Para meus filhos, Marcelo e Gustavo,neste dia que, no Brasil, comemoramos o dia do PAI. O maior orgulho destes meus filhotes,que todos os dias são pais com letra maiúscula.
COMENTÁRIOS
Marcelo Teixeira disse...Muito Obrigado.
Ninguém é PAI sem ter tido uma MÃE com letra
maiuscula
Educomunicação Ambiental disse...Brigadão,filho,fazendo a roda da vida girar com toda essa garra
sua.beijos
Ferramenta criada para a disciplina “Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I”oferecida pelo Nepam - Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp com o objetivo de propor discussões sobre educação, ambiente e sociedade a partir de materiais provenientes de diferentes áreas, incentivando e permitindo o encontro com a diversidade do pensamento.
IMPOSTOS EM SÃO PAULO
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
ACRE : SOBERANIA NACIONAL E A QUESTÃO INDÍGENA NA FRONTEIRA COM O PERÚ
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| AGOSTO 2011 |
A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC) divulgou neste domingo (7),
Veja o manifesto “A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC) afirma seu apoio à equipe que integra a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira (FPERE), no rio Xinane, nas proximidades do Paralelo 10º, a
Dessa forma, é preciso que no momento em que sua vida e seus modos de vida estejam sendo ameaçados, bem como daqueles que os defendem, os órgãos responsáveis constitucionalmente pela defesa deste território estejam a postos para protegê-los e, bem como os servidores dos órgãos responsáveis, constitucionalmente por defendê-los. Neste sentido, trabalhar para que a cultura, territorialidade e identidade indígena sejam preservadas, é fundamental para que os direitos indígenas, incluindo aquele de determinar sua própria vida, não sejam esvaziados em situações como as dos isolados, esquecidos nas fronteiras brasileiras.
Sendo assim, a demora e a falta de apoio que os membros da FPERE/FUNAI e da CGIIRC/FUNAI estão tendo para cuidar da invasão e do saque ocorrido no Xinane é, no mínimo, falta de respeito e cuidado com estas populações. Isto os deixa na iminência de práticas genocidas já ocorridas na região acreana e nas fronteiras. Nesta época, a sabedoria indígena já era importante ferramenta para definir as fronteiras políticas e expandir as fronteiras econômicas, ainda que os índios continuassem esquecidos, não compondo o projeto desenvolvimentista oficial, que é muito mais antigo do que os projetos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento. Contemporaneamente, fora da agenda de expansão e cooperação comercial do país, os índios isolados continuam fora da pauta, à margem dos direitos humanos e da humanidade, não dado o seu isolamento, mas ao desrespeito com suas condições de vida.
A despeito de ser signatário da Declaração das Nações Unidas Para os Povos Indígenas e da Convenção 169 da OIT, que coloca o direito a se determinar de maneira sustentável dentro dos costumes comunitários como essencial, o Brasil não dá o devido cuidado à temática indígena, quando esta se confronta com desenvolvimento e com as políticas de fronteira. Com relação às últimas, indígenas não são reconhecidos como atores relevantes para a formulação e execução de ações. Dessa forma, quando vemos os membros da frente desamparados no posto de controle ao tentar defender estes direitos e o protagonismo indígena em tais situações, indignamo-nos. Por acreditar que isto é essencial para a segurança e sobrevivência dos índios isolados, assim como para a autonomia na gestão e segurança dos territórios daquelas comunidades já reconhecidas constitucionalmente habitando áreas fronteiriças, a CPI/AC busca fortalecer a inclusão deste problema nas agendas de política pública. A integração e a conversação entre as comunidades e poder público é a única via para a resolução desta situação. Acreditamos ser esta a verdadeira integração. Se os governos peruano e brasileiro estão empenhados em investir na integração de suas estruturas, então a segurança das fronteiras e das populações nela presentes é marco fundamental da mesma cooperação. A CPI/AC manifesta, assim, apoio à decisão do grupo que decidiu ficar na base e defender os índios isolados sob ameaça de genocídio pela ação de supostos paramilitares peruanos. Todavia, pensa-se que esta via de diálogo e ação, em consonância com as comunidades de forma imediata, vinda por parte das Forças Armadas, Ministério da Defesa e Ministério da Justiça é necessária e urgente. É preciso que os governos estadual e federal, bem como o governo peruano, reconheçam que os índios foram, são e sempre serão parte relevante da política e das dinâmicas nacionais, especialmente na fronteira. Agora, com sua segurança ameaçada, esperamos que a defesa da soberania nacional não se sobreponha e se desconecte mais uma vez dos direitos e da política indigenista e da política dos índios. É preciso tratar do assunto de forma integrada e entender que, neste caso, a segurança nacional estará ligada a defesa da vida, não apenas da nação, mas daqueles que vivem, sobrevivem e fazem a região do Envira ser o Brasil que é. Por isso, urgimos ao poder público responsável que apóie e haja segundo suas prerrogativas constitucionais e internacionais. Ademais, pedimos que a sociedade política, que é muito mais que o governo, mobilize-se sobre o assunto em parceria com as organizações que já trabalham com o assunto a fim de que possamos exigir decisões acertadas sobre o assunto.
Rio Branco, 07 de agosto de 2011″ DOMINGO
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
INDIGNAÇAO NO ACRE ! INVASÃO DE PARAMILITARES PERUANOS EM ALDEIA INDÍGENA
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| Foto de 2008 quando da descoberta da |
em nosso território no Estado do do Acre segundo a Coordenaçao Geral dos Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) orgão ligado a FUNAI. Veja hoje o ESTADO do mesmo local.
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| Foto Agosto de 2011 |
"...,armados com fuzis e metralhadoras, na fronteira com o Acre, realizaram
“correrias”, isto é, fizeram matança organizada de índios isolados, segundo Carlos Travassos, que se
encontra na base da Frente de Proteção Etnoambiental, no igarapé Xinane. Cercado
com outros quatro funcionários da Funai, Travassos usou a internet para enviar
mensagem em que conta que a equipe localizou um novo acampamento usado pelos
paramilitares peruanos. O coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental,
Artur Meirelles, e os mateiros Chicão e Marreta, encontram uma mala com cascas
de cartuchos roubados da base da Funai."
Na verdade,estes índios vem sendo monitorados e estudados desde sua descoberta em 2008. É possível acompanharmos esta situação através destas fontes:
Índios isolados são fotografados
pela 1ª vez no Acre
Volto aos meus pensamentos. Trago aqui uma recomendação de meu amigo, o Professor, médico sanitarista, Emerson E.Merhy,que um dia destes me disse: Odila leia o livro do Eduardo Viveiros de Castro* na série ENCONTROS da editora "azougue".Então lendo o capitulo " O Perspectivismo é a retomada da antropofagia oswaldiana em novos termos" (pag 116) no artigo de Luiza Elvira Belaunde e que foi publicada originalmente na Revista "AMAZONIA PERUANA" percebi mais uma vez que a AMAZONIA, é o LUGAR! O Brasil e o mundo se des-locam para a AMAZONIA.Tudo passa por lá! O tráfego de drogas, grandes capitalistas de interesses economicos,nós socioambientalistas,a loucura, a ilusão do PARAÍSO,quem sabe vivido ou quem sabe perdido. O caldo cultural que nós não temos se quer idéia.
* Eduardo Batalha Viveiros de Castro (Rio de Janeiro, 19 de abril de 1951) é um antropólogo brasileiro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Formado em Ciências Sociais pela PUC-RJ, concluiu em 1977 o mestrado em Antropologia Urbana no Museu Nacional e em 1984 o doutorado, na mesma instituição.[1] Publicou inúmeros artigos e livros, considerados como importante contribuição para a antropologia brasileira e a etnologia americanista, entre eles: From the enemy's point of view: humanity and divinity in an Amazonian society, Amazônia: etnologia e história indígena e A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. Lecionou na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na Universidade de Chicago e na Universidade de Cambridge. Uma de suas mais significativas contribuições refere-se ao desenvolvimento do conceito de perspectivismo amazônico.
Sobre ele, diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual".[2]
COMENTÁRIOS:
Cristina Fontes Lopes A invasão paramilitar dos peruanos, foi e é descabida. Não há como o Brasil aceitar uma coisa dessas. O sertanista Meirelles abandonado junto com seus mateiros e índios. Todos sozinhos enfrentando a barbárie dos peruanos. Só agora a Funai, juntamente com o governo federal, inicia os trabalhos e há…
Volto aos meus pensamentos. Trago aqui uma recomendação de meu amigo, o Professor, médico sanitarista, Emerson E.Merhy,que um dia destes me disse: Odila leia o livro do Eduardo Viveiros de Castro* na série ENCONTROS da editora "azougue".Então lendo o capitulo " O Perspectivismo é a retomada da antropofagia oswaldiana em novos termos" (pag 116) no artigo de Luiza Elvira Belaunde e que foi publicada originalmente na Revista "AMAZONIA PERUANA" percebi mais uma vez que a AMAZONIA, é o LUGAR! O Brasil e o mundo se des-locam para a AMAZONIA.Tudo passa por lá! O tráfego de drogas, grandes capitalistas de interesses economicos,nós socioambientalistas,a loucura, a ilusão do PARAÍSO,quem sabe vivido ou quem sabe perdido. O caldo cultural que nós não temos se quer idéia.
* Eduardo Batalha Viveiros de Castro (Rio de Janeiro, 19 de abril de 1951) é um antropólogo brasileiro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Formado em Ciências Sociais pela PUC-RJ, concluiu em 1977 o mestrado em Antropologia Urbana no Museu Nacional e em 1984 o doutorado, na mesma instituição.[1] Publicou inúmeros artigos e livros, considerados como importante contribuição para a antropologia brasileira e a etnologia americanista, entre eles: From the enemy's point of view: humanity and divinity in an Amazonian society, Amazônia: etnologia e história indígena e A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. Lecionou na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na Universidade de Chicago e na Universidade de Cambridge. Uma de suas mais significativas contribuições refere-se ao desenvolvimento do conceito de perspectivismo amazônico.
Sobre ele, diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual".[2]
COMENTÁRIOS:
Cristina Fontes Lopes A invasão paramilitar dos peruanos, foi e é descabida. Não há como o Brasil aceitar uma coisa dessas. O sertanista Meirelles abandonado junto com seus mateiros e índios. Todos sozinhos enfrentando a barbárie dos peruanos. Só agora a Funai, juntamente com o governo federal, inicia os trabalhos e há…
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
NÃO A DIVISÃO DO PARÁ - click no título
terça-feira, 26 de julho de 2011
SIRVA SE A VONTADE ! O VENENO ESTÁ NA MESA_clic no título
OS AGROTÓXICOS E AS SEMENTES TRANSGÊNICAS
Prof. Athen Teixeira Filho, da UFPEL, Pelotas-RS, junho de
2011.
“Agrotóxico” é um tema sobre o qual poderíamos debater horas ou
dias, manifestar opiniões favoráveis ou contra, recomendar o uso ou não,
entretanto, independente deste fato, eles são o que são; venenos sintéticos de
alta potencialidade produzidos pelo homem para “matar pragas”. Aliás, como negar
o óbvio expresso no próprio nome? São biocidas – matam tudo
o que tem vida!
Também é fato que “o mundo tem fome”, precisa ser alimentado e
várias vezes ao dia. Não obstante, os informados sabem que a
produção de alimento atende esta demanda global. Então, por que ainda tem gente
morrendo de fome (de crianças ainda em úteros, suas mães, até velhos)? A
resposta, tão simples quanto desumana, é que os governos/empresas não têm
interesse/estrutura/não se preparam para a
distribuição deste alimento produzido. Em alguns casos, como em grande
parte da parcela de grãos que o agronegócio nacional produz, a preferência é de alimentar animais. Some-se a isto o fato
de que, hoje, “grãos” não servem só para alimentar, mas passou a ser uma coisa
chamada “commodity”, que equilibra ou desequilibra a “balança comercial”. É
negócio!
A argumentação que discute diferenças entre “volume” e “quantidade”
não passa de tergiversação e discurso ilusório. As doses são abusivas,
criminosas, desproporcionais e só atendem os interesses delituosos das
empresas.
“Pragas” surgem em ciclos biológicos naturais ou por conta do
desfrute equivocado de plantios (mais comum), como nas lavouras comerciais
(monocultivos) que destroem o equilíbrio predador/predado. Muitas “pragas”,
assim como as “plantas invasoras”, são, na realidade, elementos próprios e
fundamentais à vida de determinados biomas. Elas têm sua designação alterada
visando enganar os menos atentos. Puro engodo de espertalhões.
Como professor de anatomia não possuo a melhor qualificação para
dizer qual a forma adequada de plantar, mas já vi produtores familiares
produzindo qualitativamente, sem agrotóxicos e devo salientar que este grupo não
é pequeno. O interessante é que são combatidos e relegados à sua própria
sorte, recebendo apoio irrisório – uma verdadeira afronta – por parte
de programas governamentais. Intelectualmente é pobre, e até grotesco, argumentar que para
produzir precisamos anexar ao alimento altíssimas doses de venenos e, ainda
insano, fazer com que o próprio alimento disponibilize a peçonha – como a toxina
Bt.
E aqui já alcançamos outro crime – os
transgênicos!
Publicações demonstram que esta toxina Bt
ultrapassa a barreira placentária, indo agredir a própria segurança do feto
(Aris, Aziz & Leblanc, Samuel. Maternal and fetal exposure to
pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of
Quebec, Canada. Reproductive Toxicology. Article in Press).
Percebam que esta mãe nem precisa ir até a lavoura para se contaminar, pois
recebe o veneno em sua casa, embalado e com data de validade. Este “alimento”
fantástico também é chamado de “commodity”!
Já está comprovado que os biocidas necessitam aumentar sua dose de
aplicação, pois as “pragas” se tornam resistentes – estão
nos envenenando cada vez mais e mais. Temos, também, a troca de biocidas.
A CTNBio já recebeu pedido de pesquisa visando a aplicação do famoso “agente
laranja”, pulverizado por mercenários sobre o Vietnam durante a guerra, e que
foi responsável pela morte em agonia de milhares de pessoas, pela mal formação e
também morte fetal de outros tantos indefesos/inocentes.
E como o organismo recebe um veneno deste tipo?
Com morte celular e alterações gravíssimas.
Alguns hormônios difundem-se nos tecidos orgânicos em valores
expressos em “fentogramas”, valor igual a 10-15, ou seja, 0,00000000000001.
Registre-se que a quantidade de agrotóxicos – e produtos presentes em
transgênicos – que ingerimos via alimentar é muito superior e, assim, entende-se
que a ingestão destes geram sangramentos no sistema digestório, espessamento de
mucosas de células intestinais, proliferação celular
desregulada (o que pode levar à câncer), náuseas, alergias
gravíssimas, dificuldade de aprendizado, entre outros”.
Os resultados de pesquisas em ratos mostraram que o Glifosato Roundup foi responsável pela desregulação hormonal e diminuição
significativa da produção de testosterona, corroborando efeitos tóxicos sobre o
sistema reprodutivo endócrino (Romano, Renata Marino; Romano, Marco Aurélio,
Oliveira; Cláudio Alvarenga. Arch Toxicol. 2010, 84:309–317), assim como indutor
de más formações fetais (Romano, R. M. et al. Chem. Res. Toxicol. 2010, 23,
1586–1595). E, se ocorre em testículos, pode-se inferir que os ovários sofram
iguais efeitos, já que ambos têm a mesma origem embriológica. Realço que as
conseqüências para as mulheres são muito mais terríveis, pois elas não renovam
seus gametas que, uma vez agredidos ou alterados, as gestações terão altíssima
possibilidade de gerar problemas (morte fetal, mal formações, etc.). Outros estudos já relacionaram o mesmo produto ao câncer de
próstata.
Recente notícia repassada em 25 de maio de 2011 pelo noticiário
alemão “Exakt – Das Nachrichtenmagazin” (http://www.mdr.de/exakt/8640261.html),
com o título “Glifosato – O perigoso veneno de plantas” (Glyphosat – Das
gefährliche Pflanzengift) relata, em agricultores, doses de 5.6mg/litro de
glifosato na urina – esta dose é elevadíssima se comparada com o volume acima
relatado de fentograma com que os hormônios atuam. Alguns acham que está bem,
como o presidente da CTNBio, que disse que beber um copo deste biocida não traz
problemas (http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=745).
Esta defesa apaixonada e irracional deste produto não combina com a investidura
do cargo, mas a exigida isenção não ocorre, nem por fingimento.Por fim, lembro que o DDT “veio para salvar a humanidade das
pragas”, mas como praga/veneno em si mesmo, foi responsável pela morte de
muitos, tem-se fortes suspeitas de ter contribuído pela diminuição na produção
de espermatozóides da espécie humana, diminuição da própria qualidade de vida,
matou animais silvestre – quase extinguiu a águia americana – ainda está
presente em todo o planeta e serviu, de fato, só para enriquecer seus
produtores. A mesmíssima coisa ocorre com o glifosato, e que não é biodegradável
como mentiam as primeiras embalagens, e a Monsanto foi punida por
isto.
Assim, mesmo que pudéssemos escrever muito mais, voltamos ao
início. Agrotóxicos são o que são; biocidas gerando fortunas bilionárias aos
seus produtores. E dane-se o mundo!
P.S. Notem que as crianças em gestação são extremamente agredidas,
fato que parece não importar para alguns grupos, mas nada justifica tamanha
sanha em busca de acúmulo financeiro.
Dr. Althen Teixeira Filho
Professor Titular
Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Biologia
Disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos
SOBRE O FILME: GENTILEZA DE GRACIELA PAGLIARO
SOBRE O FILME: GENTILEZA DE GRACIELA PAGLIARO
O
documentário “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler – lançado no dia 25/7,
no Teatro Casa Grande – está disponível nos seguintes links (ajudem a
divulgar!):
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O CENÁRIO PARA "AVATAR II" ESTÁ PRONTO. É A DESTRUIÇÃO DO GRANDE RIO XINGÚ : click no título
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| Avatar- estudo |
A ficção científica de James Cameron, no primeiro episódio de Avatar, foi gerado de vários estudos incluindo este epsódio de guerra a esquerda e o de Miguel Nicolelis neurocientista brasileiro.. Desnecessário dizer ou falar sobre suas pesquisas.Acabou de lançar um livro que quero comprar. O MUNDO MUITO ALÉM DO NOSSO EU. O cenário do RIO XINGÚ assemelha se a esta grande invasão. Chegam mais de 700 máquinas pesadíssimas através do Porto Paraense e alcançarão o GRANDE RIO XINGÚ.

| Avatar de James Cameron |
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| estudos Avatar |
A hora é do grito do GUERREIRO DA PAZ chamando todas as forçar do Universo.A letra e a música são do grande XAMÃ do Rio Grande do Sul Orestes Grokar. Antes do inicio da "gravação das CENAS" de AVATAR II conclamemos o Universo.Que o pensamento tecnológico e do processo da expansão civilizatória não seja a derrota do pensamento humano.
LEIA TODA A HISTÓRIA DOS 20 ANOS DE LUTA NO RIO XINGÚ CONTRA A UHE
1- http://socialismo.org.br/portal/questoes-agrarias/107-artigo/1129-vinte-anos-de-luta-contra-uhe-belo-monte
2- http://socialismo.org.br/portal/economia-e-infra-estrutura/100-entrevista/1665-belo-monte-e-a-expressao-e-o-significado-do-governo-lula-sarney
terça-feira, 19 de julho de 2011
Como em AVATAR AS MÁQUINAS chegam para alcançar o GRANDE RIO!_ clic no título
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
"ROSA DOS VENTOS" : O PARAISO É AQUI !
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| Carlos R.Brandão |
Bom ambiente de aula! Repasso a carta da Claudia
"Rosa dos Ventos"
Dizem que fotografar é eternizar olhares, e era isso que faríamos no
feriado de
Corpus Christi na cidade de Goiás; mas, olhares sem rédeas,
acostumados a sonhar contemplando as lonjuras do horizonte, dessa vez
resolveram, de fato, percorrê-lo até esbarrar nas montanhas do sul de Minas.E
entre montanhas, um lugar chamado Poços de Caldas com suas praças sempre
povoadas que mais parecem cenários de filme com final feliz. Um lugar quentinho
onde água saída das entranhas da Terra nos proporciona um banho relaxante; mãos
trabalhadeiras que na feira de economia e pessoas solidárias expõem seus frutos
coloridos e saborosos aos olhos. Um trem suspenso nos trilhos do tempo e do
espaço carrega o testemunho de ânsias desnudando o gosto
doce da calmaria.Um
pouco mais e chegamos a Caldas onde música e poesia nos brindou com mágicos
momentos no barracão das artes e no arraial a temperatura do caldo é medida por
pontas de dedos, talvez ingênuos, ou apressados em servir,
ir.De
Caldas a Pocinhos do Rio Verde é um pulo que de alegria se faz ao descortinar,
ainda mais, a beleza da natureza. E quase chegando ao pico é possível apreciar a
obra dos ventos arquitetos que uma rosa nos fez. Uma gente diferente habita esse
lugar, deve ser outra espécie de ser humano ou aquela ainda por descobrir em
todos. Uma gente despida de egoísmo e dispostos a cooperar.Caminhando por essas alturas, reflito o tamanho pequeno da pedra
invisível que sou e desvendo imensidões de mim.
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| entardecer no Sítio |
O
‘paraíso perdido’ se encontra lá. Lá onde as pessoas se ajudam, lá onde o
sorriso é verdadeiro, lá onde o frio esquenta a alma, lá onde os sentidos são
despertados da sonolência corriqueira, lá onde até bonecos são tratados pelas
crianças por “senhor” em sinal de respeito, lá onde Brandão é superlativo de
brandura, lá onde tem um morro só para as estrelas e nós, teimosos, insistimos
em subir para colher um pouco de luz, lá onde sempre cabe mais uns, lá onde na
cozinha se faz muito mais que refeições, lá onde aprendemos que abelha não é
sinônimo de ferroada e sim de mel, lá onde Mel também é nome de cachorro, lá
onde a dança circular desenha a essência de nossos seres, lá onde um senhor
chamado Generoso faz vinho e revela nas dobras das mãos o envelhecer de seus infindáveis esforços em driblar a solidão,
lá onde o vinho nos embriaga de virtude e poesia, lá onde filósofo ensina,
aprende e produz queijos, lá onde a coleta seletiva e coletiva funciona, lá onde
a neblina brinca com as montanhas de manhã cedinho nos fazendo sentir no céu, lá
se chama Rosa dos Ventos e é lá que eu quero voltar...Chega a hora da
despedida e percebo que mais que eternizar olhares, cenas
futuras se formam e na fotografia desses dias muito há o que revelar.Despeço-me carregada de encanto, deixando ao longe apenas a sensação gostosa do
verdadeiro acolhimento. Cláudia Rodrigues de Paula Inverno de 2011
"Um
pouco mais e chegamos a Caldas onde música e poesia nos brindou com
mágicos
momentos no barracão das artes e no arraial"
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| venda de produtos |
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| oficina na praç |
CARTA RECEBIDA DO CARLOS BRANDÃO
Gente amiga e querida, de perto e de
longe,
Estou enviando
esta mensagem coletiva apenas porque o que vivemos na ROSA DOS VENTOS no feriado
de Corpus Christi, e mais em Caldas e em Poços de Caldas, foi de uma tal feliz
e fecunda intensidade, que quando acabou de acontecer, na manhã (gelada a 3
graus negativos) em que a casa ficou vazia (ou quase), eu me perguntava:
"aconteceu mesmo?"
Vivemos em
apenas quatro dias, dias que pareciam mais um conto de milagres do que uma
realidade.Chegamos a ser
45 pessoas dormindo lá e, entre quem chegava e saía, fomos mais de 60 pessoas
por lá. Como sempre, gente vinda de perto e de longe (e de muito longe). Gente
"da casa" e gente que apareceu por lá pela primeira vez.Foram encontros
e re-encontros felizes e, alguns, inesperados
mesmo.Em três ou
quatro dias, reunindo gente que se conhecia e gente que nunca se viu, vivemos o
seguinte:Uma inesperada
oficina de abelhas nativas e seu reconhecimento na mata;Uma oficina de
fabrico de queijo mineiro coordenada pelo filósofo
Flora;Uma oficina de
dança do ventre, coordenada por Sandra;Um fecundo novo encontro do
grupo do Tao;O lançamento de um cd-livro de Henry, um filósofo-cantor e mais
Paulo, um engenheiro florestal-poeta que nos maravilharam (uma apresentação no
Brracão das Artes em Caldas, e um repeteco na Casa Azul da Rosa dos VentosUm
espetáculo inesquecível de mamulendos com Chico Simões ("na hora!");A esperada Feira de Economia Solidária em Poços de Caldas (com
roda de conversa minha debaixo de sol em manhã gelada);
A festa do
arraial em Caldas;Duas
caminhadas até o Morro das Estrelas (uma com todas as estrelas e outra com toda
a chuva);Duas
reuniões do Centro Mutirão de Educação Popular e Economia Solidária,
que estamos criando por lá.
Será que
faltou alguma coisa?
E mais muita
conversa, muito encontro e re-encontro. Alguns almoços de jantares de comidas
conhecidas e desconhecidas. E mais gente que teve coragem de ir no rio Verde e
tomar banho de cachoeira. E mais rodadas de violão e cantorio na varanda. E
mais o frio que chegou depois da chuva, e foi de -3 graus na madrugada de
segunda pra terça.Enfim, dias
breves que pareceram um tempo quase sem-fim.Estamos
programando uma série de encontros de estudos de economia solidária da equipe
que vai "tocar o Mutirão". Se mais alguém tiver vontade de vir estar conosco,
veja um outro e-mail em que escreverei a
propostaPor agora
pensamos encontros de pelo menos um dia inteiro de estudos conjuntos nestas
datas: 6 e 7 de agosto; 27 e 28 de agosto.Estamos
programando com Marcos Arruda e outras gentes um outro encontro ampliado ao
redor de economia solidária. Falta definir data e mais arranjos. Uma alternativa
seria ao redor do 7 de setembro, que cai numa quarta. Outra seria o 12 de
outubro, quando estarei no Pontal do Tirângulo Mineiro. Outra seria em volta do
15 de novembro, que cai numa terça.Avisaremos toda
a gente sobr este encontro e outros mais.
O site
www.sitiodarosadosventos.com.br está sendo re-criado para se tornar
inclusive mais interativo. Esperem com calma
mineira.
Entre 13 e 31 de
julho estarei no "outro lado de Minas Gerais". Estarei entre Pirapora e Manga,
viajando "São Francisco rio abaixo", com uma equipe de professores(as) da USP e
da UFU e de alunas. A viagem faz parte de nosso projeto Etnocartografias do Rio
São Francisco (no trecho mineiro). Deverei estar por alguns dias sem bons
contatos de celular e de internet.
Devo voltar dia
1 de agosto. Teremos então reuniões novas na Rosa dos Ventos e no Pontal.
Estamos criando juntos um projeto de educação junto a assentamentos e
acampamentos de reforma agrária da região do Pontal do Triângulo. A proposta
envolve o Campus do Pontal, em Ituiutaba, O Instituto Federal Tecnológico do Sul
de Minas (em estudos) e o nosso Centro Mutirão.
Por agora, que
fique um abraço amigo em meu nome e no de toda a "Gente da Rosa dos
Ventos"
Carlos
Brandão.
O que é paz cresce por
si mesmo
João Guimarães
Rosa
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A MORTE, OS ÍNDIOS E NOSSA AMERÍNDIA EM 2011
O Relatório de Violência Contra os Povos
Indígenas no Brasil- 2010 traz, mais uma vez, um triste dado envolvendo as
crianças indígenas: o número de mortalidade infantil, que cresceu 513% se comparado
a 2009, quando 15 casos foram registrados. Destaca-se a situação desoladora do
povo Xavante da Terra Indígena Parabubure, no Mato Grosso, onde 60 crianças
morreram vítimas de desnutrição, doenças respiratórias e doenças infecciosas, o
que equivale a 40% do total de nascimentos no período. A
situação em
Mato Grosso é recorrente. Em 2008 e 2009 –
somando-se os dois anos, este mesmo relatório apontou a morte de 33 crianças. O
fato é conseqüência do descaso e do abandono em que vivem os indígenas do país,
sendo as crianças a população mais vulnerável.
COMENTÁRIOS:
Bete zuza disse...Como a Funai e a Funasa deixam isto acontecer, isto é um descalabro
um abraço.Bete
COMENTÁRIOS:
Bete zuza disse...Como a Funai e a Funasa deixam isto acontecer, isto é um descalabro
um abraço.Bete
Continue lendo em:
1- http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=5656&eid=2572- Índice de mortalidade infantil de povoados indígenas cresce 513% entre 2009 e 2010, diz ONG Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/30/indice-de-mortalidade-infantil-de-povoados-indigenas-cresce-513-entre-2009-2010-diz-ong-924806101.asp#ixzz1QprZjg5x
E MAIS:VEJA A LUTA PELA VIDA NO RIO XINGÚ
terça-feira, 28 de junho de 2011
" A HISTÓRIA DO CAFÉ" : MAURICIO SQUARISI, MEU AMIGO E PRODUTOR DE ANIMAÇÃO NO CINEMA
MEMÓRIAS E PERFUMES DO CAFÉ: UMA HISTÓRIA DESDE A PRIMEIRA REPÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO
COMENTÁRIOS: Antônio Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem
" A HISTÓRIA DO CAFÉ" : MAURICIO SQUARISI, MEU AM...": Fui presenteado com um selo e mandaram escolher os dez blogs de amigos para serem homenageados. Você foi um dos escolhidos. Vá lá e pegue o seu selo, neste endereço: http://carlos-geografia.blogspot.com/2011/06/meu-presente.html
COMENTÁRIOS: Antônio Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
"PÍLULAS DE LUCIDEZ" ! REFLEXÕES SOBRE O CAPITALISMO MODERNO
"Montado a partir de testemunhos pessoais, como do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, e o politólogo Samir Nair, Ignácio Ramonet, o músico Manu Chao, que falaram sobre o modo em que o modelo de globalização tem sido levado a cabo no mundo."
sexta-feira, 10 de junho de 2011
ÁGUAS EMENDADAS
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| Um passarinho me contou... |
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| Heleno Corrêa |
O arquiteto aposentado e fotógrafo Tancredo Maia faz parte do grupo Oito fotógrafos e um destino: Águas Emendadas que está fazendo o levantamento fotográfico da Estação Ecológica Águas Emendadas. Em mensagem de divulgação, o conceituado fotógrafo nos convida a conhecer mais sobre este projeto. Vale muito à pena!
Visite o blog http://www.aguasemendadas.com/2011/05/oito-fotografos-e-um-destino-aguas.html
Cordialmente, Movimento Cidadão Park Way, Núcleos Rurais
Vargem Bonita e Córrego da Onça
Consulta Eletrônica
BARROS, M. A G. Brasília, UnB,
1997.
EMPRESA
BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Brasília, EMBRAPA, 1992 (2a
Ed.).
GOVERNO do
Distrito Federal. Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, Secretaria de
Agricultura Produção. Maio de
1977.
IBAMA. Instrução
Normativa nº 03 de 27 de maio de 2003. -LEI FEDERAL No
9.985/2000. (SNUC).
UNESCO. Brasília, UNESCO,
MAB, Reserva da Biosfera do Cerrado, 2003.
Via Ecológica (www.viaecologica.com.br/ecoguias/planalto/roteiros/brasilia
)
Ambiente Brasil (www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=13627
)
Companheiros
Andarilhos de Brasília (www.cabra.org.br/informativo/2003_04)
Secretaria de
Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF (www.semarh.df.gov.br )
Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios (www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1992/353
)
Base de Dados Tropical (www.bdt.fat.org.br/zoologia/aves/avesdf/texto
)
CORREÇÃO PARA "EMENDAR ÁGUAS" !
Não são 3 bacias nas águas emendadas - são duas. Um
dos córregos vai para o Tocantis e não para o Rio Araguaia. Ou seja - minha geografia está completamente
errada. Também quem manda não estudar.Mas as Aguas EMENDADAS "existem. O link e o PDF
estão aí. O Joaquim encontrou e corrigiu. Os detalhes estão na página
8. Divirtam-se. Heleno.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
MOÇÃO PELA VIDA E CONTRA OS AGROTÓXICOS
FÓRUM
PEMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA
Na aurora das ciências e avanços teconlógicos, a
humanidade ainda não inventou algo que substitua o alimento necessário ao bom
funcionamento do organismo. Após o paleolítico, ocasião em que o Homo
sapiens deixou de ser nômade e passou a ser agricultor (8000 a.C.), inúmeras
transformações ocorreram em função do poder instituído na humanidade, afetando
as águas, as terras, o fogo e os ares. Adotando um modelo desenfreado de
desenvolvimento, numa visão imediatista de lucro da minoria, testemunhamos a
exclusão social e as injustiças ambientais que assolam o mundo. Sob o falso
discurso de ser celeiro da humanidade, grande parte dos alimentos produzidos
pelo agronegócio mato-grossense serve para refeição às vacas
holandesas.O uso e o nível de agrotóxicos, como fruto deste manejo
sem ética, compromete a qualidade dos alimentos para o consumo humano e animal,
provoca poluição, corrobora com as mudanças ambientais negativas, provoca
competições desonestas, aumenta cada vez mais o abismo entre ricos e pobres e
até impede que agricultores da agroecologia mantenham sua produção sadia e
certificada. A insustentabilidade da vida mato-grossense não é somente
instituída pelo governo, como estimulada essencialmente pelo manejo agrícola
mecanizado e baseado em agroquímicos.Para a defesa da sustentabilidade instituinte e
planetária, os participantes deste fórum permanente contra os agrotóxicos e pela
vida, manifestam-se:
ü Pela defesa do
código florestal como parte da sustentabilidade planetária, que não tenha
meramente um interesse econômico, nem seu objeto e muito menos o final
almejado;
ü Por um
zoneamento participativo, discutido e proposto no bojo do Grupo de Trabalho de
Mobilização Social e que favoreça a agricultura familiar e a valorização do mapa
social;
ü Pelo repúdio
aos megaprojetos de hidrelétricas como Belo Monte, além das inúmeras PCH que
destroem a natureza e a cultura e, assim, também pela suspensão de qualquer obra
que venha prejudicar a integridade ambiental e também dos povos do Pantanal, com
a imediata retirada do projeto de hidrovia Paraguai-Paraná do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC);
ü Pela
concordância da “Moção contra o uso dos agrotóxicos e pela vida” aprovada
durante a realização do V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em
Saúde (São Paulo, USP, 20 de abril de 2011) em seus tópicos:
Proibir a pulverização aérea de agrotóxicos, tendo em vista a grande e acelerada
expansão desta forma de aplicação de venenos, especialmente em áreas de
monocultivos; Suspender as isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas
aos agrotóxicos; e Elaborar e implementar um conjunto de Políticas Públicas que
viabilizem a superação do sistema do agronegócio e a transição para o sistema da
Agroecologia;
ü Pela defesa da
autonomia das ciências éticas, que metodologicamente se inscrevem na soberania
científica e essencialmente no compromisso político dos cientistas, seja na área
da saúde, ecologia, educação, sociologia ou qualquer outra área do conhecimento
e, portanto, repúdio a todo tipo de represália às pesquisas que evidenciem os
danos causados pelos agroquímicos; (Pela valorização das pesquisas que
evidenciem os danos causados pelos agroquímicos e proteção dos
cientistas);
ü Pela criação de
programas de pesquisa sobre os impactos dos agroquímicos na saúde, no meio
ambiente e nos alimentos e consequente análise de resíduos nos produtos do
agronegócio exportador, além do apoio às vítimas de contaminação;
ü Pela
sensibilização dos conselheiros municipais de saúde, em especial o segmento dos
usuários, quanto aos impactos na saúde e no meio ambiente, provocados pelo uso
de agrotóxicos;
ü Pela defesa dos
Direitos Humanos, em especial ao estudo e intervenção da Comissão Pastoral da
Terra (CPT) sobre as ameaças de morte em MT e erradicação imediata do trabalho
escravo e da violência instituída no campo;
ü Pela defesa das
vidas dos povos e comunidades tradicionais e grupos sociais vulneráveis, como os
povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, artesãos, agricultores
familiares, retireiros do Araguaia, seringueiros, trabalhadores do carvão e
tantos outros grupos marginalizados pelo poder econômico;
ü Pela justiça
socioambiental do campo e pela liberdade e autonomia dos sindicatos dos
trabalhadores rurais na luta pela vida, e o nosso repúdio às ameaças de morte
aos que combatem os agrotóxicos;
ü Pela
responsabilização legal e penal daqueles que utilizam os agroquímicos, assumindo
os riscos das externalidades advindas de seu uso no meio rural e
urbano;
ü Pela proibição,
no Brasil, da propaganda e uso de agrotóxicos já proibidos em outros países
(especialmente na Europa) e sua equiparação à mesma condição de outras
substâncias perigosas, com transporte e uso controlados; Por propagandas na
mídia de massa que mostrem os males causados por agrotóxicos nas pesquisas
feitas durante os últimos anos, que equiparam-nos às drogas tóxicas;
ü Pela defesa das
zonas de amortecimento ao redor de vilas, cidades, terras indígenas e unidades
de conservação em regiões agrícolas;
ü Pelo apoio
efetivo e oficial aos agricultores familiares na conversão para modelos de
agricultura de base ecológica;
ü Pela elaboração
de políticas públicas (nos níveis municipal, estadual e federal) que viabilizem
a agroecologia;
ü Pela defesa e
valorização da agricultura familiar, considerando sua autonomia das sementes e
técnicas tradicionais;
ü Pelo direito a
um ambiente limpo, livre de agrotóxicos e transgênicos em que as populações com
seus direitos velados tenham condições de justiça;
ü Pela defesa
ampla, irrestrita e permanente da biodiversidade e de todos os elementos que
tecem uma humanidade ética, socialmente inclusiva e ecologicamente
protegida.
PELA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA
TERRA !
Aprovada pela
plenária final do Fórum Permanente contra o agrotóxico e pela vida, em 03 de
junho de 2011, na ADUFMAT-UFMT, município de Cuiabá, MT.
sábado, 4 de junho de 2011
O CHORO DO GUERREIRO....click no título
![]() |
| Raoni chora após a decisão |
" É oficial! O Brasil deu sua aprovação final para a construção da barragem de Belo Monte. A licença foi emitida na quarta-feira 01 de junho a um consórcio de empresas brasileiras, Energia Norte, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).É um golpe para todos os povos indígenas e ativistas, que durante anos liderou uma luta sem tréguas contra a realização deste projeto. Isso significa que o assassinato de uma porção da floresta amazônica, o desaparecimento dos peixes, a principal fonte de energia de 14 tribos que habitam as margens do Xingu e as deslocalizações de cerca de 40.000 pessoas...
MEMÓRIA DO BLOG
DIA DA TERRA: "NÓS, INDÍGENAS DO XINGÚ, NÃO QUEREMOS
BELO MONTE"
Valor Econômico - 20/04/2010 Autor(es): Cacique Bet Kamati Kayapó, Cacique Raoni Kayapó e Yakareti
Juruna
Nós, indígenas do Xingu, estamos aqui brigando pelo nosso povo, pelas
nossas terras, mas lutamos também pelo futuro do mundoO presidente Lula
disse na semana passada que ele se preocupa com os índios e com a
Amazônia, e que não quer ONGs internacionais falando contra Belo Monte.
Nós não somos ONGs internacionais.
Nós, 62 lideranças indígenas das aldeias Bacajá, Mrotidjam, Kararaô,
Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamã, Kapoto, Moikarako, Aykre,
Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem e
Pokaimone, já sofremos muitas invasões e ameaças. Quando os portugueses
chegaram ao Brasil, nós índios já estávamos aqui e muitos morreram e
perderam enormes territórios, perdemos muitos dos direitos que tínhamos,
muitos perderam parte de suas culturas e outros povos sumiram
completamente. Nosso açougue é o mato, nosso mercado é o rio. Não
queremos mais que mexam nos rios do Xingu e nem ameacem mais nossas
aldeias e nossas crianças, que vão crescer com nossa cultura.Não
aceitamos a hidrelétrica de Belo Monte porque entendemos que a usina só
vai trazer mais destruição para nossa região. Não estamos pensando só no
local onde querem construir a barragem, mas em toda a destruição que a
barragem pode trazer no futuro: mais empresas, mais fazendas, mais
invasões de terra, mais conflitos e mais barragem depois. Do jeito que o
homem branco está fazendo, tudo será destruído muito rápido. Nós
perguntamos: o que mais o governo quer? Pra que mais energia com tanta
destruição?
Já fizemos muitas reuniões e grandes encontros contra Belo Monte, como
em 1989 e 2008 em Altamira-PA, e em 2009 na Aldeia Piaraçu, nas quais
muitas das lideranças daqui estiveram presentes. Já falamos pessoalmente
para o presidente Lula que não queremos essa barragem, e ele nos
prometeu que essa usina não seria enfiada goela abaixo. Já falamos
também com a Eletronorte e Eletrobrás, com a Funai e com o Ibama. Já
alertamos o governo que se essa barragem acontecer, vai ter guerra. O
Governo não entendeu nosso recado e desafiou os povos indígenas de novo,
falando que vai construir a barragem de qualquer jeito. Quando o
presidente Lula fala isso, mostra que pouco está se importando com o que
os povos indígenas falam, e que não conhece os nossos direitos. Um
exemplo dessa falta de respeito é marcar o leilão de Belo Monte na
semana dos povos indígenas.
Por isso nós, povos indígenas da região do Xingu, convidamos de novo o
James Cameron e sua equipe, representantes do Movimento Xingu Vivo para
Sempre (como o movimento de mulheres, ISA e CIMI, Amazon Watch e outras
organizações). Queremos que nos ajudem a levar o nosso recado para o
mundo inteiro e para os brasileiros, que ainda não conhecem e que não
sabem o que está acontecendo no Xingu. Fizemos esse convite porque vemos
que tem gente de muitos lugares do Brasil e estrangeiros que querem
ajudar a proteger os povos indígenas e os territórios de nossos povos.
Essas pessoas são muito bem-vindas entre nós.Nós estamos aqui brigando
pelo nosso povo, pelas nossas terras, pelas nossas florestas, pelos
nossos rios, pelos nossos filhos e em honra aos nossos antepassados.
Lutamos também pelo futuro do mundo, pois sabemos que essas florestas
trazem benefícios não só para os índios, mas para o povo do Brasil e do
mundo inteiro. Sabemos também que sem essas florestas, muitos povos irão
sofrer muito mais, pois já estão sofrendo com o que já foi destruído
até agora. Pois tudo está ligado, como o sangue que une uma família.O
mundo tem que saber o que está acontecendo aqui, perceber que destruindo
as florestas e povos indígenas, estarão destruindo o mundo inteiro. Por
isso não queremos Belo Monte. Belo Monte representa a destruição de
nosso povo.Para encerrar, dizemos que estamos prontos, fortes, duros
para lutar, e lembramos de um pedaço de uma carta que um parente
indígena americano falou para o presidente deles muito tempo atrás: " Só
quando o homem branco destruir a floresta, matar todos os peixes, matar
todos os animais e acabar com todos os rios, é que vão perceber que
ninguém come dinheiro " .
Valor Econômico - 20/04/2010
http://educomambiental.blogspot.com/2010/04/nosingenas-do-xingunao-queremos-belo.html
quarta-feira, 1 de junho de 2011
BEM VINDOS AO ANTROPOCENO. É O CAPITALISMO ESTÚPIDO!
Publicamos a seguir a íntegra do editorial, publicado originalmente em português no Vi o Mundo:
LEITURAS:
1- http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dr-rosinha-a-floresta-chora.html
COMENTÁRIOS
Rogerounielo disse...Para: "Seres Humanos no Planeta Terra, Irmãos em Consciência
Cósmica Una." Veja o comentário na íntegra clicando no item (comentários) abaixo da postagem
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