IMPOSTOS EM SÃO PAULO

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CAPITALISMO DE MERCADO: com sete bilhões de habitantes,como poderá a mãe terra suportar esta lógica de consumismo? Assista " SURPLUS" - click no título

Você sabia que apenas 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta? Surplus é bastante diferente dos documentários tradicionais, é quase um videoclip. Trata do consumismo e da globalização e também dos movimentos sociais europeus que aconteceram nas reuniões do G8 e o conflito com as forças policiais. Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

NOVAS DENÚNCIAS SOBRE A FÁBRICA TKCSA: EXPOSIÇÃO A POLUENTES AMBIENTAIS DE ALTO RISCO A SAÚDE PÚBLICA

Primeiro foi Hermano de Castro, pesquisador da ENSP/Fiocruz, processado por ter assinado um laudo médico no qual afirmava que “O que se verificou foram eventos sentinelas que demonstram a possibilidade de danos causados pela exposição ambiental, relacionadas ao acidente ocorrido na região ou ao processo de emissão dos poluentes produzidos pela fábrica”. E recomendava, ao final: “Tomando-se em conta a proximidade das habitações e da população no entorno da fábrica e possíveis danos à saúde de curto prazo (efeitos agudos), médio e longo prazo, como câncer (efeitos crônicos), esta população deveria ser colocada sob vigilância ambiental em saúde pelo tempo em que ficar exposta e por pelo menos 20 anos após retirada da exposição”. Resultado: a TKCSA sentiu-se injustiçada e atingida em sua honra. Talvez até seus dirigentes tenham precisado, eles, de cuidados médicos, ante tanta “ignomínia”! Processo nele!
Agora, a “atacante” é Mônica Brandão dos Santos Lima, alvo do Processo 0367407-59.2011.8.19.0001, aberto pela TKCSA na 34ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O advogado da pobre empresa atingida pede “indenização por danos morais”, causados por “Dano Moral/Outros”. O “Outros” provavelmente diga respeito ao fato de Mônica, enquanto bióloga do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ter sido, juntamente com o Professor Paulo Pavão, uma das responsáveis pelos laudos que vêm também sendo usados para comprovar o nível dos danos causados pela TKCSA.
Será que os rábulas e causídicos da TKCSA já tiveram tempo de ler o relatório Avaliação dos Impactos Socioambientais e de Saúde em Santa Cruz decorrentes da instalação e operação da empresa TKCSA, resultado de dois GTs da Fiocruz, da Escola Nacional de Saúde Publica Sergio Arouca (ENSP) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV)? Seu Sumário Executivo, aliás, já esclarece bastante quem está causando “danos”, em todos os sentidos, a toda uma comunidade. Vale citar aqui, inclusive, a citação que o abre:
“Deixamos que a chuva química letal caia sobre nós como se não houvessem alternativas, quando na verdade existem muitas e nossa engenhosidade poderia descobrir muito mais, se lhe déssemos a oportunidade. Será que caímos em um estado de entorpecimento que faz com que aceitemos como inevitável aquilo que é inferior, prejudicial, como se houvéssemos perdido a vontade ou a visão para exigir o que é bom?” (Rachel Carson, Primavera Silenciosa, 1962).
Como fizemos em relação a Hermano de Castro, todo o nosso apoio, agora, também a Mônica Lima!
MEMÓRIAS DO BLOG
25 Fev 2011
A TKCSA foi multada em R$1,8 milhão pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) do Rio de Janeiro. É objeto de mais de nove ações civis públicas. Em 2 de dezembro, o Ministério Público do Estado do RJ, através de ação ...
24 Fev 2011
Estamos em uma campanha para impedir a licença de operação definitiva da siderúrgica TKCSA. Esta empresa está operando de maneira a tornar a vida das pessoas que moram no seu entorno – pescadores, mulheres, ...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

TEDx - TECNOLOGIA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: UMA REFLEXÃO QUILOMBOLA_ÍNDIGENAS - click no título

CAIÇARAS E QUILOMBOLAS TEM REFLETIDO SOBRE AS QUESTÕES DO DESENVOLVIMENTO NA BAIA DE ILHA GRANDE - RJ CREIO QUE MUITOS DE NÓS TEN CONHECIMENTO PARA NESTE MOMENTO PODER OPINAR SOBRE O TEDx REALIZADO NAQUELA REGIÃO.SIGA LENDO  http://www.tedxbaiadailhagrande.com.br/blog/?page_id=2
VEJA QUEM FORAM OS DEBATEDORES:
http://www.tedxbaiadailhagrande.com.br/blog/?page_id=4

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DO PENSADOR BRASILEIRO - PAULO FREIRE - LIVROS DISPONÍVEIS AQUI

Para os adeptos de Paulo Freire têm agora a disponiblidade de baixar gratuitamente na internet, inclusive o clássico Pedagogia do Oprimido. Algumas de suas obras são consideradas preciosidades. São livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais.O material é inovador, criativo,original e tem importância histórica inédita. Para os profissionais e pesquisadores de comunicação a obra Extensão ou Comunicação é, praticamente, obrigatória.As obras estão disponiveis no portal do governo do Acre: http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/.

Confira abaixo as obras e os linques:
A importância do ato de ler<>
Ação Cultural para a Liberdade<>
Extensão ou Comunicação<>
Pedagogia da Autonomia<>
Pedagogia da Indignação<>
Pedagogia do Oprimido<>
Política e Educação<>
Professora sim, Tia não<>
COMENTÁRIOS: Quando tento baixar o livro Pedagogia do Oprimido etá dando mensagem de erro. - Por Antônio Carlos em DO PENSADOR BRASILEIRO - PAULO FREIRE - LIVROS DIS... em 12/10/11
Odila Fonseca disse: Caro Antonio Carlos você tem razão! Vários livros além desse que mencinaste, não estão mais na Biblioteca.Tentarei conseguir em"outra freguesia"...Obrigada pela sua colaboração. Odila
* Colaboração de Solange Ikeda Castrillon para o EcoDebate, 19/05/2010

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SAGRADA TERRA ESPECULADA - clik no título

O documentário "Sagrada Terra Especulada" narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo que a especulação imobiliária do Distrito Federal tenta construir a qualquer custo.Tendo como enfoque a resistência realizada na Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o documentário traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do lucro e da segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta. O documentário pode ser distribuído gratuitamente. Links com vários formatos para download serão acrescentados no blog: http://sagradaterraespeculada.blogspot.com/
ou  http://vimeo.com/28597529

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

RIO TAPAJÓS: ACORDO BILATERAL, A NOVA COLONIZAÇÃO HOLANDESA NO BRASIL

A Bacia do Rio Tapajós vem sendo ocupada pelo acordo bilateral Brasil Holanda.
Assustadora esta ocupação em pleno século XXI na Amazoniapor este acordo bilateral . A jornalista Telma Monteiro,que acompanha toda a política socioambiental na Amazonia colocou todo o processo em seu BLOG http://telmadmonteiro.blogspot.com 
Acompanhe : "A bacia hidrográfica do rio Tapajós é uma das principais sub-bacias da bacia amazônica e tem cerca de 493.000 quilômetros quadrados, onde vivem 820.000 (1) pessoas (Censo Demográfico 2000, IBGE (2)). O rio Tapajós é formado a partir do encontro dos rios Juruena e Teles Pires, na divisa dos estados de Mato Grosso, Amazonas e Pará, e desse ponto ele avança 825 quilômetros para desaguar na margem direita do rio Amazonas. Os rios Jamanxim e Arapiuns, ambos totalmente no estado do Pará, são os maiores tributários do rio Tapajós.Um estudo do coordenador de sustentabilidade ambiental do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Aroldo Mota, divulgado no último dia 13, aponta que os recursos naturais da Amazônia valem alguns quatrilhões de dólares. O governo brasileiro pretende usar esses recursos naturais para transformar o Brasil na quinta maior economia do mundo. Para chegar lá, o modal hidroviário, baseado na experiência holandesa, é considerado o principal meio. Seminário em Brasília, organizado pelo DNIT, apresentou um conjunto de propostas com a finalidade de orientar políticas públicas de aplicação de tecnologias e de métodos de planejamento. O governo federal quer aproveitar o modelo que levou a Holanda a desenvolver uma estratégia logística para manter seu poder comercial na Europa. Quem estudou história sabe que os holandeses são mercadores por tradição.O seminário também teve como objetivo trazer para o Brasil uma leitura moderna – como se isso fosse possível - dos 450 anos de transporte hidroviário holandês para aplicá-lo como modelo a ser seguido na Amazônia. O primeiro Termo de Cooperação entre Brasil e Holanda é de 2008, assinado em Haia; depois, em 2009, foi assinado um Protocolo de Cooperação em Brasília; e finalmente em abril de 2010 foi assinado um Plano de Trabalho que levaria os representantes das instituições brasileiras à Holanda, visando o acompanhamento do Plano Hidroviário Estratégico (PHE) e o Curso de Capacitação em Navegação Interior na Holanda.Veja-se que a pretensão vai muito além de aumentar a nossa capacidade logística emperrada há anos pela corrupção no Ministério dos Transportes. Na verdade esses planos mirabolantes para transformar a Amazônia num grande corpo de artérias navegáveis, à semelhança de países como Holanda e Bélgica, estão centrados em um modelo medieval que levou à ocupação industrial das margens dos rios junto com a destruição da vida que havia neles.  A Holanda enxerga o Brasil em números: 5ª maior superfície mundial (205 vezes a Holanda); 4ª maior população mundial e, portanto, importante mercado interno (Brasil, 190 milhões; Mercosul, 300 milhões); principal mercado emergente na América do Sul; diversas oportunidades regionais; diversas oportunidades setoriais (3).
 Contrastes: a Holanda tem 41.864 km² e 16 milhões de habitantes. A bacia Amazônica abrange uma área de 7 milhões de km², dos quais 3,8 milhões de km² encontram-se no Brasil. Com o potencial logístico esgotado na Holanda, as grandes empresas holandesas estão buscando a alternativa de expansão no emaranhado de rios brasileiros na Amazônia. O planejamento das cidades holandesas se deu exclusivamente com a implantação de atividades industriais nas margens dos rios e canais. É exatamente isso que estão querendo fazer com a Amazônia!
Como é o Complexo Tapajós?
 Na esteira dos planos para construção de mega-empreendimentos hidrelétricos na Amazônia, foi elaborado o “Estudo de Inventário Hidrelétrico do rio Tapajós e Jamanxim”, que identificou o potencial de sete aproveitamentos hidrelétricos com potencial de 14.245 megawatts (MW) de capacidade instalada (4).Os estudos indicaram um conjunto de aproveitamentos em cascata, no rio Tapajós e no seu principal tributário, o rio Jamanxim. O Ministério de Minas e Energia (MME) considerou que é estratégico para o Brasil explorar esse potencial de energia. Mas não explicou o porquê. O projeto hidrelétrico de São Luiz de Tapajós, o maior aproveitamento da bacia do Tapajós, está previsto no Plano Decenal de Energia (PDE) 2020.  Em 2010, depois de realizado o inventário para identificar os aproveitamentos hidrelétricos na bacia hidrográfica do Tapajós, foram apresentados também os estudos da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) do rio Teles Pires e do rio Juruena, os dois rios que se juntam e formam o Tapajós. Esse parece ser apenas o início de um grande processo de apropriação e privatização dos recursos da Amazônia, incentivado pelo governo, em parceria com grandes empresas nacionais e internacionais e financiamento do BNDES. Projetos de lei estão tramitando (5) céleres no Congresso para viabilizar a construção de eclusas – para transposição de desníveis - simultaneamente à construção de barragens em rios navegáveis e não-navegáveis. Entre os projetos que estão sendo priorizados está o da Hidrovia Tapajós-Juruena-Teles Pires (6).O governo brasileiro anunciou que o Complexo Tapajós, que está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seria leiloado em 2010; o leilão foi transferido para 2011. E já há previsão de que a primeira usina comece a operar em 2016. Os estudos de inventário foram entregues à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) deverá emitir em breve o Termo de Referência relativo à primeira usina, São Luiz do Tapajós, para a elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).Uma medida provisória editada em julho promoveu a redução do Parque Nacional da Amazônia e das florestas nacionais de Itaituba 1 e 2, para evitar conflitos no processo de licenciamento ambiental das usinas do Tapajós. Duas das usinas do complexo afetarão diretamente as unidades de conservação. Pelas notícias essa redução está se dando a pedido da Eletronorte e sem os estudos necessários. Mais uma vez o Ibama sofre as pressões políticas impostas pelas necessidades inexplicáveis das empresas estatais. Eletrobras, uma Petrobrás da energia? Ridículo.Com a hidrovia Tapajós-Teles Pires-Juruena, o governo brasileiro quer criar uma nova estrutura organizacional calcada em modelo internacional, em especial no holandês, para viabilizar a implantação de cerca de 20 mil quilômetros de malha hidroviária navegável só na Amazônia. As hidrovias passaram a ocupar um papel importante nas diretrizes do governo brasileiro, do Ministério dos Transportes em especial, com a desculpa de reduzir os custos internos de transporte de commodities e dar competitividade às exportações. Custos internos?Enquanto isso as estradas que tanto mal causaram e que já rasgaram a Amazônia, induziram à ocupação predatória, grilagem, pressionaram o desmatamento e o comércio de madeira ilegal, continuam se desmanchando sem os recursos que sabidamente escoaram para o ralo da corrupção."
NOTAS
1) Municípios paraenses da Bacia do rio Tapajós têm 531.515 habitantes (IBGE, 2010).
2) Ainda não há atualização do Censo de 2010 para bacias hidrográficas.
3) Chamada para o Seminário: “A visão holandesa sobre o Brasil e sobre a cooperação bilateral”.
4) Estudos de Inventário Hidrelétrico das Bacias dos Rios Tapajós e Jamanxim - Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. – Eletronorte e Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. – CCCC – 2008.
5) http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=18958
6) Projeto Norte Competitivo – Macrologística, disponível em http://www.macrologistica.com.br/9512.html acessado em 18 de janeiro de 2011
Leia também Plano do Ministério dos Transportes pode acabar com a Amazônia – primeira parte do artigo acima
Telma Monteiro é ativista sócio-ambiental e pesquisadora na área de energia e infra-estrutura na Amazônia.
Blog: http://telmadmonteiro.blogspot.com/2011/04/belo-monte-resposta-do-brasil-oea-e.html
Twitter: https://twitter.com/TelmaMonteiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RELEVÂNCIA PARA TRAVESSIA NO ESCURO - click no título

Atravessar um túnel com iluminaçao, que é uma das sofisticadas construções humanas, hoje banalizadas, tornou se uma coisa corriqueira.... Mas estudos profundos sobre visões no escuro, como a cegueira, ou estudar suas ENERGIAS...isso sim vale a pena adentrar. Todo campo experimental vem dos ANDES. Brasil, Argentina e  Itália numa cooperação em  FÍSICA E ENERGIA.
 Superaremos Einstein ?! Lembramos também o sucesso do resgate dos MINEIROS  no  DESERTO DE ATACAMA no CHILE e as descobertas de novos mundos muito além de nossa galáxia,como imaginou George Lukás ( cineasta)
Mais informações: http://laboratorio.folha.blog.uol.com.br/
Chile
Novos mundos

sábado, 17 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

ONDE ESTAVA EU HÁ 10 ANOS ATRÁS?

Toninho e Niemayer  no Casarão
Estava trabalhando para um Governo que ajudei a construir. Toninho foi amigo de todos! Toninho pensou a cidade durante 20 anos...lado a lado conosco.. QUEM O MATOU? Esta resposta dificilmente virá ao mundo da LUZ. Se vier, teremos hipóteses que não serão aceitas. Nossas memórias estão juntas... Para nós, como as duas torres do World Center-NY, naquele dia, desabava também nosso chão! Passou para a história como a referência ética...E foi nesta "TÚLIA" como era conhecido seu escritório, que todos nós acreditamos que este seria um novo CENTRO.

Monumento ao Prefeito Toninho 
MEMORIAL CONSTRUIDO NA AV. MACKENZIE,
LOCAL ONDE TONINHO FOI ASSASSINADO NA NOITE DO DIA 10 DE SETEMRO DE 2001
Dias depois de seu assassinato, produzi um audiovisual para a Secretaria de Saúde de Campinas: "FACES DA VIOLÊNCIA"... a trilha sonora do curta, foi do filme de Stanley Kubrick, "2001 ODISSÉIA NO ESPAÇO". Pensei que TUDO acontecia AO MESMO TEMPO. Anos depois uma filósofa americana, Suzan Sontag,  escreveria um livro exatamente com este título:TUDO AO MESMO TEMPO. As Escolas Públicas de Campinas, ainda em comoção na semana do assassinato , fizeram uma homenagem ao Prefeito Antonio da Costa Santos. Os desenhos das crianças estavam impactantes. O que mais me chamou a atenção  foi um desenho de um avião atingindo o WTC, o fogo,as explosões e um carro em baixo desta cena, pintada com lapis de cor - uma flexa indicava O CARRO DO PREFEITO. Mais uma vez o pensamento no mundo tinha um CENTRO ...TUDO AO MESMO TEMPO...e a partir daquele momento o mundo não seria mais o mesmo.

MEMÓRIAS DA TÚLIA
Maquete: autoria  Sandro Tonso
Maquete do conceito proposto para meu novo momento profissional, instalação na Casa de Toninho no espaço chamado TÚLIA.  "BEEROCAN"  é uma lenda indígena Carajá, onde dois irmãos em busca de novos caminhos teriam que encontrar o BURACO NO FUNDO DO RIO.A explosão do conhecimento, ao atravessarem este BURACO os leva a TERRAS ESTRANHAS. A maquete foi exposta pelo arquiteto Sandro Tonso, hoje Professor na UNICAMP  durante o evento na Fundação da Cidade, onde apresentei a "OLHO DA RUA" produções artísticas


Exposição e instalação na "Túlia"
O ano foi 1993! Toninho acabava de conseguir o tombamento do CASARÃO da FAZENDA PROENÇA dos Barões do Café. Passou a chamar "FUNDAÇÃO DA CIDADE".Aí está a mesa de trabalho na Túlia. As luzes. A exposição fotografica sobre o processo criativo da concepção da OLHO DA RUA produções artístcas.






Filhos e amigos prestigiam o evento
Varios amigos, Sindicalistas, participantes de Movimentos Sociais, filhos depois da apresentação do Teatro Sia Santa que criou a performance: BEEROCAN. O grupo musical Insanus que compos a trilha do audiovisual em parceria com Milton Jesus, hoje diretor de fotografia para TV e CINEMA. E a  TÚLIA, lugar mágico!



 EXCELENTE TEXTO DE WHASHINGTON NOVAES SOBRE O DIA 11 DE SETEMBRO 
http://leonardoboff.wordpress.com/2011/09/09/w-novaes-quando-cuidaremos-das-nossas-torres/ 
 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA: Erick Hobsbawm:
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,trocando-mitos-por-historia,771081,0.htm

domingo, 4 de setembro de 2011

JOÃO BRAÇO, GARIMPEIRO E O "CONVITE- POEMA" DE CARLOS RODRIGUES BRANDÃO

 A todas as pessoas amigas de perto e de longe,
Faz muitos (ou alguns) anos eu participei de dois festivais de inverno da UFMG, em Diamantina. Em um deles coordenei uma curiosa oficina sobre cultura. Parte de nosso trabalho de uma semana de julho foi uma atividade de exercícios de pesquisa-breve em Diamantina e arredores, envolvendo os mais diferentes temas, entre os mais diversos atores. Eu mesmo resolvi fazer o meu pequeno exercício de pesquisa local. Fui recomendado a ir a um povoado “do outro lado da serra”, que foi um antigo lugar de intensa exploração de diamantes. Seu nome: Mendanha. Foi o único lugar em toda a minha vida em que me deparei com uma ponte sobre o rio, com vários bancos encostados nas grades de um lado e do outro, sobre o rio Jequitinhonha. Ela era uma espécie de pequena praça de encontros e conversas. E lá, entre outras pessoas de passagem, encontrei um velho negro, garimpeiro de vida inteira. O tempo todo ele usou para si mesmo este nome: João Braço.Convivemos por quatro dias. Conversei muito com ele em sua minúscula casa. Ele mesmo sugeriu irmos juntos a um pequeno riacho próximo (mas não tanto) à sua casa. Lembro-me de sua figura, magra, ossuda e, no entanto, com mais de 90 anos, cheia de uma energia de vida que apenas uma gente assim preserva ao longo de tantos anos. Lembro-me dele colocando no alto da cabeça três peneiras de garimpeiro que ainda preservava, e apoiando sobre o ombro direito uma enxada própria para ofícios de pequena garimpagem.Estivemos várias horas na beira do riacho, ou sobre as areias, dentro dele. João Braço garimpou como – segundo ele – sempre fez, ao longo de mais de 70 anos. E me ensinava os pequenos segredos do ofício. Garimpei um pouco também, enquanto entre risos ele orientava a minha falta de jeito para o garimpo. Claro, não conseguimos diamante algum. E ele mesmo confessou que fazia anos não tirava das lavras sequer um pequeno diamante. Voltei com algo de um maior valor: várias fitas de entrevistas e mais um repertório de fotografias. Felizes tempos de “gravador de fita” e de “máquina fotográfica de filme”. Em meu livro: A Clara Cor da Noite Escura há algumas fotos dele e trechos de sua fala. Elaine de Lemos  participava então de um projeto meu da UNICAMP. O nome, poético, evocava um poema de Carlos Drummond de Andrade: O Sentimento do Mundo. Entre outros trabalhos de um tempo pós-projeto, ela resolveu reunir as fotos, alguns trechos das entrevistas de João Braço, alguns escritos meus e mais alguns estudos dela, e colocar tudo em um livro. Seu nome: João Braço – ensaios, fotos e escritos sobre um homem chamado João. Ele acaba de ser publicado  e o que acompanha esta mensagem  é a anúncio de seu lançamento. Será no dia 9 de setembro em Piracicaba. Quem puder, venha. Será uma alegria. Não sei se Elaine colocará o livro a venda em livrarias. No entanto ela e eu teremos em mãos uma quantidade suficiente para doar a algumas pessoas... e para vender a outras. Não combinamos ainda o seu valor. De minha parte (e espero que dela também) penso, como sempre, em uma venda de economia solidária. Algo em que o valor vale mais do que o preço. Assim que tivermos chegado a um acordo em uma nova mensagem avisarei a vocês. Por agora vivamos juntas/os a alegria de mais um livro criado a várias mãos, mentes e corações. E, mais ainda, um livro que é a imagem e é a memória deste velho garimpeiro a quem dediquei um dos poemas de Os Nomes – escritos sobre o outro. Um homem de quem, afora as lições pouco aprendidas  sobre o garimpo de diamantes, aprendi muito a respeito de um tesouro bem maior:  a vida. Abraço vocês com carinho, Carlos Brandão
O Planeta de Diamante está escondico!!


PS. Escrevo esta mensagem na mesma noite em que leio na internet que astrônomos descobriram um planeta a 4.000 anos luz da Terra formado apenas de carbono. E imaginam que o carbono estará nele compactado de tal maneira que talvez ele seja todo “um planeta de diamante”.

sábado, 3 de setembro de 2011

ANTROPOCENO: UMA NOVA ÉPOCA GEOLÓGICA DEFINIDA PELA AÇÃO DO HOMEM


O economista e sociólogo Ignacy Sachs
Os estudos de inúmeros cientistas indicam que as mudanças climáticas, a acidificação dos oceanos, a erosão dos solos e as ameças à biodiversidade são reflexos das ações da humanidade. Seria possível então classificar o atual momento do planeta como uma nova época geológica moldada pelo ser humano? Essa decisão será tomada pela Comissão de Estratigrafia da Sociedade Geológica de Londres em conferência no próximo ano, na Austrália. A comissão inglesa definirá se a Terra continua no Holoceno (atual época geológica), iniciado com o fim da última glaciação, há cerca de 10 mil anos, ou se as mudanças ocorridas são suficientes para demarcar a influência humana, iniciando-se uma nova época, o Antropoceno, decisão já adotada pela Sociedade Geológica Norte-Americana.Os principais argumentos para a aceitação do ingresso no Antropoceno proposto pelos cientistas e as perspectivas para a Conferência Rio+20, que acontecerá em 2012, serão debatidos no seminário "A Rio+20 e a Entrada no Antropoceno", no dia 12 de setembro, às 11h30, na Sala de Eventos do IEA.Em relação à Rio+20, o seminário discutirá o papel que a conferência desempenhará perante a pressão social por escolhas ecologicamente viáveis, na formulação de propostas e na capacidade que seus representantes devem ter para modificar um quadro cujas consequências já se fazem sentir na intensificação dos eventos extremos.Os expositores do seminário serão: o economista e sociólogo Ignacy Sachs, professor emérito da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França; o ambientalista Fabio Feldman, consultor, ex-presidente do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; o economista Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA e do IRI-USP; e o geógrafo Wagner Costa Ribeiro, professor titular da FFLCH-USP e coordenador do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do IEA. A coordenação do evento caberá a Abramovay. A denominação Antropoceno foi popularizada pelo geoquímico holandês Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química em 2002, para determinar as mudanças no planeta ocasionadas pelo homem a partir do início da Revolução Industrial.O seminário é uma realização do Grupo de Pesquisa em Ciências Ambientais do IEA e do Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) da FEAUSP.
Local: Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo. Transmissão: ao vivo pela internet em www.iea.usp.br/aovivo.
Informações: com Inês Iwashita (ineshita@usp.br), telefone (11) 3091-1685.

COMENTÁRIOS:
INDÍOS BRASILEIROS E A GIGANTE SHELL
http://www.ecoportal.net/content/view/full/100167#.Tm4RPh4hBUI.twitter

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A METODOLOGIA do BAWB-GFAL - Global Forum

A metodologia do BAWB-GFAL - Global Forum: – 
Tivemos tres dias de FORUM GLOBAL _ AMÉRICA LATINA. Como todos sabem  sou sócia fundadora da UniANGATÚ. Daí a razão de estarmos divulgando esta possibilidade. Rachel Stefanutto, que é do Conselho Deliberativo da UniANGATÚ e Professora da UNICAMP está agora apresentando sua palestra. Estamos pensando seriamente na  possibilidade de formar um grupo pela UNIVERSIDADE LIVRE UniANGATÚ. sobre esta metodologia.Trazemos também um recado da Salette, Professora da UNICAMP :
"Prezados todos
Tudo o que pudermos fazer para diminuir a quantidade de lixo ( isto significa diminuir consumo!), reaproveitar tudo e inserir pessoas socialmente, é mais do que útil, é um passo na sustentabilidade ao alcance de todos. De hoje a sexta à noite estarei em uma atividade fechada. Não poderei participar sequer de encontros com o Tião, Presidente do Movimento Nacional dos Catadores, um dos protagonistas do filme LIXO EXTRAORDINÁRIO.   Ele estará em Campinas  na 6a. feira de manhã ( 2-9-11) na CIESP e almoçará com o Tiãozinho (Secretário de Trabalho e Renda) e membros de várias Cooperativas. É uma oportunidade grande de ser abordada a questão da Cooperbarão. Na certeza de que poderemos, juntos, trazer a nossa Cooperativa (COOPERBARÃO) de volta, mando meu abraço a todos. Salette"
CONFIRA OS BASTIDORES: 
Confira os bastidores da palestra de Gustavo Chelles no BAWB ... on Twitpic

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

REMOÇÃO DE ÍNDIGENAS DO XINGÚ


Infanticídio!
 Os estudos de impacto e antropológicos apontam ainda uma série de outros problemas que mal foram tocados na obra. Esse é um problema de Belo Monte, como também acontece no Madeira e em outras obras. Existem empreiteiras há 20 anos instaladas em Altamira para fazer o projeto de engenharia da usina. Tudo bem, conseguiram (ainda que isso seja falacioso) diminuir o impacto de barragens, diminuindo a quantidade delas, mas o mesmo esforço não se vê para lidar com outras questões sociais e ambientais que ainda precocupam na obra. O discurso de que isso é coisa da oposicão não é sério, desvia a atenção da discussão que de fato deveria rolar. Belo Monte é um trator que passa por indios, ribeirinhos e boa parte da população de Altamira. As ações de mitigação e compensação são as últimas, quando vem (no Madeira tem gente se morar até hoje, os Panara ainda esperam as açãos pactuadas para o asfaltamento da BR-163), há mais de 200 usinas previstas para a bacia amazonica, a plano decenal de energia é do século passado. Desviar o assunto é tudo o querem governo e empreiteiras.Abs.Paulo 
P.S.: “Se as pessoas querem defender a vida das crianças indígenas, devem aderir a outros projetos de lei”, como o Estatuto dos Povos Indígenas, diz Saulo Feitosaà IHU On-Line, ao criticar o Projeto de Lei 1057/2007, que criminaliza os povos que praticam infanticídio. Em entrevista concedida por telefone, ele explica que todos os indígenas que vivem no Brasil estão submetidos à legislação brasileira e que, portanto, não há necessidade de sancionar o Projeto de Lei 1057/2007, de autoria do deputado Henrique Afonso (PT/AC). Na avaliação do secretário do Cimi, o Projeto tem uma carga preconceituosa, racista e serve “para ampliar o grau de preconceito da sociedade contra os povos indígenas, e para justificar interesses colonialistas que se mantêm nos dias de hoje”. Veja toda a máteria em: 
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=46222
"A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.Do manifesto antropofágico"
 CANTEMOS EM SOLIDARIEDADE AOS POVOS DO XINGÚ

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

GRANDE ENCONTRO ÍNDIGENA DA BACIA AMAZÔNICA :Sabedoria Ancestral e território garantido




Raoni,liderança indígena e Marcio Meira
 A Primeira Cumbre Regional Amazônica, o chamado Grande Encontro dos povos indígenas da Bacia Amazônica, realizado pela COICA, em parceira com a COIAB, a resistência indígena foi marcante.O evento que reuniu cerca de 200 participantes, das delegações dos nove países Amazônicos,deixou claro que a garantia dos territórios indígenas, aliado aos ensinamentos tradicionais são as maiores contribuições que podemos dar para combater as mudanças climáticas e o aquecimento global. No ato de encerramento, Raoni Kayapo, lendário defensor do Xingu, deu um “puxão de orelha” no convidado da mesa,o Sr. Márcio Meira, presidente da FUNAI, e deu a ordem final, mandando ele sair da presidência do órgão indigenista oficial brasileiro. 
Tem que sair! Você tá matando os povos indígenas
 “Tem que sair, você tá matando os povos indígenas. Tem que colocar outra pessoa que se preocupe com a gente”,afirmou o grande cacique Kayapo, puxando a orelha do Meira.  Na Cumbre Regional Amazônica, foram desenvolvidas discussões em grupos de trabalho e na plenária,sobre questões que afetam os povos e as decisões em seus respectivos países.Os grupos de trabalho foram: Territórios Indígenas, Planos de Vida e Áreas Protegidas;Crise Climática e Alternativas; Saberes Ancestrais uos sustentáveis, patrimônio intelectual e vida plena; Comunicação e Educação como resposta a Crise Climática, o último GT que falou das propostas para a RIO + 20.
  1. Nos grupos ficou marcada a necessidade de garantia territorial para poder se pensar em implementar políticas de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).As terras indígenas são as maiores áreas na Amazônia que ainda são preservadas, e assim, o  CO2 não é lançado na atmosfera, em outras palavras, os ensinamentos dos povos indígenas, a sua relação com a natureza contribuem para a preservação do planeta.A Cumbre foi marcada também pelo posicionamento da delegação indígena da Bolívia,
  2. que denunciou o caso da estrada que está sendo construída em terra indígena boliviana com dinheiro do BNDES. Abaixo o Mandato de Manaus, o documento final do Grande Encontro Pan-Amazônico: Saberes Ancestrais, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Florestas. A Cumbre de los Bosques.
Gilmar de Souza Pinto Indigenista da FUNAI/RR
(95) 9147-4766 (VIVO) (95) 8123-8250 (TIM)    gilmar.nutricionista@gmail.com
    • “ Somos Povos sem Donos, igual que a Vida”Reunidos em Manaus de 15 a 18 de agosto del 2011, na 1ª. Cumbre Regional Amazônica, os povos indígenas amazônicos e as organizações nacionais de nove países: Bolívia (CIDOB), Brasil (COIAB), Equador (CONFENIAE), Colômbia (OPIAC), Guyana (APA), Guyana Francesa (FOAG), Peru (AIDESEP), Venezuela (ORPIA) e Surinam (OIS) e em diálogo com aliados de diversas entidades sociais, estatais e ambientais; comprovamos que a crise climática e ambiental, é gravíssima, em pouco tempo irreversível, enquanto os poderes globais e nacionais, não podem nem querem detê-la, e pior, pretendem ‘aproveitá-la com mais “negócios verdes” mesmo que ponham em perigo todas as formas de Vida. De poderes, baseados no racismo, patriarcado, individualismo e de consumismo desenfreados, de mercantilização e privatização de tudo e a irresponsabilidade soberba de “domínio” da natureza esquecendo que apenas somos uma pequena parte dela.
    • Denunciamos a hipocrisia e contradição nas políticas globais e nacionais sobre as florestas, em junto a declarações, planos, pequenos projetos “sustentáveis”, aprofunda-se  a depredação, o desmatamento, a degradação por parte dos negócios de minérios, de hidrocarbonetos, mega-hidrelétricas, pecuária extensiva, soja, agronegócio, “agro-combustíveis”,  super estradas de colonização, transgênicos, agrotóxicos, superposição de áreas protegidas em territórios indígenas, biopirataria e roubo dos conhecimentos ancestrais.  Sendo necessárias melhores práticas florestais, encobrem-se que a melhor delas é mudar profundamente as macro políticas da globalização neoliberal.
    Propomos os seguintes objetivos, enfoques, alternativas e ações:
    1.      Territórios de Vida Plena para o desaquecimento planetário.Está demonstrado que os refúgios da vida são as florestas e territórios dos povos amazônicos, como efetivas barreiras à depredação. Por isso é indispensável mudar as legislações e políticas públicas para garantir a demarcação dos territórios dos povos indígenas amazônicos e a sua titularidade coletiva como povos e também para respaldar, e não agredir nem marginalizar as nossas estratégias de “Vida Plena” diferentes da mercantilização da natureza. Isto é uma estratégia eficaz e eficiente para reduzir o aquecimento global e recuperar a harmonia com a mãe terra, que mantivemos por milhares de anos. Para que não mude o clima, há que se mudar o sistema. É o sistema o que deve se “adaptar” ao clamor da mãe natureza e nós seus filhos da cor da terra. O “custo” financeiro para solucionar esta dívida histórica originada no etnocídio das colonizações, é muitíssimo menor do que o dedicado a ineficazes debates e experimentações.
    2. Fortalecer “Redd+ Indígena” e que devedores ecológicos reduzam a sua contaminação.
    Perante quem decide sobre o processo “Redd+”: os Estados (BM-BID), FIP, ONU-REDD, COP17-CMUNCC, Rio+20 e outros; demandamos garantias e condições imediatas para os Povos antes de avançar mais nestes processos sobre REDD+ até que sejam devidamente atendidas.
    ·         Respeitar e fortalecer a propostas de REDD+ Indígenas ou adequação da Redd+ às cosmovisões e direitos coletivos dos povos, incluídas nas “Diretrizes da COICA sobre mudanças climáticas e Redd+” e nas propostas das organizações nacionais e que entre outros aspectos, os seguintes:Sem territórios nem direitos coletivos é inviável a Reed+ * Nenhum contrato comunal até que sejam executadas as regras internacionais, nem a longo prazo, cedendo gestão territorial ou propriedade intelectual com mais penalidades que benefícios nem em idiomas e leis estrangeiras* Respeitar e apoiar a conservação holística das florestas e não somente onde tem desmatamento ou reduzindo-os a toneladas de carbono* Respeitar nossas propostas de regulamentações nacionais sobre Redd+ e a consulta e consentimento livre, prévio e vinculante* Respeitar relatórios da COICA sobre processos Redd+paralelos ao dos Estados* Mecanismos de solução de conflitos com garantias de neutralidade e eficácia * Não apoiar o mercado de créditos de carbono para encobrir aos contaminantes globais.
    ·         Prioridade de políticas e fundos para consolidação e titulação Territorial dos Povos Indígenas, como condição irrestrita antes de avançar sobre Redd+ * Mudanças legislativas nacionais para consolidar Direitos coletivos nas leis de serviços ambientais, florestais sobre “fugas de Redd+”(minérios, hidrocarbonetos, agro-combustíveis, etc) e de consulta e consentimento.
    ·         Estados e Bancos assumam a sua responsabilidade para freiar a expansão dos ladrões de Redd+ (carbon cowboys, borbulha Redd+) mediante: * Registro e certificação pública internacional dos operadores de Redd+ *Rejeição das empresas e ONGs fraudadoras denunciadas pelos povos indígenas *Recomendar às comunidades a que não se comprometam com contratos ‘para Redd+’ ou em ‘negócios de carbono’ até que as regulamentos  internacionais e nacionais estejam totalmente claras e implementadas.
    ·         Prioridade da redução da contaminação por Gases de Efeito Estufa(GEI) por parte dos devedores ecológicos industrializados de minorias ricas do poder no norte e no sul.
    ·         Prioridad de la reducción de la contaminación por Gases de Efecto Invernadero (GEI) por parte los deudores ecológicos industrializados de minorías ricas del poder en el Norte y el Sur
    3.  Unidade entre Saberes Ancestrais e Sobrevivência da Biodiversidade 
    Nossos saberes ancestrais estão unidos profundamente nas conservação produtiva da natureza, e nesse caminho, perante a Conferência das Partes 11 do Convênio de Diversidade Biológica e o Congresso da União Internacional da Natureza (UICN) chamamos a que sejam respaldados as seguintes propostas:
    ·         Priorizar a demarcação, legalização e segurança jurídica dos territórios indígenas, como garantia para a conservação da biodiversidade e os recursos genéticos e os saberes ancestrais.
    ·         Consolidar o Direito de Consulta Prévia e Consentimento Livre, Vinculante, Prévio e Informado, para o acesso aos recursos genéticos dentro dos territórios indígenas e os conhecimentos tradicionais associados.
    ·         Os recursos genéticos dos territórios indígenas e os conhecimentos ancestrais constituem o patrimônio natural e intelectual coletivo indígenas, conservado por milênios e transmitido de geração em geração.
    ·         O acesso aos conhecimentos ancestrais e os recursos genéticos devem contemplar a participação justa e equitativa nos benefícios incluindo os produtos derivados, tanto dos recursos genéticos como dos conhecimentos tradicionais associados.
    ·         Os conhecimentos ancestrais não estão no domínio público, mas no âmbito cultural dos povos indígenas e os Estados e organismos internacionais(como o Convênio sobre a Diversidade Biológica –CDB) adotem normativas jurídicos sui generis de proteção legal destes conhecimentos ancestrais.
    ·         Não à comercialização do conhecimento ancestral e ao uso indevido e não autorizado para as reivindicações de patentes biotecnológicas.
    4. Rio+20 : Soluções para a Vida, não para os Mercados
    A Conferência da ONU de junho de 2012 Rio de Janeiro será uma das últimas possibilidades para salvar todas as formas de vida do planeta. Os povos amazônicos chamamos à realização Atos Culturais-Políticos nas proximidades da Cúpula oficial, com líderes de povos e movimentos, artistas, cientistas, intelectuais, que ganhem a opinião pública e política global. Da mesma forma desenvolver estratégias de intervenção política dentro e fora de Rio+20 e construir uma Cúpula dos Povos plural e democrática, com ampla visibilidade pública. Tudo isso para ganhar o mais alto apoio político para a ONU que não se submeta ao irresponsável jogo de interesses do Poder, e que se avancem nos enfoques, objetivos e propostas tais como:
    ·         Não aceitar que a “Economia Verde” seja a combinação de neoliberalismo desenvolvimentista com “projetos verdes” mas uma mudança profunda com redução do consumismo, desperdício e depredação e a mudança do padrão de produção, consumo, distribuição e energia(hidrocarburos, biocombustíveis) com alternativas de harmonia entre sociedades, culturas e natureza.
    ·         Renovação do protocolo de Kyoto, em que haja compromissos firmes e exigíveis, de redução de gases de efeito estufa e com espaços de participação dos povos indígenas. Não deixar o mundo à deriva com poderes que imponham quanto, como e quando reduzir suas emissões.
    ·         Consolidação das Territorialidades dos Povos Indígenas e suas Visões de Vida Plena  de gestão holística da natureza para o”resfriamento” do planeta, mediante o aumento qualitativo dos fundos públicos globais para implementar tal demarcação e titulação.
    ·         Estabelecimento de uma Corte Ambiental Internacional,  funcionamento urgente, independente dos poderes  globais, com espaços de participação indígena, os mais afetados pelos crimes ambientais.
    ·         Reorganizar as atuais entidades ambientais da ONU para não sejam subordinados aos poderes contaminantes, superar  o burocratismo e ampliando os espaços de participação e incidência para os povos indígenas amazônicas e do mundo.   
    Finalmente, a  Cumbre  propôs o posicionamento da comunicação como uma linha de ação política, não só instrumental.
    Incidir em políticas públicas de acesso a meios de comunicação e uso de tecnologias de informação e comunicação e pôr em andamento o projeto de Rede COICA de Comunicadores Amazônicos.
    Os povos indígenas e a natureza somos um só, e por isso, estamos obrigados a manter as  florestas  em pé, reduzir o desmatamento e ser guardiões de seus serviços como a água, biodiversidade, clima para a sobrevivência da Vida.  Pedimos somente que nos deixem trabalhar em paz em nossa missão.
    ¡ Basta de “Belomonstruos” no Brasil, Guiana, Peru (Marañón, Pakitzapango), Bolívia e o Mundo!
    ¡ Não à um Rio+20 por cima da Morte dos Povos e Vida do Xingu
    ¡ Não à estrada no Território Indígena Isiboro Secure em Bolívia. Irmão Evo defenda  aos  povos e não os negócios do BNDES !
    ¡Basta à  destruição petroleira no Equador (Yasuní);Peru (Datem)e outros países  !
    ¡Não às imposições IIRSA, como o eixo multimodal  Manta-Manaus que destruirá o Rio Napo!
    ¡ Ação e Solidariedade com as lutas dos povos indígenas da Amazônia e o mundo!
    ¡ Guiana, Suriname, Guiana Francesa devem ratificar o Convênio 169 !
     Os Povos Indígenas Amazônicos, caminhando sobre a trilha de nossos ancestrais, pedimos  ao mundo abrir seus corações e sonhos e unirmos nas jornadas pela Vida, para Todas e Todos
    Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica, COICA
    Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Amazonía Brasilera, COIAB
    Perú
    Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana, AIDESEP
    ·         Coordinadora Regional de Organizaciones de Pueblos Indigenas- San Lorenzo, CORPI
    ·         Asociación Regional de Pueblos Indígenas de la Selva Central, ARPI
    ·         Organización Regional de Pueblos Indógenas del Oriente, ORPIO
    ·         Organización Regional AIDESEP Ucayali, ORAU
    ·         Federación Nativa de Madre de Dios, FENAMAD
    ·         Coordinadora de Defensa y Desarrollo de los Pueblos Indígenas de San Martin, CODEPISAM
    ·         Organización Regional de Pueblos Indígenas del Alto Marañón. ORPIAN
    Ecuador
    Confederación de Nacionalidades Indígenas de la Amazonía Ecuatoriana CONFENIAE.
    ·         Federación Indígena de Nacionalidad Cofán del Ecuador FEINCE
    ·         Organización Indígena de Nacionalidad Secoya del Ecuador OISE
    ·         Federación Interprovincial de Comunas y Comunidades Kichwas de la Amazonía Ecuatoriana FICCKAE
    ·         Federación Interprovincial de Centros Shuar FICSH
    ·         Federación de Organizaciones de Nacionalidad Kichwa de Sucumbíos FONAKISE
    ·         Nacionalidad Achuar del Ecuador NAE
    ·         Nación Sápara del Ecuador NASE
    ·         Federación Provincial de Nacionalidad Shuar de Zamora Chinchipe FEPNASH.ZCH.
    Bolivia 
    Confederación de Pueblos Indígenas de Bolivia CIDOB
    ·         Asamblea de Pueblo Guaraní APG
    ·         Organización de Capitanes de Wenhayek y Tapiete ORKAWETA
    ·         Confederación Nacional de Mujeres Indígenas de Bolivia CNAMIB
    ·         Central de Pueblos Étnicos Mojeños de Beni CPEMBE
    ·         Central Indígena de Pueblos Originarios de la Amazonía de Pando CIPOAP
    ·         Central Indígena de la Región Amazónica de Bolivia CIRABO
    ·         Central de Pueblos Indígenas de La Paz CPILAP.
    Brasil
    Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Amazonía Brasilera, COIAB
    ·         FEPOIMI, Cuiabá, Pantanal
    ·         COAPIMA, Coordinación de las Organizaciones y articulaciones de los Pueblos  Indígenas de Maranón
    ·         FOIRN-Federación de las Organizaciones Indígenas de Alto Río Negro
    ·         ASSOCIAÇAO HUTUKARA
    ·         FOIRN – Federacao das organizacoes indgenas do Rio Negro
    ·         ICRASIM – Instituto e Centro de Referência e Apoio a Saúde de Manaus
    ·         COPIAM – Conselho dos Professores Indígenas da Amazônia
    ·         OGPTB - Organização Geral dos Professores Ticuna Bilingüe
    ·         CGPH– Conselho Geral dos Povos Hexkariana
    ·         AMARN - Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro
    ·         COIAM - Confederação das Organizações Indígenas e Povos do Amazonas
    ·         AMISM - Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé.
    ·         ASSOCIAÇÃO WAIKIRU
    ·         ASSOCIAÇÃO DOS ÍNDIOS MUNDURUKU
    ·         MEIAM – Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas.
    ·         ORGANIZAÇÃO WOTCHIMAUCÜ
    ·         UPIM – União dos Povos Indígenas de Manaus
    ·         Organização Metareilá do Povo Suruí
    ·         Associação do Povo Cinta-Larga