IMPOSTOS EM SÃO PAULO

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ENTRE A JOANINHA E A SONDA CURIOSITY... A QUESTÃO É A VIDA!

A FORMIGA E O PLANETA ÁGUA!
SOFISTICAÇÃO
 













Sem palavras! Embora a Sonda CURIOSITY 
represente a complexidade absurda do pensamento humano, a desconhecida complexidade da biologia é um campo de profundidade assustadora e pouco vista!




VISÕES DE SOBREVIVENCIA!!!!!!
PARA UMA VISÃO DA TERRA E SOCIOAMBIENTAL ACESSE:
http://folhasaovento-poesia.blogspot.com.br/ DE CARLOS RODRIGUES BRANDÃO

domingo, 5 de agosto de 2012

A CAMINHO DA COPA_ Uma Rua chamada Inválidos

RIO SEC XXI R.dos Iválidos
Rio 1930














1- Esta matéria é colaboração de uma amiga
rioecultura - Coluna Patrimônio Histórico [Leonardo Ladeira] Uma Rua chamada Inválidos
2-ASSISTA AO TEASER "A CAMINHO DA COPA" na coluna ao lado
3-SOBRE AS OLIMPÍADAS: "LONDON 2012!"  vale a pena entender de que guerra e experências estamos falando ao questionar certos apoios:
Vietnamitas

El patrocino de Dow Chemical, fabricante de los herbicidas usados para sofocar la resistencia vietnamita en los años 60 durante la invasión estadounidense, es bien recibido en Londres 2012, no así por Vietnam, donde causó el mayor número de muertes. Al enterarse que Dow Chemical, fabricante del 'agente naranja' y principal causante de las muertes de vietnamitas durante la invasión estadounidense de los años 60, era patrocinador de los Juegos Olímpicos de Londres 2012, la delegación de Vietnam decidió permanecer dentro de las competiciones pero su ministro del Deporte, Hoang Tuan Anh, expresó su “profunda preocupación” por tal forma de publicidad y la doble moral de los organizadores olímpicos. Durante varios años, la selva del sur de Vietnam fue fumigada con este “defoliante”, que en realidad es un agresivo químico creado para eliminar insectos, lo que dejó un saldo de tres millones de vietnamitas afectados y una epidemia de enfermedades congénitas

Vietna década de 1960
Texto completo en:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O FUTURO QUE NÃO QUEREMOS por MARCOS ARRUDA

Prof.Marcos Arruda
TEMA EM DISCUSSÃO: Balanço da Rio+20
Marcos Arruda – PACS
Duas clivagens dividem hoje a humanidade: entre a classe dos donos do capital e as classes que só possuem sua força de trabalho; e entre o bloco dos que professam a fé na acumulação ilimitada de riqueza material, ignorando que os recursos do planeta são finitos, e o bloco dos que já praticam uma socioeconomia fundada na sobriedade feliz, conscientes de que podemos ser felizes consumindo menos bens materiais e vivendo em solidária harmonia entre humanos e com os outros seres da Terra.
Apesar dos compromissos voluntários assumidos pelas elites nas Cúpulas oficiais (Rio92 e Rio+20), os indicadores de “desenvolvimento sustentável” dos últimos 20 anos são estarrecedores: PIB global, +75%; emissões de carbono,+36%; degelo da banquisa do Ártico, +35%; ritmo anual de degelo das geleiras, +100%; população mundial, +26%; produção de alimentos, +45%; 1/3 deste total (1,3 bilhões de toneladas) é desperdiçado; desnutridos: mais de 1 bilhão, obesos: mais de 1 bilhão; agricultura usa 70% da água consumida; crescente desigualdade de renda como fator de geração de pobreza: renda mundial detida pelos 20% mais ricos passou de 82,7% para 91,5%; a fração dos 20% mais pobres caiu 20 vezes, de 1,4% para 0,07%; crescente desigualdade de expectativa de vida: para os 20% mais ricos, de 77 para 79 anos; para os 20% mais pobres, de 46 para 44 anos de vida (PNUD).
Estes indicadores comprovam o fracasso do “Desenvolvimento Sustentável”. Mas a avaliação dos resultados de 20 anos de tratados internacionais sobre pobreza, clima, gênero, biodiversidade, desmatamento e desertificação, água, emissões de gases-estufa, acidificação dos oceanos, degelo das calotas e geleiras foi retirada da agenda da Rio+20. Por que? “Não devemos olhar para trás. É tempo de construir o futuro.” Para disfarçar esse fracasso as grandes empresas lançaram a Economia Verde, não só para evitar a avaliação dos 20 anos de promessas vazias, mas para pintar de verde a economia ‘de mercado’, apresentada como ‘o novo caminho’ de salvação da vida e do planeta.
Soluções efetivas além da retórica estão ausentes no documento oficial, O Futuro que Queremos. A Declaração da Cúpula dos Povos na Rio+20 é incisiva: “As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em contraste, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.”
As elites globais presentes na Cúpula oficial identificam o “desenvolvimento sustentável” com “o crescimento econômico sustentado”. No mundo atual, quase 90% do consumo global é atribuído aos 20% mais ricos. Sem reduzir este consumo excessivo e planejar o crescimento econômico em prol dos necessitados não há solução para a crise social e ambiental. Sem compartilhar a riqueza, o saber e o poder a humanidade não sobreviverá. Só uma nova consciência e um novo paradigma de desenvolvimento podem responder a este desafio.
MARCOS ARRUDA é economista, educador e associado do Instituto Transnacional.
O Globo, 9.7.2012 - http://oglobo.globo.com/opiniao/o-futuro-que-nao-queremos-5412313
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/o-futuro-que-nao-queremos-5412313#ixzz208Q9Dned 
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1- PARA SABER MAIS:
http://xa.yimg.com/kq/groups/4093686/348930015/name/Livro_proibicao_retrocesso_ambiental_Rollemberg_2012.pdf
2- COMENTÁRIOS: 
Teca (Teresa Vignoli) disse...
Lúcido, o Marcos Arruda... Que possam crescer pra valer os movimentos autênticos pela sustentabilidade com mais justiça social.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ENCERRADA A RIO+20 COM A INSTALAÇÃO DO LIXO USADO: DEPOIS VEM O RECICLO!

Vick Muniz ARTE E POLÍTICA NA "CÚPULA DOS POVOS"
A Baía da Guanabara, reproduzida com milhares de dejetos, é a mais recente instalação do famoso artista plástico brasileiro Vik Muniz, em construção perto do Museu de Arte Moderna (MAM), durante a conferência Rio+20.É preciso subir em uma passarela a 10 metros do chão para apreciar a baía reconstruída com recicláveis, como garrafas e sacolas plásticas, latas de cerveja e refrigerantes, embalagens de leite e envoltórios diversos.A instalação de 30 x 40m começou a ser construída na sexta-feira, dia 15, e prosseguirá até o fim da cúpula, que reunirá entre 20 e 22 de junho mais de 130 chefes de Estado e de governo do mundo inteiro.
Cabe ao público da Cúpula dos Povos, evento paralelo organizado pela sociedade civil no Parque do Flamengo, onde fica o MAM, levar o lixo utilizado para montar a instalação.
COMENTÁRIOS ACESSE TODOS AQUI
Luis Felipe Valle disse...
Inverdades Convenientes
Desde a Estocolmo 72, primeira grande conferência de abrangência mundial tendo como foco o desenvolvimento sustentável, termo que na época sequer existia, temos caminhado de maneira bastante obtusa na questão da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente.Antes de tudo, é necessário lembrar que na década de 70 o mundo passava pela Guerra Fria e, nesse período, a potência soviética não demonstrava os sinais de cansaço que vieram depois, nos anos 80; pelo contrário, a ideologia capitalista buscava desmedidamente encontrar e expandir áreas de influência para perpetuar-se, pondo um ponto definitivo no socialismo.É justamente nesse contexto que a postura Neomalthusiana, determinista e neocolonialista, ganha forças ao doutrinar a população que se engajava com as causas ambientais, sob a perspectiva de um futuro absolutamente sombrio e devastador caso o desenvolvimento industrial não parasse naquele exato momento, cristalizando, oportunamente, a situação hegemônica de países como EUA, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, suprimindo completamente o progresso dos atuais emergentes, a exemplo do Brasil, Índia, China e a própria Rússia, na ascendente pós Guerra Fria.Tornou-se verdade dizer que a escassez de alimentos seria causada pelo crescimento demográfico e que a pobreza dava-se não pelo gravíssimo contraste social e precária distribuição de renda, mas pela existência do pobre. A utilização de métodos contraceptivos autoritários e políticas de extermínio em massa da população socioeconomicamente vulnerável são dois dos muitos exemplos devastadores que assolaram o mundo, inclusive o Brasil, enquanto regimes militares da época legitimavam a demagogia pregada pelas hegemonias globais.

AFINAL O QUE SE PENSA SOBRE " ECONOMIA VERDE?"

           "Economia verde em xeque"

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP – “Economia verde” costuma ser usada para descrever a compatibilização do crescimento econômico com o meio ambiente, um dos blocos do crescimento sustentável. Segundo a Green Economy Initiative, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançada em 2008, a economia verde resulta em melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, enquanto reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica. Apesar de ser usada há mais de 20 anos, a expressão “economia verde” ainda é controversa, assim como seu próprio conceito. Enquanto para alguns é perfeitamente possível, para os mais críticos ela seria uma tentativa de viabilizar a sociedade de consumo e adiar mudanças estruturais. Essa foi a tônica de um painel que reuniu cientistas de diversos países no Rio de Janeiro durante as discussões para a RIO+20.
Adicionar legenda
No encontro, os pesquisadores debateram as possibilidades de uma economia verde, se esse modelo requer uma mudança de paradigma nos padrões econômicos ou se é compatível com os mercados competitivos, com a mercantilização de recursos e com a expansão do consumo. A economista Elizabeth Stanton, do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo, Suécia, pontuou que é preciso analisar para quem os benefícios desse novo paradigma econômico seriam distribuídos. “A tendência é fazer os pobres ficarem mais ricos ou os ricos ainda mais ricos?”, questionou. Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e autor do livro Prosperity without growth (“Prosperidade sem crescimento”), defendeu uma mudança de valores, com menos consumismo e individualismos. “O crescimento econômico tem distribuído seus benefícios de maneira desigual. Longe de elevar o padrão de vida dos pobres, o crescimento piorou a situação de boa parte da população mundial. A riqueza favoreceu uma minoria”, disse.
“À medida que a economia se expande, crescem as implicações nos recursos naturais envolvidos, com impactos globais que já são insustentáveis. No último meio século, enquanto a economia global crescia, 60% dos ecossistemas mundiais foram degradados. Uma escassez de recursos naturais básicos – como o petróleo – pode estar a menos de uma década de nós”, afirmou Jackson.
“A economia verde é uma forma de negar evidências como a de que a concentração de dióxido de carbono está crescendo a 2 partes por milhão (ppm) ao ano”, disse o espanhol Joan Martinez Alier, da Universidade de Barcelona, à Agência FAPESP.
Segundo o economista catalão, a base do acordo deveria ser o hemisfério Norte global renunciar ao crescimento econômico em favor do crescimento do Sul.
“Creio que o Norte deveria ter economias sem crescimento e o Sul deveria reduzir suas extrações naturais para a metade e passar a exportar menos seus produtos. O que o Sul também poderia fazer era aumentar os impostos sobre a exportação. No caso brasileiro, por exemplo, quem pagaria por um possível acidente ecológico na extração do petróleo do fundo do mar, com o pré-sal?”, disse.
Para Alier, a proposta de sustentabilidade mundial baseada em ajudas financeiras multilaterais não é o caminho. “Emprestar dinheiro, como historicamente se tem feito, não é a saída, pois preservar o meio ambiente não é uma questão de milhões, mas sim de controlar a mudança climática e manter a biodiversidade”, disse. “Em relação aos países do hemisfério Sul, há um pensamento de que eles são demasiados pobres para serem ecológicos. Mas do que morreram pessoas como Chico Mendes se não para defender a ecologia? Ecologia não é um luxo, é uma necessidade para todos”, afirmou Alier.
Recursos naturais
Lidia Brito, diretora da divisão de Políticas Científicas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), rejeita a expressão “economia verde”.
“Para ser honesta, na Unesco não falamos em economia verde. Falamos de sociedade verde. Penso que o ceticismo dos investigadores vem daí: a discussão não é sobre economia. O que temos certeza é que não é possível falar apenas de um dos blocos do desenvolvimento sustentável”, disse.
“A economia não pode ser discutida sem as questões sociais, culturais e ambientais. Elas estão interligadas e não podem ser tratadas de forma independente. Fico satisfeita com os cientistas brasileiros, que não querem falar apenas em economia. Temos que falar em sociedade verde, para destacar essa força de mudança”, disse Brito. Na opinião de Ronaldo Seroa da Motta, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor de Economia Ambiental do Ibmec no Rio de Janeiro, não há outra saída a não ser tentar uma economia que seja restritiva no uso de recursos naturais.
“Sou a favor da precificação dos recursos naturais. Enquanto tivermos água barata, por exemplo, vamos consumir mais. Devemos nos preocupar com o produto líquido, quer dizer, o quanto que de capital natural perdemos para gerar uma determinada produção. Era isso que deveríamos estar medindo”, disse.
“Se aumentarmos o preço dos serviços ambientais, teremos uma perda de crescimento econômico em curto prazo, mas depois isso será revertido. Um exemplo: devido ao alto índice de desmatamento das florestas, o cerceamento à extração de madeiras fez com que passássemos a usar derivados de petróleo, e hoje vemos muitos produtos de plástico e quase nada de madeira. Mas se tivermos uma política agressiva na área ambiental, a primeira coisa a ser feita é reflorestar, opção mais barata e urgente”, afirmou. Segundo Motta, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é preciso reflorestar 10% da superfície do planeta para capturar carbono. “Isso impulsionaria enormemente o setor produtivo da madeira, uma vez que vamos extrair madeira e mobilizá-la em artigos como móveis, para poder fazer a madeira crescer novamente e continuar capturando carbono”, disse. “Então, daqui a 30 anos, por exemplo, o fato de colocarmos o preço do carbono alto e todo mundo ter que plantar para poder continuar a produzi-lo, implicará em crescimento econômico impulsionado pelo setor produtivo da madeira, mais competitivo, sem degradação do meio ambiente”, disse. De acordo com Motta, a saída não é aumentar o preço do que não é sustentável por meio de impostos, mas sim incentivar iniciativas sustentáveis cujos produtos sejam mais baratos.  21/06/2012
 Roseli B. Torres_Núcleo de P&D Jardim Botânico_Herbário IAC


quarta-feira, 20 de junho de 2012

FICA AQUÉM DAS EXPECTATIVAS O DOCUMENTO FINAL DA RIO+20 ( veja aqui)

TED_BRASIL
20/06/2012 JPSM O jeitinho brasileiro dominou o mundo e o rascunho do documento final da Rio+20, que os chefes de Estado e governo examinam a partir de hoje, é um texto enxuto e vago, sem indicar compromissos concretos para viabilizar as mudanças que o momento exige. Foram reafirmados princípios e direitos importantes, como o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas e o direito humano à água e ao saneamento, mas a simples reiteração do que já havia sido acordado é insuficiente perto das transformações exigidas pela crise global. A força das corporações, por outro lado, mantém-se intacta, assim como permanecem os obstáculos para a superação do quadro de desigualdades. Não houve firmeza nem em relação aos principais resultados esperados da conferência: o cogitado Conselho de Desenvolvimento Sustentável foi trocado por um fórum intergovernamental de alto nível; não foi criado um fundo de apoio ao desenvolvimento dos mais pobres; o PNUMA sai fortalecido, mas não se decidiu como e ficou mais longe a ideia de uma agência ambiental mundial; e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) também não foram de fato criados, apenas reconhecidos como como “importantes” e “úteis”, com a indicação de que sejam “coerentes e integrados na Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas para além de 2015″.
O DOCUMENTO PONTO A PONTO:
http://vidamais21.wordpress.com/2012/06/20/planos-estrategicos-do-governo-do-brasi l-impedem-maiores-avancos-na-rio20-que-apenas-reafirma-92-e-mantem-desigualdades/

terça-feira, 19 de junho de 2012

COUBE AO BRASIL ANUNCIAR O ENCERRAMENTO DA RIO+20 : MUITAS CRÍTICAS E COMPROMISSO BAIXO !


(Por José Pedro Martins) 19/06/2012
Juristas internacionais entendem que um pequeno grupo de países será responsabilizado pelas gerações presentes e futuras pela falta de medidas concretas em 2012, para a proteção do meio ambiente
Poucos minutos depois das 2 horas do dia 19 de junho, terça-feira, o ministro das relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota, anunciava que o rascunho do texto final da Rio+20, mediado pela representação brasileira, estava concluído, embora ainda deva ser examinado por uma plenária a partir das 10h30. É o texto que será levado para os chefes de Estado e governo na quarta-feira, 20, quando começam os debates oficiais de alto nível da conferência. O Brasil quis concluir a redação do texto ainda na madrugada do dia 19, apesar do pedido do comissário europeu, Janez Potočnik, de adiamento das discussões. Potočnik havia criticado a versão anterior do documento mediado pelo Brasil, classificando-o como fraco.A expectativa é se o texto mediado pelo Brasil incluirá temas polêmicos, como princípios das responsabilidades comuns mas diferenciadas e da precaução, mecanismo para transferência de tecnologia para os mais pobres, fundo de ajuda financeira aos mais pobres, Direitos da Natureza e direito humano à água e ao saneamento. Tudo indica que será um texto muito enxuto e vago, sem indicar compromissos concretos para viabilizar as mudanças que o momento exige. A “falta de ambição e de compromissos concretos” por parte da Rio+20 já havia sido duramente criticada na declaração final do encontro de juristas internacionais, realizado entre 15 e 17 de junho , pelo Centro Internacional de Direito Comparado do Meio Ambiente, Fundação Getúlio Vargas e Instituto de Direito Ambiental (Centre International de Droit Comparé de l´Environnement, Fondation Getulio Vargas et Environmental Law Institute).
 JPSM Editar Deixe um comentário Ir para os comentários
LER MAIS EM:
http://vidamais21.wordpress.com/2012/06/19/brasil-anuncia-conclusao-de-texto-da-rio20-criticada-por-juristas-internacionais-por-sua-falta-de-ambicao-e-compromissos-concretos/

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DIREITO A TERRA NO TEXTO FINAL DA RIO+20 : OPOSIÇÕES

A inclusão dos Direitos da Terra e da expressão Mãe Terra no documento final da Rio+20 está encontrando oposição do Vaticano e de países como Canadá, Japão e República da Coreia. A expectativa está em se o Brasil, que tem a maior biodiversidade do mundo, 12% da água doce e dezenas de povos indígenas, incluirá a expressão no documento que está procurando montar em consenso, como país anfitrião da Rio+20, para levar aos chefes de Estado e governo entre os dias 20 e 22 de junho.Como não houve acordo, assim como em vários pontos discutidos pelas delegações presentes na Terceira PrepCom da Rio+20, a proposta de um novo texto ficou a cargo do Brasil, como país anfitrião. A expectativa está em se, para evitar bloqueios de última hora, impedindo consensos, o Brasil exclua vários pontos polêmicos (como os Direitos da Natureza e o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas) da proposta enxuta que deve ser finalizada nest a segund a-feira, 18 de junho.
LER MAIS EM:
1-
http://vidamais21.wordpress.com/2012/06/18/inclusao-de-direitos-da-terra-no-texto-final-da-rio20-tem-oposicao-do-vaticano-japao-e-canada/

José Pedro Soares Martins é jornalista e escritor, autor de livros em sustentabilidade, história, cultura e direitos humanos, como "Capoeira - Um patrimônio cultural" (2011), "Imagens do Brasil" (2008), "Terra Cantata - Uma história da sustentabilidade" (2008) e "Agenda 21 Local para uma Ecocivilização" (2005). Recebeu, entre outros, o Prêmio Ethos de Jornalismo, do Instituto Ethos (2003); Prêmio Amizade Norte-Sul, da Fundação Jensen-Cron Work e Serviço de Imprensa do Governo da Alemanha (1995); e International Media Awards, da União Católica Internacional de Imprensa (UCIP - Genebra, Suíça), em 1992 e 1995. Coordenador da Agenda 21 da Região Metropolitana de Campinas - RMC em 2004 e Coordenador da Universidade Livre do Meio Ambiente, do Centro de Ciências, Letras e Artes, de Campinas.
2- http://www.onoticiado.com.br/index.php/noticias/noticias-do-brasil/13952-meio-ambiente-documento-da-rio20-deve-ser-finalizado-hoje-excluindo-polemicas-e-detalhes-sobre-recursos.html

DELEGAÇÃO JAPONESA
DELEGAÇÃO BRASILEIRA

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"MONDIABLO" A VERDADEIRA FACE DA MONSANTO - RIO+20

Monsanto tiene cada vez menos amigos en Europa, siete países se suman al rechazo:
 


Francia busca prohibir maíz transgénico de Monsanto en toda la Unión Europea

Paul François
Luego del escándalo en que se vio envuelta la empresa Monsanto al ser declarada culpable de envenenamiento químico en un agricultor francés, el gobierno de Francia busca que la Unión Europea prohíba el cultivo de estas semillas en todos los países de la comunidad. Hace unos días una corte francesa juzgó culpable a la empresa estadounidense Monsanto por envenenamiento químico en perjuicio de un agricultor francés de 47 años, Paul François, quien aseguró haber desarrollado problemas neurológicos como pérdida de memoria, dolores de cabeza y tartamudez a raíz de que en 2004 inhaló un herbicida de Monsanto conocido como Lasso.La fama de Monsanto va de mal en peor. Esta semilla es conocida en todo el mundo por ser la gran responsable de la extinción de plantas y cultivos originarios y de contaminar (hibridar)  millones de hectáreas de campo, lo cual obliga a los agricultores a pagar derechos a Monsanto, hayan plantado sus semillas o no.
En Europa varios países han prohibido su uso y en algunos lugares hasta han quemado cosechas enteras.
Polonia, es el último país que ha decidido prohibir el cultivo y la comercialización del grano de Maíz MON810, esta nación se une a Alemania, Polonia, Francia, Eslovaquia, Irlanda, Gran Bretaña y Bulgaria.La causa de la prohibición se debe a estudios que demostraron que la semilla es dañina para el suelo e incluso para los seres vivos. Así lo anunció oficialmente el Ministro de Agricultura polaco Marek Sawicki.Esta determinación viene a calmar los ánimos del gremio de apicultores polacos quienes participaron en varias protestas para exigir que se extirpara la semilla tras acabar con miles de abejas.El rechazo de la naciones europeas por Monsanto no viene desde hace mucho tiempo, la mayoría de los países que ha prohibido la comercialización de los granos modificados, lo ha hecho este año, especialmente luego de que el tribunal francés acusara a la empresa estadounidense de envenenar a un agricultor.
Prof. Heleno Correa

Comentário:
Contra o monopólio da comida que elimina os alimentos tradicionais e mata a independência do cultivo do pequeno agricultor.MONDIABLO não pode controlar a comida que o planeta come. Não é transgênico. É máfia que vende agrotóxicos.
 
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

RIO+20_FAÇA UMA VISITA_CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Uma visita fascinante pelos caminhos da ciência

VISITE O ARMAZÉM 
      POP CIÊNCIA

http://www.popciencia.org.br/






1- FAÇA UM TOUR PELO RIO (QUE INTOXICA)
 http://riotoxico.hotglue.me/
2- CONHEÇA O GLOSSÁRIO DO CHAMADO
 "MERCADO VERDE"
 http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-lexico-da-lingua-verde?goback=%2Egde_2351724_member_124024541

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2012/06/rio20-programacao-sobre-acessibilidade.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAudiodescricao+%28Blog+da+Audiodescri%C3%A7%C3%A3o%29


Veja todas as atividades das quais a rede WWF vai participar durante a Rio+20.

Cúpula dos Povos, Núcleo de Imagem e CEDAM

O Núcleo de Imagem, Direito e Meio Ambiente estará presente na Cúpula dos Povos - No Rio + 20 por Justiça Social e Ambiental, com a exibição de dois filmes na Mostra de Cinema do evento.Os filmes exibidos serão:
1- "Bora, gente! Direitos e Conhecimentos em Movimento" (42min)
2- "O saber que a gente sabe - Diálogos entre conhecimentos tradicionais e científicos na Amazônia".
Para ver a sinopse e a ficha técnica dos filmes, basta visitar a página que cada um deles tem neste próprio blog, no menu acima...A programação completa da Mostra está disponível em: http://cupuladospovos.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Mostra-de-cinema-1.pdf
A exibição ocorrerá no Museu da República: Rua do Catete, 153 - Catete - RJ - tel: 55 21 32353693. A agenda do Museu durante a Rio + 20 pode ser conferida em:
http://www.museudarepublica.org.br/agenda2.html
Nesse evento, o Núcleo de Imagem conta com o apoio e a colaboração do Centro de Estudos em Direito Ambiental da Amazônia - CEDAM, que realizará também, durante a Cúpula dos Povos, o Seminário "Direito, Meio Ambiente e Economia: Olhares para os povos e comunidades tradicionais na Amazônia". O seminário, que conta com a parceria do PPGDA/UEA e Centros de Estudos Sociais da América Latina (CES-AL), ocorrerá no dia 19 de junho, no Aterro do Flamengo
A programação pode ser conferida abaixo, ou na página oficial do evento, em:
http://cupuladospovos.org.br/wp-content/uploads/2012/06/prog_autogestionadas-final-ORG-alfabetico.pdf 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

78% DOS BRASILEIROS NÃO SABEM O QUE É A RIO+20

O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados
Além da percepção sobre a Rio+20, a pesquisa também questionou os hábitos dos brasileiros em relação às questões ambientais
São Paulo - Um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira revelou que 78% da população brasileira desconhece a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" ouviu mais de 2 mil pessoas de todo o País. O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados. A situação da saúde (81%) é a maior preocupação, seguida da violência (65%) e do desemprego (34%).Mesmo com os baixos índices, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira destacou que houve crescimento em relação às últimas pesquisas. Na Eco 92, quando foi realizada a primeira pesquisa, apenas 6% dos brasileiros conheciam o evento. Hoje, são 22%. "Em 1992, o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades. Considerando que estamos falando de todo o Brasil, este índice não é baixo. Ele representa 40 milhões de pessoas", afirmou.De acordo com o novo levantamento do Ministério, os brasileiros também desconhecem os principais conceitos discutidos no evento. A noção de consumo sustentável é ignorada por 66% do público, e o desenvolvimento sustentável por 55% da população. Os pesquisadores percorreram casas em áreas urbanas e rurais de todas as regiões e entrevistaram pessoas maiores de 16 anos. "É muito preocupante que a população não esteja alertada. Se ela não assume sua responsabilidade cidadã, nós efetivamente não vamos conseguir alterar o padrão em que a gente vive", afirmou Moema Miranda, uma das organizadoras da Cúpula dos Povos. "É como se isso não afetasse as pessoas no cotidiano". Fonte:http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/
MANOEL DE BARROS: UMA HOMENAGEM - RIO+20
Manoel de Barros é o primeiro autor brasileiro a receber o Prêmio de Literatura Casa da América Latina/Banif, instituído em Portuagal em 2005.Segundo o jornal “Público”, a “Poesia Completa” (no Brasil, lançado pela ed. Leya), de Manoel de Barros foi unanimidade entre os jurados, constituído por Maria Fernanda de Abreu, presidente do júri, pelo poeta e professor universitário Fernando Pinto do Amaral e pelo poeta José Manuel de Vasconcelos, representando a Associação Portuguesa de Escritores. É o primeiro livro de poesia a receber esse prêmio.Impossibilitado de comparecer ao evento, sua filha, Martha Barros, receberá o prêmio oficialmente. O escritor, porém, fez questão de agradecer com um poema inédito.Manoel de Barros, que nasceu em Dezembro de 1916 em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, foi considerado por Carlos Drummond de Andrade o “poeta maior” do Brasil e obteve ao longo da sua longa carreira importantes prêmios literários, como o Prêmio Nacional de Poesia (1966), o Prêmio Jabuti (1989 e 2002) e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras (2000).
Leia abaixo o poema Inédito de Manoel de Barros:
" Fôssemos merecidos de água, de chão, de rãs, de árvores, de brisas e de graças!
Nossas palavras não tinham lugar marcado. A gente andava atoamente em nossas origens.Só as pedras sabiam o formato do silêncio. A gente não queria significar, mas só cantar.A gente só queria demais era mudar as feições da natureza. Tipo assim: Hoje eu vi um lagarto lamber as pernas da manhã. Ou tipo assim: Nós vimos uma formiga frondosa ajoelhada na pedra.
Aliás, depois de grandes a gente viu que o cu de uma formiga é mais importante para a humanidade do que a Bomba Atômica."

quinta-feira, 7 de junho de 2012

MEMÓRIAS DE CARLOS BRANDÃO: NUM DIA DISTANTE NO TOPO DO PICO "DOIS IRMÃO" .FICA A HOMENAGEM PARA O GRANDE EVENTO MUNDIAL RIO+20

Gente amiga e querida, de perto e de longe,
Carlos Brandão - menino ainda - no topo do pico Dois Irmãos

Quero enviar uma mensagem a algumas pessoas amigas, e tenho um motivo especial para isto. Fazem alguns dias, meu irmão 12 anos mais moço do que eu  - portanto completando 60 anos - me enviou um desses programas de internet que quando você abre tem um vídeo dentro dele.Recebi o programa e demorei a abrir. Quando o fiz, imaginem a minha dupla alegria!
A primeira, porque o programa funcionou e eu consegui ver e ouvir o vídeo do começo ao fim (coisa rara!).
A segunda porque o vídeo é sobre uma escalada do Paredão Baden Powell.
Imagino algumas pessoas desistindo de ler o restante desta emotiva mensagem, talvez até com um funesto pensamento do tipo: "É, o Carlos Brandão, depois de tantos anos está mesmo perdendo o juízo... e querendo que eu perca o meu tempo!".
Não perdi o juízo (embora ande perdendo a memória mais depressa do que gostaria e mereço). E você, por favor, leia esta mensagem até o final e, se possível, veja o vídeo. São somente 6 minutos e um pouquinho mais. E por que a emoção? Porque há 52 anos atrás, em um janeiro/fevereiro de 1960 (isto mesmo!) nós nos reunimos, uma pequena equipe de escaladores do Centro Excursionista Rio de Janeiro (que existe até hoje) e resolvemos nos lançar à conquista de um paredão "virgem" no Irmão Maior do Leblon. Ele é o maior dos "Dois Irmãos", por demais conhecidos, pois de uns tempos pra cá boa parte das cenas do Rio de Janeiro vão do Arpoador aos "Dois Irmãos", as montanhas, unidas, erguem-se na mata quando a praia do Leblon acaba.
Pois bem, durante nove finais de semana nossa equipe subiu, palmo a palmo, "lance a lance" (como dizem os montanhistas), um paredão que acabou classificado oficialmente como um "4º grau superior". Em nome da verdade devo confessar que dentro da equipe eu - mesmo já tendo sido aprovado no Curso de Guia Escalador - era um dos "conquistadores" mais precários.
Carlos Brandão?
Fui o primeiro a escalar apenas alguns lances mais fáceis. Outros companheiros, como Cláudio, "Clarinete" (um exímio escalador e paraquedista),Waldemar ("o Bom Waldema") e outros cumpriram lances de conquista bem mais difíceis do que os meus. Inclusive as terríveis "Três agarras da Boa Morte", lance em que o seu nome de batismo bem sugere o que ela poderia representar.


Waldemar
Anos mais tarde, muitos anos, revi uma escalada que realizei quando tinha 19 anos e ia ainda completar 20 em abril. Fui o primeiro a escalar apenas alguns lances mais fáceis. Outros companheiros, como Cláudio, "Clarinete" (um exímio escalador e Paraquedista. Anos mais tarde, muitos anos, revi uma escalada que realizei quando tinha 19 anos e ia ainda completar 20 em abril. Lá estavam no vídeo alguns "lances" da conquista, com os nomes que íamos dando a eles: a "Avenida Perimetral", o "Platô Ana Maria" (lembrança de uma menina da Gávea que tentei namorar sem sucesso), e as já mencionadas "Três Agarras da Boa Morte". Estou enviando em anexo quatro fotos do Paredão. Três são da conquista e uma de uma escalada posterior. Vejam, por favor! Elas serão mais velhas do que a maioria de vocês! E coloco abaixo o site, ou youtube, ou blog, ou não-sei-o-quê, em que o vídeo inesquecível (embora breve, para uma escalada que leva horas) pode ser encontrado, visto e simbolicamente escalado.Abraço vocês com a mesma alegria e a emoção que vive um/a escalador/ra, quando, depois de horas de subida montanha acima, de repente descobre que chegou no cume. Eis o endereço. Não percam esta escalada.http://www.youtube.com/watch?v=-ETZNvajQfE&feature=relmfu
Estejamos junt@s" Boa escalada!
Carlos Rodrigues Brandão