IMPOSTOS EM SÃO PAULO

sábado, 20 de agosto de 2011

Hélio de Oliveira Santos sofre impeachment e Demétrio Vilagra é o novo prefeito de Campinas   CLIC NO TÍTULO


CARTAZ  DA CAMPANHA
Hélio de Oliveira Santos sofre impeachment e Demétrio Vilagra é o novo prefeito de Campinas

 A LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO É DE TODA A SOCIEDADE! CAMPINAS, AO MESMO TEMPO QUE COMEMORA NOS SEUS 237 ANOS UM DIA HISTÓRICO,ENVERGONHA SE DE POLÍTICOS COMO ESSE " DR. HÉLIO" DEMAGOGO E FRACO! FORA HÉLIO!!!!! SAIU AFIRMANDO: A VERDADE PREVALECERÁ!!!"  Minha pergunta é: PREVARICARÁ?




Recomendo o livro:"O MUNDO MUITO ALÉM DO MEU EU"
 O VICE, Demétrio VILAGRA ,QUE ASSUME, ESTÁ NA MIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO Desde a década de 1970, os Movimentos Sociais em Campinas,  denunciavam as falcatruas na merenda escolar...
Aí!!! não tortura!!!!!!

NEUROCIÊNCIA: para esclarecer porque o pensamento
humano não evolui... só com muito conhecimento é possível 
pensar diferente,criar,  desconstruir... 
Se não a cena fica igual ao outro aí!!!!!!!!!!!!!!



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MODA FASHION da Zara sendo fabricada por MÃO ESCRAVA-click no título

COMO SE SUSTENTA O MERCADO DE ALTO LUXO!!!!!!!! A MARCA ESPANHOLA, ZARA, NA CONQUISTA DE UMA AMÉRICA  AMERÍNDIA, ENQUANTO GRUPOS (X),COMO DE EIKE BATISTA, BATEM RECORD EM GANHOS...NA OCUPAÇÃO DO NOSSO TERRITÓRIO VOCÊ SABE O QUE É TRABALHO ESCRAVO !
FILME PROIBIDO PARA MENORES   DE     18 ANOS."

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O MUNDO MOBILIZA SE CONTRA A CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE






O III Seminário Técnico-Cientifico de avaliação dos dados de desmatamento na Amazônia Legal foi   organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo INPE, e realizado em São José dos Campos, em 27 e 28 de junho de 2005. O objetivo foi analisar os dados do PRODES.
 Informação disponível em: http://www.obt.inpe.br/prodes/seminario2005
Imagem da cidade de Chongqing em 2002,
antes de ser inundada pela represa da usina de Três Gargantas.
Foto de Ray_from_LA / Flickr
Agora que o Ibama deu sinal verde para a construção de Belo Monte e que os emprendedores da obra levantaram 1 bilhão de reais junto ao BNDES, que tal checar a quantas anda outro projeto hidrelétrico gigantesco e polêmico, a usina chinesa de Três Gargantas? O diário Christian Science Monitor acaba de publicar uma interessante matéria que mostra como muitos dos reassentados chineses – num universo de 1, 3 milhão de pessoas – terão que se mudar novamente, porque suas casas e seu sustento estão ameaçados devido aos impactos da usina, concluída em 2006 no rio Yangtze. Em março, numa guinada de atitude, o Conselho de Estado chinês admitiu que a maior hidrelétrica do mundo causou problemas sociais e ambientais e poderia levar a um desastre geológico. As águas do Yangtsé estão cada vez mais poluídas – o fluxo da água a montante é lento e não consegue arrastar o lixo – e os deslizamentos de terra perto da barragem tornaram-se mais frequentes.
rio tapajós
 Os rios Tapajós,Xingú,Madeira,abrigaram um dos maiores complexos hidrelétricos do mundo. Repetiremos os erros dos chineses,que hoje sabem o custo socioambiental desta devastação
 Dia Internacional de Ação para Defender a Floresta Amazônica
O Brasil tem multiplas tecnologias viáveis,incluindo a energia solar:www.sociedadedosol.org.br  CLICK NO TÍTULO DO POST PARA VER A MOBILIZAÇÃO EM VÁRIOS LUGARES DO MUNDO. NÃO QUEREMOS SER A CHINA!

domingo, 14 de agosto de 2011

PARA MEUS FILHOS PAPAIS!

Para meus filhos, Marcelo e Gustavo,neste dia que, no Brasil,  comemoramos o dia do PAI. O maior orgulho destes meus filhotes,que todos os dias são pais com letra maiúscula.
COMENTÁRIOS


Marcelo Teixeira disse...Muito Obrigado. 
Ninguém é PAI sem ter tido uma MÃE com letra maiuscula

Educomunicação Ambiental disse...Brigadão,filho,fazendo a roda da vida girar com toda essa garra sua.beijos

sábado, 13 de agosto de 2011

ACRE : SOBERANIA NACIONAL E A QUESTÃO INDÍGENA NA FRONTEIRA COM O PERÚ

AGOSTO 2011

A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC) divulgou neste domingo (7), em Rio Branco, um manifesto sobre a situação na base da Frente de Proteção Etnoambiental, no igarapé Xinane, na fronteira Brasil-Peru, que foi saqueada e permanece cercada por paramilitares peruanos. A CPI-AC pede a presença urgente das Forças Armadas, Ministério da Defesa e do Ministério da Justiça na região habitada por índios isolados, que são perseguidos por narcotraficantes, madeireiros ilegais e explosivos das grandes empresas petrolíferas internacionais do lado peruano.- É preciso que os governos estadual e federal, bem como o governo peruano, reconheçam que os índios foram, são e sempre serão parte relevante da política e das dinâmicas nacionais, especialmente na fronteira. Agora, com sua segurança ameaçada, esperamos que a defesa da soberania nacional não se sobreponha e se desconecte mais uma vez dos direitos e da política indigenista e da política dos índios. É preciso tratar do assunto de forma integrada e entender que, neste caso, a segurança nacional estará ligada a defesa da vida, não apenas da nação, mas daqueles que vivem, sobrevivem e fazem a região do Envira ser o Brasil que é - afirma.
Veja o manifesto “A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC) afirma seu apoio à equipe que integra a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira (FPERE), no rio Xinane, nas proximidades do Paralelo 10º, a 32 Km da fronteira peruana, em sua decisão de permanecer na base da frente, a despeito dos riscos e ameaças diante da invasão de paramilitares até que as autoridades competentes assumam a responsabilidade de proteção dos índios isolados e dos demais povos que vivem na região. O sertanista José Carlos Meirelles, os mateiros Marreta (Francisco Alves da Silva Castro) e Chicão (Francisco de Assis Martins de Oliveira), Artur Meirelles, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira (FPERE/FUNAI), e Carlos Travassos, da Coordenação Geral dos Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC/FUNAI), integram esta equipe que decide afirmar seu compromisso em defesa destas populações. Desde o início da década de 2000, a CPI/AC chama atenção para a relação dos índios isolados com as dinâmicas de fronteira e suas influências em terras indígenas demarcadas no limite entre Brasil e Peru, abrangendo o estado do Acre e o departamento de Ucayali. A ameaça do tráfico de drogas, atrelado à exploração ilegal de madeira e facilitado com as grandes obras de infra-estrutura sempre foi uma preocupação no tocante aos povos que transitam por entre as fronteiras nacionais. Estes desafios que causam o deslocamento dos povos isolados para áreas onde possam ter acesso principalmente à comida e segurança acabam por aproximá-los mais das aldeias de outros parentes. Com a emergência de novos desafios na fronteira, as relações territoriais nas imediações e nas próprias terras indígenas levam a mudanças nos padrões de deslocamento dos isolados. Estes padrões mudam dadas estas pressões. Contudo, os indígenas de terras já demarcadas e reconhecidas não sabem ou entendem muito claramente o que causa o deslocamento e as pressões, o que leva a uma condição de incerteza com relação à autonomia territorial que pode despertar possibilidade de conflito. No início de julho de 2011, a CPI/AC esteve presente em coletiva na FUNAI sobre a temática dos isolados, dada a divulgação na imprensa sobre eles estarem na iminência de conflito com outros grupos indígenas por causa de seu deslocamento. Nesta ocasião, chamou-se a atenção para o fato de que o problema dos isolados na região de fronteira, tal qual é  a situação do Envira, não poderia ser descolada das questões de segurança e soberania nacional. Ficou claro, neste momento, que a temática indígena, de seus territórios e, em última instância, de seus direitos à vida digna enquanto seres humanos é também relativa à soberania e merece igual atenção. Além disso, desde o início da história do Acre e de outros territórios de fronteira no Brasil, os índios sempre foram fator predominante para se dizer que o território era brasileiro, e que a terra merecia ser protegida.
Dessa forma, é preciso que no momento em que sua vida e seus modos de vida estejam sendo ameaçados, bem como daqueles que os defendem, os órgãos responsáveis constitucionalmente pela defesa deste território estejam a postos para protegê-los e, bem como os servidores dos órgãos responsáveis, constitucionalmente por defendê-los. Neste sentido, trabalhar para que a cultura, territorialidade e identidade indígena sejam preservadas, é fundamental para que os direitos indígenas, incluindo aquele de determinar sua própria vida, não sejam esvaziados em situações como as dos isolados, esquecidos nas fronteiras brasileiras.
Sendo assim, a demora e a falta de apoio que os membros da FPERE/FUNAI e da CGIIRC/FUNAI estão tendo para cuidar da invasão e do saque ocorrido no Xinane é, no mínimo, falta de respeito e cuidado com estas populações. Isto os deixa na iminência de práticas genocidas já ocorridas na região acreana e nas fronteiras. Nesta época, a sabedoria indígena já era importante ferramenta para definir as fronteiras políticas e expandir as fronteiras econômicas, ainda que os índios continuassem esquecidos, não compondo o projeto desenvolvimentista oficial, que é muito mais antigo do que os projetos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento.  Contemporaneamente, fora da agenda de expansão e cooperação comercial do país, os índios isolados continuam fora da pauta, à margem dos direitos humanos e da humanidade, não dado o seu isolamento, mas ao desrespeito com suas condições de vida.
A despeito de ser signatário da Declaração das Nações Unidas Para os Povos Indígenas e da Convenção 169 da OIT, que coloca o direito a se determinar de maneira sustentável dentro dos costumes comunitários como essencial, o Brasil não dá o devido cuidado à temática indígena, quando esta se confronta com desenvolvimento e com as políticas de fronteira. Com relação às últimas, indígenas não são reconhecidos como atores relevantes para a formulação e execução de ações. Dessa forma, quando vemos os membros da frente desamparados no posto de controle ao tentar defender estes direitos e o protagonismo indígena em tais situações, indignamo-nos. Por acreditar que isto é essencial para a segurança e sobrevivência dos índios isolados, assim como para a autonomia na gestão e segurança dos territórios daquelas comunidades já reconhecidas constitucionalmente habitando áreas fronteiriças, a CPI/AC busca fortalecer a inclusão deste problema nas agendas de política pública. A integração e a conversação entre as comunidades e poder público é a única via para a resolução desta situação. Acreditamos ser esta a verdadeira integração. Se os governos peruano e brasileiro estão empenhados em investir na integração de suas estruturas, então a segurança das fronteiras e das populações nela presentes é marco fundamental da mesma cooperação. A CPI/AC manifesta, assim, apoio à decisão do grupo que decidiu ficar na base e defender os índios isolados sob ameaça de genocídio pela ação de supostos paramilitares peruanos. Todavia, pensa-se que esta via de diálogo e ação, em consonância com as comunidades de forma imediata, vinda por parte das Forças Armadas, Ministério da Defesa e Ministério da Justiça é necessária e urgente. É preciso que os governos estadual e federal, bem como o governo peruano, reconheçam que os índios foram, são e sempre serão parte relevante da política e das dinâmicas nacionais, especialmente na fronteira. Agora, com sua segurança ameaçada, esperamos que a defesa da soberania nacional não se sobreponha e se desconecte mais uma vez dos direitos e da política indigenista e da política dos índios.  É preciso tratar do assunto de forma integrada e entender que, neste caso, a segurança nacional estará ligada a defesa da vida, não apenas da nação, mas daqueles que vivem, sobrevivem e fazem a região do Envira ser o Brasil que é. Por isso, urgimos ao poder público responsável que apóie e haja segundo suas prerrogativas constitucionais e internacionais. Ademais, pedimos que a sociedade política, que é muito mais que o governo, mobilize-se sobre o assunto em parceria com as organizações que já trabalham com o assunto a fim de que possamos exigir decisões acertadas sobre o assunto.
Rio Branco, 07 de agosto de 2011″ DOMINGO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

INDIGNAÇAO NO ACRE ! INVASÃO DE PARAMILITARES PERUANOS EM ALDEIA INDÍGENA

Foto de 2008 quando da descoberta da
Neste mes, agosto de 2011, foi noticiado a invasão de PARAMILITARES PERUANOS,
em nosso território no Estado do do Acre segundo a Coordenaçao Geral dos Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) orgão ligado a FUNAI. Veja hoje o ESTADO do mesmo local.
 Foto Agosto de 2011


"...,armados com fuzis e metralhadoras, na fronteira com o Acre, realizaram “correrias”, isto é, fizeram matança organizada de índios isolados, segundo Carlos Travassos, que se encontra na base da Frente de Proteção Etnoambiental, no igarapé Xinane.Cercado com outros quatro funcionários da Funai, Travassos usou a internet para enviar mensagem em que conta que a equipe localizou um novo acampamento usado pelos paramilitares peruanos. O coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, Artur Meirelles, e os mateiros Chicão e Marreta, encontram uma mala com cascas de cartuchos roubados da base da Funai."
 Na verdade,estes índios vem sendo monitorados e estudados desde sua descoberta em 2008. É possível acompanharmos esta situação através destas fontes:

Índios isolados são fotografados pela 1ª vez no Acre
Volto aos meus pensamentos. Trago aqui uma recomendação de meu amigo, o  Professor, médico sanitarista, Emerson E.Merhy,que um dia destes me disse: Odila leia o livro do Eduardo Viveiros de Castro* na série ENCONTROS da editora "azougue".Então lendo o capitulo " O Perspectivismo é a retomada da antropofagia oswaldiana em novos termos" (pag 116) no artigo de Luiza Elvira  Belaunde e que foi publicada originalmente na Revista "AMAZONIA PERUANA" percebi mais uma vez que a AMAZONIA, é o LUGAR! O Brasil e o mundo se des-locam para a AMAZONIA.Tudo passa por lá! O tráfego de drogas, grandes capitalistas de interesses economicos,nós socioambientalistas,a loucura, a ilusão do PARAÍSO,quem sabe vivido ou quem sabe perdido. O caldo cultural que nós não temos se quer idéia.
* Eduardo Batalha Viveiros de Castro (Rio de Janeiro, 19 de abril de 1951) é um antropólogo brasileiro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Formado em Ciências Sociais pela PUC-RJ, concluiu em 1977 o mestrado em Antropologia Urbana no Museu Nacional e em 1984 o doutorado, na mesma instituição.[1] Publicou inúmeros artigos e livros, considerados como importante contribuição para a antropologia brasileira e a etnologia americanista, entre eles: From the enemy's point of view: humanity and divinity in an Amazonian society, Amazônia: etnologia e história indígena e A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. Lecionou na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na Universidade de Chicago e na Universidade de Cambridge. Uma de suas mais significativas contribuições refere-se ao desenvolvimento do conceito de perspectivismo amazônico.
Sobre ele, diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual".[2]
COMENTÁRIOS: 
Cristina Fontes Lopes A invasão paramilitar dos peruanos, foi e é descabida. Não há como o Brasil aceitar uma coisa dessas. O sertanista Meirelles abandonado junto com seus mateiros e índios. Todos sozinhos enfrentando a barbárie dos peruanos. Só agora a Funai, juntamente com o governo federal, inicia os trabalhos e há…

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

NÃO A DIVISÃO DO PARÁ - click no título

desde 2008 estamos colocando situações insustentáveis no Pará.... 
1-http://educomambiental.blogspot.com/2008/02/vai-sobrar-para-mata-atlantica.html
2- http://movimentoemdefesadopara.blogspot.com/ 
10 Mai 2011
O Pará passará de uma área de para 1.247.950 km2 e uma população de 7581.051 para uma concentração habitacional de 4.554.917 numa área onde 143 municpios dividíam riquezas (como bauxita,ferro,ouro,cobre e o roubo-ilegal ...

terça-feira, 26 de julho de 2011

SIRVA SE A VONTADE ! O VENENO ESTÁ NA MESA_clic no título


OS AGROTÓXICOS E AS SEMENTES TRANSGÊNICAS
Prof. Athen Teixeira Filho, da UFPEL, Pelotas-RS, junho de 2011.
“Agrotóxico” é um tema sobre o qual poderíamos debater horas ou dias, manifestar opiniões favoráveis ou contra, recomendar o uso ou não, entretanto, independente deste fato, eles são o que são; venenos sintéticos de alta potencialidade produzidos pelo homem para “matar pragas”. Aliás, como negar o óbvio expresso no próprio nome? São biocidas – matam tudo o que tem vida!
Também é fato que “o mundo tem fome”, precisa ser alimentado e várias vezes ao dia. Não obstante, os informados sabem que a produção de alimento atende esta demanda global. Então, por que ainda tem gente morrendo de fome (de crianças ainda em úteros, suas mães, até velhos)? A resposta, tão simples quanto desumana, é que os governos/empresas não têm interesse/estrutura/não se preparam para a distribuição deste alimento produzido. Em alguns casos, como em grande parte da parcela de grãos que o agronegócio nacional produz, a preferência é de alimentar animais. Some-se a isto o fato de que, hoje, “grãos” não servem só para alimentar, mas passou a ser uma coisa chamada “commodity”, que equilibra ou desequilibra a “balança comercial”. É negócio!
A argumentação que discute diferenças entre “volume” e “quantidade” não passa de tergiversação e discurso ilusório. As doses são abusivas, criminosas, desproporcionais e só atendem os interesses delituosos das empresas.
“Pragas” surgem em ciclos biológicos naturais ou por conta do desfrute equivocado de plantios (mais comum), como nas lavouras comerciais (monocultivos) que destroem o equilíbrio predador/predado. Muitas “pragas”, assim como as “plantas invasoras”, são, na realidade, elementos próprios e fundamentais à vida de determinados biomas. Elas têm sua designação alterada visando enganar os menos atentos. Puro engodo de espertalhões.
Como professor de anatomia não possuo a melhor qualificação para dizer qual a forma adequada de plantar, mas já vi produtores familiares produzindo qualitativamente, sem agrotóxicos e devo salientar que este grupo não é pequeno. O interessante é que são combatidos e relegados à sua própria sorte, recebendo apoio irrisório – uma verdadeira afronta – por parte de programas governamentais. Intelectualmente é pobre, e até grotesco, argumentar que para produzir precisamos anexar ao alimento altíssimas doses de venenos e, ainda insano, fazer com que o próprio alimento disponibilize a peçonha – como a toxina Bt.
E aqui já alcançamos outro crime – os transgênicos!
Publicações demonstram que esta toxina Bt ultrapassa a barreira placentária, indo agredir a própria segurança do feto (Aris, Aziz & Leblanc, Samuel. Maternal and fetal exposure to pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of Quebec, Canada. Reproductive Toxicology. Article in Press). Percebam que esta mãe nem precisa ir até a lavoura para se contaminar, pois recebe o veneno em sua casa, embalado e com data de validade. Este “alimento” fantástico também é chamado de “commodity”!
Já está comprovado que os biocidas necessitam aumentar sua dose de aplicação, pois as “pragas” se tornam resistentes – estão nos envenenando cada vez mais e mais. Temos, também, a troca de biocidas. A CTNBio já recebeu pedido de pesquisa visando a aplicação do famoso “agente laranja”, pulverizado por mercenários sobre o Vietnam durante a guerra, e que foi responsável pela morte em agonia de milhares de pessoas, pela mal formação e também morte fetal de outros tantos indefesos/inocentes.
E como o organismo recebe um veneno deste tipo? Com morte celular e alterações gravíssimas.
Alguns hormônios difundem-se nos tecidos orgânicos em valores expressos em “fentogramas”, valor igual a 10-15, ou seja, 0,00000000000001. Registre-se que a quantidade de agrotóxicos – e produtos presentes em transgênicos – que ingerimos via alimentar é muito superior e, assim, entende-se que a ingestão destes geram sangramentos no sistema digestório, espessamento de mucosas de células intestinais, proliferação celular desregulada (o que pode levar à câncer), náuseas, alergias gravíssimas, dificuldade de aprendizado, entre outros”.
Os resultados de pesquisas em ratos mostraram que o Glifosato Roundup foi responsável pela desregulação hormonal e diminuição significativa da produção de testosterona, corroborando efeitos tóxicos sobre o sistema reprodutivo endócrino (Romano, Renata Marino; Romano, Marco Aurélio, Oliveira; Cláudio Alvarenga. Arch Toxicol. 2010, 84:309–317), assim como indutor de más formações fetais (Romano, R. M. et al. Chem. Res. Toxicol. 2010, 23, 1586–1595). E, se ocorre em testículos, pode-se inferir que os ovários sofram iguais efeitos, já que ambos têm a mesma origem embriológica. Realço que as conseqüências para as mulheres são muito mais terríveis, pois elas não renovam seus gametas que, uma vez agredidos ou alterados, as gestações terão altíssima possibilidade de gerar problemas (morte fetal, mal formações, etc.). Outros estudos já relacionaram o mesmo produto ao câncer de próstata.
Recente notícia repassada em 25 de maio de 2011 pelo noticiário alemão “Exakt – Das Nachrichtenmagazin” (http://www.mdr.de/exakt/8640261.html), com o título “Glifosato – O perigoso veneno de plantas” (Glyphosat – Das gefährliche Pflanzengift) relata, em agricultores, doses de 5.6mg/litro de glifosato na urina – esta dose é elevadíssima se comparada com o volume acima relatado de fentograma com que os hormônios atuam. Alguns acham que está bem, como o presidente da CTNBio, que disse que beber um copo deste biocida não traz problemas (http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=745). Esta defesa apaixonada e irracional deste produto não combina com a investidura do cargo, mas a exigida isenção não ocorre, nem por fingimento.Por fim, lembro que o DDT “veio para salvar a humanidade das pragas”, mas como praga/veneno em si mesmo, foi responsável pela morte de muitos, tem-se fortes suspeitas de ter contribuído pela diminuição na produção de espermatozóides da espécie humana, diminuição da própria qualidade de vida, matou animais silvestre – quase extinguiu a águia americana – ainda está presente em todo o planeta e serviu, de fato, só para enriquecer seus produtores. A mesmíssima coisa ocorre com o glifosato, e que não é biodegradável como mentiam as primeiras embalagens, e a Monsanto foi punida por isto.
Assim, mesmo que pudéssemos escrever muito mais, voltamos ao início. Agrotóxicos são o que são; biocidas gerando fortunas bilionárias aos seus produtores. E dane-se o mundo!
P.S. Notem que as crianças em gestação são extremamente agredidas, fato que parece não importar para alguns grupos, mas nada justifica tamanha sanha em busca de acúmulo financeiro.
Dr. Althen Teixeira Filho
Professor Titular
Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Biologia
Disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos
SOBRE O FILME: GENTILEZA DE GRACIELA PAGLIARO
O documentário “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler – lançado no dia 25/7, no Teatro Casa Grande – está disponível nos seguintes links (ajudem a divulgar!):

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O CENÁRIO PARA "AVATAR II" ESTÁ PRONTO. É A DESTRUIÇÃO DO GRANDE RIO XINGÚ : click no título

Avatar- estudo

 A ficção científica de James Cameron, no primeiro episódio de Avatar, foi gerado de vários estudos incluindo este epsódio de guerra a esquerda e o de Miguel Nicolelis   neurocientista brasileiro.. Desnecessário dizer ou falar sobre suas pesquisas.Acabou de lançar um livro que quero comprar. O MUNDO MUITO ALÉM DO NOSSO EU. O cenário do RIO XINGÚ assemelha se a esta grande invasão. Chegam mais de 700 máquinas pesadíssimas através do Porto Paraense e alcançarão o GRANDE RIO XINGÚ. 






Avatar de James Cameron

estudos Avatar



A hora é do grito do GUERREIRO DA PAZ chamando  todas as forçar do Universo.A letra e a música são do grande XAMÃ do Rio Grande do Sul Orestes Grokar. Antes do inicio da "gravação das CENAS" de AVATAR II conclamemos o Universo.Que o pensamento tecnológico e do processo da expansão civilizatória não seja a derrota do pensamento humano.


LEIA TODA A HISTÓRIA DOS 20 ANOS DE LUTA NO RIO XINGÚ CONTRA A UHE
1- http://socialismo.org.br/portal/questoes-agrarias/107-artigo/1129-vinte-anos-de-luta-contra-uhe-belo-monte 
2- http://socialismo.org.br/portal/economia-e-infra-estrutura/100-entrevista/1665-belo-monte-e-a-expressao-e-o-significado-do-governo-lula-sarney


terça-feira, 19 de julho de 2011

Como em AVATAR AS MÁQUINAS chegam para alcançar o GRANDE RIO!_ clic no título













 O que acontece no Rio XINGú não é ficção científica.... é um processo CIVILIZATÓRIO destruidor pela e para a tecnologia ,não a favor da humanidade.

domingo, 3 de julho de 2011

"ROSA DOS VENTOS" : O PARAISO É AQUI !

Carlos R.Brandão
 Encontrei me com Carlos Brandão, na rua, em Campinas. Convidou a todos nós para uma visita ao Sitio Rosa Dos Ventos, no sul de Minas. Ainda estava "embriagado de felicidade" com as últimas atividades no SITIO . Ele estará nos próximos meses navegando, com seus alunos, através do  RIO S.FRANCISCO.
Bom ambiente de aula! Repasso a carta da Claudia

   
               "Rosa dos Ventos"

Dizem que fotografar é eternizar olhares, e era isso que faríamos no feriado de
Corpus Christi na cidade de Goiás; mas, olhares sem rédeas, acostumados a sonhar contemplando as lonjuras do horizonte, dessa vez resolveram, de fato, percorrê-lo até esbarrar nas montanhas do sul de Minas.E entre montanhas, um lugar chamado Poços de Caldas com suas praças sempre povoadas que mais parecem cenários de filme com final feliz. Um lugar quentinho onde água saída das entranhas da Terra nos proporciona um banho relaxante; mãos trabalhadeiras que na feira de economia e pessoas solidárias expõem seus frutos coloridos e saborosos aos olhos. Um trem suspenso nos trilhos do tempo e do espaço carrega o testemunho de ânsias desnudando o gosto doce da calmaria.Um pouco mais e chegamos a Caldas onde música e poesia nos brindou com mágicos momentos no barracão das artes e no arraial a temperatura do caldo é medida por pontas de dedos, talvez ingênuos, ou apressados em servir,
entardecer no Sítio
ir.De Caldas a Pocinhos do Rio Verde é um pulo que de alegria se faz ao descortinar, ainda mais, a beleza da natureza. E quase chegando ao pico é possível apreciar a obra dos ventos arquitetos que uma rosa nos fez. Uma gente diferente habita esse lugar, deve ser outra espécie de ser humano ou aquela ainda por descobrir em todos. Uma gente despida de egoísmo e dispostos a cooperar.Caminhando por essas alturas, reflito o tamanho pequeno da pedra invisível que sou e desvendo imensidões de mim.
O ‘paraíso perdido’ se encontra lá. Lá onde as pessoas se ajudam, lá onde o sorriso é verdadeiro, lá onde o frio esquenta a alma, lá onde os sentidos são despertados da sonolência corriqueira, lá onde até bonecos são tratados pelas crianças por “senhor” em sinal de respeito, lá onde Brandão é superlativo de brandura, lá onde tem um morro só para as estrelas e nós, teimosos, insistimos em subir para colher um pouco de luz, lá onde sempre cabe mais uns, lá onde na cozinha se faz muito mais que refeições, lá onde aprendemos que abelha não é sinônimo de ferroada e sim de mel, lá onde Mel também é nome de cachorro, lá onde a dança circular desenha a essência de nossos seres, lá onde um senhor chamado Generoso faz vinho e revela nas dobras das mãos o envelhecer de seus infindáveis esforços em driblar a solidão, lá onde o vinho nos embriaga de virtude e poesia, lá onde filósofo ensina, aprende e produz queijos, lá onde a coleta seletiva e coletiva funciona, lá onde a neblina brinca com as montanhas de manhã cedinho nos fazendo sentir no céu, lá se chama Rosa dos Ventos e é lá que eu quero voltar...Chega a hora da despedida e percebo que mais que eternizar olhares, cenas futuras se formam e na fotografia desses dias muito há o que revelar.Despeço-me carregada de encanto, deixando ao longe apenas a sensação gostosa do verdadeiro acolhimento. Cláudia Rodrigues de Paula Inverno de 2011

venda de produtos
oficina na praç
"Um pouco mais e chegamos a Caldas onde música e poesia nos brindou com mágicos momentos no barracão das artes e no arraial"
CARTA RECEBIDA DO CARLOS BRANDÃO
Gente amiga e querida, de perto e de longe,
Estou enviando esta mensagem coletiva apenas porque o que vivemos na ROSA DOS VENTOS no feriado de Corpus Christi, e mais em  Caldas e em Poços de Caldas, foi de uma tal feliz e fecunda intensidade, que quando acabou de acontecer, na manhã (gelada a 3 graus negativos) em que a casa ficou vazia (ou quase), eu me perguntava: "aconteceu mesmo?"
Vivemos em apenas quatro dias, dias que pareciam mais um conto de milagres do que uma realidade.Chegamos a ser 45 pessoas dormindo lá e, entre quem chegava e saía, fomos mais de 60 pessoas por lá. Como sempre, gente vinda de perto e de longe (e de muito longe). Gente "da casa" e gente que apareceu por lá pela primeira vez.Foram encontros e re-encontros felizes e, alguns, inesperados mesmo.Em três ou quatro dias, reunindo gente que se conhecia e gente que nunca se viu, vivemos o seguinte:Uma inesperada oficina de abelhas nativas e seu reconhecimento na mata;Uma oficina de fabrico de queijo mineiro coordenada pelo filósofo Flora;Uma oficina de dança do ventre, coordenada por Sandra;Um fecundo novo encontro do grupo do Tao;O lançamento de um cd-livro de Henry, um filósofo-cantor e mais Paulo, um engenheiro florestal-poeta que nos maravilharam (uma apresentação no Brracão das Artes em Caldas, e um repeteco na Casa Azul da Rosa dos VentosUm espetáculo inesquecível de mamulendos com Chico Simões ("na hora!");A esperada Feira de Economia Solidária em Poços de Caldas (com roda de conversa minha debaixo de sol em manhã gelada);
A festa do arraial em Caldas;Duas caminhadas até o Morro das Estrelas (uma com todas as estrelas e outra com toda a chuva);Duas reuniões do Centro Mutirão de Educação Popular e Economia Solidária, que estamos criando por lá.
Será que faltou alguma coisa?
E mais muita conversa, muito encontro e re-encontro. Alguns almoços de jantares de comidas conhecidas e desconhecidas. E mais gente que teve coragem de ir no rio Verde e tomar banho de cachoeira. E mais rodadas de violão e cantorio na varanda.  E mais o frio que chegou depois da chuva, e foi de -3 graus na madrugada de segunda pra terça.Enfim, dias breves que pareceram um tempo quase sem-fim.Estamos programando uma série de encontros de estudos de economia solidária da equipe que vai "tocar o Mutirão". Se mais alguém tiver vontade de vir estar conosco, veja um outro e-mail em que escreverei a propostaPor agora pensamos encontros de pelo menos um dia inteiro de estudos conjuntos nestas datas: 6 e 7 de agosto; 27 e 28 de agosto.Estamos programando com Marcos Arruda e outras gentes um outro encontro ampliado ao redor de economia solidária. Falta definir data e mais arranjos. Uma alternativa seria ao redor do 7 de setembro, que cai numa quarta. Outra seria o 12 de outubro, quando estarei no Pontal do Tirângulo Mineiro. Outra seria em volta do 15 de novembro, que cai numa terça.Avisaremos toda a gente sobr este encontro e outros mais.
O site www.sitiodarosadosventos.com.br está sendo re-criado para se tornar inclusive mais interativo. Esperem com calma mineira.
Entre 13 e 31 de julho estarei no "outro lado de Minas Gerais". Estarei entre Pirapora e Manga, viajando "São Francisco rio abaixo", com uma equipe de professores(as) da USP e da UFU e de alunas. A viagem faz parte de nosso projeto Etnocartografias do Rio São Francisco (no trecho mineiro). Deverei estar por alguns dias sem bons contatos de celular e de internet.
Devo voltar dia 1 de agosto. Teremos então reuniões novas na Rosa dos Ventos e no Pontal. Estamos criando juntos um projeto de educação junto a assentamentos e acampamentos de reforma agrária da região do Pontal do Triângulo. A proposta envolve o Campus do Pontal, em Ituiutaba, O Instituto Federal Tecnológico do Sul de Minas (em estudos) e o nosso Centro Mutirão.  
Por agora, que fique um abraço amigo em meu nome e no de toda a "Gente da Rosa dos Ventos"
Carlos Brandão.
O que é paz cresce por si mesmo
João Guimarães Rosa

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A MORTE, OS ÍNDIOS E NOSSA AMERÍNDIA EM 2011

O Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil- 2010 traz, mais uma vez, um triste dado envolvendo as crianças indígenas: o número de mortalidade infantil, que cresceu 513% se comparado a 2009, quando 15 casos foram registrados. Destaca-se a situação desoladora do povo Xavante da Terra Indígena Parabubure, no Mato Grosso, onde 60 crianças morreram vítimas de desnutrição, doenças respiratórias e doenças infecciosas, o que equivale a 40% do total de nascimentos no período.A situação em Mato Grosso é recorrente. Em 2008 e 2009 – somando-se os dois anos, este mesmo relatório apontou a morte de 33 crianças. O fato é conseqüência do descaso e do abandono em que vivem os indígenas do país, sendo as crianças a população mais vulnerável.
COMENTÁRIOS:
Bete zuza disse...Como a Funai e a Funasa deixam isto acontecer, isto é um descalabro
um abraço.Bete
Continue lendo em:  
1- http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=5656&eid=257
2- Índice de mortalidade infantil de povoados indígenas cresce 513% entre 2009 e 2010, diz ONG Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/30/indice-de-mortalidade-infantil-de-povoados-indigenas-cresce-513-entre-2009-2010-diz-ong-924806101.asp#ixzz1QprZjg5x 
E MAIS:VEJA A LUTA PELA VIDA NO RIO XINGÚ


terça-feira, 28 de junho de 2011

" A HISTÓRIA DO CAFÉ" : MAURICIO SQUARISI, MEU AMIGO E PRODUTOR DE ANIMAÇÃO NO CINEMA

MEMÓRIAS E PERFUMES DO CAFÉ:  UMA HISTÓRIA DESDE A PRIMEIRA REPÚBLICA  NO ESTADO DE SÃO PAULO

COMENTÁRIOS: Antônio Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem 
" A HISTÓRIA DO CAFÉ" : MAURICIO SQUARISI, MEU AM...": Fui presenteado com um selo e mandaram escolher os dez blogs de amigos para serem homenageados. Você foi um dos escolhidos. Vá lá e pegue o seu selo, neste endereço: http://carlos-geografia.blogspot.com/2011/06/meu-presente.html 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"PÍLULAS DE LUCIDEZ" ! REFLEXÕES SOBRE O CAPITALISMO MODERNO

"Montado a partir de testemunhos pessoais, como do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, e o politólogo Samir Nair, Ignácio Ramonet, o músico Manu Chao, que falaram sobre o modo em que o modelo de globalização tem sido levado a cabo no mundo."

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ÁGUAS EMENDADAS


Um passarinho me contou...
 Talvez Odila aproveite para o Blog, enquanto não faço o meu. As "Aguas Emendadas" são um recanto no planalto próximo a Brasília e na região de Formosa, uma das cidades de Goiás próxima a Planaltina - cidade satélite do DF na saida norte, rumo a Fortaleza e Barreiras-BA. Naquele lugar se juntam na "Lagoa Feia" e "Lagoa Bonita" (ambas são bonitas) as nascentes ou fervedouros de três pequenos córregos que seguem rumos diametrais. Um desce para Minas (leste), região de Unaí e vai para a bacia do São Francisco. Outro desce para Goiás (sudoeste) na região de Santo Antônio do Descoberto e vai para o Rio Parnaíba, que desce para a baciado Paraná. Outro sai a noroeste, se junta ao Rio do Sal, que vai para a bacia do Araguaia. São três bacias - São Francisco, Paraná e Araguaia, emendadas nas duas lagoas. Eram lagoas habitadas em volta por posseiros rurais pobres e sem saneamento. Durante anos foram núcleos de infestação por Schistosoma Mansoni no DF. Se fizeram saneamento e limparam a lagoa talvez tenham devolvido ao cerrado um patrimônio da natureza. Não dava para entrar na água. Os mirascídios eram visíveis a olho nu nadando dentro de um copo dágua pescado da lagoa quando eu era interno da FCS/UnB em 1973 e fui lá acompanhando o Professor Simões Barbosa. O peixe imaginário de Luiz Gonzaga poderia viajar o Brasil inteiro indo e voltando dos oceanos para os rios até o planalto se pudesse subir 'ao contrário dos rios, nadando contra as águas, e nesse desafio...'. Ouçam "Riacho do Navio" e entendam.
Heleno Corrêa
Aproveitem as foto!!!!!.       Heleno em 10 junho 2011!!!!!
O arquiteto aposentado e fotógrafo Tancredo Maia faz parte do grupo Oito fotógrafos e um destino: Águas Emendadas  que está fazendo o levantamento fotográfico da Estação Ecológica Águas Emendadas. Em mensagem de divulgação, o conceituado fotógrafo nos convida a conhecer mais sobre este projeto. Vale muito à pena!
Visite o blog http://www.aguasemendadas.com/2011/05/oito-fotografos-e-um-destino-aguas.html 
Cordialmente, Movimento Cidadão Park Way, Núcleos Rurais Vargem Bonita e Córrego da Onça

Consulta Eletrônica
BARROS, M. A G. Brasília, UnB, 1997.
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Brasília, EMBRAPA, 1992 (2a Ed.).
GOVERNO do Distrito Federal. Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, Secretaria de Agricultura Produção. Maio de 1977.
IBAMA. Instrução Normativa nº 03 de 27 de maio de 2003. -LEI FEDERAL No 9.985/2000. (SNUC).
UNESCO. Brasília, UNESCO, MAB, Reserva da Biosfera do Cerrado, 2003.
Companheiros Andarilhos de Brasília (www.cabra.org.br/informativo/2003_04)
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF (www.semarh.df.gov.br )
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1992/353 )
Base de Dados Tropical (www.bdt.fat.org.br/zoologia/aves/avesdf/texto )
CORREÇÃO PARA "EMENDAR ÁGUAS" !

Não são 3 bacias nas águas emendadas - são duas. Um dos córregos vai para o Tocantis e não para o Rio Araguaia. Ou seja - minha geografia está completamente errada. Também quem manda não estudar.Mas as Aguas EMENDADAS "existem. O link e o PDF estão aí. O Joaquim encontrou e corrigiu. Os detalhes estão na página 8. Divirtam-se. Heleno.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

MOÇÃO PELA VIDA E CONTRA OS AGROTÓXICOS

FÓRUM PEMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA

Na aurora das ciências e avanços teconlógicos, a humanidade ainda não inventou algo que substitua o alimento necessário ao bom funcionamento do organismo. Após o paleolítico, ocasião em que o Homo sapiens deixou de ser nômade e passou a ser agricultor (8000 a.C.), inúmeras transformações ocorreram em função do poder instituído na humanidade, afetando as águas, as terras, o fogo e os ares. Adotando um modelo desenfreado de desenvolvimento, numa visão imediatista de lucro da minoria, testemunhamos a exclusão social e as injustiças ambientais que assolam o mundo. Sob o falso discurso de ser celeiro da humanidade, grande parte dos alimentos produzidos pelo agronegócio mato-grossense serve para refeição às vacas holandesas.O uso e o nível de agrotóxicos, como fruto deste manejo sem ética, compromete a qualidade dos alimentos para o consumo humano e animal, provoca poluição, corrobora com as mudanças ambientais negativas, provoca competições desonestas, aumenta cada vez mais o abismo entre ricos e pobres e até impede que agricultores da agroecologia mantenham sua produção sadia e certificada. A insustentabilidade da vida mato-grossense não é somente instituída pelo governo, como estimulada essencialmente pelo manejo agrícola mecanizado e baseado em agroquímicos.Para a defesa da sustentabilidade instituinte e planetária, os participantes deste fórum permanente contra os agrotóxicos e pela vida, manifestam-se:
 ü  Pela defesa do código florestal como parte da sustentabilidade planetária, que não tenha meramente um interesse econômico, nem seu objeto e muito menos o final almejado;
ü  Por um zoneamento participativo, discutido e proposto no bojo do Grupo de Trabalho de Mobilização Social e que favoreça a agricultura familiar e a valorização do mapa social;
ü  Pelo repúdio aos megaprojetos de hidrelétricas como Belo Monte, além das inúmeras PCH que destroem a natureza e a cultura e, assim, também pela suspensão de qualquer obra que venha prejudicar a integridade ambiental e também dos povos do Pantanal, com a imediata retirada do projeto de hidrovia Paraguai-Paraná do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
ü  Pela concordância da “Moção contra o uso dos agrotóxicos e pela vida” aprovada durante a realização do V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (São Paulo, USP, 20 de abril de 2011) em seus tópicos: Proibir a pulverização aérea de agrotóxicos, tendo em vista a grande e acelerada expansão desta forma de aplicação de venenos, especialmente em áreas de monocultivos; Suspender as isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos; e Elaborar e implementar um conjunto de Políticas Públicas que viabilizem a superação do sistema do agronegócio e a transição para o sistema da Agroecologia;
ü  Pela defesa da autonomia das ciências éticas, que metodologicamente se inscrevem na soberania científica e essencialmente no compromisso político dos cientistas, seja na área da saúde, ecologia, educação, sociologia ou qualquer outra área do conhecimento e, portanto, repúdio a todo tipo de represália às pesquisas que evidenciem os danos causados pelos agroquímicos; (Pela valorização das pesquisas que evidenciem os danos causados pelos agroquímicos e proteção dos cientistas);
ü  Pela criação de programas de pesquisa sobre os impactos dos agroquímicos na saúde, no meio ambiente e nos alimentos e consequente análise de resíduos nos produtos do agronegócio exportador, além do apoio às vítimas de contaminação;
ü  Pela sensibilização dos conselheiros municipais de saúde, em especial o segmento dos usuários, quanto aos impactos na saúde e no meio ambiente, provocados pelo uso de agrotóxicos;
ü  Pela defesa dos Direitos Humanos, em especial ao estudo e intervenção da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre as ameaças de morte em MT e erradicação imediata do trabalho escravo e da violência instituída no campo;
ü  Pela defesa das vidas dos povos e comunidades tradicionais e grupos sociais vulneráveis, como os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, artesãos, agricultores familiares, retireiros do Araguaia, seringueiros, trabalhadores do carvão e tantos outros grupos marginalizados pelo poder econômico;
ü  Pela justiça socioambiental do campo e pela liberdade e autonomia dos sindicatos dos trabalhadores rurais na luta pela vida, e o nosso repúdio às ameaças de morte aos que combatem os agrotóxicos;
ü  Pela responsabilização legal e penal daqueles que utilizam os agroquímicos, assumindo os riscos das externalidades advindas de seu uso no meio rural e urbano;
ü  Pela proibição, no Brasil, da propaganda e uso de agrotóxicos já proibidos em outros países (especialmente na Europa) e sua equiparação à mesma condição de outras substâncias perigosas, com transporte e uso controlados; Por propagandas na mídia de massa que mostrem os males causados por agrotóxicos nas pesquisas feitas durante os últimos anos, que equiparam-nos às drogas tóxicas;
ü  Pela defesa das zonas de amortecimento ao redor de vilas, cidades, terras indígenas e unidades de conservação em regiões agrícolas;
ü  Pelo apoio efetivo e oficial aos agricultores familiares na conversão para modelos de agricultura de base ecológica;
ü  Pela elaboração de políticas públicas (nos níveis municipal, estadual e federal) que viabilizem a agroecologia;
ü  Pela defesa e valorização da agricultura familiar, considerando sua autonomia das sementes e técnicas tradicionais;
ü  Pelo direito a um ambiente limpo, livre de agrotóxicos e transgênicos em que as populações com seus direitos velados tenham condições de justiça;
ü  Pela defesa ampla, irrestrita e permanente da biodiversidade e de todos os elementos que tecem uma humanidade ética, socialmente inclusiva e ecologicamente protegida.
PELA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA TERRA !
Aprovada pela plenária final do Fórum Permanente contra o agrotóxico e pela vida, em 03 de junho de 2011, na ADUFMAT-UFMT, município de Cuiabá, MT.