a energia da Rosa é a sua presença, é você a bateria que despeja lá esta carga mágica. E mesmo quando você não se encontra lá, nas vezes que vai  ao ir embora deixa no ar a sua essência que continua a abastecendo a tod@s que ali se encontram. Concordo com ela! Obrigada por ter me dado a oportunidade de estar e partilhar na Rosa dos Ventos momentos que me encheram de alegria e me iluminaram na minha escrita da tese.
Ao Tião agradeço imensamente. Quanta ternura e paz senti emanar de você querido amigo e vizinho. E como era bom sentir o seu acolhimento com as suas risadas gostosas, com as comidas que dividia comigo... saudade do mingau de milho verde!
Ao Seo Ná, pedreiro da futura nova casa do Brandão. Nossas conversas me alegravam, a parada para o café era sempre motivo para uma pausa no trabalho. Era a hora de ouvir as suas histórias engraçadas sobre a Rosa (outra Rosa) e seus espinhos, e sobre o cotidiano e de me alegrar com elas.
À Ingrid, minha irmã do coração que trazia o lindo e querido Artur (Pequeno Rex) para me alegrar. E que, ao me ver perdida e angustiada sem saber por onde começar com o meu trabalho, chegou para mim com toda a sua paciência e me contou sobre as suas experiências... os caminhos que ela trilhou na sua dissertação e que partilhou comigo nas nossas conversas foram o primeiro impulso para eu encontrar e abrir o meu também. Obrigada querida!
À Sandra, querida amiga e irmã ariana! Sempre envolta numa aura de pura leveza, obrigada pelas conversas, pelo jogo da transformação (experiência rica e reveladora) e pela dança. Espero reencontrá-la no meu retorno.
Ao Juninho! Amigo querido, nunca esquecerei o seu acolhimento, as boas risadas que você me provocou com algum comentário engraçado. Você é parte da Rosa Juninho! Trago-o comigo e agradeço a oportunidade de tê-lo conhecido melhor, de ter percebido que a sua grandeza de alma, que às vezes se esconde, é enorme e acolhe a todos que têm a sensibilidade e a oportunidade de percebê-la. Ainda sinto o gosto das suas farofas de ingredientes esquisitos, mas... deliciosas! As suas palavras enquanto subíamos a Pedra Branca na madrugada da minha despedida da Rosa estão gravadas em minha memória. Já quase alcançando o topo, numa nuvem de neblina que chegava com grande força e nos envolvia, deparamo-nos com um lindo jardim natural de flores brotadas na rocha. O Juninho parou, olhou para o jardim e me disse com os braços estendidos: estas são as flores das suas páginas!  Simbolicamente, você me ofertou aquelas cores! Quanta emoção senti ao receber de você este jardim Juninho!
Tantas coisas ocorreram nesses dias...as idas solitárias à capela, o silêncio, as caminhadas no entardecer ao morro das estrelas com a Maristela, a Joyce, a Fernanda, a Ligia e o Brandão, os banhos de cachoeira, o por do sol com tod@s, mais o Daniel, os filhos da Mari, a Alê a Ana Paula escoteira, a Luciane, a Irene e quem mais estivesse ou chegasse... Voltei da Rosa dos Ventos com uma tese já estruturada (que ainda se encontra em construção, mas com o esqueleto pronto), o que algumas vezes duvidei conseguir. Na minha angústia pela incapacidade que sentia de escrever, tudo isso foi fundamental para que eu conseguisse a paz de espírito e a inspiração. Não vejo a hora de estar retornando e de estar me reabastecendo novamente... da mágica que envolve a Rosa dos Ventos!
Obrigada a tod@s que tive a felicidade de encontrar, de conhecer e de partilhar esses momentos.
Um abraço carregado e regado de bem querer! Graça
Maria das Graças Campolina Cunha
Professora do Departamento de Geociências
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Fones (38) 30810047 e 91460300
COMENTÁRIOS :

Carlos R.Brandão
Gente querida,
Eu também concordo. Por isto mesmo estarei lá nos dias 20 e 21 de maio e, depois, entre 5 e 14 de junho. Quem tenha coragem e carinho, venha estar com a gente nos dias de junho.E mais, a idéia é um julho inteiro entre frios, geadas e trabalhos de harmonização da Rosa dos Ventos. Quem virá? Quem ficará? Quem participará? Quem viverá?
Com carinho, desde Vitória,Carlos

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DIA DA MÃE TERRA!


CONTOS, DIÁLOGOS E COMENTÁRIOS DE UMA TERRA
Aquarela de Judith Fonseca -1949 - "Colheita de maçãs"
Distrito de Valinhos-Campinas - SP
Local - PAIQUERÊ