IMPOSTOS EM SÃO PAULO

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

COMO TODO ANO CARLOS RODRIGUES BRANDÃO NOS ESCREVE : HOJE É A "CARTA 2011"

Carlos Brandão
A toda a gente amiga de perto e de longe,(quem tiver muito tempo leia tudo e responda; quem tiver tempo leia tudo; quem tiver pressa leia apenas o que está em azul; quem tiver muita pressa leia só que estiver em preto). Como sempre, nestes dias a cada ano chegam mensagens de pessoas amigas. Pessoas de antigos, de velhos, de médios e de e de novos tempos. Algumas são breves e preciosas mensagens de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”. Outras, um pouco mais longas, trazem notícias da pessoa, da família ou mesmo de alguma comunidade de vida e de destino. Outras, maiores e mais longas, recapitulam o que foi o ano que se vai, e confessam as esperas e esperanças para o ano que vem chegando. As minhas cartas há anos são deste terceiro tipo. Até quando? Das muitas cartas, quero lembrar agora a de Pedro Casaldáliga, a de Sinésio Bachetto, a de Osmar Fávero, a de Marcos Arruda. Lembro estas cartas-memórias-mensagens, porque neste ano, mais do que em outros, elas me evocam pessoas, amizades e caminhos de vida e de “engajamento” (uma velha e querida palavra dos “anos sessenta”) vividos desde longa data em comum. Elas me remetem há cinqüenta, há quarenta e oito, a trinta e dois anos atrás.
Pois em uma manhã de março de 1961 eu subia com algumas e alguns recém-conhecidos “companheiras(os)” até o último andar do então único prédio da PUC do Rio de Janeiro, para uma reunião de uma recém-formada “equipe de filosofia da JUC/PUC” - a Juventude Universitária Católica.Tantos anos depois, há menos de dois meses eu estava na cidade de Bananeiras, na região do Brejo, nos altos da Serra da Borborema, na Paraíba. E ali ouvia relatos de estudantes de graduação de cursos de um campus avançado da UFPb. E escutava relatos de experiências narrados por uma líder sindical de movimentos de camponeses da região. E ouvia um estudante cantando emboladas sobre a dura vida da “gente do povo daqui”. E depois dialogava com elas e eles, misturando os seus relatos com o que havia ouvido nos muitos outros encontros que neste ano (como em todos os outros) me levaram do Rio Grande do Sul ao Pará. E lembro que num momento de pausa entre os relatos em Bananeiras eu me ouvi pensando comigo mesmo: “cinqüenta anos... eu tinha vinte quando tudo isso começou; tenho setenta e um agora e parece que mudou tanta coisa... e parece que o que mudou está quase igual a como sempre foi”.
Ora, 2011 é para nós (os/as “dos anos sessenta”) um ano de “datas redondas”. Comemoramos os cinqüenta anos do começo do que foram os “movimentos de cultura popular”, com os seus desdobramentos que nos/me acompanham sem pausas, até hoje: a cultura popular, a educação popular, os movimentos populares, a pesquisa participante, a teologia da libertação e tudo o mais.
Comemoramos também os “cinqüenta anos do Movimento de Educação de Base – MEB, onde comecei minha vida de “educador popular”. Osmar Fávero foi, junto com Vera Jaccoud, meu coordenador, e tantos anos depois seguimos juntos “nessa empreitada”. E lembramos os noventa anos de Paulo Freire, se ele estivesse ainda entre nós. E não está?Não sei se dizer que “este foi um ano como os outros” seria algo bom ou ruim. Sejamos otimistas! Cheguei ao que em termos de “décadas de vida” costuma chama-se de um “septuagenário” (o que, de resto, parece mais um título do que uma contagem de décadas), e me vejo, como lembrei acima e como se diz em Goiás “metido ainda nessa toada”. O mesmo que me acompanha entre muitas cartas de vários outros anos passados, vale também para este ano. A mesma vida dividida entre aulas, orientações e pesquisas na/através da universidade. E, de outro lado – mas não um lado oposto – a mesma antiga e sempre renovada presença – mais indireta agora do que direta agora - junto a movimentos, grupos e comunidades populares. Continuo na UNICAMP, mas hoje apenas orientando o que imagino serem minhas últimas doutorandas de Antropologia. E, depois da fecunda experiência na UNIMONTES, no Norte de Minas, sigo na Universidade Federal de Uberlândia, vinculado agora ao “Campus do Pontal” (do Triângulo Mineiro), em Ituiutaba. Convivo com uma equipe de orientandas de mestrado e doutorado em Geografia. Continuo envolvido com a nossa persistente e fecunda equipe de pesquisas entre o Norte de Minas e o rio São Francisco. E entrevejo um horizonte de possíveis trabalhos de educação popular em acampamentos e assentamentos da reforma agrária, no mesmo Pontal do Triângulo, através de um ainda sonhado e esboçado “projeto PRONERA/INCRA”Uma viagem de 11 dias, São-Francisco-rio-abaixo, entre Pirapora e Pau Preto, em Manga, na quase divisa com a Bahia, relembrou a inesquecível “viagem da Barca Manga”, de 1999. Navegamos na Barca Tainá, entre professores e estudantes, visitando comunidades vazanteiras e ilheiras das duas margens do São Francisco. Convivemos de passagem com pessoas e famílias envolvidas, ainda e sempre, com duras lutas de resistência, seja com secas e enchentes, seja contra a perversa e crescente invasão do agronegócio, que destrói depressa o Cerrado e espalha desertos de soja e eucaliptos por toda a parte. No Pau Preto presenciamos uma comunidade quilombola realizando rituais de auto-demarcação de suas terras. Que esta iniciativa se espalhe por todo o Brasil. Em 2012 continuaremos juntas trabalhando agora na proposta de criação do TRAVESSIAS – MUSEU DA PESSOA DO SERTÃO.Isto me lembra que em 2011 criamos, sediado na ROSA DOS VENTOS, um novo (e já bastante ativo) MUTIRÃO – CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E ECONOMIA SOLIDÁRIA. Várias pessoas de Minas Gerais e de outros recantos do Sudeste participaram de nossos cursos e encontros. Novas presenças e adesões serão bem-vindas. Em janeiro iremos estabelecer o calendário da ROSA DOS VENTOS e do MUTIRÃO para todo o 2012. Quem quiser cópias avise e receberá. A ROSA DOS VENTOS foi um pouco ampliada agora, e temos casas e lugares para abrigar até 45 pessoas (ou 60 estudantes). Em 2012 terminaremos as obras pesadas, e começaremos desde janeiro a dar um sempre adiado “toque feminino” nas casas e nos entornos de natureza. Seguimos empenhados em reunir pessoas, viver experiências e dialogar alternativas de uma economia, ou, mais ainda, de busca de uma inteira (e difícil) “vida solidária”. Isto a que eu gosto de associar ao nome: “socialismo do cotidiano”, que algumas pessoas, como Agnes Heller, cunharam bem antes de mim.Muitos artigos e esboços de livros foram escritos e compartido. E uma alegria de um professor há 45 anos, é ver agora o seu nome ao lado do de suas alunas, em artigos e capítulos de livros, como resultado de trabalhos coletivos de pesquisa. Um livro derivado da pesquisa anterior de nossa equipe, a do Projeto OPARÁ, está na editora e deverá sair no começo de 2012. Seu nome é O LUGAR DA VIDA, e é um livro sobre a comunidade tradicional popular. Mais importante ainda será o livro-coletânea com os escritos de pesquisas nos “sertões roseanos” e ao longo do São Francisco (sempre ele) em Minas. Preparamos - uma outra equipe de gente de beira-rio e beira-mar - um outro livro que sairá em 2102. Chama-se: VIVER EM ILHAS, e é sobre pequenas comunidades insulares de rio e de mar. Meu capítulo foi escrito a partir de uma entrevista com minha mãe, Solange, e suas lembranças de menina-e-moça em São José do Norte, que apesar no nome fica no extremo Sul do Brasil, lá onde a Lagoa dos Patos chega ao Oceano Atlântico. Há livros de poemas para crianças e jovens em editoras. E prometi solenemente às “irmãs bordadeiras de Pirapora” que em 2012, finalmente termino os livros que elas escreveram com bordados e que eu desenharei com palavras. Quase ao final do ano, uma alegria grande foi receber exemplares de JOÃO BRAÇO – imagens palavras sobre um homem chamado João. É um livro com fotos minhas de um garimpeiro do Mendanha, em Diamantina, beiras do Jequitinhonha, fruto de uma breve pesquisa de mais de vinte anos atrás. Eu rascunhei uma introdução e Elaine Lemos escreveu os textos principais. Uma outra alegria grande foi a criação do CD com músicas dos poemas de FURUNDUM. Josino Medina (Josino do Norte) musicou os poemas e um bando de gente amiga, e mais crianças do Vale do Jequitinhonha, cantaram com ele as músicas-poema. Devemos à “madrinha Dete” boa parte de tudo o que aconteceu. Um grupo de amigos de Campinas e de perto se une para criarmos juntos na CASA DA SERRA, uma chácara semi-abandonada em Itatiba, aqui perto, um recanto zen de silêncio, estudo e meditação. Que ela floresça como as cerejeiras do Japão.As viagens pra todo lado foram muitas. Foram um quase exagero. E estiveram, como sempre, divididas entre as de “compromisso acadêmico” e as de “vocação militante”. Pela nona vez anunciei às pessoas do Sul de Minas que: “a partir do ano que vem deixo tudo, paro de viajar e venho morar na ROSA DOS VENTOS pro resto de minha vida”. Pela nona vez ninguém acreditou. Nem eu.
Em 2012 ainda “não vou parar”. Descobrimos, os que restamos, que somos cada vez menos as pessoas da “memória dos anos sessenta”, como no título da coletânea de Osmar Fávero. Muitos se foram. Outros disseram: “pra mim chega”, e ficamos bem poucos. Diante da invasão desbragada do“data-show”, às vezes gosto de lembrar para remanescentes “de outros tempos”como eu, como Miguel Arroyo, Moacyr Gadotti, Osmar Fávero, Marcos Arruda e Rubem Alves, que somos agora os poucos sobreviventes de uma “comunidade da palavra”. Em alguns momentos entre um raro dia livre e uma banca de tese (lugar ideal para isto) sigo escrevendo os meus poemas. Andei soltando ao léu, para que voem livres, pelo menos eletronicamente, algumas FOLHAS AO VENTO com poemas meus, e, mais ainda, com poemas traduzidos. Em 2011 a presença do Oriente foi forte. Aguardem as FOLHAS de 2012.Paro por aqui. Já é tempo. Escrevi demais como sempre, e ao reler esta mensagem vou achar que ficou faltando quase tudo. De algum modo seguimos juntas e juntos ao longo de 2011. Nada vale o que isto vale! Em janeiro de 2012 estaremos outra vez gritando pelas ruas ao lado do rio Guaíba (que não é rio), em Porto Alegre, que... “um outro mundo é possível”. Que esta sonora gritaria não seja apenas isto. Que ela desça de nossos brados de uma tarde de passeata às nossas mentes, aos nossos corações, aos nossos atos e gestos. Á nossa vida, enfim!
Estivemos junt@s!
Estamos junt@s!
ESTEJAMOS JUNT@S!
Tenhamos todas e todos um tempo feliz e fecundo de Natal, Ano Novo e Festas de Santos Reis
Abraço vocês com carinho, Carlos Rodrigues Brandão
Ps1. Entre 31 de dezembro e 6 de janeiro estarei “girando entre folias e foliões de Santos Reis”. Nos outros dias de janeiro estarei na ROSA DOS VENTOS, entre mutirões na casa e nas trilhas da mata, e trabalhos com a Equipe do Norte de Minas. Quem vier de perto ou de longe estar conosco “lá na ROSA” será acolhido como “o povo da folia” em casa “do povo da roça”. É só vir e chegar!É tempo de lembrar algo entre a lenda e a crença. Deixo com vocês um antigo poema que relembra viajeiros, bem mais do que eu (mas não mais do que Marcos Arruda).
Os Reis Magos
Viemos viajando do Oriente
em busca de um menino
e de uma lenda.
Montados em camelos e cansaços,
trouxemos três perguntas e um presente.
Uma estrela veio à nossa frente
e como nós – errantes:
às vezes brilha,
às vezes cala,
às vezes sente.
PS2. Ânimo! O mundo não vai acabar apocalíticamente em 2012. Os maias tinham um outro calendário e não conseguiram prever nem a própria ruína, quanto mais a nossa. É melhor acreditar em Pierre Teilhard de Chardin, um paleontólogo, e em Mary Douglas, uma antropóloga. Cada um/uma disse algum dia a seu modo: “mal estamos emergindo da pré-história; o ser humano mal começou a sua trajetória na Terra.” E, como eu gosto sempre de lembrar, depende de nós, os humanos (muito mais do que de ETs ou outros), o sermos, o convivermos, o agirmos, o construirmos e o pensarmos com esperança em uma humanidade que se festeja – temerosa – o ano de 2.012, e que um dia festejará – iluminada – o ano de 200.012
COMENTÁRIOS:
Caro amigo Brandão! Esta tua carta me anima !!!!! Ontem a noite vendo a GLOBO no programa do Fantástico lembrei me de você e em tudo que acompanhei na sua vida de antropólogo,educador e poeta. Andei com você ( e tu nem sabes o quanto!) por vários momentos relendo livros seus e que há muito pouco tempo me trouxeram outra luz!!!! O programa cita o velho antropólogo da América do Norte.Leio sua carta e vejo que do dia que prometeste parar até hoje, deixará no chinelo o "americano do norte". Completei 70 anos, querido amigo!!!! Te encontrarei por Goiás ou às margens do R.S.Francisco ou quem sabe na nossa "CASA DA SERRA" aqui em Campinas.Estive lá dia 22 de outubro. Não encontrei ninguém. Ficará para um próximo encontro... quero ir lá e ver a lua nascer! Por enquanto fico nas tuas "cartas-memórias" dos anos 70, do MEIO GRITO,da sabedoria pesquisada dia dia da nossa Goiás,do Paulo do Movimento Popular da Saúde.. e morto tão cedo carregado pela epidemia que começava a alastrar se no Brasil! Em dia de REIS vou andar pelas FOLIAS...abraços Odila Fonseca
MARIA INES DUTRA DISSE:
Querida Odila,Adorei a carta da Brandão, cheguei a fazer um comentário , mas acho que não foi. ainda sou analfabeta digital , tem várias coisas que não sei fazer. Por exemplo postar mensagem.Querida, fiquei feliz com sua festa de aniversário. Que linda vc está. Desejo a vc toda felicidade. Que Deus lhe de saúde pra vc continuar fazendo aquilo que gosta e distribuir conhecimentos e sorrisos entre nós. Tenho muita saudades da nossa convivencia. Gostaria de estar mais com você, aproveitar e desfrutar de sua amável companhia. Mas sei que ainda não é possivel , pois ainda temos tantas tarefas... Mas quando eu estiver com setenta anos , talves vc tenha desacelerado este ritmo e eu também. Ai quem sabe possamos tomar chá ou outra coisa em algumas tardes, sorrir e ler poemas de preferencia do Brandão que são maravilhosos. Amiga, vc é um dos grandes presentes que a vida me deu, te amo muito apesar de estarmos tão distante já há tanto tempo.Um beijos no coração. Desejo a vc e aos seus filhos um 2012 maravilhoso. Inês
Blog do Crispiniano deixou um novo comentário sobre a sua postagem

Meu caro professor Carlos Rodrigues Brandão, aqui escreve CRISPINIANO NETO, de Mossoró, das Semanas de Filosofia do início dos Anos 80. Tem uns versinhos meus no seu livro O QUE É MÉTODO PAULO FREIRE. Tenho ido a São Paulo e pergunto por você. Todo mundo sabe de quem se trata, mas não sabe como encontrá-lo. Agora encontro-lhe aqui nesta coisa fantástica que é a internet. E ainda mais lhe encontro falando de Bananeiras, terra dos meus avós.
Teria muito para lhe dizer, pois seu fã. Como não sei do seu tempo, envio-lhe uns versinhos que fiz sobre o mestre Paulo Freire num dia em que fui dar uma palestra na universidade: Paulo Freire
Aprendi na Cartilha do ABC
Que um “L” e um “A” é Lê-a-Lá;
Ele fez Lê-U-LU e Tê-A-TÁ
E este grito de LUTA hoje se vê
Nas cartilhas da história onde se lê
As bonitas lições da liberdade
Que compõem todos livros da verdade
Dando luz pra quem era analfabeto
PAULO FREIRE, O PROFETA DO ALFABETO
O MESSIAS DO MUNDO DA IGUALDADE!
Vinte e cinco milhões de analfabetos,
Trinta e seis os milhões de excluídos, Essa massa ignara de oprimidos
Vai ficando de fora dos projetos;
Cidadãos semi-tudo, incompletos;
São Sem-terra, Sem-casa e Sem-cidade
Com fartura somente de saudade
De alguém que lhes deu luz e afeto
PAULO FREIRE, O PROFETA DO ALFABETO
O MESSIAS DO MUNDO DA IGUALDADE! ...
Mossoró-RN, 08 de setembro de 1997.
....Continue lendo clicando em "COMENTÁRIOS" no final desta postagem( é longo!)
  Um grande abraço. E se tiver como, gostaria de lhe encontrar quando for a São Paulo. A próxima previsão é o carnaval, pois a GAVIÕES DA FIEL inspirou-se, entre outras fontes, no meu livro LULA NA LITERATURA DE CORDEL para definir o enredo e estou convidado. Meu email é: crispinianoneto@gmail.com 
PS:.3 Homenagem  ao Brandão em 2010 na UNICAMP!!!! Neste dia alguém te chamou de "Extra Terrestre"numa metalinguagem : De que mundo é este homem que não perde nunca a FÉ!!!! Encontre Brandão aqui: 
http://www.sitiodarosadosventos.com.br/
PS:4 Para quem quiser ver uma diferente prática em antropologia:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1677601-15605,00ANTROPOLOGO+DOS+EUA+VIVE+ENTRE+INDIOS+MARANHENSES+HA+MAIS+DE+ANOS.html

sábado, 24 de dezembro de 2011

RECEITA DE ANO NOVO - CARLOS DRUMOND DE ANDRADE


Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegrama?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
COMENTÁRIOS:



Antônio Carlos Vieira disse..
Feliz 2012 para você, seus familiares e seus leitores.
1 de janeiro de 2012 01:09



Obrigada Antonio pela sua carinhosa participação.Abraços Odila Fonseca

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DANDO UMA PAUSA PARA CONTINUAR A GIRAR A VIDA !!!! MEUS 70 ANOS!!!

Meu filho Gustavo oferecendo o bolo. Minha neta Leticia teria assoprado tudo!?  Mas, Odila ficou com a impressão que foi ela que apagou!
Domingo ! Dia 11 de dezembro de 2011! Com apenas um sopro as setenta velinhas se apagaram! Pensei : Hoje sou a "matriarca eleita!"  Consegui unir meus filhos,minhas noras meus netinhos. Consegui! E estavamos todos muitos felizes! Li Manoel de Barros, que com seus 100 anos, ainda poetisa absurdez.Compartilho, neste espaço, que é dedicado a todos que por aqui passarem:
" Fosse bem: que as minhas palavras gorgeassem!"
"Os rios gostam de entardecer entre os pássaros;"
" Previlégio dos ventos : Semear borboletas!"
"Visões descobrem descaminhos para as palavras"
Quem não vê o extase do chão é cego"
"Quisera dar ao nada uma voz enlouquecida!"
Neste dia aprendi, lendo Manoel de Barros no seu último livro, a palavra ARREBOL ... 
 "Um dia ele nos contou que assistira a estréia do "ARREBOL"... 
e encabulada perguntei se alguém já tinha ouvido a palavra "arrebol". Alicia sabia ! Então fiquei sabendo e pratiquei minha humildade: Vivendo e aprendendo! Essas citações foram retiradas do livro de Manoel de Barros - "ESCRITOS EM VERBAL DE AVE" onde na contra capa le se a despedida de seu melhor amigo de infância:
" De manhã deixamos Bernardo em sua sepultura.... a tarde o deserto já estava em nós"
Conheci neste dia ,também, um dos ilustradores de livros do Manoel
NOTÍCIAS: A PREMIAÇÃO TOPBLOG 2011 ESTÁ NESTE LINK
Não coseguimos chegar em primeiro lugar mas conseguimos estar entre os 30 melhores.Parabéns para nós todos que contribuimos para a construção deste espaço de EDUCOMUNICAÇÃO. Uma das conquistas de 2011, foi saber que a acessibilidade do nosso Blog ultrapassou 40 mil acessos. Temos uma comunidade que ultrapassa 200 pessoas. Um dos trabalhos da ECA para alunos de arte foi citado no portal da USP.Confira nossas conquistas acessando:
Que 2012 seja para nós um ano de muita amorosidade e CONEXÕES NOVAS


Figueira centenária: Força das raízes, vida longa nosso símbolo
ASSIM COMEÇAMOS: Em 1885, Fazenda do Mato Dentro de Baixo- Atual Fazenda Brandina- Sede da FEAC .Primeiro momento- o nascimento do BLOG Educomambiental
 2- E a torcida de nossa querida Ionara,professora, bióloga e sobretudo amiga desde o nascimento do BLOG. Encaminhou pelo FACEBOOK este recado:

COMENTÁRIOS

 Ionara Urruti Moura
                                                      
 "De Ionara Urruti Moura
queridonaaaaaaa amei ver a citaçao do blog na ECA!!! UAU! Poderosa...Voce que é a mãe da criança, a gente participou do parto, é certo, mas o filho foi criado por vc....e muito bem. Eu quero ser sempre a madrinha querida e coruja...Beijo grande. Ah tua caixa postal de e mail devolveu dois emaisl que te mandei agora...e mandei também pro Professor João Luiz e pro Sandro..."
RECOMENDAÇÕES\:
Luna Di Primo  disse... tudo muito lindo, aqui, parabens por chegar e comemorar os 70 com essa alegria... nada mais bonito que uma pessoa sem ou que sabe absorver as amarguras e transformá-las em mensagens silenciosas de positividade... parabens tambem por tao belo blog... a luz que se encontra aqui é fantástica...bjuuu
13 de janeiro de 2012 

AGROTÓXICOS : O MODELO DO AGRONEGÓCIO NO BRASIL

J.P.Stédile
"A difusão do uso de agrotóxicos no Brasil não tem a ver com necessidade agronômica. Está totalmente relacionada à etapa atual do capitalismo, à qual a nossa sociedade está subordinada", enfatizou o coordenador do Movimento Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, na palestra Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e o contexto político atual, realizada na ENSP, na segunda-feira (12/12). O coordenador do MST ressaltou que nos últimos dez anos o uso de venenos no Brasil cresceu muito e há três anos ficou ainda pior. Atualmente, o país é apontado como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Stédile, que esteve na Escola para divulgar a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, enfatizou que é possível produzir alimentos saudáveis sem utilizar agrotóxicos: com a agroecologia.
Prof.Antonio Ivo na abertura do evento
A mesa de abertura contou com a participação do diretor da ENSP, Antônio Ivo de Carvalho, do presidente da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Paulo César de Castro, e do coordenador do Movimento Sem Terra, João Pedro Stédile. O diretor da Escola destacou a importância de receber o coordenador de um movimento social tão expressivo quanto o MST, com grande responsabilidade diante da sociedade civil e da classe política. Antônio Ivo falou sobre a história da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e de sua importância na formação do ideal de saúde e da construção do SUS e destacou o comprometimento para uma agenda de formação voltada para o desenvolvimento de um curso de mestrado sobre a temática. O presidente da Asfoc, Paulo César de Castro, o Paulão, ressaltou a importância do estreitamento das relações com as instituições públicas no sentido de fortalecer a campanha. Dando início à palestra Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e o contexto político atual, coordenada pelo pesquisador do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) Marcelo Firpo, o coordenador do MST, João Pedro Stédile, falou sobre a vocação política da Fiocruz em participar de movimentos sociais e ressaltou que o SUS é uma revolução para a população pobre no Brasil. Em seguida, Stédile entrou na temática dos agrotóxicos e explicou a formação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, que tem como objetivo ampliar o debate com a população sobre a falta de fiscalização do uso, do consumo e da venda de agrotóxicos, a contaminação dos solos e das águas, bem como denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores das comunidades rurais e dos consumidores das comunidades urbanas. Segundo ele, era preciso criar uma campanha nacional contra o uso de agrotóxicos que representasse todas as forças progressistas do nosso país. "Conseguimos reunir um leque de forças que nenhuma outra campanha já conseguiu. A partir dos debates, nos demos conta de que a difusão do uso de agrotóxicos no Brasil não tem a ver com uma necessidade agronômica, ela está totalmente relacionada à etapa atual do capitalismo à qual a nossa sociedade está subordinada". De acordo com o coordenador, esse capitalismo assumiu uma nova fase com aquilo que conhecemos por globalização e está preocupado apenas em produzir lucros a qualquer custo. "Gerou-se no Brasil uma aliança de classes composta por grandes empresas transnacionais, as mesmas que fornecem o veneno e a matriz tecnológica, e isso não é uma questão de coincidência. Esse modelo agrícola baseado no uso de agrotóxicos produz um PIB anual de 140 bilhões", explicou ele. Stédile falou também sobre os grandes proprietários de terra - citados por ele como a burguesia agrária moderna - e sobre a influência dos meios de comunicação de massa, que também fazem parte dessa aliança. De acordo com ele, cabe aos meios de comunicação reproduzir a ideologia proposta por essa aliança de classes, que indica que o modelo baseado no uso de agrotóxicos é bom, único e legítimo. O coordenador explicou que tudo concorreu para a produção do modelo do agronegócio, e culminou num modelo de produção que tem como características a produção em grande escala, o monocultivo - agricultura baseada em um só produto - e a introdução de sementes transgênicas. Segundo o coordenador do MST, atualmente o Brasil está totalmente refém do monocultivo, 85% das terras do país são dedicadas à produção de soja, milho, cana de açúcar e gado. No âmbito da introdução das sementes transgênicas, Stédile afirmou que o uso da técnica nas sementes objetiva apenas que a empresa tenha propriedade genética da semente. "Todas as experiências com sementes orgânicas não são para melhorar a produtividade ou a saúde da população, por exemplo, elas são combinadas com o uso de agrotóxicos que as empresas que investem na introdução de sementes transgênicas produzem. As sementes transgênicas foram um condicionante para o aumento do uso de herbicida. Isso ajuda a explicar o aumento do uso de agrotóxicos no Brasil, totalmente combinado com o modelo econômico do agronegócio", denunciou. O coordenador lembrou, ainda, que qualquer ação do capital e toda ação humana gera contradições e que, nessa linha de raciocínio, o modelo do agronegócio também tem suas contradições.  Stédile citou como uma das contradições do modelo o largo uso de veneno, o que afeta em grande escala a saúde pública. "Temos hoje no país 1 milhão de casos de câncer por ano. Se continuarmos nesse caminho, a tendência é a de que cerca de 400 bilhões de pessoas por ano morram de câncer causado principalmente pelos agrotóxicos. Isso é uma contradição e a população precisa se dar conta para agir antes que seja tarde demais", alertou. Apontado também como outra contradição do modelo do agronegócio está o desequilíbrio do planeta: o agrotóxico elimina a biodiversidade. De acordo com o coordenador, a região sudeste do país está condenada a sofrer cada vez mais enchentes, fruto do desequilíbrio causado pelo modelo, pois o modelo de agronegócio afeta também as condições climáticas. "Esperamos que a população entenda que essas contradições podem gerar a construção de outro modelo de produção para a agricultura brasileira. É totalmente possível produzir alimentos saudáveis sem utilizar agrotóxicos, fazendo uso apenas da agroecologia. Ao contrário do que muitos dizem, produzir baseado em agroecologia não é mais caro e com certeza é muito mais saudável em todos os pontos", afirmou. Por fim, Stédile explicou que, com o objetivo de entender o que há por trás dos agrotóxicos e suas consequências, foi construída a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida. A campanha pretende criar um processo de conscientização da sociedade sobre a ameaça dos agrotóxicos; denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos; convencer a sociedade sobre a necessidade de mudança do atual modelo agrícola, que produz comida envenenada; criar um espaço de construção de unidades entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite o meio ambiente; além de explicitar a necessidade e o potencial que o Brasil tem de produzir alimentos diversificados e saudáveis para todos, em pleno convívio com o meio ambiente, com base em princípios agroecológicos. "O principal objetivo da campanha é proibir o uso de agrotóxicos em todo o território brasileiro", concluiu Stédile.
ENSP, publicada em 13/12/2011 - Tatiane Vargas
SUGESTÃO DE LEITURA : EDITORA FIOCRUZ
LIVROS
É Veneno ou É Remédio?-agrotóxicos,saúde e ambiente
Frederico Peres e Josino Costa Moreira (Orgs.)
A obra traz importante contribuição para o debate sobre a real necessidade do uso de agrotóxicos nos processo de produção agropecuários, enfatizando a premência de garantir a qualidade de vida das populações humanas que, todos os anos, expõem-se aos efeitos nocivos desses agentes, consumidos indiscriminadamente ao redor do mundo. Discutem-se aqui os principais desafios enfrentados pelo setor saúde e pelos órgãos ambientais, relacionados ao monitoramento de possíveis efeitos negativos à saúde humana e à qualidade ambiental. Apresentam-se também iniciativas bem-sucedidas de enfrentamento dessa questão, por parte de profissionais das mais diversas áreas do saber.
VER SUMÁRIO Este livro está disponível na íntegra em formato PDF sem custos para acesso:
Capa ; Iniciais ; Prefácio e Apresentação ; Capítulo 1 ; Capítulo 2 ; Capítulo 3 ; Capítulo 4 ; Capítulo 5 ; Capítulo 6 ; Capítulo 7 ; Capítulo 8 ; Capítulo 9 ; Capítulo 10 ; Capítulo 11 ; Capítulo 12 ; Capítulo 13 ; Capítulo 14 ; Capítulo 15 ; Capítulo 16 ; Capítulo 17 .
ISBN: 85-7541-031-8. 2003. 384p., il. ESGOTADO. DISPONÍVEL EM PDF
LEIA TAMBÉM SOBRE A SOJA CONVENCIONAL:
http://www.agorams.com.br/jornal/2012/01/cultivares-de-soja-convencional-ultrapassam-resultados-comerciais/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

IMPACTOS DOS MEGAEMPREENDIMENTOS: NA PAREDE ESTÃO A ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA (ENSP) A ABRASCO (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE COLETIVA) E A TRANFORMAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA .

DIA 8 12-11 - Palestra e debate com o professor e pesquisador da ENSP/Fiocruz Hermano A. de Castro.Na quinta-feira dia 8, às 18:30h, realizaremos no CeCAC . Palestra e debate sobre o Impacto dos "megaempreendimentos" de produção e exportação de produtos básicos - commodities agrícolas, minerais e metálicas - nas condições de vida,trabalho e saúde do povo - e, como exemplo marcante, o caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) - com o pesquisador e professor da ENSP/Fiocruz Hermano Albuquerque de Castro, que está sendo processado por essa transnacional. Para subsidiar o debate indicamos os textos abaixo, além de uma das cartas de solidariedade e apoio de várias entidades a Hermano (anexo) e a indicação de dois vídeo Videos:Saúde dos moradores de Santa Cruz pode estar em risco por causa da CSA – rj tv de 29.6.2011 http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1550150-7823-SAUDE+DOS+MORADORES+DE+SANTA+CRUZ+PODE+ESTAR+EM+RISCO+POR+CAUSA+DA+CSA,00.html
Desenvolvimento  a Ferro e Fogo :

http://www.youtube.com/watch?v=5--nTG9q0A4
Textos:Transnacionais e Violação dos direitos humanos:

 o caso  da Companhia Siderúrgica do Atlântico e o “desenvolvimento” da Baía de Sepetiba  -  coloca a construção do polo siderúrgico das regiões de Santa Cruz e da baía Sepetiba dentro de um contexto mais geral: o desenvolvimento do capitalismo brasileiro inserido na nova divisão internacional do trabalho.Texto completo no Link:
http://www.pacs.org.br/uploaded_files/20090226180610_printed_massacritica_TWFzc2EgQ3LDrXRpY2EgVEtDU0EgTsK6NDEucGRm.pdf
(...) É neste cenário de riquezas ambiental, social e cultural, mas também empobrecido e credor de uma dívida social e ambiental crescente, que os governos municipal, estadual e federal, juntamente com o empresariado nacional e internacional, estão construindo um imenso pólo siderúrgico e um complexo portuário voltado para a exportação de commodities minerais e produtos siderúrgicos. O complexo siderúrgico será composto pela Companhia Siderúrgica do Atlântico - TKCSA, já em construção e que pretende ser a maior siderúrgica da América Latina; a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN que aumentará a sua capacidade produtiva e a Gerdau que investirá ampliação da capacidade produtiva da Gerdau Cosigua e a construção da nova usina de aços especiais - Gerdau Aços Especiais Rio. Para o escoamento de minério de ferro e produtos siderúrgicos serão construídos na região, ao todo, oito portos privados: da TKCSA, da CSN, da Usiminas, da Gerdau, da BHP Billinton, da Brazore, o Porto Sudeste da LLX Logística e para a ampliação do porto de Itaguaí. (...) Reafirma-se aqui o caráter do modelo de desenvolvimento que se pretende aprofundar no Brasil que lhe confere o papel de exportador de commodities agrícolas, minerais e metálicas, baseadas em processos produtivos de uso intensivo de recursos naturais e de exploração de força de trabalho. Nesta “nova” divisão do trabalho, os países que são destino dessas commodities especializam-se na produção de aços especiais com maior valor agregado, produzidos a partir dos produtos semi-acabados provenientes dos países do Sul, caracterizada por um processo de inserção externa subordinada dos países do Sul aos países do Norte. (...) A estratégia do
grande capital está clara para a região sudeste que concentra 65% do PIB brasileiro. Sua ação busca criar canais cada vez mais rápidos e eficazes para exportação de commodities minerais e agrícolas. São os minerodutos, os alcoodutos, as ferrovias e os portos com seus terminais de carvão, minério de ferro, produtos agrícolas. (...) Brasil: “crescimento” econômico para quem? Em que condições?(Boletim do CeCAC) Texto completo no Link:
http://www.cecac.org.br/MATERIAS/brasil-crescimento_economico_para_quem-20.5.11.htm
A reconfiguração da economia mundial condiciona as transformações na formação econômico-social brasileira, na estrutura econômica brasileira, que caracterizamos em 2006 como um "processo de regressão a uma situação colonial de novo tipo", iniciado em meados da década de 1980.O deslocamento de parte significativa da produção industrial imperialista para a Ásia/China criou uma forte procura por produtos básicos, principalmente minérios, alimentos e petróleo e norteou a especialização do Brasil na produção de commoditiespara exportação. Este tipo de produção vem se transformando no setor dinâmico da economia brasileira, processo que significou aprofundar a condição do Brasil de país dominado no sistema imperialista mundial.Segundo a ABRASCO (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva), o "Dr. Hermano Albuquerque de Castro, membro do Grupo Temático de Saúde e Ambiente da ABRASCO e docente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), é amplamente reconhecido por sua competência técnicocientífica, postura ética e compromisso social. O pesquisador agiu corretamente ao alertar para a necessidade de investigações mais apuradas - para melhor definir as substância(s) lançada(s) na atmosfera pela empresa e os potenciais danos à saúde advindos dessa exposição - e de um constante monitoramento ambiental e da saúde da população do entorno. A TKCSA é o maior "empreendimento" do grande monopólio transnacional de origem alemã Tyssen Krupp (com participação da Vale do Rio Doce, com parte de financiamento pelo BNDES, além de isenções fiscais) no Brasil instalada na região de Santa Cruz (na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro) e Baía de Sepetiba, com produção e exportação de chapas de aço de baixa qualidade, a serem beneficiadas na Alemanha e nos EUA para a preparação de aços especiais, de maior valor agregado.
Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho - CeCAC
Av. 13 de maio, 13 salas 1901 e 1903 - Centro - Rio de
Janeiro/RJ
Horário de funcionamento: das 14 às 18h - tel: (21) 2524-6042  Sítio:
www.cecac.org.br    

E-mail: cecac@terra.com.br
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TERRA,VIDA E FUTURO GUARANI-KAIOWÁ

O Conselho da Aty Guasu e organizações de apoio e solidárias aos povos indígenas convidam para a Semana em Defesa da Terra, Vida e Futuro Guarani-Kaiowá, a realizar-se no período de 05 a 08 de dezembro de 2011, na cidade de São Paulo. Confira a programação de atos, debates, lançamento e homenagens:
- Dia 5 - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Plenário Juscelino Kubitschek.Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - São Paulo – SP.
19hs: As lideranças acompanharão o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos oferecido para a advogada de Direitos Humanos Michael Mary Nolan e farão a leitura do Manifesto do Conselho Aty Guasu, elaborado no último 27 de novembro de 2011, no Mato Grosso do Sul.
- Dia 6 - Câmara Municipal de São Paulo, na Sala Tiradentes
Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista (próximo ao metrô Anhangabaú).
18hs30min: Entrevista coletiva com lideranças Guarani Kaiowá representantes da Aty Guasu
19hs30min: Lançamento do Comitê Nacional em Defesa da População Indígena de Mato Grosso do Sul, com a presença de representantes do Comitê, lideranças Guarani Kaiowá e da Dra. Lucia Helena Rangel, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP.
- Dia 7 - Centro da Cultura Judaica
Rua Oscar Freire, 2.500 - (próximo ao metrô Sumaré)
20hs30min: Exibição do Documentário “À Sombra de um Delírio Verde”, seguido de debate com as lideranças Guarani Kaiowá do MS.
- Dia 8 - Sesc Consolação
Avenida Paulista, 119 (próximo ao metrô Brigadeiro)
18hs30min: Homenagem e voz ao Povo Guarani Kaiowá durante o lançamento do Relatório de Direitos Humanos da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.
Organização:
Conselho da Aty Guasu, Cimi SP, Cimi MS, CPT, Pastoral Indigenista de São Paulo, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Museu da Cultura e Programa Pindorama de estudantes indígenas da PUC-SP, Instituto Terra Trabalho e Cidadania.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sta CATARINA SE DESTACA NOS JOGOS PARAPAN DE GUADALAJARA,TRAZ OURO,PRATA E BRONZE NA BAGAGEM E CONQUISTA VAGAS NA PARAOLIMPÍADA DE LONDRES!

Claro, estamos vibrando com toda esta juventude catarinense. PARABÉNS PELA JORNADA HERÓICA! Foi um investimento maçiço em políticas públicas. Com uma seriedade, ética e uma visão de onde queriam chegar, esses paratletas e  respectivas técnicas e técnico conquistam o que existe de melhor.A inclusão social, a sustentação possível com suas profissões. Joinville-SC esté em festa. E é para estar mesmo! Mas enquanto isso acontece, como já tenho 70 anos,minha memória relembra a os anos de chumbo....a COPA DO MUNDO NO MÈXICO em 1970. Enquanto vibravamos o governo militar perseguia, prendia torturava e matava. A Comissão da Verdade instituida pela Presidente Dilma, deve jogar luz neste período de noite tenebrosa em nosso país. Por isso quero estabelecer um diálogo com todos estes PARATLETAS jovens do Brasil contemporâneo. Não vamos fazer do esporte e do PARAESPORTE a alienação de nossas vidas. A sociedade brasileira está em sofrimento. Somos um país cuja margem de exclusão é muito grande trazendo um nível de violência sem precedentes.Vocês sabem disso, Paratletas que foram vítimas de tiro,de acidentes...SUSTENTABILIDADE tem varios angulos.Enquanto o Brasil se prepara para 2014 e 2016, somos tomados pelo câncer da corrupção e da ganancia. SOMOS TODOS ÍNDIOS. O agronegócio mata os índios em Mato Gosso do Sul! No Rio de Janeiro a história dos índios está ameaçada, com desconstrução do Museu do Índio. Repasso a notícia que o Laercio , do Forum das TVs Comunitárias nos passou: "Saiu no Globo.
Reportagem do jornal O globo -RIO - O som das máquinas pesadas que destroem o vizinho Maracanã abafa os cânticos. Mas não é capaz de calar o grupo de jovens índios que invoca a ajuda das forças da natureza para permanecer no espaço do antigo Museu do Índio, na Radial Oeste, onde uma aldeia em miniatura abriga cerca de 20 representantes de etnias nativas de todo o país. A maioria dos mais novos estuda - conclui o ensino médio ou cursa História ou Ciências Sociais na também vizinha Uerj, por exemplo. Enquanto, orgulhosos das suas origens, tentam se fazer visíveis como índios, também procuram se integrar à sociedade carioca.
 - Sempre vivi no mato. Agora trabalho aqui e ajudo a difundir a cultura guajajara. Dou aula de tupi-guarani. Quero me qualificar e voltar para o Maranhão, para ajudar o meu povo - diz Zahy Guajajara, de 21 anos. - Sou muito orgulhosa da minha gente, mas acho que muitos índios são submissos. Estamos aqui para que a sociedade nos enxergue. Nosso plano é criar um centro cultural neste espaço que já é dos índios há muito tempo.No meio do caminho, porém, estão planos de investidores privados para transformar a área num estacionamento para o Maracanã ou num shopping. Em agosto do ano passado, a Defensoria Pública da União decidiu pedir ao Iphan o tombamento do conjunto, para transformá-lo num museu vivo dedicado aos povos indígenas.- Ainda não temos garantias de que poderemos ficar. Para nós, é uma questão de resistência - diz Tserewaihi Tsirobó, o Omar, um índio xavante de 24 anos.Como os outros jovens da tribo - há xavantes, guajajaras, pataxós, guaranis, apurinãs... -, Tserewaihi frequenta a Lapa, vai ao estádio assistir a jogos de futebol, trabalha, namora. Ele diz que a integração é relativamente fácil no Rio, embora critique a superficialidade das relações.Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/megazine/quem-sao-os-jovens-indios-que-lutam-para-criar-um-museu-ao-lado-do-maracana-no-rio-2691550#ixzz1eQw7vgoX
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Zahy é minha amiga e afilhada social, Zahy é uma menina mulher de 21 anos iluminada, guerreira que precisa da ajuda de todos que defende os Direitos Humanos, agora querem acabar com o museu do índio  ao  lado do Maracanã, Minha luta e para  que este museu continue a onde esta, o que seria bom para a copa do mundo e todos conhecerem um pouco da cultura indígena e não demolir este patrimônio e os índios estão disposto a morrer por esta causa. Por isso pedimos socorro  a todos que defendem a causa indígena e da historia do Brasil,  espalhem esta reportagem por todos as ONG nacionais e internacionais do mundo. Este grupo dorme  no chão, no frio e  com telhado quebrado. E ninguém faz nada. Direito da etnia indígena Brasileira, querem mudar a historia desse povo.(Laercioreporter-DRT048 / MS Laercioreporter@hotmail.com)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

AS QUESTÕES AMAZONICAS E "A VIDA SEM LIMITE" DO CAPITALISMO AVASSALADOR_click no TÍTULO

Tristeza eu sinto! Muita! O Brasil acaba de ter um imenso destaque nas PARAOLIMPÍADAS. SELEÇÃO OURO. Quem estava lá? Amputados, Cegos, os portadores de Deficit Intelectual ( a modalidade Bocha é última a ser incluida) vítimas de violência, de mal formação congenita,´da poliomelite ( Já é declarado que o Brasil erradicou a Polio). A Presidente Dilma, emocionada lançou o Programa " VIDA SEM LIMITE!" esta semana. Programa inclusivo e vamos ser honestos com a gente mesma! É muito bom!  A Inglaterra e Estados Unidos, depois da 1a e 2a Guerra Mundial,incluiram em programas socioambietais seus sequelados e heróis de GUERRA. Normal hoje que o CAPITALISMO brutal mais a questão do PODER COLONIAL,IMPERIAL tenham desembocado nesta truculência absurda e nesses PROGRAMAS .... Mas qual mesmo a nossa GUERRA? Digo honestamente....não gostei de ter visto o Governador Blairo Maggi, quando foi GOVERNADOR de Mato Grosso, dizer que 90% da Amazonia no Estado seria derrubada.Chamei o de louco na ocasião ...  Levou para as Nações Unidas  o seu plano de "melhoria do IDH" passando por cima da nossa autoridade constituida em 2007 ( Presidente LULA)
Dilma CHORA no lançamento do Programa " Vida sem Limite"
 QUAL MESMO A NOSSA GUERRA?Fica aqui uma publicação do INESC, que todos nós comprometidos com as questões socioambientais e a diversidade do planeta, estamos vendo há anos.  Uma destruição avassaladora em nosso país. Hoje, o  Mato Grosso e Goiás não abrigam, a toa, os mais ricos no Brasil . Nesta ocasião em que Blairo Maggi foi governador e eleito por duas vezes, os chineses já ocupavam todo o entorno de Cuiabá!. Se alguém viajava para lá, sabia que a visibilidade não existia por tantas queimadas! Leia a publicação e vamos tirar nossas conclusões:
http://www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/outras-publicacoes/Contra%20Corrente.pdf

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DO DESMATAMENTO ABSURDO AO EXTERMÍNIO DA BIODIVERSIDADE E A DIVISÃO DO PARÁ

Por sugestão da Professora Ionara Urrutia Moura  e do Professor Heleno Correa :
Vídeo "É a Gota D'Água" chega aos TTs do Twitter e explode de acesso na rede
A questão da petição contra a construção da polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e a luta pela proteção dos rios mobilizou artistas e, hoje, foi lançado o vídeo “Gota d’Água+10”. Conclusão: entrou para o Treding Topics do Twitter. A direção ficou a cargo de Marcos Prado (diretor de “Ônibus 174” e produtor de “Tropa de Elite”) e é apresentado por Ary Fontoura, Bruno Mazzeo, Carol Castro, Ingrid Guimarães, Isis Valverde, Juliana Paes, Cissa Guimarães, Claudia Ohana, Dira Paes, Letícia Sabatella, Maitê Proença, Elisangela Vergueiro, Eriberto leão, Guilhermina Guinle, Marcos Palmeira, Murilo Benício e Nathalia Dill, além de Sergio Marone, que está à frente do projeto.

"Em tempos de mobilização global vale a pena relembrar Castro Alves: "A Praça é do povo, como o céu é do condor".Castro Alves
Em São paulo alunos da USP trabalham essa questão através da ARTE :http://www.cca.eca.usp.br/noticia/545

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SOBRE NOSSO " PAPEL" NO MUNDO HOJE! DIA 11-11-11

Trouxe comigo minha amiga e colaboradora Cristina Mattoso cristinamattoso@yahoo.com.br  da UniANGATÚ, a UNIVERSIDADE LIVRE.Olha só o convite da Cristina: "Venha, traga um rolo, participe, divulgue" LOCAL: Portão 1 do Parque do Taquaral.
DATA:   Das 9 às 12 horas do dia 20 de novembro.
www.desenrolabrasil.com.br

Memórias do BLOG:

DIA 1-1-11
http://educomambiental.blogspot.com/2011/01/primeiro-dia-de-uma-nova-decada.html
HOJE É UM NOVO DIA, DE UM NOVO TEMPO QUE COMEÇOU... VAMOS GUARDAR O DISCURSO DE COMPROMISSO DA PRESIDENTA DILMA
Baixe o áudio do discurso de Dilma ao Congresso .Um inesquecível 1º de janeiro !
DISCURSO DE POSSE: (Gentileza do Professor Heleno Corrêa,que dançou,cantou e vibrou na praça dos TRES PODERES!)
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"(Presidenta Dilma Rousseff, no discurso de posse no Congresso Nacional; 01/01/2011
DIA 11-1-11-
http://educomambiental.blogspot.com/2011/01/numero-cabalistico-11-1-11.html
NÚMERO CABALÍSTICO 11-1-11... UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA EM SÃO PAULO-CAPITAL ! A MESMA CIDADE QUE SERVIU DE CENÁRIO PARA O FILME "ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA" de F.MEIRELLES

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

AUMENTA A INCIDÊNCIA DE CÂNCER E BEBES MALFORMADOS EM REGIÕES DE SOJA TRANSGÊNICA


8 de novembro de 2011
Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina onde a agricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades políticas e aos tribunais de justiça, bem como protestado diante do público, por causa dos problemas de saúde que suas comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas agrícolas. Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de nascimento de bebês com malformações e de problemas reprodutivos e hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sido confirmadas por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema têm sido escassos e limitados.Buscando promover um espaço para a análise acadêmica e a reflexão científica sobre o estado da saúde em cidades-pulverizadas, bem como ouvir e apoiar os profissionais de saúde que vêm denunciando estes problemas, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Córdoba promoveu em agosto deste ano o Primeiro Encontro Nacional de Médicos em Cidades-Pulverizadas. Médicos, outras equipes de saúde e pesquisadores de diferentes disciplinas atuando no país foram chamados a apresentar suas experiências, dados, propostas e trabalhos científicos. O evento reuniu mais de 160 participantes de dez estados e de seis universidades federais.


relatório do encontro, apresentando os principais resultados dessas pesquisas, acaba de ser publicado.

Os relatórios e testemunhos apresentados pelos médicos presentes confirmam as observações clínicas, atestando uma série de doenças e problemas de saúde em pessoas expostas à pulverização. Embora as manifestações de intoxicação aguda (aquela que se manifesta poucas horas após uma exposição elevada a produtos muito tóxicos) representem a maior parte das queixas dos pacientes, o que mais alarma os médicos na maioria das cidades-pulverizadas são duas constatações: primeiro, o número de abortos espontâneos e de nascimento de bebês malformados é significativamente maior nas cidades-pulverizadas do que na média da população.
Segundo, nota-se também um aumento na incidência de câncer em crianças e adultos, além de outras doenças sérias como a Púrpura de Henoch-Schönlein (inflamação dos vasos sanguíneos), doenças hepáticas e neurológicas. Os médicos chamaram a atenção para o fato de que, em geral, vêm trabalhando nas mesmas comunidades por mais de 25 anos, e que as doenças observadas nos últimos anos são incomuns e estritamente relacionadas à aplicação sistemática de agrotóxicos.Um exemplo contundente são os dados apresentados pela Dra. Ana Lía Otaño, representante do Ministério da Saúde no estado do Chaco. O relatório trazido por ela realça claramente o aumento dos casos de bebês malformados no nível estadual, de acordo com os números da principal unidade de saúde pública do estado, a Unidade Neonatal do Hospital J.C. Perrando, na cidade de Resistencia (capital do estado), que passaram de 46 em 1997 para 186 em 2008 (um aumento de 19,1/10 mil nascidos vivos para 85,3/10 mil nascidos vivos).
Os números do Hospital de Resistencia convergem com os dados apresentados pelo Dr. Horacio Lucero, diretor do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Regional de Medicina da Universidade Nacional do Nordeste, que há mais de dez anos vem estudando e registrando a relação dos problemas de saúde acima descritos com a exposição residencial (por vizinhança) aos agrotóxicos no estado do Chaco. O Dr. Lucero acrescenta que, nos últimos anos, o plantio de soja por grandes conglomerados agrícolas veio substituindo outras atividades agrícolas tradicionais na economia regional. Ele apresenta gráficos cruzando o aumento do plantio de soja no estado com o aumento no número de bebês nascidos com malformações.

A relação é ainda mais fortalecida quando é apresentado um mapa mostrando que o número de mortes de bebês causadas por deformações, anomalias cromossômicas e outros defeitos no nascimento é significativamente maior nas áreas de produção de soja e na cidade La Leonesa, que estão sujeitas a altos níveis de pulverização de glifosato e outros agrotóxicos.
Os dados apresentados pela Dra. Otaño também mostram que a incidência de câncer infantil é significativamente maior em cidades expostas aos agrotóxicos (como La Leonesa), quando comparada a cidades moderadamente expostas (como Las Palmas) e a cidades não expostas aos pesticidas (como Puerto Bermejo). A incidência de câncer infantil em La Leonesa é mais de três vezes superior que a de Puerto Bermejo.Os médicos chamam a atenção para o fato de que o aumento do câncer e malformações congênitas nas áreas mencionadas acompanhou o aumento exponencial do uso de agrotóxicos desde a introdução das lavouras transgênicas.
Segundo o relatório, em 1990 foram usados 35 milhões de litros de agrotóxicos. Em 1996, a introdução das sementes transgênicas acelerou o uso de venenos, levando a um consumo de 98 milhões de litros. Em 2000 foram aplicados 145 milhões de litros. Em 2010 esse número já era de 292 milhões de litros, e espera-se para 2011 um consumo de mais de 300 milhões de litros de herbicidas, inseticidas, acaricidas, desfoliantes e outras substâncias tóxicas. O glifosato sozinho deverá representar 200 milhões de litros nesse conjunto.
O relatório também menciona que o aumento do uso de glifosato verificado a cada ano deve estar relacionado ao desenvolvimento de resistência ao veneno pelas plantas invasoras. Os números indicam que em 1996 eram aplicados menos de 2 litros de glifosato por hectare, enquanto hoje algumas áreas recebem 10 litros por hectare. Em alguns casos chegam a ser aplicados quase 20 litros por hectare. E esses agrotóxicos são aplicados extensivamente, sobre grandes áreas . Segundo geógrafos da Universidade Nacional de Córdoba, pelo menos 12 milhões de pessoas vivem em cidades rodeadas por lavouras pulverizadas por venenos. Para os médicos, são 12 milhões de argentinos que estão sendo diretamente fumigados.
Entre as propostas apresentadas pelos médicos participantes do Encontro ao final do documento estão a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos, cuja deriva espalha incontroladamente substâncias tóxicas pelo ar, e que as universidades públicas passem a desenvolver e promover opções agroecológicas de produção.
Fonte: http://www.mst.org.br 

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NÃO DEIXE DE LER: "LIVRO INVENTÁRIO DOS TERREIROS":
Os dados do Inventário foram publicados no sítio eletrônico do MDS:
Solicitamos ampla divulgação. E informamos que os livros que serão enviados às casas terá um CD ROOM com os dados do Inventário.
Por favor, enviem, o mais rápido possível,  o endereço completo de vocês para que possamos enviar um exemplar do livro. 
Abraço,Luana Lazzeri ArantesCoordenadora Geral
(61)3433 1153 Coordenação Geral de Apoio a Povos e Comunidades Tradicionais - Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

sábado, 5 de novembro de 2011

DESCUBRA QUANTAS PESSOAS HAVIAM NASCIDO NO MUNDO ATÉ VOCÊ NASCER! click no título

A ONU mantém um relógio que  mede aproximadamente o número de pessoas nascidas no mundo.
Fui a NÚMERO: 2.332.205.428 em 1941
e na história da humanidade a 74.923.106.785
click no título

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CAPITALISMO DE MERCADO: com sete bilhões de habitantes,como poderá a mãe terra suportar esta lógica de consumismo? Assista " SURPLUS" - click no título

Você sabia que apenas 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta? Surplus é bastante diferente dos documentários tradicionais, é quase um videoclip. Trata do consumismo e da globalização e também dos movimentos sociais europeus que aconteceram nas reuniões do G8 e o conflito com as forças policiais. Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade.